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Arbitragens e Sistemas




É melhor falarmos em arbitragens que em arbitragem.
Se houvesse Arbitragem era porque havia um critério uniforme na abordagem aos jogos por todos os árbitros.
Não, não vou dizer que as coisas são desonestas.
Mas errar em demasia é erro grosseiro. Errar só para um lado, dá para nos interrogarmos.
Para o jogo do Porto, temos uma arbitragem madeirense, Elmano Alves (vidé a sua caracterízação no jornal "O Jogo": "Algo incoerente no modo de administrar a disciplina, quando o comportamento dos atletas se agudiza revela hesitações pouco aconselháveis. Mostra-se algo condescendente perante viciados, escudados em estatuto de pseudo-superioridade, no protesto, contestação e tentativa de pressão ". Se a isto adicionarmos um assistente da A. F do Porto penso que os temperos estão lá todos. Pode ser que me engane...
Ou seja, caso os nossos dirigentes não se previnam para males maiores, depois do corridinho do Algarve no Estoril, vamos levar com o bailinho da Madeira.
No jogo com o Estoril, felizmente que não sou só eu a escrevê-las, o Alexandre Pais escreve com todas as letras que o tal senegalês que nos marcou o golo ás três tabelas já não devia estar em campo depois duma entrada suicida ao Marco Paulo.
Isto para além de ter referido da anulação de uma jogada de ataque do Belenenses por pretenso fora-de-jogo, sendo certo que o Antchouet até estava antes da linha de meio-campo.
Pois é, faltou falar no lance que para mim é penalty, mas assumiu a sua condição de belenense, não só na apreciação a essa arbitragem, mas também ao despedimento de Lito pelo Elvas, o tal que, segundo ele, jogou no “meu clube”. Para os mais novos, relembro que este jornalista foi director do “Jornal do Belenenses” no tempo do Presidente Mário Rosa Freire, sendo certo que nesse tempo o Jornal do Clube caía na caixa do correio gratuitamente sem que os sócios tivessem que mexer uma palha.
Palpita-me que os vários “sistemas” já começaram a funcionar em pleno, a julgar pelas incendiadas declarações públicas de pretensos distintos dirigentes, os quais ganham os jogos fora das quatro linhas com a cumplicidade, cobertura e ânsia jornalística com capas e artigos de fundo do que um disse para mais espicaçar o outro.
Louve-se o Alexandre Pais, que a meu ver, foi o único vir a terreiro defender os interesses do Clube dele, já que, para os dias que correm, é um risco ser-se belenenses na área da Comunicação Social.
Saudações Azuis



Os Eternos Benefícios à 2 ª Circular



Vejamos os favores concedidos ao clube da Luz, para além do negócio secreto que os dirigentes do Belenenses com o mesmo celebraram sob a égide do Caso Paulo Madeira.

1. A gestão do dossier fiscal do Benfica foi um dos maiores acidentes da super ministra Ferreira Leite. A gritaria na comissão parlamentar, invocando a sua seriedade pessoal, revelou-se insuficiente para apagar as dúvidas sobre as facilidades concedidas ao clube da Luz. Mas se, em relação a esta questão, Manuela Ferreira Leite ainda tentou deitar água na fervura, o mesmo não se pode dizer em relação à falta de transparência do seu aval, por despacho, cinco dias depois de tomar posse, à aceitação de um lote de 3 milhões de acções da SAD do Benfica, avaliado em 9,9 milhões de euros, como garantia de pagamento de uma dívida fiscal.

2. Ou o Benfica paga ao Fisco ou desce à II Divisão (vide o caso do Salgueiros). Valentim Loureiro, presidente da Liga, quer jogo limpo. Na origem da crise estão as ligações perigosas entre clubes e Fisco. Dois meses depois da auto denúncia do Benfica, há um inquérito criminal por alegada corrupção. Rui Rio, em entrevista à VISÃO, afirma: “Tudo isto é intolerável”.

3. EPUL Perde 2,5 Milhões de Euros no Negócio com o Benfica
Depois de ter comprado ao Benfica terrenos que tinham sido dados pela Câmara de Lisboa ao clube da Luz, a EPUL vendeu-os a um privado e disse ter feito um "bom negócio". Mas esqueceu-se de contabilizar outros encargos que entretanto teve de assumir. Contas feitas, a EPUL já está a perder 2,5 milhões de euros. E só os privados saem a ganhar.

4. Isto para não falarmos já da alteração ao Plano de Pormenor de Urbanização dos terrenos adjacentes ao estádio deles, de forma a garantir receitas extraordinárias e permanentes em prédios de volumetria assinalável.

CONCLUSÃO:

Os nossos dirigentes não satisfeitos com as benesses governamentais e da hierarquia do Futebol, e dada a forma da outra parte estar habituada a que todos capitulem face ao clube deles, lá concedemos um benefício extra.
Só nós mesmo…
Saudações Azuis.



Caso Paulo Madeira: Factos e Questões



Anda o signatário ainda muito confuso e manifestamente não compreende as razões do súbito negócio entre a Direcção do Belenenses com o Benfica.
Já ao de leve aqui falei no assunto aquando do estranho jogo de aniversário, dada a forma estranha como os sócios e adeptos do nosso emblema foram presenteados com um jogo daqueles. Pelo que vale a pena recordar os factos.
Recordemos como se iniciou o famigerado Caso Paulo Madeira e as quantias devidas sem juros moratórios:

A - Factos e Instrução Processual

- O Clube de futebol "Os Belenenses" pediu a condenação do Benfica a pagar-lhe a quantia de 271.880.000$00, acrescida de juros de mora à taxa legal desde a citação até integral pagamento, a título de indemnização pela promoção do jogador Paulo Madeira;
- O Benfica contestou;
- Ouvidas ambas as partes o tribunal fixou a matéria de facto, considerando provado, nomeadamente que:
- Em 20 de Maio de 1997 o clube de futebol "Os Belenenses" enviou ao jogador Paulo Madeira uma carta registada com aviso de recepção manifestando a sua intenção em proceder à renovação do mencionado contrato desportivo - carta que foi recebida pelo jogador;
- O jogador auferiu durante a época de 96/97 a quantia global de 33.985.000$00;- Entretanto o referidojogador manifestou interesse em regressar ao Benfica para aí jogar na época 97/98;-Tal levou o Clube de futebol "Os Belenenses" a declarar que exigira o pagamento da indemnização por formação ou promoção do jogador;
- O jogador celebrou em 12.8.97 um contrato com o El Burgos Futebol Clube da 2ª divisão B de Espanha, o qual não chegou a ser inscrito nem registado na Real Federação Espanhola de Futebol;- Em 21.8.97 o jogador celebrou contrato com o Levante U.D. da 2ª divisão Espanhola, o qual foi inscrito provisoriamente por 8 dias na Real Federação Espanhola de Futebol, não chegando a ser inscrito definitivamente nem registado;
- Em 1.9.97 o jogador celebrou com o S.L.Benfica um contrato de trabalho desportivo;
- Até à presente data o S.L.Benfica não pagou qualquer indemnização ao Clube de Futebol "Os Belenenses".
Face aos factos dados como provados a comissão arbitral começou por concluir pela competência material para conhecer o caso. Na verdade, o S.L.Benfica invocou a incompetência da comissão arbitral tendo alegado, em síntese, que, havendo transferência do jogador Paulo Madeira para um clube espanhol, estaríamos em presença de uma transferência regulada pelo regulamento da FIFA relativo ao estatuto e às transferências dos jogadores de futebol e daí que não se estivesse subsumido aos regulamentos da L.P.F.P. Mas a comissão entendeu não assistir razão ao Benfica, desde logo porque a transferência de jogador para o El Burgos e para o Levante não chegou a concretizar-se ou, mais concrectamente, não chegou a consumar-se uma vez que os contratos feitos com aqueles clubes não chegaram a ser inscritos definitivamente nem registados na Real Federação Espanhola. E a eficácia desses contratos dependia de tal inscrição e registo.Entendeu a comissão arbitral da L.P.F.P. que muito embora tivesse sido o Benfica o clube que de forma quase exclusiva tinha formado o jogador Paulo Madeira, não deixou de ser o Clube de Futebol "Os Belenenses" que procedeu à sua promoção.Considerou assim que se verificavam os pressupostos para a atribuição da indemnização peticionada pelo C.F. "Os Belenenses".
Como o jogador auferiu durante a época 96/97 a quantia de 33.985.000$00 e em 31.7.97 tinha 26 anos de idade concluiu-se que a indemnização devida ao C.F. "Os Belenenses" pelo S.L.Benfica seria de 271.888.000$00 (33.985.000$00 X coeficiente 8). Atendendo a que a formação do jogador Paulo Madeira foi feita no Benfica, tal indemnização foi fixada em 203.910.000$00 ( 33.985.000$00 X coeficiente 6 ).

B - A Posição da Direcção do Clube

Em 9 de Outubro Sequeira Nunes terá declarado à Imprensa o que a seguir se transcreve, sob a devida vénia do jornal Record:
“Sequeira Nunes, presidente do Belenenses, confrontado ontem com a possibilidade de um eventual acordo com o Benfica, no que se refere ao "caso Paulo Madeira", foi peremptório: "A história do acordo já está gasta. Houve duas tentativas e qualquer delas caiu por terra. O assunto está entregue ao contencioso do clube."Por ora, os responsáveis do clube do Restelo são parcos em palavras, no que se refere ao "caso Paulo Madeira" e a um possível recurso (ou acordo) do Benfica, remetendo o assunto para o departamento jurídico”.

C - Facto Marginal(mas revelador)

Em 1 de Outubro de 2003 sobre um jogo entre o Benfica e a Académica: Na sequência da deliberação da Comissão Executiva da Liga ( LPFP ), em adiar o jogo entre a Académica de Coimbra e o Benfica, a Administração de «Os Belenenses SAD enviou a 29 de Agosto uma carta dirigida ao Presidente da Liga ( LPFP ) lavrando o seu protesto, por prejuízos directos.

D. Factos Posteriores

1. Sequeira Nunes nega acordo com o Benfica (v. g. Record de 28 de Outubro de 2003):

O presidente do Belenenses, Sequeira Nunes, negou ontem a possibilidade de a Direcção do Restelo chegar a acordo com o Benfica para o pagamento da verba respeitante ao "caso Paulo Madeira"."Os acordos estão gastos", reiterou Sequeira Nunes, que, no entanto, explica que a relação entre os dois clubes de Lisboa não está de forma alguma deteriorada:
"O Belenenses nunca esteve de relações cortadas com o Benfica. Acontece que com as Direcções de Vale e Azevedo e de Manuel Damásio não havia diálogo. Com a entrada de Manuel Vilarinho, a situação foi ultrapassada, como prova a confraternização entre as Direcções nos jogos do Restelo e da Luz."

2. Também o mesmo jornal de 9 de Outubro cita uma posição do Benfica:

O Benfica considera que o acórdão da Plenário da Comissão Arbitral da Liga sobre o "caso Paulo Madeira" é "mais um exemplo da 'jurisprudência' há vários anos prevalecente na Comissão Arbitral de condenar o SLB''.

3. O referido jornal de 4 de Outubro de 2003 anuncia a decisão final:

O Plenário da Comissão Arbitral da Liga de Clubes decidiu ontem dar razão ao Belenenses no contencioso que o clube do Restelo mantinha com o Benfica, relativo ao chamado "Caso Paulo Madeira".O Benfica terá de pagar cerca de 1 milhão de euros de indemnização, acrescido de juros de mora, depois de o Plenário da Comissão Arbitral da Liga ter julgado improcedente o recurso interposto pelo clube da Luz, mantendo a deliberação proferida pela Comissão Arbitral em Março deste ano.

E - Concluindo

1. Sempre foi dito (desde o tempo do ex-Presidente Ramos Lopes) aos associados que o caso em apreciação seria levado até ás últimas consequências, obrigando o litigante de má fé a pagar quer a quantia fixada inicialmente, quer os juros moratórios que se viessem a vencer;
2. Os sócios foram apanhados desprevenidos pela atitude unilateral da Direcção em proceder ao negócio com o litigante de má fé.
3. A primeira pergunta que nos occore fazer é “Porquê este negócio?”
E, fundamentalmente, porque não exercemos a prerrogativa do exercício do instrumento de proibição de inscrição de jogadores pelo Benfica até que a dívida estivesse paga, tal como muitos já nos fizeram por parcos tostões?
4. A segunda pergunta consiste em saber quanto vai o Belenenses receber e como do Benfica, sendo certo que o valor estimado com os juros rondará o simpático número de € 1.600.000.
5. A pergunta seguinte consiste em saber se os juros continuam a ser creditados até que seja paga a totalidade da dívida, como sucede em todo e qualquer contrato de venda a prestações.
6. Outra: e depois de estar tudo pago, acha a Direcção que ficará tudo sanado entre os dois emblemas?Ou será que ao invés, muitos sentimentos negativos não terão sido agravados?
7. Porque não nos foi explicado a intenção da Direcção em Assembleia Geral Extraordinária?
8.Porque não fomos ouvidos?
Espera-se ter clarificado com a necessária exaustão, tanta quantos os anos já levam deste assunto, a posição do signatário, a qual mais não pedia que me esclarecessem.
Por fim, é ou não uma realidade sempre omnipresente que o Benfica procura colher junto dos jogadores do Belenenses os melhores dividendos sem quaisquer tipos de compensação?Recordemos, por exemplo, o caso Mauro Aires.
Era tudo tão mais simples, transparente e linear se explicassem.
Assim...
Saudações Azuis.



E depois da asneira



A canção “E depois do adeus” serviu de sinal radiofónico para o início da Revolução do 25 de Abril. A “fase da asneira” foi como o Presidente em exercício do Clube de Futebol “Os Belenenses” dedidiu caracterizar o período negro que a equipa de futebol viveu na época 2003/2004, querendo depois e também enviar um “sinal” ao declarar publicamente o fim da dita fase.
Dessas palavras nunca ficou muito claro de quem teria sido a asneira, nem mesmo que asneira teria sido. Talvez tenha sido uma genuína auto-crítica (louvável, nesse caso), pois a escolha de um treinador simpático e trabalhador mas forçosamente “páraquedista” (para mais sendo estrangeiro - estamos a falar de Bogicevic) e o leque de “reforços” prospeccionados para a sua avaliação demonstraram um estado entre o desespero e a desorientação. Esta última quanto a mim já patente em ocasiões anteriores.
A solução imediata para acabar com a “fase da asneira” foi a contratação de um técnico experiente e com provas dadas (Inácio). Isto independentemente da sua competência e da validade dessas mesmas provas, é algo que não discutirei agora. Não vale a pena.
O certo é que “choveram” reforços – desta vez pela mão do técnico, mas não só - mas a equipa não recuperou. E a poucas jornadas do fim foi novamente retirada a confiança ao técnico em funções, com contornos pouco amigáveis e também pouco claros. O certo é que a última e decisiva jornada foi agonizante e vergonhosa. Um Belenenses completamente naufragado entregou uma vitória fácil ao Braga e teve de ser o Moreirense, sabe-se lá porquê (não precisavam dos pontos sequer), a salvar-nos de nova descida de divisão. A “fase da asneira” teve assim um prolongamento indesejado... e talvez inesperado.
Nesse momento o Presidente Sequeira Nunes voltou atrás na sua intenção entretanto manifestada de abandonar a Direcção do Clube no fim da época. Caso contrário neste momento estaríamos a falar de “depois do adeus”... de Sequeira Nunes. Mas assim não foi.
Sequeira Nunes e Carlos Carvalhal na assinatura
do contrato: decretado o fim da "fase da asneira"?
Para a época de 2004/2005 fez-se uma revolução, discreta em alardes, mas significativa na prática. Espera-se finalmente que agora venha o “depois da asneira”.
O início de época foi promissor, embora o último resultado no Estoril tenha desiludido muitos. Foi a primeira derrota, é certo, mas não é nem de perto nem de longe o “fim do Mundo”. Outros lamentaram o facto de termos perdido uma oportunidade de superar o Sport Lisboa e Benfica na liderança da classificação. Mas atenção, classificação... à 4ª jornada! Não sejamos como certas capas de jornais, que pretendem fechar o campeonato à 4ª jornada...
Como qualquer um Belenense que se preze, ganhar e chegar ao topo é uma ambição natural. Assim como perder é triste (e deverá ser sempre), embora permita evidenciar erros por corrigir. E eu ponho o ênfase neste último aspecto, renovando da minha parte a confiança na equipa e no técnico. E onde está confiança leia-se apoio para continuar de cabeça erguida e recuperar os pontos perdidos. Não é nenhuma carta branca, espero retorno concerteza. Isto porque a vontade e a garra que vejo, sinceramente já não via há muito tempo. Falta talvez sorte, algum talento (é o plantel que temos) e algum discernimento.
Quanto aos adeptos e sócios, devemos ter os pés bem assentes na terra. Só nós é que nos lembramos das grandes glórias do passado, quem cá chega para trabalhar não tem a obrigação de milagrosamente repôr aquilo que temos perdido há décadas... tendo passado dezenas de técnicos pela nossa “casa”. Do passado queremos a luta pelos títulos, algo que se tem que construir, não se consegue pela reverberação ou ressureição “sebastiânica” de valores, meios e filosofias passadas ou obsoletas. Ainda que mesmo aqui se tenha registado uma desqualificação, pois a questão do “4º grande” chegou a ser assunto de importância, a um nível maior que o desejável (quanto a mim). Como se ser o maior dos pequeninos ou o mais pequeno dos grandes (atrás destes, portanto) já fosse glória suficiente.
Lutemos para ganhar o próximo jogo. E para ganhar o jogo seguinte. E o outro a seguir. E para o ano melhorar a classificação. E no seguinte melhorar ainda mais. Até ao dia em que um 4º lugar ou um 5º seja de novo motivo de... preocupação. Estou a falar nas classificações finais, claro!
Depois da asneira talvez não venha a glória... já. O caminho pelo meio é comprido, maior que 4 jornadas. Isso de certeza.



As Travessias Náuticas do Tejo




Decorreu no passado dia 25 de Setembro o Festival 1º Mergulho realizado nas piscinas do Clube.
Quando oiço falar em Natação do Clube, vem-me invariavelmente à memória as travessias do Tejo, algumas das quais em que o meu pai participou defendendo as cores do Clube, com antigos calções de banho com alças ao ombro.
Ainda me lembro de ser a minha a cozer o emblema do Clube nos ditos calções.
E das histórias pelo meu pai contadas, a mais recente foi eu tentar esclarecer junto dele qual foi a melhor classificação obtida. Pois foi um 17º lugar. Não dava para mais, porque cansado já ele chegava ao Restelo quando é certo que saía bem cedo de Vendas Novas, pelo combóio e ainda tinha de apanhar o cacilheiro que o havia de lá levar para de seguida fazer a viagem inversa...mas a nado.
Espero dele recuperar histórias sobre estas travessias agora, quando toda a minha família se juntar no final de Outubro.
Pena é que, depois de décadas a pugnar por um uma piscina digna, quando é certo que antes íamos para o tanque do jardim, se tenha esquecido dos bons tempos e não faça sair a Natação para o Tejo.
Seria êxito garantido, em termos de projecção do Clube.
Tem a palavra os responsáveis do Clube, sendo certo que uma vez abordei um deles sobre a matéria. Até hoje.
Saudações Azuis.



Frustração...



Assisti ao jogo do Belenenses no Estoril.
Havia da nossa parte e, também, de alguma comunicação social algo de sensação se ganhássemos em ascendermos ao 1º lugar da Super Liga.
Não gostei. Não houve ambição bastante para subirmos à liderança, situação que, eventualmente, pesou negativamente sobre os jogadores.
Houve clara falta de ligação do meio campo com o ataque.
Este pouco ou nada foi servido e só em lances de bola parada conseguimos gerar algum perigo junto das redes dos estorilistas.
Perdemos com um golo ás seis tabelas, coisa que no fundo eu desejava que fosse ao inverso.
Mandámos uma bola à barra. Pecámos na não criação de espaços no ataque.
Não houve justiça no resultado final e pareceu-me, sem exageros clubistas, que a equipa foi muito penalizada pela arbitragem, o que, por si, condicionou o desempenho da equipa, algo que temíamos. Ora, vejamos:
1 Fomos amarelados em exagero (v.g. o caso do amarelo ao Antchouet) e não houveram sanções idênticas para o outro lado;
2.Houveram faltas estorilistas que mereciam o vermelho em autênticas agressões ao pontapé (v. g. o caso de agressão dum senegalês ao Marco Paulo), e
3.Um derrube na área esrtorilista sem a marcação da respectiva penalidade.
Relembremos Di Pace quando cá esteve não há muito tempo: hoje em dia os árbitros não marcam os penalties por derrubes e empurrões na área. Foi de empurrão e isso está contido nas leis do jogo na marcação de penalty.
Estamos em 5º lugar e pronto, mais uma vez não soubemos aproveitar uma oportunidade de ouro para nos afirmarmos caindo na vulgaridade de tanto agrado dos nossos opositores.
E mais uma vez se provou, também, que um jogo ás 2ªs e 6ªs feiras não é bom cartaz para chamar público aos estádios.
Domingo será no Porto e já não peço mais nada que não seja compensar a perda destes 3 pontos.
Saudações Azuis.



1.000 Visitas e Ganhar Logo



Este blogue que não é só composto pelo signatário, embora tenha sido eu a assumir a sua existência perefez hoje à hora do almoço as primeiras 1.000 visitas.
A todos que vão dando uma espreitadela, mesmo não deixando a sua opinião, o nosso muito obrigado.
No momento, o blogue orgulha-se de não ser um espaço fechado ás idéias do signtário, mas tal como afirmei na Nota de Abertura e no seu cabeçalho, é um espaço aberto à reflexão da Vida do Clube de Futebol "Os Belenenses".
Quis o destino que as primeiras 1.000 visitas coincindissem com um importante jogo no Estoril para a afirmação da identiadade "azul" no meio desportivo.
Oxalá a sorte nos acompanhe mais logo à noite.
Que a vitória não nos cause deslumbramentos e que a não vitória não cause em nós a tristeza já habitual e, depois disso, com a fácil tentação de acusar A ou B, sem qualquer nexo ou factualidade.
Eu peço á equipa técnica e aos futebolistas, caso ainda dêem uma olhadela pela net, que GANHEM!
Saudações Azuis.



Ganhem!...



Esta noite vamos ao Estoril para jogar não exactamente no Casino e espero bem que o jantar de aniversário não nos faça azia mais logo.
O jogo é em local não muito distante do Casino, pelo que eu com todas as superstições, numa mescla de ansiedade pelo jogo e do conhecimento do resultado final do mesmo, até tenho medo de pensar se o “sistema” vai começar a funcionar cá para os nossos lados a nosso desfavor.
Se as contas não me falham, temos a possibilidade de entrar directos para o 1º lugar da tabela e nessa condição nos apresentarmos no Domingo seguinte no Porto, mesmo que os jornais não gostem nada disso.
A nossa obrigação para logo à noite consiste em ganhar e nada mais me passa pela cabeça que não seja outro resultado, mas ainda assim vou usar os tons de roupa que visto de cada vez que temos um jogo de campeonato.
Salvo erro, pelo que li, já jogámos 16 vezes no Estoril e parece que apenas perdemos por 3 vezes.
Nestas coisas, não me fio nas estatísticas, as quais cada vez mais são exorcizadas pelos resultados finais de cada jogo.
Não interessa se jogamos bem ou mal.
O que interessa é ganhar.
Pouco me importa que digam que o árbitro meteu golo do Belenenses.
Ganhámos, não foi?
Então, vamos a isso, porque não há que pensar noutro resultado senão a vitória.
Ganhem! E vamos assaltar o 1º lugar!
Saudações Azuis.



E o Canto Azul ao Sul continua a norte




Aqui em baixo, na entrada imediatamente anterior, diz o Henrique Amaral que não conhece gente da Causa por terras do Minho, pedindo que lhe seja apontado o erro em caso contrário. Pois é o que farei. Por razões familiares - sobretudo - mas também de bom gosto, costumo passar uns fins de semana (quando o tempo não dá para mais) ali para os lados do Moledo, uma das mais belas praias de Portugal a dois passos de Caminha. Aqui há uma boa dezena de anos, por alturas de uma passagem de ano na zona, instalei-me uns dias na recomendável Hospedaria São Pedro em Seixas do Minho, onde, por alturas do "check-in", deparei com um galhardete do Belém pendurado em local estratégico, bem à vista de quantos por lá passassem. Logo após parabenizar o funcionário (que, coitado do pobre, era lagarto), fui informado que "há gente do Belenenses por aqui"...
Os dias festivos passaram entre comes e bebes, e por alturas de acordar, sempre "A Bola" já havia esgotado nas redondezas. Já entrado em novo ano e pouco antes do regresso a Lisboa, resolvi com amigos fazer uma visita às lojas "de estrada" que em Seixas do Minho vendem artigos de decoração, sobretudo em cobre. Imediatamente após entrar no principal desses estabelecimentos, reparei que "A Bola" lá estava, a deitar-me os olhos, por debaixo do balcão. Pedi então a quem estava do outro lado (que por acaso era o dono do estabelecimento) que me deixasse dar uma vista de olhos no jornal. Pretensão concedida, ficou o bom do senhor Carlos espantado com o facto de apenas me interessar pela página do Belenenses que, recordo-me, estava em vésperas de receber o Marítimo. Daí a constatarmos o amor comum ao mesmo emblema foi um passo e a conversa já não mudou de assunto. Que se lixassem os cobres...
Garantiu-me que estaria dias depois em Lisboa para ver o jogo seguinte e, desta vez para meu (relativo) espanto, lá estava ele, com cativo muito perto do meu, quatrocentos e picos quilómetros para cada lado, de quinze em quinze dias, faça chuva ou faça sol. Em anos seguintes, sempre que volto ao Moledo visito-lhe o estabelecimento, e já depois disso encontrei galhardetes, posters e até recortes de quotas do Belém em inúmeros locais da zona, recomendando-se uma visita ao café da Pensão do Moledo. Através do senhor Carlos, vim depois a saber que não é ele "O" militante; o único militante. Embora seja um caso exemplar, outros há que fazem por garantir a transmissão de pais para filhos dos valores do nosso emblema, em terras de além-Minho. Aqui há uns anos, quando dei uma ajuda a Salema Garção e Ricardo Schedel no Boletim Informativo do Belenenses, verifiquei mais uma vez a prontidão com que a publicidade aos cobres apareceu, em sendo necessária. A dado passo, numa das minhas incursões minhotas, cheguei mesmo a encomendar umas cadeiras de varanda ao senhor Carlos, entrega que foi feita, como é evidente, no Estádio do Restelo, junto às piscinas, findos os 90 minutos de mais uma qualquer vitória do Belenenses...
E agora para surpreender (ou não) o Henrique, sempre direi que todas as segundas-feiras dois galegos se deslocavam religiosamente à tal Casa dos Cobres de Seixas do Minho para conhecer detalhadamente as incidências do Belém na jornada passada. Queriam saber tudo: quem jogou, quem marcou, porque razão tinha o X ficado no banco ou o Y entrado de início. Também sofriam como nós. Que ninguém tenha dúvidas: "isto" é muito maior do que às vezes pensamos.



Céu, Inferno(s), Purgatório(s)... e o Minho




Diz-se que era natural do Minho o incontestado pai do teatro português, Gil Vicente. Poderá ter sido também ele o ourives da célebre Custódia de Belém, esplêndida peça feita por ordem de D. Manuel com o primeiro ouro a chegar de Quíloa (2ª viagem de Vasco da Gama à Índia, arribando naturalmente ao Restelo). Mas de Minho a Belém já iremos adiante.
Entre outras obras, Gil Vicente celebrizou-se sobretudo pela sua Trilogia das Barcas, constituída por três Autos. O mais conhecido deles é o da Barca do Inferno, onde são igualmente três os destinos possíveis a quem deixou este mundo: o Céu (ou a Glória), o Purgatório e o Inferno. E tal como o Auto da Barca do Inferno “superiorizou-se” aos outros dois (da Glória e do Purgatório), também o próprio Inferno (por pessoa de um diabo) domina as tramas, sendo a barca deste a mais “concorrida”. O Céu fica reservado para muito poucos.
O azul do Belenenses não foi inspirado na cor do céu, mas antes na cor do mar, como evocação das Descobertas Marítimas (contemporâneas de Gil Vicente) que em Belém tiveram ponto de partida. Porém o azul do mar é por sua vez reflexo do céu, pelo menos quando livre de nuvens. De outra forma, quanto mais as ditas nuvens se adensam, mais fica este… cinzento. E mais perigosas as ondas… perigos de quem se aventura, podendo chegar ao Céu e à Glória, descer ao Inferno ou ficar no Purgatório à espera de melhor sentença.
De muitas glórias cobriu-se já o Belenenses, sobretudo nas suas primeiras décadas de vida, conseguindo pecúlio invejável. Nesses anos, culminando com a conquista do Campeonato Nacional em 1946, o azul era também o azul do céu… no “Céu” do futebol.
Em 1955 quis a sorte – talvez - negar novo sucesso ao Clube. Ao Belenenses do Rei Matateu fecharam as portas da glória, rude golpe que haveria de marcar o ânimo dos azuis, pensando então que já sofriam as agruras do “Purgatório”. Pelas décadas que se seguiram terão continuado a pensar o mesmo, salvando-se a conquista de uma Taça de Portugal (1960) e um honroso 2º lugar em 1972/73 (obra do “mago” Scopelli).
Em 1981/82 consumou-se finalmente a primeira descida ao “Inferno”, a 2ª Divisão. Durou esta estadia duas épocas, sendo que o “chumbo” e “repetição” trouxe o título, qual aluno que entrou nos “eixos”. Nunca mais, pensaram todos os azuis. O “Inferno”, nunca mais, deixem-nos no “Purgatório”.
Foi então que em 1988/89 o Belenenses conseguiu enfim mais uma parcela do “Paraíso” do futebol, levando para o Restelo a sua 3ª Taça de Portugal. Mas infelizmente, tal como subimos… assim caímos. De novo no “Inferno” na época de 1990/91, já o diabo se ria com tão ilustre reincidente, para desgosto dos Belenenses. Felizmente logo na época seguinte veio a subida de Divisão, embora sem título.
Sol de pouca dura, pois com muitos já conformados com a sina “infernal”, lá voltámos como danados e condenados em 1997/98 a um lugar que não era suposto ser o nosso… mas enfim, cada um tem o que merece, ensinou também a moral de Gil Vicente.
Curiosamente foi do minhoto Gil Vicente Futebol Clube que veio o condutor da terceira “fuga”, o treinador Vítor Oliveira (também ele minhoto?). Cumpriu com o que lhe pediam, pelo menos assim se pode dizer, até que um dia alguém deixou a porta aberta e lhe levaram o goleador Pataca a meio de uma época. Entre essas e outras, ficou o Belenenses numa nova espécie de “Purgatório”, sucedendo-se os “barqueiros” para chegar de novo ao “Céu”… em mar cinzento de tormentas…
E do Inferno só nos salvou o ano passado o também minhoto Moreirense (de Moreira de Cónegos), perante a inépcia e o desespero dos azuis com os seus “barqueiros”, impotentes para evitar o que só se evitou por intercessão de terceiros.
Chegados ao momento presente e embora tendo percorrido distintos percursos, estão nos destinos técnicos do futebol azul outros dois homens de origem minhota, Carlos Carvalhal e Rui Casaca. E pelo que temos visto ultimamente, os “ventos” do Minho continuam a favorecer o Belenenses. Se é desta que chegaremos ao “Céu”, não sabemos… Talvez baste a confiança, pois quando é merecida dá bons frutos. Talvez só falte… fé. Fé para aguentar as tormentas e tornar finalmente o “Purgatório” em local de curta passagem… para cima.

Apesar de tudo isto não conheço pessoalmente quaisquer minhotos adeptos do Belenenses, nem é esta região particularmente conhecida pela existência de grandes núcleos azuis (pelo menos da minha parte). Se calhar erradamente, direi eu, corrijam-me se assim não fôr (gostaria muito de estar errado!). Mas não tenho dúvidas que por estes dias desejo a maior sorte a certos minhotos… cada vez mais azuis!
E assim termino por aqui esta "viragem" a Norte num Canto ao Sul. Noutra ocasião gostaria de abordar não só o Norte ou o Sul mas toda a "demografia" dos adeptos do nosso Clube, que felizmente ainda ultrapassa muitas fronteiras, sejam elas bairristas, regionais e até internacionais...
Saudações Azuis




Quem é Que o Belenenses Incomoda?



Continuamos bem. A equipa ganha, com uma exibição mais ou menos bem conseguida que outra continua a manter um espírito de vitória bem diferente da apatia da época passada, os adeptos (poucos, talvez pela tal questão dos preços dos bilhetes) apoiam, estamos em plena festa dos 85 anos (embora seja difícil de perceber a razão de certos convidados para essa festa, refiro-me ao jogo do dia 23, claro...), enfim, estamos a viver um período bem menos negro do que o passado recente.

Já que estamos numa "onda positiva" poderíamos aproveitar para melhorar alguns aspectos que, embora menores, ajudariam a manter um bom clima. Refiro-me, como exemplo, à disponibilização de bilheteiras para venda exclusiva de bilhetes de sócio, evitando as insuportáveis e demoradas bichas, sobretudo para os muitos associados que, para ajudar o clube, pagam as quotas no início do ano e, já agora, no âmbito do melhoramento estético do estádio, à retirada (ou desvio para um pouco mais longe) dos painéis publicitários que impedem a visão da linha lateral, a que têm direito todos aqueles que pagam o seu bilhete por inteiro...

Falando de coisas mais sérias, e ainda no âmbito do bom momento do Belenenses, com que nos devemos congratular sem entrar em euforias e triunfalismos perigosos, parece que precisamente esse bom momento (talvez porque inesperado ?) começa a assustar certos meios, em particular a "nossa" comunicação social. Ainda ontem, ao sintonizar por acaso a TVI (já que não sou "cliente habitué" de tal estação) vi um programa com os resumos da jornada a que se seguiu um período de discussão de "casos do jogo". Precisamente um dos casos discutidos foi um pretenso fora de jogo, mal assinalado, segundo o jornalista, à U Leiria e que teria resultado segundo esse "especialista" no 2º golo dessa equipa dando-lhe o "merecido" empate. Ou o senhor não viu o jogo no Restelo, em que ficaram por expulsar pelo menos 2 jogadores da UL e em que todos os lances de bola dividida foram decididos contra o Belenenses, ou então começa a estar preocupado com os resultados que estamos a conseguir. Por um lado isso é bom, se "incomodamos" é porque estamos na luta; por outro pode ser preocupante, não vá um qualquer "sistema" que não sabemos qual é (se calhar há quem saiba) começar a "travar" o sucesso que com todo o mérito estamos a obter.

Vamos ficar atentos. Nós vamos, concerteza. Esperemos que os órgãos dirigentes do Clube também!
Um abraço azul a todos,



Uma Romaria de Aniversário



Acabado de chegar do Restelo, depois de estar presente (acompanhado pela minha mãe, uma das grandes responsáveis pela minha paixão azul) em algumas cerimónias comemorativas do aniversário do nosso Clube: missa em memória dos nossos antecessores (que linda que é a capela do Santo Cristo, qual é o clube que tem no seu património um monumento datado de 1508?), visita ao local da futura estátua ao Artur José Pereira (já não era sem tempo), inauguração (pelo Vicente) da sala de futebol júnior, romagem à estátua do Pepe e ao cemitério da Ajuda (mausoléu do Clube... e jazigo da minha família).
Comemorei, segundo a minha consciência de belenense, de forma digna o aniversário do nosso querido Clube. Por isso, não entendi (ou não quis entender) quando Sequeira Nunes me disse "até logo" à saída da Ajuda. Até logo? Por alma de quem?
Parabéns ao Clube de Futebol "Os Belenenses" e a todos os que dele gostam.
Um abraço azul.



O 85º ANIVERSÁRIO E AS SALÉSIAS



No ano transacto, se a memória não me falha, o Belenenses esteve quase a ter como prenda de aniversário a restituição parcial do antigo Campo das Salésias, segundo campo do Clube de Futebol “Os Belenenses”, já que o anterior, como sabemos, foi o “Pau de Fio”, do qual saímos por não reunir as condições regulamentares para a prática desportiva, como o nosso consócio Henrique Amaral aqui explicou com mais detalhe.
Mais que qualquer sessão comemorativa do aniversário do nosso Clube, o que eu mais gostava de ter como prenda seria, sem dúvida, a devolução das Salésias, mítico Campo ou Estádio onde o Belenenses conquistou o seu Título do Nacional da 1ª Divisão, bem como tendo sido o primeiro campo relvado em Portugal e onde, também, a Selecção Nacional jogava.
As Salésias foram-nos retiradas por expropriação por utilidade pública.
O motivo pelo qual foi exercido o instituto da expropriação por utilidade pública sobre as Salésias teria a ver com a alegada construção de habitação social nos terrenos onde a mesma ainda se situa.
Os anos e as décadas foram passando e o fim para o qual fomos esbulhados das Salésias não foi respeitado pela entidade expropriante e o certo é que o Código das Expropriações exige ás entidades expropriantes que justifiquem o exercício da expropriação. E, para além da justificação, a concretização de tais motivos.
No momento, assiste ao Belenenses toda a razão em sede de exercício de uma acção de reivindicação (v. g. Código Civil Artigo 1311º) da posse plena dos terrenos das Salésias, ficando a cargo do esbulhador todas os encargos daí emergentes (v. g. Código Civil, Artigo 1312º).
E não se pense que pelo facto de ali se ter edificado em parte dos terrenos uma Escola se prescreve o direito de reivindicação já que o Artigo nº 1313º do já citado CC é taxativo quando afirma:
“Sem prejuízo dos direitos adquiridos por usucapião, a acção de reivindicação não prescreve pelo decurso do tempo”.
De todo o modo, parece que o Clube enfrenta uma contrariedade.
É que os terrenos de que falamos estão registados, sabe-se lá porquê, em nome da Casa Pia de Lisboa e, ao que tudo indica, pretende-se não uma resolução rápida, através de acção cível, mas sim uma solução negociada com o Governo, o Município a Casa Pia e o Clube.
O simples gesto do registo de tais terrenos em nome da Casa Pia de Lisboa é, no mínimo, indiciador que nunca ninguém, de facto, ali pretendeu construir habitação alguma, tendo sido apenas mais uma forma de o Poder Político nos “agraciar” com as suas continuadas perseguições desde o tempo da fundação pelos rapazes de Belém no tal banco de jardim sob a égide de Artur José Pereira.
Além do mais, diga-se em abono da tese dos direitos do Clube que nos termos do Artigo 1308º “Ninguém pode ser privado, no todo ou em parte, do seu direito de propriedade senão nos casos fixados por lei”.
E o signatário tem uma vasta experiência em matéria de expropriações por utilidade pública sobre terrenos não utilizados pelo Estado na Área de Sines, cujos tribunais estão progressivamente a dar razão aos ex-proprietários, devolvendo-lhes os terrenos ou as parcelas não utilizadas na edificação do chamado Complexo de Sines.
E a verdade é que a evolução do normativo do Código das Expropriações tem caminhado no sentido da protecção do proprietário, como seja o caso da sua última revisão.
Não me querendo alongar muito mais nos argumentos de natureza jurídica, direi que maior que qualquer tipo de celebração de um aniversário seria a devolução das Salésias ao Belenenses, sem condicionantes.
Essa sim, seria a nossa prenda de aniversário.
Viva o Clube de Futebol “Belenenses”!
Parabéns para todos nós!
Saudações Azuis



Um Aniversário Com Um Estranho Jogo




Aquando do chamado “Caso Paulo Madeira” e após reiteradas manifestações públicas e oficiais dos Corpos Sociais do Belenenses sobre a inviabilidade de outro tipo de negócio que não passasse pelo pagamento da quantia fixada nos tribunais acrescidos dos respectivos juros moratórios, veio de súbito e para surpresa geral, o Presidente da Direcção anunciar o inverso.
Isto é, o negócio acaba por ser feito com o clube encarnado, com contornos que apenas a Direcção conhece, sem qualquer tipo de consulta aos sócios.
Sucedeu, ainda, que quando no site oficial do Clube se tentou dar uma breve explicação para o inexplicável, acabámos por saber, no termo das questões, que se quisermos saber os exactos contornos de tal negócio, teríamos de aguardar pela AG ordinária para aí interpelar das razões que conduziram à inversão de marcha da posição inicial.
Os sócios e adeptos têm apenas o conhecimento geral do acordo.
E neste acordo, ao que parece surgem dois jogos a disputar entre os dois clubes, revertendo a receita para os cofres do Belenenses, sendo um deles no dia do 85º Aniversário do Clube.
Aqui, interrogo-me e coloco à reflexão de todos o seguinte:
- Os sócios do Belenenses vão também custear com as entradas parte das despesas que devia competir ao clube da 2ª Circular?
Porquê o jogo de amanhã se o parceiro do negócio até faz questão de anunciar que vai levar uma mescla de titulares com reservistas?
Confesso que estou confuso com os contornos do negócio.
E reafirmo a minha ideia sobre a tomada de medidas: ou elas são razoáveis ou, não o sendo, podendo conter boas intenções, deviam, antes de serem tomadas, devidamente explicadas.
Saudações Azuis



Cumprimentos "Azuis"



1ª parte
Certo dia, melhor, em certo jogo do Belenenses, dei comigo acompanhado por dois consócios que não conhecia de lado algum mas que já tinham um certo avanço sobre mim em… jogos assistidos, digamos assim. Como sempre, todos seguimos o encontro entre apaixonadas discussões, eles demonstrando elegância e correcção admiráveis, herdadas de outras épocas por certo.
A determinada altura, o Belenenses marcou um golo. “Golo!”, todos gritaram, claro. Mas em seguida, algo que nunca tinha visto aconteceu. Um e outro estenderam-me a mão para um cumprimento. Primeiro surpreso, logo depois entendi, apertámos as mãos como se de um negócio muito bem fechado se tratasse. E o que entendi não foi apenas uma forma de festejo em desuso (infelizmente). Foi um antigo significado para a palavra “sócio”, significado esse que ainda constava dos seus dicionários, daqueles que para outros como eu - os mais “recentes” – já só é possível encontrar no alfarrabista, porque ninguém os publica agora.

2ª parte
Descrição do 2ª aniversário (Acácio Rosa, “Factos Nomes e Números da História do Clube de Futebol “Os Belenenses” – 23 de Setembro de 1919 a 23 de Setembro de 1960”):
“O aniversário foi festejado em 25 de Setembro de 1921 e os festejos foram iniciados às 6 da manhã com alvorada por um terno de clarins e uma salva de morteiros. O resto do programa decorreu com grande animação e uma ordem invulgares. Os milhares de espectadores que assistiram às festas, calculados em 10.000 pessoas, e os seus organizadores devem ter ficado satisfeitos.”
Os festejos incluíram diversas provas desportivas: de atletismo, ciclismo (uma corrida entre Alcântara e Belém), demonstrações (!) de box e claro, um jogo de futebol, entre o Belenenses e os fraternos vizinhos do Casa Pia Atlético Clube (para registo, terminou com empate a duas bolas).

Conclusão
Com estes dois exemplos, o primeiro singelo e o segundo já demonstrativo da nossa grandeza precoce (mas justificada), quero aqui celebrar o espírito do Belenenses, cuja fundação se comemora amanhã - cumpridos uns altivos e vetustos 85 anos de idade.
O 2º aniversário foi uma festa de autêntica “afirmação”, pois a própria imprensa, que até aí atacava o Clube procurando a sua extinção, passou a colocar o Belenenses no podium dos grandes. Foi portanto a primeira grande prova de comunhão de afectos “azuis”, que superou obstáculos e uniu as pessoas ao redor de um ideal genuíno e louvável, o do Desporto. E um futuro de igual grandeza só pode privilegiar estes laços, de comunhão e fraternidade festivas. Os mesmos laços que são como os cumprimentos de mão entre sócios depois de festejar um golo.
Amanhã não vão soar concerteza clarins e morteiros, mas a festa continua. E na Internet, por todos os Blogues, listas e fóruns, vamos todos cumprimentarmo-nos, todos felizes por mais um feliz aniversário do nosso Belenenses. Até amanhã!

Não queria terminar sem deixar de assinalar que este blogue cumpre hoje uma semana de vida. Ainda é pouco, mas mais importa o muito que há por fazer, algo que motiva e desperta. Uma vez mais… Felicidades!



Árbitros Para o Estoril - Belenenses



Para o jogo da 4ª Jornada a Liga Portuguesa de Futebol Profissional designou a seguinte equipa de arbitragem:
Árbitro: Nuno Almeida, da A.F. do Algarve
Assistentes: Carlos Nilha, da A.F. de Braga e Manuel Quadrado, da A.F. de Évora.
Vamos ver como se portam.
Saudações Azuis



O Regresso dos Ban?



Há pouco, quando tomei o meu cafézinho matinal, dei uma vista de olhos pelo pasquim-mor e eis que na última página surge uma notícia que, a ser verdade, pode ser que venha aliviviar o Desporto de uma figura que nos trás alguns engulhos e cujas saudades serão nenhumas.
Pois é, meus caros, será que o Quarteto Ban vai regressar?
E regresserá com todos os ex-membros dos Ban do antigamente?
Oxalá o meu Santo Ambrósio dê uma reza para que afaste um deles da área desportiva e nos dê a alegria de o ver afastado por muitos e bons anos.
Com o papá afastado por motivos ligados ao Apito Dourado, seria bom demais para ser real.
Mas como vivemos em terra de milagres, já nada digo.
Entretanto, as obras no blogue prosseguem. É preciso um pouco de calma.
Saudações Azuis.



Blogue em Obras



Pelo facto de anterior página deste blogue estar a causar problemas na manutenção de configuração , houve necessidade de recorrer a uma outra alternativa que inviabilize tais problemas ou os minorize.
A versão ora exibida não é a definitiva, mas sim a que foi possível até ao momento corrigir.
Nestes termos, este blogue está em obras, pelo que apresento as minhas desculpas.
De todo o modo, não é nada grave se compararmos com os erros na não publicação da listagens de colocação de professores.
Saudações Azuis



Cumpriram!



O Belenenses ao ter vencido o União de Leiria no Restelo limitou-se a cumprir o que lhe era pedido pelos associados.
É bom entendermos que sobre a questão em apreço – a vitória, apenas é pedida por nós, enquanto muitos fazedores de opinião vão emitindo os seus prognósticos sempre de sinal contrário, melhor dizendo, sempre a tentar empurrar o Clube para baixo, como se este Clube tivesse feito algo de mal a alguém.
De facto, ao ter dado uma vista de olhos pela nossa Comunicação Social de índole desportiva sou levado a concluir que até fomos ajudados pelos árbitros, o que a ser verdade seria uma extraordinária novidade, face aos tempos contemporâneos em que não raras têm sido as vezes que nos queixamos do árbitros e a bendita mesma Comunicação Social fica-se pelas covas na apreciação ao jogo.
Estou, aliás, convicto que a muitos profissionais da CS é um puro fastio ir ver o Belenenses.
Deixá-los, porque nos vai competir a afirmação pela vitória e isso vai ter de passar pelo jogo no Estoril.
E a este propósito, descobri que os “veigas” até têm um homem de charuto no banco dos suplentes.
Não me chegava já o do norte, quanto mais um ao sul.
A propósito, têm lá um miúdo jeitoso que fez os campeões nacionais suar. O nome? Rui Duarte...onde será que já ouvi falar nele?
Vamos ter de vencer no próximo Domingo para manter a nossa posição lá em cima e acautelar o jogo que se segue no reduto dos campeões nacionais. Mas se o tal "sistema" começar a funcionar, é certo e sabido que metem travões ao Belenenses.
O signatário, ao contrário de outros, não gosta de cair na tentação de felicitar A ou B pela excelente carreira este ano, porque ainda faltam 31 jornadas e também porque me faltam argumentos interiores para promover o culto da personalidade.
Há muito que pedalar e um dos avançados leva um amarelo por jogo.
Saudações Azuis.



Preservar a memória




Em pleno período de comemorações de mais um aniversário do Belenenses, não raro é parar alguns minutos e pensar na história desta nossa gloriosa Camisola Azul de Cruz de Cristo ao peito: nas vitórias suadas e merecidas e nas derrotas que sucessivamente nos foram tornando mais fortes; nos feitos que apenas alguns atingem, nomes que - como dizia o poeta - se vão da lei da morte libertando. Se entendermos por bem acompanhar o divagar da memória e o reviver dos sentimentos através das páginas de um livro, facilmente constatamos que estão por levar à gráfica duas décadas de papel impresso, muito por "culpa" da morte desse nome grande da nossa história que foi Acácio Rosa, uma espécie de historiador oficial do clube cuja obra de compilação dos factos, dos nomes e dos números do Belém terminou, para sermos exigentes, em 23 de Setembro de 1984. Até aí, a história foi-nos contada com empenho, mestria e detalhe, dia a dia, assembleia a assembleia, jogo a jogo, ano a ano, em três volumes, divididos por duas partes - antes e depois de 1960. Após essa data, Acácio Rosa viu na verdade publicados mais dois volumes do seu incansável trabalho (em 1991 e 1994, por ocasião das Bodas de Diamante), mas que pecam por escassez de informação e pela ausência do detalhe que faz a diferença. Eram sobretudo resumos actualizados do que havia já sido escrito antes. Fora do clube, publicaram-se alguns tomos de respeito, mas também eles ou demasiado genéricos (como o trabalho de Rui Tovar nos "Grandes Clubes Portugueses de Futebol") ou enquadrados em contextos específicos (como por exemplo a "História do Futebol em Lisboa", de Marina Tavares Dias).
Dito de outro modo, é necessário que alguém ouse continuar o trabalho iniciado por Acácio Rosa, em nome da eternidade de uma memória colectiva com muita coisa para contar. Terá alguém tempo, engenho e arte para levar a cabo a tarefa? Nos últimos anos, fomos constatando que nomes como o de Ana Linheiro e Barros Rodrigues foram mostrando vontade de assegurar a informação regular, de percorrer o caminho, de deixar obra feita. Em tempos, num jantar recheado de belenensismo, ouvi um consócio manifestar a sua vontade de contribuir para que a obra não tenha acabado com o desaparecimento de Acácio Rosa. Desconheço entretanto se essas anotações já ganharam alguma forma. Mas é - como quase tudo na vida dos homens e das instituições - uma corrida contra o tempo, pelo que é de apelar a quantos tenham vontade de ajudar: que se apresentem, que se organizem! Para que todos, incluindo os que não partilham o nosso amor a esta causa, possam ver a continuidade de uma história maravilhosa a ganhar a forma de livro.
Até porque em grande medida, este trabalho metódico e disciplinado de "rato de biblioteca", umas vezes entusiasmante, outras tantas aborrecido, é a base para que os vindouros, não esquecendo o suporte papel, possam ver em CD-Rom e DVD o banco de jardim apadrinhado por Afonso de Albuquerque, os golos de Matateu, a inteligência de Vivente Lucas, a vida de Pepe, a magia de Mladenov e, é claro, as taças conquistadas por uma equipa fantástica que "em tempos idos" - dirão os nossos netos - "enchia de perfume os estádios de Portugal sob o comando de um então jovem treinador, de seu nome Carlos Carvalhal".



Cavalos, um poste telegráfico, urbanização “social”, uma pedreira e…




Escolhi um estranho título para estreia neste blogue, mas os mais atentos à história do Clube de Futebol “Os Belenenses” rapidamente terão adivinhado do que se trata.
Vou aqui muito sucinta e rapidamente relatar uma autêntica “perseguição” do Século XX. Ou será “maldição”, no fim deste artigo melhor se poderá ajuizar.
Num ano em que o nosso País consagrou ao futebol uma dezena de opulentos e sofisticados estádios - cuja construção foi generosamente comparticipada por entidades públicas - mais irónica é esta incursão pelos tempos passados.
Senão vejamos:
- Por volta de 1907/1908 o belenense Sport Lisboa teve de abandonar Belém devido à utilização das “Terras do Desembargador” por um regimento de Cavalaria;
- Pouco tempo após a sua fundação, o Clube de Futebol “Os Belenenses” teve de recorrer a campos emprestados para poder competir em provas oficiais, uma vez que o campo inicial não era regulamentar. Era o chamado Campo do “Pau do Fio”, por se encontrar junto a este (ao pé da linha de meio campo!) um poste telegráfico. Este “pormenor” era uma das irregularidades, pelo que este campo ficaria reservado para treinos e jogos não oficiais;
- O Belenenses teve de recorrer a campos emprestados durante alguns anos, até que a AFL proibiu os empréstimos: cada clube deveria ter campo próprio. A solução foi um campo no cimo da Rua das Casas do Trabalho (actual Rua Alexandre de Sá Pinto), dentro do antigo espaço da cerca do Convento das Salésias - já na altura ocupado pelo Asilo Nun’Álvares – do qual se retirou assim o nome: Salésias.
- Em 1947 a Câmara Municipal de Lisboa informou o Belenenses que iria expropriar as Salésias (já Estádio José Manuel Soares) para proceder à urbanização da zona. Curiosamente o Belenenses havia sido campeão nacional da 1ª Divisão no ano anterior. Curiosamente também era um dos estádios mais modernos do país: foi o primeiro relvado e foi o primeiro a dispôr de uma bancada coberta, bem como uma óptima pista de atletismo;
- A decisão definitiva de expulsar o Belenenses das Salésias veio alguns anos depois. A única contrapartida conseguida, porém, foi uma pedreira. O Belenenses deveria construir aí o seu estádio pela “força da dinamite”. Foi assim que em 1952 se iniciou a construção do Estádio do Restelo;
- O Estádio do Restelo foi inaugurado em 23 de Setembro de 1956 (37º aniversário do Clube), após muitos esforços do Clube e dos seus associados. Os custos do novo Estádio iriam porém revelar-se demasiado pesados no futuro. No lugar das Salésias, entretanto, nada seria feito - até hoje!!!!!;
- Para se ressarcir das pesadas dívidas, a Câmara Municipal procurou em 1961 a expropriação do Estádio, chegando a pôr o espólio do Museu do Clube na rua, em caixotes. Vergados pelo peso das dívidas e perante a inflexibilidade da Câmara (não aplicável a outros clubes), o Belenenses foi obrigado a ceder o Estádio. Uma vez mais, o Clube de Belém ficava sem campo próprio;
- Só em 1969 é que o Estádio do Restelo voltou para as mãos do Belenenses, embora por prazo finito (25 anos). Após sucessivas negociações e dilatações de prazos, o Belenenses conseguiu finalmente em 1991 a posse definitiva do seu estádio;
Mas não ficámos por aí. Alguns anos mais tarde (em 1999, salvo erro) foi decidida em Assembleia Geral do Belenenses a aprovação de um novo projecto que implicaria a demolição do Estádio e a construção de um novo. Ainda hoje subsistem dúvidas sobre a legitimidade desta via. Creio que só daqui a alguns anos se poderá ajuizar o que seria melhor para o Belenenses. O facto é que a Câmara Municipal de Lisboa não autorizou a demolição do Restelo por ser… património arquitectónico da zona.
Em 2003/2004, aproveitando a “embalagem” do Euro, o Belenenses conseguiu levar a cabo importantes obras de modernização e manutenção do Estádio, dotando-o de novas torres de iluminação, novos balneários, novas cadeiras, uma nova pista de atletismo e… a cobertura do Topo Norte, algo já previsto desde o projecto inicial dos anos 50! Para o efeito contou de facto com uma preciosa ajuda da Câmara Municipal de Lisboa (conformado o Clube com a recusa desta em aceitar um novo estádio), embora a chegada ao “comboio”… já tenha sido tardia, direi eu. Os muitos anos de dificuldades deixaram o Belenenses numa situação de cada vez maior subalternidade face as outros grandes clubes da Lisboa, e para tal as questões dos campos/ estádios foram simultaneamente causas e efeitos. Como causas, muitas vezes despoletadas pela inveja de outros; Como efeitos, resultantes do relativo fracasso do Belenenses em reagir e defender a sua posição, ainda que grandes homens como Acácio Rosa ou Homero Serpa tenham evitado o pior por várias vezes. A eles nunca pediríamos mais.
Qual o desafio para o futuro? Para já e tal como paira nas conversas “azuis” (mas não só) a questão é saber… como encher o Estádio? Questão melindrosa… que ficará para outra altura!
Mas para além disso, o que falta ao nosso Estádio?
Sobre algumas destas questões poderão consultar a minha página pessoal sobre o Clube - ver links à direita



A Afirmação Através das Vitórias



Neste fim-de-semana vai decorrer mais um jogo da Liga Profissional de Futebol, desta feita contra a União de Leiria, no Restelo.
Escusado será de dizer que os 3 pontos são deveras importantes para manter a senda vitoriosa da equipa, tanto mais que a face mais visível do Clube é, sem dúvida, o futebol a nível profissional.
Por mais voltas e lirismos que queiramos interpretar da realidade desportiva portuguesa, o cidadão comum só acorda a aplaudir quando o futebol a isso proporciona (v. g. A adesão de todo um povo à Selecção Nacional no Euro2004).
A importância desse jogo é tanto ou mais acentuada porquanto nas 2 jornadas seguintes teremos outras tantas deslocações ao Estoril e ao recinto dos campeões nacionais.
Ainda assim, relativamente ao jogo no Estoril é dos tais que tem uma espada de dois gumes:
Se por um lado, algo não nos corre bem nos jogos com os nossos vizinhos, também é certo que é jogo onde o apoio dos adeptos mais se pode sentir, dada a proximidade, sendo certo, que, a meu ver, o Estoril não reúne argumentos, em condições normais, para nos vencer.
Quanto ao jogo no Porto, aí, que em perdoem os portistas que dizem ter o Belenenses como Clube da sua simpatia em grau 2, mas são horas de apresentar a factura do ano passado.
Este ano, deixem-me sonhar um pouco, ao menos enquanto alguns dormem, porque quero ir a uma competição europeia.
E já agora, há que relembrar que a minha condição de associado do Belenenses é não apenas a de um mero contribuinte líquido no acto de pagamento de quotas, mas também a de um vigilante das acções do Corpos Sociais, aos quais se exige o respeito pelo património histórico do Clube, sendo certo que a melhor forma de o fazer é dar continuidade aos títulos já conquistados.
Já cansa de andarmos afastados de tais andanças.



Comemorações do 85º Aniversário




Com a entrega hoje no no Topo Norte do Estádio dos Restelo dos emblemas alusivos aos 25 e 50 anos de filiação clubista a 191 associados que reunem essas condições, dá-se início ás comemorações do 85º Aniversário do Clube de Futebol "Os Belenenses".
Aliás, sobre a homenagem que anualmente é prestada a estes associados e atentas as condições adversas e peculiares de vivermos na única capital europeia, de reduzida dimensão quando comparada com as suas congéneres, com 3 clubes da I Liga do Campeonato Nacional de Futebol, dir-se-á que estes associados, todos os anos, vão engrossando aquilo a que eu designo do Clube dos Resistentes.
Espero bem que daqui a cerca de dois anos quer o meu pai, quer o signatário, possam engrossar esse clube com os seus 50 e 25 anos de filiação, respectivamente. Vamos ver.
Eis, pois, o progarma completo das comemorações do 85º aniversário:
16.Setembro ( quinta-feira )20h30, SESSÃO SOLENE, no Topo Norte do Estádio do Restelo com a distribuição aos sócios dos emblemas de 25 e 50 anos de filiação e entrega de medalhas aos atletas internacionais e campeões nacionais.No final uma sessão de fados com actuações da «Família Câmara Pereira»
18.Setembro ( sábado )17h30, FUTSAL, no Pavilhão Acácio Rosa, jogo de apresentação da equipa aos sócios e adeptos, frente à Académica de Coimbra. Antes do início da partida será entregue por um representante da FPF o troféu referente ao título nacional da época passada.
21.Setembro ( terça-feira )20h00, JANTAR DE ANIVERSÁRIO( Casino do Estoril )23.Setembro ( quinta-feira )10h30, MISSA, na Capela do Santo Cristo.11h00, Deposição de flores junto ao monumento de José Manuel Soares ( PEPE ).11h30, ROMAGEM ao Cemitério da Ajuda, deposição de flores junto ao Mausoléu do Clube.hora a indicar, FUTEBOL, jogo particular Belenenses-Benfica, no Estádio do Restelo.
25.Setembro ( sábado )10h00, NATAÇÃO, no Complexo Olímpico de Piscinas, «PRIMEIRO MERGULHO» o já tradicional festival de abertura da época.15h00, TRIATLO, no Complexo Olímpico de Piscinas, realização do III Aquatlo Jovem «Os Belenenses».
2.Outubro ( sábado )10h00, ATLETISMO, na pista sintética do Estádio do Restelo, início do Festival de Atletismo de «Os Belenenses».
4.Outubro ( segunda-feira )20h45, BASQUETEBOL, no Pavilhão Acácio Rosa, jogo de apresentação da equipa aos sócios e adeptos, frente ao FC Porto.
5.Outubro ( terça-feira )17h00, VOLEIBOL, no Pavilhão Acácio Rosa, jogo de apresentação da equipa feminina aos sócios e adeptos, frente ao Externato Maristas.
9 e 10.Outubro ( sábado/domingo )horas a indicar, BASQUETEBOL, no Pavilhão Acácio Rosa , 2º Torneio de Basquetebol «Belenenses/Montepio Geral».



O(s) Belenenses em Sines



O passado e presente do Clube de Futebol “Os Belenenses” na Área de Sines e mais concretamente em Sines tem já muitas e muitas décadas de existência.
Assim é, e por deferência do consócio Álvaro Antunes, aqui vai a reprodução de uma local do Jornal do Belenenses do dia 3 de Setembro de 1954 vem sob o título:
“ 1.100 pessoas assistiram ao sarau de “Os Sineenses” o seguinte:
A filial de “Os Belenenses”, em Sines, organizou uma reunião festiva, na Esplanada Alentejana, no passado dia 24 de Agosto, a qual teve a assistência de 1.100 pessoas.
Abrilhantou o esplêndido sarau a extraordinária acordeonista Eugénia Lima que, mais uma vez, fez alarde da sua excepcional categoria.
O êxito da organização foi completo e o C. F. “Os Sineenses” arrecadou cerca de 4.000$00, o que, temos de concordar, deve encorajar os dirigentes dos “azuis” de Sines, a organizarem, no futuro, reuniões festivas desta natureza.”
O artigo está assinado por Eurico Chalbert sendo os Chalberts uma vasta família que ainda hoje existe em Sines.
A Esplanada Alentejana ainda existe e tomara a nós poder pensar que podíamos preencher metade de tal espaço, o qual, para se ter uma noção da lotação possível, exíbia espectáculos de diversa ordem, cinema ao ar livre, para além do convencional café-convívio.
Diga-se que o signatário não nasceu em Sines, tendo para cá vindo por motivos profissionais.
Todavia, fui confrontado com uma raiz desportiva algo mesclada entre o azul e o vermelho, por efeito da existênciano, passado, das filiais do Belenenses e do Benfica, as quais se fundiram nos anos 60 no actual Vasco da Gama Atlético Clube.
Além disso, ainda reside uma boa representação no Porto Côvo, através do Grupo Desportivo e Recreativo do Porto Côvo, filial nº 23.
A questão da existência de vastos núcleos de belenenses espalhados pelo país é algo que nos tem de fazer reflectir e o signatário muito tem falado sobre o tema no sentido de acordar os nossos dirigentes para a nossa realidade e captar novos associados onde é possível tal acontecer.
Mas sem resultados não será tarefa fácil.
Voltarei ao tema sempre que tal se proporcionar.
Saudações azuis.



NOTA DE ABERTURA




Surge este blogue como mais um espaço de intervenção na discussão da Vida do Clube de Futebol “Os Belenenses”, nos seus múltiplos aspectos, desde a questão de uma análise a um mero jogo de futebol, a uma questão que reputo bem mais importante com reflexo no tal jogo que é, sem dúvida, o modelo de gestão em vigor no Clube, assim como questões que giram em torno da demografia do Clube no País e no estrangeiro ou até do fenómeno da súbita desertificação do Estádio do Restelo em dia de jogo..
Não vai ser um blogue contra algo ou alguém.
Faço, aliás, questão de disponibilizar o blogue a terceiras pessoas para que aqui queiram, se for esse o caso, emitir as suas opiniões por forma a auscultar o pulso do sócio ou do adepto do Clube.
Não será um blogue anti. Mailing List porque gosto demais daquele espaço para que tal assim seja considerado. Aliás, é um espaço que guardo com muito carinho bem dentro de mim e lá gerei algumas amizades e cumplicidades não pensáveis antes de o ter frequentado. É um espaço, aliás, que recomendo a todo o belenense que use a internet.
Também, não será um blogue concorrencial em relação aos existentes e a prova é a sua menção nos links que aqui estão apostos.
Pode ser um blogue que emita reflexões por forma a que os associados e os adeptos acordem o gigante adormecido. Isto porque a ideia que nutro dentro de mim é que o Belenenses é, no fundo, um Clube de dimensão bem acima da média nacional e que pode ombrear com qualquer dos chamados três grandes. É uma questão de sabedoria, de bom senso e de gestão equilibrada.
Espero contribuir para algo positivo, coisa que, aliás, me está na veia desde que em 1988 comecei a escrever com regularidade para o “Jornal do Belenenses”, dirigido por Alexandre Pais, na fase dos mandatos de Mário Rosa Freire.
É, também, um espaço que até tem a virtude de surgir numa idade bonita do Clube, uma vez que dentro em breve faremos 85 anos de idade.
Disponham, meus caros associados e adeptos do Belenenses deste nosso blogue, porque receio bem que com o passar dos anos, sejamos cada vez menos, se acaso determinadas coisas não mudarem.
Tal como o próprio nome assim o indica, é também a forma de pensar de um associado que está a cerca de 150 kms de distância do Restelo numa área pejada de muitos belenenses.
Este blogue não teria sido possível se o signatário não tivesse sido impulsionado por determinado associado e se não tivesse ajuda de um outro, relativamente aos quais a amizade e o respeito têm sido um traço comum ao longo dos anos e que muito têm dado ao Belenenses, muitas vezes ou quase todas elas de forma desinteressada.
Saudações azuis.