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Comissão de Gestão do Pacheco, 2 - Amadora, 2



E pronto, estamos cada vez mais entalados nos lugares de descida de divisão, sendo certo que aparentemente à medida que íamos criando oportunidades de golo, os amadorenes íam maracando.

Aliás, esta equipa está toda ela cheia de equívocos e os maiores equívocos que deram origem a este resultado foi, depois de se ter gasto uma fortuna em Quiaios, os "responsáveis" pela Comissão de Gestão lá dos pastéis resolveram dar uma conferência de imprensa para dar a conhecer ao público em geral o entalanço financeiro em que o Belenenses se encontra.

E fizeram-no com o maior desplante misturando alhos com bugalhos, contas do Clube com contas da SAD, à boa maneira do merceeiro lá da esquina. E ficámos a saber que o déficit da SAD corresponde, mais ou menos, à dívida do Clube à SAD, bastando aos accionistas accionarem uma hipoteca sobre os activos do Clube.

Entalanço esse que não permitirá grandes floreados, quanto mais manter uma equipa de futebol na Liga Profissional e quando digo na Liga Profissional digo que o nosso destino é abaixo da II Liga, tanto mais que os actuais dirigentes estão fartos de nos dizerem, pelos seus actos, que não percebem nadinha do que lá andam a fazer.

E mais fizeram, chutaram para o lado as responsabilidades que são da Comissão de Gestão, dando uma facada no Sequeira II, o que para nós já não é notícia, mas dando a entender que outras responsabilidades existem para além de Fernando Sequeira, e isto é a suprema vingança do João Barbosa em relação a mandatos anteriores que é como quem diz: a vingança post mortem exercida sobre o seu antigo colega de Direcção, justamente o Cabral Ferreira.

Esta conferência de imprensa com pompa e circunstãncia foi um enorme incentivo aos jogadores que têm em atraso 1,5 meses de salários, não haja dúvidas.

Se a isto adicionarmos o termos espevitado o sentido profissional, ainda mais, dos jogadores amadorenses com a possível retirada de 3 pontos, por efeitos de uma dívida da cedência do Mendonça, cosntituíu golpe supremo nas nossas aspirações nesse jogo.

Portanto, estamos a caminhar alegremente no caminho da 2ª Divisão e com graves riscos de o Belenenses, de facto, poder desaparecer do mapa do futebol profissional, a julgar pela eficácia desta Comisão de Gestão, a qual mais está preocupada na mautenção do actual treinador que está fartinho de demonstrar não saber ganhar um jogo, seja em casa, seja fora, excepto aquele engano em Vila do Conde.

Não há muito mais a dizer a este resultado da Comissão de Gestão e do Jaime Pacheco, dado que todo o jogo foi por ela preparado para ganharmos com elevados dispêndios de quantias que se gastaram em Quiaios e que não se receberam pela oferta indiscriminada de bilhetes.

Comissão de Gestão esta que passou a semana todinha a preparar uma eventual candidatura ás próximas eleições aproveitando para atacar potenciais concorrentes.

Aliás, a partir do momento em que o Ramos Lopes e o Sequeira Nunes começam a mandar á séria, o resultado está à vista. Isto porque se João Barbosa lá está foi a a mando e a sopro do famoso conselho de anciãos e com a cobertura de uma decisão criticável de Coroado de sancionar uma maioria simples de votos como maioria qualificada.

Da minha parte, lamento dizer e sentir que eventualmente os meus últimos anos à face da Terra é para ver um triste Belenenses a penar pelos campos secundários com uma grandeza enorme que nos permite dispensar emprestados e fomentar as ditas modalidades amadoras.

Mas, ainda assim, entendo que esta descida foi preparada pelo Ramos Lopes, tal como em 1998, se não me engano, ao permitirem o Fernando Sequeira e, agora, esta Comissão de Gestão.

Foi sob o desânimo de três derrotas consecutivas no Restelo, mas perante o conforto de apenas um mês de ordenados em atraso (Fevereiro venceu a 5 de Março), que o Belenenses recebe este domingo o desfalcado Estrela (em termos financeiros), em jogo a contar para a 22ª ronda do campeonato.

Os azuis seguiram o exemplo do V. Guimarães, com quem perderam no fim-de-semana passado, e concentraram-se em Quiaios num momento crítico, para de lá saírem «com maior paz de espírito», garantiu o treinador Jaime Pacheco. O último lugar da tabela, a oito finais do termo da prova, obriga a concentração total na luta pela manutenção, mas é preciso esperar também pelos deslizes da concorrência, como Trofense e V. Setúbal que jogaram entre si à mesma hora que Belenenses e Estrela.

Belém não tem sido estrela para a equipa da casa, que só por duas vezes ali ganhou nesta temporada. A última foi a 21 de Dezembro, na 12ª jornada, frente ao Trofense (3-2). Insucesso agravado pelo facto de o Belenenses revelar a pior defesa da Liga no seu terreno (a par de V. Setúbal) e a segunda no total, suplantada apenas pelo P. Ferreira.

Mas se o fracasso em casa é destaque no Belenenses, o mesmo pode dizer-se do Estrela quando sai da Reboleira: foi a 28 de Setembro, na quarta ronda, frente ao Nacional e então sob o comando de Lito Vidigal, que teve lugar a única vitória fora. Um mal atenuado pelos resultados em casa, caso do recente e moralizador empate a duas bolas ante o Sp. Braga.

Com a estatística a favorecer os azuis (em 14 jogos do campeonato, ganharam sete e empataram quatro), inclusive no que respeita a salários (um em atraso por oposição aos cinco dos visitantes), restariam ao Belenenses esperar que os bons ares de Quiaios soprassem no Restelo e que os adeptos estejam em massa nas bancadas. Os sócios não pagam, podem levar dois acompanhantes gratuitamente e contribuírem para a confiança da equipa, «a principal carência» na perspectiva do técnico.

Já o Estrela, com 26 pontos e na nona posição, tem a alternativa de sempre que é apresentar-se em campo e dignificar uma camisola que não tem a mesma simpatia pelos seus jogadores.

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