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As coisas vão compor-se



Na passada 6ª Feira, cada um dos meus comensais diários no meu restaurante do costume, um por um, quase que se combinaram porque, tendo eu sido o pimeiro a chegar e a guardar a mesa, íam-me saudando com mais ou menos esta frase:
"Parabéns, o seu Belenenses sempre fica na I Liga"

Ao que ía sabendo que o Vitória de Setúbal anda à nora para arranjar até final do mês qualquer coisa como cerca de 1 milhão e tal (ninguém sabe quanto é o "tal") para tentar inscrever-se na Liga.

Torci o nariz à capacidade conjugada do Vitória arranjar a massa quer para se inscrever, quer para garantir os salários da época que vem, tanto mais que o banco onde eles depositavam esperanças deu nega (não revelo o nome do dito, por manter a confidência da revelação).

E aqui surge o grande buslis da questão: imaginemos, por hipótese académica que todos os actuais clubes devedores obteriam uma qualquer licença para se inscreverem.

Interrogo-me da reacção dos outros clubes que vão pagando a tempo e horas, ás vezes não tanto como se desejaria, como foi o caso isolado deste ano no Belenenses, porque, ao que se saiba, este ano no Futebol do Belenenses tudo correu mal e ninguém soube ou quis estancar a questão dos salários em atraso no futebol.

Aquela frase do Barbosa a dizer que estava tudo pago nos funcionários e nas modalidades, menos no futebol foi elucidativa do tipo de gestão que nos aguardava, tanto mais que ele iria relançar o basquetebol e só o fechou porque aquilo não estava como ele queria.

Palavra puxa palavra e embora a nossa conversa de hoje se situasse à volta de quantos vão fazer companhia ao Oliveira e Costa, não deixámos de aflorar que ás tantas se o Belenenses ficar na I Liga, também o Boavista não desce á II B.

Ou seja, parcialmente a Liga, com esta decisão, dá uma no cravo e outra na ferradura, corrigindo, em parte, o aparente mal, por exagero, que foi cometido pela CD da Liga no ano transacto, conferindo ao Clube do Bessa uma espécie de perdão parcial, fazendo calar os protestos diários à porta da Liga.

E vai ser uma decisão calminha, muito pouco contestável, já que ninguém se importa que o haja clubes a descerem de divisão por não cumprimento de obrigações fiscais e outras.

De resto, na sequência do noticiário online sobre a questão do Estrela da Amadora, são muitos aqueles que deixam, logo a porta aberta ao Belenenses.

Certamente que será uma decisão que até já tem jurisprudência formulada pelo Conselho de Justiça da FPF, aquando do Caso mateus e a intervenção do Leixões, 3º classificado da Liga de Honra, sendo aí o CJ claro na atribuição ao Belenenses do seu lugar na Liga Sagres, indeferindo a pretensão leixonense.

Atente-se na análise sobre esta matéria lida no DN:

Caos financeiro
Quem pode lucrar com o fim do Estrela?


Serão Belenenses e Boavista a lucrar com o cada vez mais iminente fim do futebol profissional do Estrela da Amadora? Os estrelistas têm a corda na garganta, mas as dificuldades financeiras de Belenenses e (principalmente) Boavista fazem surgir a dúvida se serão estes a receber uma vaga extra na Liga e Honra, respectivamente.

O Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI) indeferiu o Plano Ex-tra-judicial de Conciliação (PEC) apresentado pelo Estrela. Sem este recurso, o clube (que tem as suas receitas penhoradas), ficará sem condições para pagar as dívidas e cumprir os pressupostos financeiros de inscrição na época 09/10 (a candidatura deve ser apresentada até segunda-feira, dia 1, mas o processo só fecha a 30 de Junho).

Com o iminente fim do Estrela pode ganhar o Belenenses, 15.º da Liga, que garantiria a manutenção. O presidente Viana de Carvalho, disse ao DN estar a "aguardar com serenidade e expectativa" pelo desfecho do processo. Se o Estrela não tiver condições, "assumiremos a nossa responsabilidade" assegura o dirigente, sem se deter nos problemas financeiros do "Belém".

Quanto tomou posse, no início do mês, o dirigente encontrou o plantel do Belenenses com dois meses de salários em atraso, mas assegura que "tudo ficará resolvido em breve". "Esperemos resolver tudo em tempo útil", frisa. O eventual incumprimento dos requisitos financeiros por parte do clube daria ao Trofense (16.º) o direito de ficar na Liga.

Na Liga de Honra (tem outros casos pendentes, ver caixa) o fim do Estrela também abriria uma vaga, a ser ocupada pelo 15.º desta época, o Boavista. Mas, com um passivo de 90 milhões de euros (entre clube e SAD ) os axadrezados estarão em condições de fazê-lo? O presidente Álvaro Braga não sabe, mas mantém a fé.

Ontem, em conferência de imprensa, Braga disse estar a negociar apoios e a preparar o Boavista para "três cenários: descida à II divisão, manutenção na Honra ou recolocação na Liga principal" - uma exigência do clube no recurso ao processo Apito Final que corre no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa.

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