Reflexos de pequenez
A poucas horas de um jogo decisivo para as nossas cores, cabe-me fazer um pequeno ponto de reflexão, ilustrativo da pequenez do nosso futebol.

Existem 3 pseudo grandes clubes neste país. Porto, Sporting e Benfica. Este facto é incontestável.
Contudo, mais do que constatar esta realidade, cabe-nos também perguntarmo-nos o porquê desta realidade.
Contudo, mais do que constatar esta realidade, cabe-nos também perguntarmo-nos o porquê desta realidade.
Esta é uma realidade que permanece imutável há muitas dezenas de anos. Pode haver alguns desvios circunstanciais, mas a história volta sempre ao mesmo. Porto, Sporting e Benfica dominam por completo os campeonatos nacionais.
Porque é que isto acontece? Porque é que estes três clubes secam completamente tudo à sua volta?
Ora, este fenómeno tem para mim uma série de explicações que podem ser compreendidas através de um certo efeito borboleta.
Porque é que isto acontece? Porque é que estes três clubes secam completamente tudo à sua volta?
Ora, este fenómeno tem para mim uma série de explicações que podem ser compreendidas através de um certo efeito borboleta.
Toda a sociedade portuguesa se envolve à volta destes 3 clubes, sem sequer chegar a ter uma alternativa própria.

Os media não cobrem qualquer tipo de notícias para além destes clubes. Os espaços televisivos dedicam exclusivamente o seu tempo, não permitindo sequer aos telespectadores que se possam interessar pelo dia a dia de outros emblemas. O seu espaço de comunicação e interacção é mínimo, se não mesmo inexistente.
A sociedade acomodou-se por completo a esta simples existência tri-partida, onde tudo o resto é secundário. Mesmo no que respeita aos principais órgãos de gestão desportiva, estão completamente contaminados por representantes destes 3 clubes, manipulando todas os polos de acção decisória, e relegando os restantes clubes para simples espectadores alinhados por alguma facção.
Aliás, grande parte da razão que explica o facto de termos tantos estádios vazios, é precisamente o efeito eucalipto. Toda a concentração que se gerou em torno dos 3 grandes, impossibilitou por completo que outros clubes possam crescer. Daí deriva também o facto de termos 3 estádios no país com médias de assistência de 30.000/40.000 pessoas, e todo o resto com uma média de 2.000 /6.000 pessoas... É ilustrativo...

Os media não cobrem qualquer tipo de notícias para além destes clubes. Os espaços televisivos dedicam exclusivamente o seu tempo, não permitindo sequer aos telespectadores que se possam interessar pelo dia a dia de outros emblemas. O seu espaço de comunicação e interacção é mínimo, se não mesmo inexistente.
A sociedade acomodou-se por completo a esta simples existência tri-partida, onde tudo o resto é secundário. Mesmo no que respeita aos principais órgãos de gestão desportiva, estão completamente contaminados por representantes destes 3 clubes, manipulando todas os polos de acção decisória, e relegando os restantes clubes para simples espectadores alinhados por alguma facção.
Aliás, grande parte da razão que explica o facto de termos tantos estádios vazios, é precisamente o efeito eucalipto. Toda a concentração que se gerou em torno dos 3 grandes, impossibilitou por completo que outros clubes possam crescer. Daí deriva também o facto de termos 3 estádios no país com médias de assistência de 30.000/40.000 pessoas, e todo o resto com uma média de 2.000 /6.000 pessoas... É ilustrativo...
Como referi, os media portugueses, dotados de um inquestionável poder de manipulação, seguem esta tendência de uma forma absolutamente cega. O jornalismo desportivo de investigação terminou. Quem sabe, não terminou mesmo o jornalismo desportivo. Exemplo disto, é o fantástico Rui Santos, que tem o desplante de criticar o facto de que nos jogos da Taça só se discutem os casos de arbitragem referentes aos jogos dos "3 grandes" menosprezando-se os restantes encontros. Isto, quando este senhor apresenta um "Tempo Extra" em que 30 minutos são dedicados ao Benfica, 15 minutos ao Sporting e o que resta ao Futebol Clube do Porto.
Já para não falar dos nossos fantásticos jornais desportivos. Cada um tomou o seu partido por um clube, publicando crónicas e peças do mais faccioso que pode existir, intoxicando os leitores com um lixo jornalístico completo. Deviam ter vergonha na cara por prestarem um serviço público de tão péssima qualidade. A este respeito, dou um especial destaque a uma das maiores porcarias que já foram publicadas - a fantástica capa do "pequeno Miccoli", desse fantástico jornal, que eleva a sua profissão aos mais elevados pergaminhos.
Contudo, culpados são também os portugueses, com a sua mentalidade tacanha e conformista. Sempre sem questionar o porquê de todas estas fantásticas coisas acontecerem. E realmente para quê? Para chegarem à conclusão de que são efectivamente pequenos? Quem não tem sequer a vontade de questionar as razões de tudo isto estar mal, não merece sequer qualquer mudança, nem tem legitimidade para a pedir. Está bem com o que tem e não vale mesmo a pena mudar. É o seu verdadeiro reflexo.
Como tive oportunidade de referir anteriormente, o "Caso Mateus" trouxe à superfície toda a podridão que todos nós sabíamos que existia, mas que nunca ninguém quis provar. Existem suspeitas fortíssimas de corrupção generalizada na arbitragem, entre os próprios jogadores, dirigentes, e sabe-se lá mais quem. Existem indícios de ligações do futebol a negócios de prostituição, droga e armas.
E os portugueses contentes...
Já para não falar dos nossos fantásticos jornais desportivos. Cada um tomou o seu partido por um clube, publicando crónicas e peças do mais faccioso que pode existir, intoxicando os leitores com um lixo jornalístico completo. Deviam ter vergonha na cara por prestarem um serviço público de tão péssima qualidade. A este respeito, dou um especial destaque a uma das maiores porcarias que já foram publicadas - a fantástica capa do "pequeno Miccoli", desse fantástico jornal, que eleva a sua profissão aos mais elevados pergaminhos.Contudo, culpados são também os portugueses, com a sua mentalidade tacanha e conformista. Sempre sem questionar o porquê de todas estas fantásticas coisas acontecerem. E realmente para quê? Para chegarem à conclusão de que são efectivamente pequenos? Quem não tem sequer a vontade de questionar as razões de tudo isto estar mal, não merece sequer qualquer mudança, nem tem legitimidade para a pedir. Está bem com o que tem e não vale mesmo a pena mudar. É o seu verdadeiro reflexo.
Como tive oportunidade de referir anteriormente, o "Caso Mateus" trouxe à superfície toda a podridão que todos nós sabíamos que existia, mas que nunca ninguém quis provar. Existem suspeitas fortíssimas de corrupção generalizada na arbitragem, entre os próprios jogadores, dirigentes, e sabe-se lá mais quem. Existem indícios de ligações do futebol a negócios de prostituição, droga e armas.
E os portugueses contentes...
Na verdade, enquanto o Benfica for ganhando, quem é que quer saber mesmo de tudo isto...?
Deêm pão e circo, e o povo lá anda entretido... não é?
Deêm pão e circo, e o povo lá anda entretido... não é?


12:00 a.m.


































