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Falta de apetite



Como sabem os meus companheiros de canto, nunca escrevo antecipadamente textos para memória futura. No dia combinado chego aqui, abro a caixinha... e cá vai disto. O método, não sendo perfeito, permite-me escrever o que sinto sem tentações de entretanto alinhavar um parágrafo para agradar a este ou desagradar a outro qualquer; mas tem também inconvenientes, nomeadamente quando o cheiro antecipado do disparate me retira a vontade de escrevinhar. Pois que é o caso. Ansiosos que andamos por vender quem quer que seja - imagino mesmo que possamos até ter já colocado anúncios de página inteira em jornais ingleses de grande tiragem - admitimos hipotecar o futuro a troco de umas migalhas, ainda que razoáveis. O problema é que migalhas não tiram a fome a quem a tem, sobretudo se são isso mesmo - migalhas - ao invés de medidas estruturais. De que nos servem dois milhões e meio em sendo a aplicação de segunda liga? Querem vender o Pelé num momento em que se anunciam quatro meses de corda ao pescoço? Pois que vendam. Aquela rapaziada da SAD ainda não lobrigou que quanto mais alta é a subida, maior é a queda.



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