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No arranque faltam activos e quem meta golos



Olhando para o quadro em anexo, verifico que o plantel do Belenenses terá, a esta hora, 21 jogadores dos quais não sendo líquido que o Evandro fique, já que desde a época passada que a eficácia da sua contratação ficou por demonstrar.
A estes há que juntar o Arroz, o qual tudo indica ter assinado pelo Belenenses um contrato plurianual.
Olhando para relação de saídas e entradas, em números globais, sem me preocupar pela sua distribuição pelos sectores da equipa, julgo que temos um déficit de 7 jogadores, se é que fiz bem as contas de somar e subtrair.
O Belenenses para a época de 2008/09 vai estar em 4 frentes, a saber:
1. Liga
2. Taça de Portugal
3. Taça da Liga
4. Liga Primavera, esta última este ano inroduzida este ano, a que a SAD já terá respondido afirmativamente aos seus organizadores, funciona como uma espécie de Liga Intercalar, ou um campeonato alargado de reservas.
Digamos que com a chegada ao Restelo de Casemiro Mior a SAD deixou de estar a banhos e algo começou a mexer.
Porém, só vislumbro no dito plantel 3 jogadores oriundos das escolas: Carlos Alves, Assis e Mano, o que é manifestamente muito pouco para viabilizar uma equipa de futuro.
Aliás, a Liga Primavera será uma excelente oportunidade de o treinador ver em actuação os jogadores menos rodados do plantel, assim como promover o lançamento progressivo de talentos feitos no Restelo.
Estranho a não inclusão, nesta lista, de um junior do qual se falam maravilhas como atacante, sendo certo que é aí que estamos mais deficitários. Falo do Romário, o qual lá vai metendo golos no seu campeonato.
Equipa de futuro que nunca por nunca pode estar assente em jogadores de ocasião, como são o caso dos brasileiros contratados sempre à última hora e como expediente barato para colmatar as brechas do plantel.
Aliás, para os jogadores que ficaram,e a julgar pelas palavras do capitão Silas, também eu, como ele, tenho a maior curiosidade em avaliar o que vai sair dali como equipa.
Não serão, na sua grande maioria, as mais valias que a SAD precisa para dizer que o seu Activo é superior ao Passivo.
Teria a maior das curiosidades, no caso de estarmos cotados em bolsa e se tivessemos de prestar as informações à CMVM com cada contratação, em saber qual seria a reacção do mercado financeiro no valor de cada acção perante este plantel, adicionado a dependência de outras SAD's essas sim cotadas em bolsa.

Rodrigo Arroz será reforço?

Por falar em Passivo, gostava de entender a razão pela qual a SAD é o parente pobre deste Clube, o qual existe em razãop do futebol, fale-se o que se falar, pró ou contra, as modalidades amadoras, profissionais e as semi-profissionalizadas.
Vistas bem as coisas, a SAD é credora do Belenenses da módica quantia de cerca de 7 mihões de euros.
Ora, a SAD é uma sociedade privada, pelo menos, de direito privado, com obrigações atinentes ao Código das Sociedades Comerciais, conforme definido pelo Decreto-Lei nº 262/86, de 2 de Setembro conjugada pela alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 76-A/2006, de 29 de Março e assim sendo, há rácios e mínimos a terem de serem garantidos pela SAD sob pena de incorrer em insolvência.
Ora bem, julgo que não queremos uma SAD insolvente sob pena de ser decretada a descida de divisão.
E é bom termos em atenção o Artigo 3º do referido Código, quando é certo que o mesmo se refere à convocação da AG da SAD popr eefitos de eventual perda do capital social da SAD, o qual bem pode acontecer se se continurar a verificar a descapitalização dos activos da SAD e da não transferência em dinheiro ou em espécie da quota do sócio maioritário que é Belenenses.
Ainda bem que a Inspecção-Geral de Jogos nos chumbou a garantia dos dinheiros do Bingo para pagamento do empréstimo ao Banif, o que, por outro lado, não me deixa sem este tipo de reflexão: por carga de água é que Fernando Sequeira propõe À AGE que os sócios aprovem algo que a legislação impedia ser aprovado? Os sócios não têm a obrigação de conhecer os meandros da legislação. Outro tanto terá de ser assacado à Direcção a proposta feita aos sócios.
Supunhamos que não teríamos em alternativa mais nada para dar garantia do empréstimo, como é possível que os sócios sejam sujeitos a este tipo de decisões ilegais, os quais na sua boa fé, aprovaram algo irregular?

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