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O "ANO 1"



Penso que é unânime a ideia de que se está a trabalhar de forma bem melhor pelas bandas do Restelo.
Queria salientar, alguns aspectos que me parecem a mim, repito, parecem a mim, estar de facto a funcionar bem:
- Os jogadores são contratados depois de uma criteriosa escolha, e depois de observados por diversas vezes. Acabou-se o tempo das observações por “cassete” !!!;
- Os jogadores são escolhidos durante o campeonato anterior e contratados a tempo e horas, e não durante a pré-época numa altura onde quase só há “restos”;
- Os jogadores são contratados de acordo com as necessidades reais do plantel, e não porque lá aparece um empresário com um jogador “jeitoso” pela mão e então “deixa cá ver onde o vamos encaixar”;
- Dá ideia de que a equipe de trabalho funciona de forma bastante profissional. Administração da SAD, Director-geral e equipe técnica.... e mais ninguém. Acabou-se o tempo de que até o porteiro do estádio (com o devido respeito pela profissão) sabia quais eram os reforços a contratar e quanto iam ganhar;
- Transparece uma coordenação quase perfeita entre a equipe de trabalho. Não há jogadores contratados “pela SAD” ou “pelo treinador”;
- Não existem declarações precipitadas, nem o “estamos em negociações”. Ou está contratado ou não está. Noutros tempos a contratação do Vasco Faísca tinha dado uma interessante novela de verão, vide “novela Rincón”;
- Existe uma sintonia de discurso. Todos sabem e assumem claramente os objectivos.
- A “cartilha” está estudada e decorada pelos nossos profissionais, não se ouve o discurso do “salto”, nem do “quero chegar a um grande”. Todos assumem que estão num grande clube;
- O critério de contratação ultrapassa agora o limite das quatro linhas. Ao que parece foram também avaliados quer o carácter quer a vida extra-futebol dos profissionais que contratamos para vestir a nossa camisola;
- O plantel transpira ambição.
Tudo isto não é mais do que muitos (eu inclusive) vínhamos reclamando há muito tempo: Uma mentalidade empresarial e profissional na nossa SAD, potenciando assim cada cêntimo do nosso orçamento.

Por tudo isto, estão reunidas as condições para rentabilizarmos cada recurso humano ao máximo, criando uma mentalidade profissional e ambiciosa, com um bom espírito de grupo, fazendo com que o “todo” seja superior à “soma das partes”.
Talvez o ex-Presidente Sequeira Nunes, finalmente agora, e mesmo sem ninguém lhe explicar, consiga perceber “o que correu mal” naquele malfadado ano!

O mérito maior disto tudo, lá está, terá que ser dado ao nosso Presidente Cabral Ferreira, que percebeu claramente que liderar um estrutura não significa ter que tomar todas as decisões e mandar em tudo. Significa outrossim, saber ouvir e pensar no que ouve, saber rodear-se das pessoas certas nos lugares certos, definindo claramente as ideias de base e grandes linhas de orientação, e permanecer numa atitude vigilante, e isso tudo ele sabe faze-lo como ninguém.
Pela minha parte devo dizer que, apesar de tudo o que escrevi, não estou demasiado optimista, estou simplesmente “optimista”, ou seja, creio que será muito difícil chegarmos acima do 5º lugar, situação que com mais 2 ou 3 elementos acima da média seria bem possível (para o ano?)- não nos podemos esquecer que também saíram do plantel jogadores importantes, e não esquecer também as “forças do além” que por vezes aparecem misteriosamente, enviadas por um qualquer Loureiro, Guilherme ou Leal.

Contudo se tivermos em conta que há 3 ou 4 anos ficar em 5º lugar era quase como ganhar um campeonato.....
Iremos então entrar finalmente no “ano 1”. A casa arrumada, uma estrutura forte e compacta, que sabe o que faz e que sabe para onde quer ir, gente com ambição e vontade, e adeptos ansiosos.
COMECEM POIS OS JOGOS !



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