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Ganhamos a Batalha Naval e Gripal !



Dady a "Locomotiva"!

Na Figueira da Foz, o Belenenses fez história ao marcar no presente campeonato o golo mais rápido até então, bastaram cerca de 42 segundos para começar com o pé direito um jogo que era de dificuldade elevada, ainda para mais, depois do surto gripal que afectou várias peças nucleares do nosso conjunto!


Golo mais rápido do campeonato, aos 42 segundos!

O Belenenses entrou muito bem no jogo, com jogadas rápidas e a aproveitar o desnorte da Naval, que vinha de uma série de 3 derrotas consecutivas e queria perante o seu reduzido público, inverter esta situação negativa.

Mas o Belenenses, frio e calculista, estava disposto a jogar baltalha Naval novamente, e aproveitando um erro infantil do guarda-redes Taborda, Eliseu recupera muito bem a bola e centra com conta peso e medida para Dady, que estava no local certo para fazer o 2º golo do Belenenses.


Golo de Nivaldo e Dady!

Demasiado simples e fácil, parecia que o adversário estava a ir ao fundo e os tiros eram todos certeiros, mas só não foram porque, Mancuso inacreditavelmente falhou um golo de uma forma que defino, tecnicamente dum jogador principiante.

E podemos dizer que esta aparente facilidade e próprio avolumar do resultado, fez que o Belenenses engripasse de novo.

A Naval de uma forma muito digna começou a pegar no jogo, o Belenenses em vez de trocar a bola como até então vinha a fazer, no campo adversário e a explorar o espaço na defesa da Naval, antes começou a rodar a bola entre os defesas e a pontapear a bola sem nexo para frente (lembrei-me dos não saudosos e negros tempos, do Carvalhal e do Couceiro).

E como em futebol a sorte muda muito rapidamente, num lance típico que o Belenenses sofre constantemente, um cruzamento para cima do eixo central da defesa e pronto estava feito o golo da Naval. Que melhor tónico eles poderiam ter, depois de estarem moribundos?

Assim acabou a primeira parte com o Belenenses a sofrer desnecessariamente.

O segundo tempo teve os 30 minutos iniciais, de domínio da Naval, durante este período cedo chegou o golo do empate, outra vez um aliviar (corte) da bola deficiente, algo comum nos golos que sofremos durante o campeonato. Na altura, tudo parecia que se estava a desmoronar e que afinal novamente a Naval ia conseguir não só empatar mas também ganhar a "batalha", tal era a apatia e inoperância de alguns elementos da equipa do Belenenses.

Jorge Jesus que parecia tranquilo no banco, muito bem viu que existia uma peça fundamental no domínio do meio campo que estava a falhar flagrantemente, completamente perdido e em deficit físico, Mancuso era uma passadeira verde para os jogadores da Naval.

Então por volta dos 75 minutos, Jesus substitui o infeliz Mancuso, pela nossa jóia da coroa que tem estado com gripe e que muita falta nos tem feito, Ruben Amorim.

Ruben Amorim alterou por completo o jogo, com uma dinâmica e acerto posicional que o definem como um excelente jogador e o jogo virou de imediato. O equilíbrio e depois o perigo voltaram para junto das redes da Naval.

Zé Pedro, o "Jesus Cristo" do Belém!

Perto do final, através duma jogada treinada, Rodrigo Alvim faz um lançamento lateral para dentro da área, Garcés ganha nas alturas o lance, um jogador da Naval (imita Rolando no 2º golo da Naval) faz um corte deficiente e aparece o nosso inevitável José Pedro (o Cristo do Restelo) que com frieza e classe, faz funcionar novamente o marcador a nosso favor.

Era um tiro certeiro no porta-aviões, o Belenenses depois de dois tiros na água, colocava-se novamente em posição de vencedor, garantindo assim, mesmo com uma equipa com níveis físicos deficientes, os 3 pontos.


Costinha esteve impecável!

Análise Individual dos Jogadores:

Costinha – Esteve em excelente plano, defendeu as nossas balizas com coragem e concentração, razão tem o Jorge Jesus em o manter na baliza. Parabéns, disse que o lugar é dele!

Amaral – Uma exibição muito fraquinha, onde está o Amaral da primeira época, apetece perguntar….não ataca, não cruza, não defende, muitos desacertos. A altura da sua substituição já veio com muitos minutos de atraso.

Nivaldo – Fica na história, para já no campeonato, como o jogador que marcou o golo mais rápido do campeonato. No restante jogo esteve no seu plano habitual, no 1º golo da Naval perdeu o lance, mas num jogo não se pode ganhar todos os despiques. Uma excelente aquisição.

Rolando – Também ficou ligado ao 2º golo da Naval, fez um corte deficiente, e por infelicidade deu golo do adversário, no restante jogo, esteve certinho, embora menos fulgurante.

Rodrigo Alvim – Ufa…a Gripe parece já ter passado neste grande jogador, pois no último jogo nem o reconheci. Defendeu bem, atacou pouco. Mas foi decisivo com um lançamento lateral ao estilo inglês. Outra excelente aquisição!

Mancuso – O homem que falhou mais neste jogo, não conseguiu matar o jogo, com um gesto técnico altamente deficiente e depois no segundo tempo, perdeu completamente o posicionamento, tempo de passe, pareceu um jogador perdido, felizmente Jesus tirou-o a tempo do jogo.

José Pedro - A qualidade, a diferença! Voltou a ser especial!


Golo de José Pedro!

Cândido Costa – Excelente jogo, tanto como médio-estremo direito, como depois a lateral direito. Muita garra, mais concentrado, menos faltoso, menos refilão, parece caminhar para um bom final de época. Parece ser uma aposta ganha. Oxalá!

Eliseu – A sua velocidade, repentismo, nervosismo (por vezes em exagero), fazem dele um jogador de qualidade. Muito oportuno ganha um lance que permite, com um centro de qualidade, o Belenenses fazer o 2º golo. Sempre com muita disponibilidade física e entrega ao jogo, nós adeptos só esperamos do Eliseu progressos e que renove pelo Belenenses!

Garcés – Foi o primeiro jogo que o vi como titular e a tempo inteiro e posso dizer que passou com distinção no teste! Jogou sempre com muita serenidade, tecnicamente evoluído (passes sempre bons), joga muito bem de cabeça (ganhou inúmeros lances e teve um desvio essencial no lance do golo). Com melhor capacidade física e melhor adaptado com os colegas e o futebol europeu….digo que vai ser um verdadeiro “Pistolero”!

Dady – Marcou mais um golo, já o merecia, pleno de oportunidade e que à muito o perseguia. Curiosamente neste jogo teve menos sucesso nas suas acções, mais confuso, embora a sua capacidade física, entrega ao jogo e mesmo qualidade de jogo estivessem em patamares elevados. Foi um injustiçado, pois ganha inúmeros lances um para um e os árbitros não percebem o que é o futebol e marcam-lhe faltas inexistentes.

Ruben Amorim – Um grande jogador, esta é a época em que se afirma, como uma certeza do nosso futebol, pegou no jogo quando entrou e fez circular a bola com acerto, bom posicionamento, cortes atempados. Finalmente regressou. Foi o elemento no meio-campo que nos faltava para ganhar o jogo. Felizmente, este ano temos treinador!

Carlitos – Entrou e saiu do jogo, pois por razões tácticas e por deficiente forma física, não conseguiu entrar e ser o jogador que o treinador precisava. Falta-lhe velocidade, sua característica principal e depois está sem ritmo.

Gaspar – Afastado da equipa após castigo, voltou finalmente, para mim já entrou tarde, pois nas actuais condições consegue dar uma estabilidade defensiva muito maior, do que estando o Amaral em campo.

Jorge Jesus – Ganhou o jogo, porque tem visão, percebe o jogo e sabe perfeitamente o que vale o Belenenses e consegue retirar o melhor de cada jogador. Talvez agora fique com uma dúvida, é que Silas doente não pôde jogar, mas o Belenenses com Garcés e Dady no ataque e José Pedro atrás, ficou demonstrado, que Silas ou volta a jogar como fez em Gondomar (foi estupendo nesse jogo) ou existem alternativas muito válidas.

Arbitragem – Início a um nível normal, mas teve um critério nos cartões amarelos desigual, pois Amaral merecidamente levou amarelo por agarrar um adversário, mas o contrário, que sucedeu várias vezes durante o jogo passou em claro. No 2º tempo, o campo esteve com declive acentuado a favor da Naval, faltas atrás de faltas, sempre para o mesmo lado e Dady a ser constantemente massacrado e em vez de sancionar as faltas sobre ele cometidas, marcava ao contrário. Para mim, no 2º tempo as ordens eram para nos prejudicar, é apenas uma sensação que tive.


Agora falando no futuro, no campeonato, temos um registo de vitórias fora do Restelo como há muito não me lembro. Uma reflexão a fazer pelos próximos candidatos ao “cadeirão do poder”, pois o Restelo é um campo neutro, em nada nos favorece…as bancadas estão demasiado longe das emoções do jogo.

Que podemos esperar da equipa? Para mim no campeonato é jogar jogo a jogo e vamos ver que lugar o futuro nos reserva, na Taça de Portugal só espero ir à final e trazer o caneco, quero uma festa azul!


Força rapazes, determinação, empenho e respeito pelo Bragança, rumo ao JAMOR!


Viva o Belenenses!

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