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Estrela de Belém



Não posso começar sem deixar de referir as declarações das últimas semanas proferidas pelo nosso treinador, Carlos Carvalhal. Aplaudo-as, naturalmente. E teria muito, mesmo muito a dizer sobre elas. Escrevi mesmo um longo artigo sobre o assunto mas... descansem, está na gaveta para outro dia. No entanto aqui fica uma das reflexões. Reparem que Carvalhal anda, por assim dizer, nas bocas do mundo. Atacou os preços altos (em geral), atacou os horários de jogo (em geral) e, curiosamente, "ilibou" a TV. Como, se é esta que determina os horários? Melhor, porquê? Fica para outro dia.

Mas o que mais me entusiasma é a possibilidade de criar uma verdadeira "vaga de fundo" para melhorar o nosso futebol. E este melhora quando agradar a mais e mais adeptos, quando encher de cor e emoções os estádios. Sim, porque há países que mesmo com TV conseguem encher os estádios, saberão isto alguns responsáveis? Quererão saber?
Ao longo destes anos, os adeptos e claques têm falhado nas suas reclamações (é ou não verdade?). Não os ouvem. E que tal se vierem os técnicos e jogadores a ajudar? Muito, muito interessante. Exorto Carvalhal para que continue esta corajosa "cruzada" (mas também oportuna), desejando que o bom espírito em torno da equipa e as expectativas de bons resultados se mantenham. Porquê? Para lhe facilitar a tarefa... melhor, até permiti-la!
Só um recado, no meio daquelas entrevistas não dá para falar na QSU, nos preços? Como referia acima, o nosso mister está na berlinda, aparece na TV, tem tarjas de claques com dedicatórias. Aproveite a 100%... para proveito do Belenenses.

E hoje, Estrela
Confesso que não tenho muito para escrever sobre este jogo. Tenho sim, como talvez terão todos vós, vontade de acabar o dia com uma vitória categórica. E já está.
Perdemos com o Porto, reconhecendo inferioridade. Seria, digo eu? Não poderíamos ter sido um Artmedia? Já passou, já foi. Num desabafo de meio da semana e como costumo dizer, se ganhássemos todos os jogos e só perdêssemos com os "três", éramos campeões. Obviamente que isto é um extremo. Mas é que no Belenenses já vivemos muito próximo... do extremo oposto. Técnicos e dirigentes que se deleitavam com 6ºs lugares e afins... mas tínhamos ganho 2-0 a lagartos, lampiões ou morcões. Bem, ainda há um outro extremo, que seriam os que se deleitavam com vitórias sobre uns, mas as derrotas com os outros digeriam-se muito bem. Moral da história: sempre que não ganhamos... não ganhamos (remarkable!) e alguém tem que pagar a factura a seguir. Leiria, Penafiel e Guimarães pagaram bem a factura de Alvalade. Venham mais três para pagar a factura do dragom. De preferência com 3 golos em cada um, era giro. Ai se era...

Aqui fica o curto histórico de resultados:

1988/89: 1-0 (V)
1989/90: 2-1 (V)
1990/91: 2-1 (V)
1993/94: 2-1 (V)
1994/95: 0-0 (E)
1995/96: 4-1 (V)
1996/97: 0-0 (E)
1997/98: 0-2 (D)
1999/00: 1-1 (E)
2000/01: 0-3 (D)
2003/04: 4-0 (V)

Em 11 jogos, 6 vitórias, 3 empates e 2 derrotas, com 16 golos marcados e 10 sofridos. São poucos jogos, temos vantagem, mas não é saldo lá muito apresentável. A derrota por 0-3 em 2000/01 foi especialmente humilhante (saí antes do fim desse jogo). Mas curiosamente e com o Estrela em casa o melhor resultado foi o último, com uns agradáveis 4-0 a abrir a época de 2003/04. A abrir? Sim, foi a primeira jornada... mas não foi o primeiro jogo... Lembram-se?
De resto o resultado mais frequente, salta à vista, foi a sequência de 3 vitórias por 2-1 entre 1989 e 1994 (com presenças na 2ª divisão pelo meio). A diferença de golos mais frequente (4 vezes) traduz uma vitória por 1 golo.
Não esquecer, porém, que há também contas da Taça por ajustar. E que mesmo hoje ganhando, essas não ficam fechadas (e matam-se saudades de certa "invasão" à Reboleira).

Outra coisa, ontem por um assunto pessoal "tive" que ir ao Restelo de manhã. Se lesse mais os jornais se calhar sabia, mas quando estava já a "afiambrar-me" para ver a sessão das 10:30, disse-me o senhor que o treino era à porta fechada. Melão, claro, mas no fim até fiquei contente. Este jogo é tão sério e importante como qualquer outro. Vale 3 pontos, vamos apanhá-los!

Por fim, passatempo
Para vos entreter um pouco, fui de novo buscar a minha caderneta de 1982/83. Só que desta vez o "cromo" não traz nome nem clube.
Escrevam para o meu e-mail (cha@netc.pt) com o vosso palpite sobre quem é o jogador, em que clube jogava, e... que tal um campeonato do Canto, ao estilo Fórmula 1? Os primeiros 6 levam pontos (6 para o 1º, 1 para o último pontuável) e considerem portanto que esta é uma primeira "corrida". No fim do "campeonato" (fim da 1ª volta, porventura) haverá prémio para o campeão, a definir entretanto (aceitam-se sugestões - excluindo automóveis, casas, etc). Mas prometo que haverá!
A meio da tarde de hoje divulgarei o nome do primeiro a acertar (vencedor da 1ª "prova") e dos restantes lugares "pontuados".
Ora aqui vai o "cromo":


Noutro dia repito a gracinha (nova "corrida"), enquanto mantenho as buscas a outros álbums. O de 1979/80 acho que não anda muito longe... Entretanto o passatempo poderá incluir outras imagens, com outras questões (sim, porque podem não chegar os cromos!). Agradeço ao Luís Gomes, nosso consócio na Suíça, porque foi ele que há tempos "inventou" um passatempo parecido, que circulava pelos nossos e-mails. Daí a inspiração.

Divirtam-se.




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