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AGE: a hipocresia da dúvida tendenciosa



Tenho lido comentários em espaços azuis de pessoas que aproveitam a mínima chance de botar figura como se de sapientes se tratassem.
Ou seja, o Belenenese vai ter de dar a garantia de uma parte do seu património como garantia, passe o pleonasmo, do pagamento de uma dívida contraída à Segurança Social e à Direclão-Geral de Contribuições e Impsotos, quer pelo Clube, quer pela SAD.
O signatário está numa posição previligida para poder afirmar que tive, antes das minhas férias, oportunidade de consultar as contas correntes de todos os clubes e de todas as SAD's da I Liga no que à SS diz respeito, remetendo-me o meu sigilo profissional para um animador profundo silêncio.
Nestas condições, terei de chamar hipócritas e sanguessugas aos cérebros da net azul.
Por vários motivos.
Por exemplo, antes de dizerem asneiras, podiam tentar ser esclarecidos juntos dos dois institutos que gerem esta questão, o Instituto de Segurança Social, I.P. e o o Instituto de Gestão Finaceira da Segurança Social, I. P. e perguntar qual a prática desta face aos contribuintes devedores.

Dou uma ajuda quanto à Segurança Social: registo hipotecário de bens imóveis ou penhoras, no caso de incumprimento de planos prestacionais de pagamentos. Claro que nada impede a SS de chamar a si a possibiliddae de penhoras de contas bancárias, mas isto sob determinadas específicas condições, que ora não são chamadas à colação e que seriam mais gravoso para o Clube ou qualquer devedor.
Não é segredo de Estado, posso divulgar. Aliás, qualquer contribuinte, cada vez mais, tem ao seu alcance no site da DGCI/declarações Electrónicas, onde consulta todos os seus dados de IRS, IRC, Devedores, Património, tem também a opção de consulta de grandes devedores quer à DGCI, quer à SS.
Não conheço a prática da DGCI, mas é mais incisiva e mais gravosa, isto é, executa a penhora de contas bancárias e bloqueia as ditas, ficando o capital retido à ordem do fisco.
O registo hipotecário subsiste até ao cabal pagamento das prestações vencidas e vincendas.
Do registo à penhora, caso se aí se chegasse, há um longo processo, através do qual, por norma, o contribuinte acaba por pagar, extinguindo-se o registo hipotecário.
Digamos que o registo hipotecário é o mal menor que pode acontecer a um contribuinte devedor, o qual se optar via PEC (Plano Especial de Conciliação e não Extrajudicial, como erradamente vem nos jornais) pelo seu pagamento com o aval de terceiro (é aqui que entra o IPAMEI) nada de mais lhe vai acontecer se pagar as prestações na hora. Quem, em boa verdade, não tem em sua casa um registo hipotecário a favor do Banco A ou B da casa que diz ser sua, mas que só o será no dia da amortização da última prestação? Será que apesar de deixar de pagar o banco vai logo a correr a executar a hipoteca? Ou, outtrossim,vai negociar com o devedor a forma do pagamento diferido da dívida?
Já agora, dou mais uma pequena ajuda: o que o Clube vai dar por garantia é o direito de superfície de 2 pequenas parcelas de terreno, a avaliar pelo que tenho lido, isto porque evito tomar conhecimento oficioso das intenções do Clube, através da sua Direcção.
Em boa verdade, o Belenenses não vai dar nada do seu património por garantia, mas sim créditos sobre património registado na Conservatória a favor de terceiros que não o nosso Clube.
Alguns interrogam-se da legitimidade do Clube dar de garantia património ou créditos seus para dívidas da SAD e eu aí respondo de forma clara dizendo:
Pois é, meus caros, se hoje já fossemos minorirátios na SAD nada disso sucedia, mas como queremos lá ter os tais 51% há que gramar com a pastilha das dívidas da SAD, tanto mais que por tal motivo, metemos lá todos os administradores da SAD.
Em rigor, essas 2 parcelas de terreno não são do Clube, mas tão somente o direito de superfície, igualmente hipotecável, porque é um direito/crédito real.
Os lampiõs fizeram isso há muito pouco tempo e qual foi a decisão deles? Passo a explicar aos cérebros azuis:
Abstrairam-se de tomar decisão na matéria deixando a AGE deserta nas 2 vezes legais que ela se podia reunir para decidir, deixando, assim, carta branca ao Presidente da Direcção para actuar como melhor entenda. Sábia decisão dos sócios lampiões.
Nós? Somos muito sábios e quando se fala de aproveitar mais uma chance de fazer torresmos na cabeça meio apardalada do Cabral Ferreira por efeitos de questões pessoais de todos conhecidas, cujas culpas nestas dívidas se resumem a ter de pagar os eeros de gestão de mandatos anteriores...
Mais, se isto é ainda mau, ter de decidir sobre matérias que não se pode dominar por completo, pior é quando se gera a chamada psiciologia de massas gerando os tais climas desfaroráveis a uma solução sábia.
Pior fica, quando um ógrão anti-democrártico pretende substituir-se aos sócios na votação, pela eliminação da discussão do tema.
Francamente!

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