O costume
Dos tempos em que, ao engano, cursei Direito, ficou-me para sempre uma das definições que havia que empinar logo nas primeiras aulas de "Introdução ao Estudo" do dito: a do "costume" que, garantiam os manuais, se tratava de "prática social reiterada com convicção de obrigatoriedade", conceito intimamente relacionado com o que se passou no Porto, independentemente de admitir como justa a vitória dos azuis da casa.
Diga-se que o Belenenses entrou bem no Dragão, por certo em homenagem ao holandês que nos considera defensivos, e em menos de três minutos criou outras tantas oportunidades claras de golo, sendo que uma delas - a de Paulo Sérgio -, a concretizar-se, se arriscava a ser a batata do ano - quando não mesmo do século. Ultrapassada essa entrada-surpresa, chegou o costume, com o golo do McCarthy que não facturava vai para quatro meses. Galo nosso, que o rapaz não se tenha portado mal no estágio, como é aliás costume. De resto, saltou-me à vista uma exibição menos conseguida do José Pedro, que me parece ter cada vez mais influência na nossa posse de bola: dia de menos José Pedro é dia de menos Belenenses...
Ultrapassado o intervalo da nossa esperança, reapareceu o costume: segundo golo do Porto em excente triangulação entre o Paixão, o Jorginho e o bandeirinha. Um golo de se lhe tirar o chapéu, minutos depois de uma agressão a Amaral que não dava jeito ver. O costume ainda se fez sentir aos 89 minutos, quando a Paixão pelos da casa também não deixou ver - antes pelo contrário - uma falta evidente cometida sobre Romeu dentro da área portista. Enfim, a arbitragem do costume. Ainda assim, não pensem os que não viram o jogo e que vão deitando os olhos por estas linhas que com excepção do Paixão foi tudo um mar de rosas; nada disso. Julgo mesmo que Carvalhal deve começar a pensar seriamente na questão das substituições, posto que à semelhança de Alvalade e com excepção de Fábio Januário, foram duas substituições, dois enterranços. E se é certo que estava bem dentro das nossas possibilidades dar a volta ao resultado, foi com a entrada de Ahamada e de Romeu que, no campo, deitámos por terra as legítimas aspirações a um resultado favorável.
Para rematar, mais três pontos positivos e um de sentido inverso:
1. O costume: grande exibição de Marco Aurélio, no dia em que o Imperador cumpre a impressionante marca de duzentos jogos consecutivos na primeira divisão. É obra!
2. A presença, junto dos adeptos do Belém, da Alma Salgueirista - que isto dos amigos é para as ocasiões.
3. O Belenenses vestiu um equipamento diferente - de algum modo uma variante do tradicional - que, a meu ver, é dos mais bonitos que já apresentámos. Será leiloado, à semelhança do do ano anterior...?
4. Pela negativa, Manuel Queirós, comentador da TVI que por certo deve ser sócio de mérito do FCP. Que grande besta, carago, me saiu aquele 'murcom'...!
E agora sim, terminemos. Resta ganhar ao Estrela para a semana, para apresentarmos contas muito agradáveis à passagem da sexta jornada: quatro vitórias e doze pontos, regados, provavelmente, com o melhor ataque da prova. Pelo meio, já despachámos duas saídas difíceis - Antas e Alvalade - que outros ainda terão que fazer. Resumindo: estamos no bom caminho, assim as paixões do Paixão não mais se nos atravessem nesta estrada.
Diga-se que o Belenenses entrou bem no Dragão, por certo em homenagem ao holandês que nos considera defensivos, e em menos de três minutos criou outras tantas oportunidades claras de golo, sendo que uma delas - a de Paulo Sérgio -, a concretizar-se, se arriscava a ser a batata do ano - quando não mesmo do século. Ultrapassada essa entrada-surpresa, chegou o costume, com o golo do McCarthy que não facturava vai para quatro meses. Galo nosso, que o rapaz não se tenha portado mal no estágio, como é aliás costume. De resto, saltou-me à vista uma exibição menos conseguida do José Pedro, que me parece ter cada vez mais influência na nossa posse de bola: dia de menos José Pedro é dia de menos Belenenses...
Ultrapassado o intervalo da nossa esperança, reapareceu o costume: segundo golo do Porto em excente triangulação entre o Paixão, o Jorginho e o bandeirinha. Um golo de se lhe tirar o chapéu, minutos depois de uma agressão a Amaral que não dava jeito ver. O costume ainda se fez sentir aos 89 minutos, quando a Paixão pelos da casa também não deixou ver - antes pelo contrário - uma falta evidente cometida sobre Romeu dentro da área portista. Enfim, a arbitragem do costume. Ainda assim, não pensem os que não viram o jogo e que vão deitando os olhos por estas linhas que com excepção do Paixão foi tudo um mar de rosas; nada disso. Julgo mesmo que Carvalhal deve começar a pensar seriamente na questão das substituições, posto que à semelhança de Alvalade e com excepção de Fábio Januário, foram duas substituições, dois enterranços. E se é certo que estava bem dentro das nossas possibilidades dar a volta ao resultado, foi com a entrada de Ahamada e de Romeu que, no campo, deitámos por terra as legítimas aspirações a um resultado favorável.
Para rematar, mais três pontos positivos e um de sentido inverso:
1. O costume: grande exibição de Marco Aurélio, no dia em que o Imperador cumpre a impressionante marca de duzentos jogos consecutivos na primeira divisão. É obra!
2. A presença, junto dos adeptos do Belém, da Alma Salgueirista - que isto dos amigos é para as ocasiões.
3. O Belenenses vestiu um equipamento diferente - de algum modo uma variante do tradicional - que, a meu ver, é dos mais bonitos que já apresentámos. Será leiloado, à semelhança do do ano anterior...?
4. Pela negativa, Manuel Queirós, comentador da TVI que por certo deve ser sócio de mérito do FCP. Que grande besta, carago, me saiu aquele 'murcom'...!
E agora sim, terminemos. Resta ganhar ao Estrela para a semana, para apresentarmos contas muito agradáveis à passagem da sexta jornada: quatro vitórias e doze pontos, regados, provavelmente, com o melhor ataque da prova. Pelo meio, já despachámos duas saídas difíceis - Antas e Alvalade - que outros ainda terão que fazer. Resumindo: estamos no bom caminho, assim as paixões do Paixão não mais se nos atravessem nesta estrada.


1:25 a.m.


































