Belenenses 0 - Standard Liège 1: Fogo sem artifício
Pois é, para a história fica um resultado desagradável, com uma exibição algo inconclusiva, pese a carga de optimismo que os resultados anteriores e todo o "élan" à volta da equipa propiciaram. Terá sido algum nervosismo pela primeira vez aparecer perante a tribuna dos sócios? Talvez, mas na minha opinião faltam acertar muitas agulhas, sem prejuízo da atipicidade que o futebol (e sobretudo a compleição física) de um Standard possa constituir face ao nível médio do nosso campeonato.
Para começar Carvalhal apostou num onze que porventura não fugirá muito ao que será titular: Marco Aurélio na baliza, Amaral, Pelé, Rolando e Vasco Faísca foram o quarteto defensivo; com Rui Ferreira à frente da área; Pinheiro (mais para o lado esquerdo), Silas (no meio) e Djurdjevic (lado direito) a fazerem o resto da linha média; Meyong e Paulo Sérgio a dupla avançada.
Como breves apreciações individuais e resumo da 1ª parte:
Marco Aurélio, Pelé e Rui Ferreira: iguais a si mesmos, bons. Para mim os indiscutíveis;
Rolando: foi a escolha em vez de Gaspar. Alguns momentos de hesitação, mas contribuiu para uma primeira parte em que o Belenenses demonstrou maior segurança defensiva;
Vasco Faísca: cumpriu bem, ajudando à acima referida solidez defensiva;
Pinheiro: teve uma boa primeira parte, contribuindo por sua vez para um meio campo combativo. Depois já veremos a 2ª parte...
Amaral: boa exibição ao seu nível, incluindo disparo potente que foi a melhor e mais bonita oportunidade de golo da noite... infelizmente não deu.
Silas: exibição "mista", quanto a mim. No ataque e nos momentos de último passe as coisas poderiam ter corrido melhor, sobretudo em matéria de entendimento. Não foi só sua culpa, mas o ataque foi o "elo mais fraco", com pouca presença e clarividência na hora de fazer mossa na área adversária;
Djurdjevic: boa exibição, a dar garantias também nos lances de bola parada (pé esquerdo). Vai ser um duelo interessante pela titularidade com o Zé Pedro, a quem já vou daqui a pouco;
Paulo Sérgio: não a 100%, não só porque a diferença de estatura para os centrais belgas era por demais evidente, mas porque não conseguiu tornar eficazes os seus rasgos. Contra equipas contra o Standard um toque a mais pode ser... a mais;
Meyong: apagado, cedendo com protestos constantes de falta (embora algumas incorrectamente não assinaladas) à implacável marcação adversária. Tem bons pés, bom passe, mas na hora de ir fazer estragos para a área pouco ou nada se viu;
Em suma, na primeira parte constatei um bom desempenho na defesa e meio-campo, mas uma eficácia quase nula no ataque. Não se aproveitou o forte vento de Norte, como habitual. O Standard, por sua vez, também não brilhava muito, com muitos passes errados.
Para a segunda parte Carvalhal arriscou uma demonstração de que tinha outra equipa na manga, fazendo várias substituições: Gaspar substituíu Pelé na defesa; Sousa substituíu Amaral no lado direito; Sandro Gaúcho substituiu Rui Ferreira no meio campo defensivo; José Pedro e Fábio Januário substituiram Djurdjevic e Silas, ficando o Fábio claramente enconstado ao flanco esquerdo; Romeu e Ahamada passaram a ser a dupla avançada, substituindo Meyong e Paulo Sérgio. Na baliza fiquei com dúvidas, pensei que era o Pedro Alves, mas o "speaker" referiu o Marco Pinto. Mais uma "gaffe"?
Ficaram Rolando, Vasco Faísca e Pinheiro, quiçá para mais observações.
Pareceu-me que esta 2ª equipa entrou mal no jogo, enquanto o adversário curiosamente assumiu logo nos primeiro minutos uma acutilância e acerto que até aí não tinha demostrado.
Mas vejamos a apreciação do 2ª "onze":
Pedro Alves: exibição razoável, embora com trabalho moderado. Quanto a mim não teve culpas no golo, salvo se tiver visto mal o lance;
Gaspar e Rolando: não sei se será por Gaspar estar melhor de entendimento com Pelé, o facto é que a segurança defensiva da 1ª parte deu lugar a situações de aflição e, enfim, um golo consentido; com o tempo a dupla corrigiu, embora já sem grandes hipóteses de brilhar;
Sousa: exibição normal, com um ou outro susto com um belga mais acelerado e também a pouca entreajuda (sobretudo no início da segunda parte) na zona;
Vasco Faísca: manteve o nível da primeira parte; o seu carácter misto (lateral/central) notou-se, no entanto e considerando os antecessores, quanto a mim ocupa bem o lugar;
Sandro Gaúcho: sinceramente não consegui fazer um juízo consistente. Na posição gostei mais do Rui Ferreira, mais rotinado com os restantes;
Pinheiro: foi-se apagando na 2ª parte, com menos recuperações e passes bem sucedidos; Foi pena...
Fábio Januário: deparou-se inicialmente com um flanco direito do Standard disposto a fazer valer tudo menos arrancar olhos; Para um jogador de habilidade como ele foi um choque difícil; Não fugiu à luta e melhorou com o tempo; No entanto e apesar de nos últimos momentos se aventurar pelo meio, não conseguiu a eficácia desejada;
José Pedro: exibição de menos a mais; bem numa ou outra bola parada, bem nas movimentações atacantes, no geral e para mim um "satisfaz +"
Romeu e Ahamada: para mim a lufada no ataque que me pareceu faltar na 1ª parte. Romeu lutou também com o intratável flanco direito do Standard, levando das "boas" mas não fugindo à luta. Quanto a mim conseguiu o que Meyong não conseguiu. Não descansou enquanto não ganhou os lances ou arrancou as faltas; Ahamada, para mim, foi a mais agradável revelação de todas. Bons pés, rápido, voluntarioso (chegou a fazer de defesa direito num lance perigoso), inteligente. Se a Amaral havia cabido a mais bonita oportunidade, Ahamada construiu a melhor da segunda parte, obrigando o guarda-redes adversário a mostrar qualidades;
Em suma, a equipa entrou atordoada, talvez pelo menor entrosamento dos jogadores em campo mas também porque o Standard entrou bastante melhor. Pagou-se com o golo. Depois de alguns momentos de bastante rudeza dos belgas, o árbitro lá resolveu expulsar o piorzinho, brindado com apupos da bancada. Até ao fim fomos gradualmente recuperando a força em contra-ataque, mas o golo do empate acabou por não surgir.
No fim, o empate teria sido mais justo, mas levou o Standard o prémio por ter aparecido com o "abre-latas"...
Quanto a Carvalhal, creio que as alterações em massa não beneficiaram a equipa como um todo. Poderá dizer que o que mais importa é o desempenho (sobretudo o individual), pouco interessando o resultado. Porém nestas coisas sou mais conservador, uma derrota como apresentação não é agradável de lembrar. Espero que ele e a equipa continuem a trabalhar, mantendo o empenho, ambição e cabeça erguida. A equipa como um todo tem ainda muita margem para melhorar, bem como os jogadores que porventura tiveram uma noite menos feliz.
Quanto ao público, desolador ver todas as bancadas praticamente desertas excepto a dos sócios, razoavelmente povoada. É certo que há muita gente de férias, mas a convicção para ir ao Restelo não foi suficientemente fortalecida. Trabalhinho para a Direcção. Estranho ver a Fúria no Topo Norte, sinceramente prefiro tê-los junto aos outros sócios e mais junto ao relvado.
No final houve mesmo fogo de artifício, sem dúvida o momento mais agradável da noite. Como disse na altura o meu prezado consócio Vítor Ferreira: se é assim quando perdemos, o que será quando ganharmos?
Palavra ainda para os equipamentos, continuam a parecer bem, bem bonitos. Os que estiveram - já - à venda na Loja Azul creio que "desapareceram" rapidamente. Bonitas também as palmas para o "banco" quando se levantou para aquecer a poucos minutos do fim da 1ª parte; e para o Imperador, quando ocupou o lugar no banco depois do início da 2ª parte. De resto, as bancadas continuaram com o apoio hesitante e pouco sonoro que infelizmente é habitual.
Repito, é hora de trabalhar e continuar a carregar baterias. O caminho é longo e todos esperamos por alegrias. FORÇA BELENENSES!
Para começar Carvalhal apostou num onze que porventura não fugirá muito ao que será titular: Marco Aurélio na baliza, Amaral, Pelé, Rolando e Vasco Faísca foram o quarteto defensivo; com Rui Ferreira à frente da área; Pinheiro (mais para o lado esquerdo), Silas (no meio) e Djurdjevic (lado direito) a fazerem o resto da linha média; Meyong e Paulo Sérgio a dupla avançada.
Como breves apreciações individuais e resumo da 1ª parte:
Marco Aurélio, Pelé e Rui Ferreira: iguais a si mesmos, bons. Para mim os indiscutíveis;
Rolando: foi a escolha em vez de Gaspar. Alguns momentos de hesitação, mas contribuiu para uma primeira parte em que o Belenenses demonstrou maior segurança defensiva;
Vasco Faísca: cumpriu bem, ajudando à acima referida solidez defensiva;
Pinheiro: teve uma boa primeira parte, contribuindo por sua vez para um meio campo combativo. Depois já veremos a 2ª parte...
Amaral: boa exibição ao seu nível, incluindo disparo potente que foi a melhor e mais bonita oportunidade de golo da noite... infelizmente não deu.
Silas: exibição "mista", quanto a mim. No ataque e nos momentos de último passe as coisas poderiam ter corrido melhor, sobretudo em matéria de entendimento. Não foi só sua culpa, mas o ataque foi o "elo mais fraco", com pouca presença e clarividência na hora de fazer mossa na área adversária;
Djurdjevic: boa exibição, a dar garantias também nos lances de bola parada (pé esquerdo). Vai ser um duelo interessante pela titularidade com o Zé Pedro, a quem já vou daqui a pouco;
Paulo Sérgio: não a 100%, não só porque a diferença de estatura para os centrais belgas era por demais evidente, mas porque não conseguiu tornar eficazes os seus rasgos. Contra equipas contra o Standard um toque a mais pode ser... a mais;
Meyong: apagado, cedendo com protestos constantes de falta (embora algumas incorrectamente não assinaladas) à implacável marcação adversária. Tem bons pés, bom passe, mas na hora de ir fazer estragos para a área pouco ou nada se viu;
Em suma, na primeira parte constatei um bom desempenho na defesa e meio-campo, mas uma eficácia quase nula no ataque. Não se aproveitou o forte vento de Norte, como habitual. O Standard, por sua vez, também não brilhava muito, com muitos passes errados.
Para a segunda parte Carvalhal arriscou uma demonstração de que tinha outra equipa na manga, fazendo várias substituições: Gaspar substituíu Pelé na defesa; Sousa substituíu Amaral no lado direito; Sandro Gaúcho substituiu Rui Ferreira no meio campo defensivo; José Pedro e Fábio Januário substituiram Djurdjevic e Silas, ficando o Fábio claramente enconstado ao flanco esquerdo; Romeu e Ahamada passaram a ser a dupla avançada, substituindo Meyong e Paulo Sérgio. Na baliza fiquei com dúvidas, pensei que era o Pedro Alves, mas o "speaker" referiu o Marco Pinto. Mais uma "gaffe"?
Ficaram Rolando, Vasco Faísca e Pinheiro, quiçá para mais observações.
Pareceu-me que esta 2ª equipa entrou mal no jogo, enquanto o adversário curiosamente assumiu logo nos primeiro minutos uma acutilância e acerto que até aí não tinha demostrado.
Mas vejamos a apreciação do 2ª "onze":
Pedro Alves: exibição razoável, embora com trabalho moderado. Quanto a mim não teve culpas no golo, salvo se tiver visto mal o lance;
Gaspar e Rolando: não sei se será por Gaspar estar melhor de entendimento com Pelé, o facto é que a segurança defensiva da 1ª parte deu lugar a situações de aflição e, enfim, um golo consentido; com o tempo a dupla corrigiu, embora já sem grandes hipóteses de brilhar;
Sousa: exibição normal, com um ou outro susto com um belga mais acelerado e também a pouca entreajuda (sobretudo no início da segunda parte) na zona;
Vasco Faísca: manteve o nível da primeira parte; o seu carácter misto (lateral/central) notou-se, no entanto e considerando os antecessores, quanto a mim ocupa bem o lugar;
Sandro Gaúcho: sinceramente não consegui fazer um juízo consistente. Na posição gostei mais do Rui Ferreira, mais rotinado com os restantes;
Pinheiro: foi-se apagando na 2ª parte, com menos recuperações e passes bem sucedidos; Foi pena...
Fábio Januário: deparou-se inicialmente com um flanco direito do Standard disposto a fazer valer tudo menos arrancar olhos; Para um jogador de habilidade como ele foi um choque difícil; Não fugiu à luta e melhorou com o tempo; No entanto e apesar de nos últimos momentos se aventurar pelo meio, não conseguiu a eficácia desejada;
José Pedro: exibição de menos a mais; bem numa ou outra bola parada, bem nas movimentações atacantes, no geral e para mim um "satisfaz +"
Romeu e Ahamada: para mim a lufada no ataque que me pareceu faltar na 1ª parte. Romeu lutou também com o intratável flanco direito do Standard, levando das "boas" mas não fugindo à luta. Quanto a mim conseguiu o que Meyong não conseguiu. Não descansou enquanto não ganhou os lances ou arrancou as faltas; Ahamada, para mim, foi a mais agradável revelação de todas. Bons pés, rápido, voluntarioso (chegou a fazer de defesa direito num lance perigoso), inteligente. Se a Amaral havia cabido a mais bonita oportunidade, Ahamada construiu a melhor da segunda parte, obrigando o guarda-redes adversário a mostrar qualidades;
Em suma, a equipa entrou atordoada, talvez pelo menor entrosamento dos jogadores em campo mas também porque o Standard entrou bastante melhor. Pagou-se com o golo. Depois de alguns momentos de bastante rudeza dos belgas, o árbitro lá resolveu expulsar o piorzinho, brindado com apupos da bancada. Até ao fim fomos gradualmente recuperando a força em contra-ataque, mas o golo do empate acabou por não surgir.
No fim, o empate teria sido mais justo, mas levou o Standard o prémio por ter aparecido com o "abre-latas"...
Quanto a Carvalhal, creio que as alterações em massa não beneficiaram a equipa como um todo. Poderá dizer que o que mais importa é o desempenho (sobretudo o individual), pouco interessando o resultado. Porém nestas coisas sou mais conservador, uma derrota como apresentação não é agradável de lembrar. Espero que ele e a equipa continuem a trabalhar, mantendo o empenho, ambição e cabeça erguida. A equipa como um todo tem ainda muita margem para melhorar, bem como os jogadores que porventura tiveram uma noite menos feliz.
Quanto ao público, desolador ver todas as bancadas praticamente desertas excepto a dos sócios, razoavelmente povoada. É certo que há muita gente de férias, mas a convicção para ir ao Restelo não foi suficientemente fortalecida. Trabalhinho para a Direcção. Estranho ver a Fúria no Topo Norte, sinceramente prefiro tê-los junto aos outros sócios e mais junto ao relvado.
No final houve mesmo fogo de artifício, sem dúvida o momento mais agradável da noite. Como disse na altura o meu prezado consócio Vítor Ferreira: se é assim quando perdemos, o que será quando ganharmos?
Palavra ainda para os equipamentos, continuam a parecer bem, bem bonitos. Os que estiveram - já - à venda na Loja Azul creio que "desapareceram" rapidamente. Bonitas também as palmas para o "banco" quando se levantou para aquecer a poucos minutos do fim da 1ª parte; e para o Imperador, quando ocupou o lugar no banco depois do início da 2ª parte. De resto, as bancadas continuaram com o apoio hesitante e pouco sonoro que infelizmente é habitual.
Repito, é hora de trabalhar e continuar a carregar baterias. O caminho é longo e todos esperamos por alegrias. FORÇA BELENENSES!


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