Lima, ex-Avaí, acerta com o clube português Belenenses
Nota Prévia:A saída do Lima para o Belenenses é notícia no Brasil. E por aqui me fico, se é que me faço entender..
O atacante Lima, que defendeu o Avaí no Campeonato Catarinense e no Brasileirão, acertou sua negociação com o clube português Belenenses. O jogador já havia tentado sua transferência para o Metalist, da Ucrânia, mas o negócio não foi concretizado.
Segundo o empresário do atleta, Hugo Garcia, o Belenenses vinha demonstrando interesse em ter o jogador:
— Eles (Belenenses) já vinham mostrando interesse no jogador. Lima assinou contrato por um ano e viajou ontem (segunda) para Portugal onde já começou a fazer a pré-temporada junto com o grupo de jogadores.
No Leão, Lima, de 26 anos, participou da campanha do título estadual anotando seis gols e no Brasileiro da Série A fez um gol nas seis partidas que disputou.
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Entrevista com Rui Jorge
Depois dos títulos no Porto e no Sporting, Rui Jorge terminou a carreira no Belenenses e assumiu o cargo de treinador de juniores. Nesta segunda parte da sua entrevista à Academia de Talentos, Rui Jorge fala-nos da sua passagem pelo Belenenses, o trajecto ao nível das selecções nacionais e a transição de jogador para treinador.Como é que surgiu a hipótese de vir para o Belenenses?
Convém referir que antes da época terminar no Sporting, tinha falado com o Carlos Freitas, o Director Desportivo, e ele disse que me iria ser apresentada uma proposta. Mas nunca imaginei, e daí ter dito que fiquei algo surpreso, que fosse sair do Sporting. Estava de férias e fui contactado por um jornalista que me disse que o Sporting não ia renovar comigo. Como nunca colocaria nenhum entrave financeiro à minha continuidade no clube, fui apanhado completamente desprevenido quando me disseram que não entrava nas opções técnicas. Depois do choque inicial e como estava seguro da renovação, não tinha precavido o meu futuro, acabei por ficar seis meses a treinar sozinho, sem clube, pois sabia que ainda não tinha chegado a hora de acabar. Quando recebi um telefonema do Couceiro a falar desta possibilidade e aceitei com muito gosto.
Depois de uma carreira repartida entre Porto e Sporting, chega a um clube popular mas de menores dimensões. Quais foram as principais diferenças que notou?
Os clubes que lutam sistematicamente para o título, como eram os casos do Porto e do Sporting, têm naturalmente objectivos diferentes dos restantes. E por se estar habituado a estar num clube que ganha muitas mais vezes do que aquelas que perde, uma coisa que se estranha, foi isso: não ganhar tantas vezes quanto estava habituado. A culpa não é do clube em si, mas também não é propriamente de ninguém. O plantel tem menos qualidade, há menos capacidade financeira mas a realidade é essa. Foi um sentimento que não me agradou. Mas é um clube, como disseste, popular, todos gostam do Belenenses, mas agora vamos tentar fazer com que o Belenenses ganhe mais vezes, que seja ainda maior.
Sendo um dos mais experientes no plantel, assumiu algum tipo de papel de relevo no balneário?
Não, não. As pessoas valem por aquilo que demonstram e os colegas habituam-se a seguir aqueles que eles acham que estão correctos. Portanto, não há aquilo de tentar mostrar, de tentar ser líder, tentar ser mais experiente. Se as pessoas concordam com aquilo que tentas fazer, se não te impores, é preferível. É natural, por ter jogado onde joguei, que houvessem alguns jogadores, inclusive alguns antigos companheiros meus, que já me conheciam minimamente, sabiam que eu vinha para ajudar e que não me achava superior aos outros. Não pode haver esse tipo de sentimento numa equipa, nunca. E portanto, fui mais um dentro do grupo.
Como descreve a sua estadia no Belém?
Não foi o que eu esperava. Esperava algo diferente. Quando vim para aqui, como jogador, esperava passar aqui muitos anos, a exemplo do que tinha acontecido nos meus clubes anteriores - o que vai em conta com a minha forma de ser - apesar de ter uma idade diferente [32 anos]. Mas sentia-me fisicamente apto para continuar a jogar. Infelizmente, em termos desportivos, as coisas não correram bem para o clube e depois acabámos por tomar essa decisão. Recordo-me que na altura pensávamos que o Belenenses ia para Segunda Divisão e cheguei a falar com o Presidente, tinha mais um ano de contrato e abdiquei dele e surgiu o convite para as camadas jovens a aceitei.
O desempenho do Belenenses
Após dois anos com classificações mais modestas, este ano o Belenenses está na luta pelos primeiros lugares...
Desculpa interromper, mas só queria salientar uma coisa. No outro dia vocês escreveram que haviam algumas equipas no campeonato de juniores que se destacavam, para além do Benfica e do Sporting. [entrevista de Filipe Paiva] Nós nesse ano (2006/07), ficávamos empatados com o Estrela, num ano anormal para o Estrela em termos pontuais, no meu primeiro ano. No segundo ficávamos empatados com o Oeiras. Mas não me parece que um ponto de diferença, para trás ou para a frente, seja motivo de catalogação de uma época. Há uma coisa que eu sei: que de ano para ano, o Belenenses tem vindo a somar mais pontos do que no ano anterior, e isso para mim é importante. E para eles também, conseguir conquistar mais pontos do que no ano anterior. Agora, se esses pontos dão ou não, é algo que já não podemos dominar. Temos de ter essa capacidade de ir melhorando. Ainda não estamos ao nível do Benfica, do Sporting em todos os aspectos mas vamos tentar caminhar para lá.
(NDR: O Belenenses terminou a 1ª Fase 06/07 com 58 pontos (59-28 em golos), 07/08 com 60 pontos (77-32 em golos), e presentemente tem 58 pontos (69-26 em golos) quando ainda restam disputar 4 jornadas).

Algumas pessoas dizem que é o resultado do trabalho do Rui Jorge outras dizem que se deve à qualidade do plantel. Qual é a sua opinião?
É uma mistura de tudo, penso eu. Também, naturalmente, espero evoluir todos os anos como treinador, e espero estar melhor hoje do que no meu primeiro ano como treinador. É um facto de que as equipas, que as fornadas, como se diz nas camadas jovens, têm um papel muito importante nos anos dos clubes. Portanto, é o conjunto de todos esses factores, e a verdade é que nesta altura o Belenenses conseguiu um grupo de miúdos que estão com ambição, que estão com espírito e que estão a conseguir bons resultados. Agora, isso não é tudo para o Belenenses se sentir 100% satisfeito. Ainda temos muito caminho, muito caminho mesmo, a percorrer. Porém, se não tivéssemos marcado no último minuto contra o Sporting, se não tivéssemos ganho ao Massamá, e se estivéssemos com menos quatro pontos, não me parece muito lógico ter um discurso diferente do que aquele que estou a ter nesta altura, mesmo estando a 7 pontos do líder. A formação, para mim, é muito mais do que isso. Para mim é fundamental o espírito de vitória, o espírito de conquista. Nunca me vão ver dizer que não é importante ganhar, mas há coisas igualmente importantes na formação.
A maior parte das equipas de formação joga em 4-3-3 mas o Belenenses joga em 4-4-2 losango. Qual a razão?
A partir de determinada altura começámos, efectivamente, a jogar assim, devido às características dos jogadores. A formação é algo complicada, no sentido em que é preciso tomar algumas opções. Este ano, o Belenenses tem 4 pontas de lança muito fortes e equilibrados e no sistema de 4-3-3, eventualmente, estaríamos a dar competição a um e três ficariam sistematicamente de fora. Num sistema de 4-4-2, podemos utilizar com muito mais frequência dois pontas de lança e os outros também poderão entrar. Ou seja, nessas duas posições, para as quais temos 4 jogadores com bastante qualidade, e se há qualidade há que lhes dar espaço para que se desenvolvam, optamos por jogar nesse sistema com mais frequência. Claro que o resto da equipa também se consegue equilibrar nesse sistema e essa é mais uma razão para o usarmos. Ficamos algo penalizados em termos de extremos, mas como usamos extremos de primeiro ano, que têm também outro espaço dentro do sistema 4-4-2, temos como dar a volta à situação. Mas o principal motivo foi mesmo dar competição aos 4 pontas de lança que temos.
Não é necessariamente o seu sistema base?
Não.
É que normalmente se diz que o sistema 4-3-3 é o que prepara melhor os jogadores para o futebol sénior, pois dá mais maleabilidade e cultura em termos tácticos aos jovens, com extremos, ponta de lança, médio centro... algo que talvez vá ao encontro do facto de Portugal formar com regularidade muitos alas e medios centro mas poucos avançados centro...
Repara numa coisa. Como se sabe, Portugal forma mais extremos que pontas-de-lança e isso acontece, se calhar, porque se joga muitas vezes em 4-3-3. É uma situação raríssima ter 4 pontas de lança da qualidade que eu tenho aqui no Belenenses. Nos últimos dois anos, tive bons pontas de lança mas não com estas características. Achamos, porque até é uma lacuna, apesar de não estar muito de acordo com isso, que se tivermos oportunidade de formar pontas de lança para o futebol português não vamos desperdiçar essa oportunidade. Porém, não concordo quando dizes que é o sistema que melhor prepara os jogadores para o futebol profissional. Não há, para mim, nenhum sistema. Para mim, a base da formação é fazer com que os jogadores percebam o jogo. Se eles conseguirem perceber o jogo, conseguem jogar no 4-4-2, no 4-3-3, no 5-4-1, conseguem jogar em todos os sistemas. Outra coisa é automatizá-los para essas posições, para essas funções, para aquilo que nós queremos. Agora, quanto maior for a liberdade, maior a informação que se conseguir dar aos jogadores, de maneira a que eles consigam perceber o jogo, acho que se tornam jogadores mais capazes, apesar de também concordar com a especificidade da posição.
Pegando no caso do Ajax, em que se joga no mesmo sistema desde a formação até aos seniores, em que os treinadores de seniores do Ajax já sabem qual é o sistema que vão adoptar porque é sempre o mesmo, faz sentido formar-se jogadores que depois vão ser inseridos naquele sistema. Em Portugal não há essa cultura nos clubes, pois tanto há treinadores que agora jogam em 4-4-2 como amanhã aparecem outros que jogam em 4-3-3. Portanto, para mim, não faz sentido durante a formação teres um sistema, e dando um exemplo concreto, se houver um ponta de lança que joga sistematicamente, desde o primeiro dia de formação até ao último, em 4-3-3 e depois a nível sénior aparece um treinador que joga em 4-4-2. Em nível de movimentação, se não lhe tiverem dado outra informação até então, ele vai-se sentir muito perdido. É evidente que é uma situação dúbia mas é o que eu acho.
Actualmente, apenas passam duas equipas para a fase final. As novas alterações no campeonato nacional alargam o número de equipas qualificadas. Que pensa destas alterações?
Já tinha falado com o Professor Agostinho Oliveira sobre essa situação, há muito tempo. Por exemplo, este ano, em termos de pontuação, nesta altura, é um pouco anormal, pois o Sporting e o Benfica estão relativamente próximos de nós. Agora, mesmo não falando pelo Belenenses, falando por alguns clubes com algumas ambições em termos pontuais, como o Estrela da Amadora, como o Massamá, o Atlético, qualquer clube que ambicione competitividade e competição de bom nível para os seus jogadores, deve estar de acordo com isto. Não é salutar, a meio do campeonato, não haver um objectivo pelo qual lutar, em termos de tabela. Mesmo para os jogadores, não é salutar, mesmo para o espírito que queremos que eles tenham, esse espírito de competição. Não é fácil criar objectivos para uma equipa que já não vai descer e que é praticamente impossível chegar aos dois primeiros lugares. E há muitas equipas nessa situação. Portanto, há que dar a competitividade e a competição de um campeonato. Normalmente, o primeiro e o segundo lugar são lugares reservados, digamos assim. Pode acontecer, e já aconteceu e vai continuar a acontecer, que sejam ocupados por outras equipas que não o Benfica e o Sporting, aqui na Zona Sul. Isso não invalida que não queiramos lá chegar e vamo-nos esforçar para isso e tudo o faremos para o conseguir. Agora, se não conseguirmos, e não andarmos tão próximos desse objectivo, temos de ter outro pelo qual lutar. E um quarto lugar já permite a outras equipas, que não essas duas, entrar numa disputa por algo palpável e acho que nesse aspecto é benéfico.
Se as equipas conseguirem o apuramento para esse tal grupo de quatro, terão jogos de elevado grau de dificuldade. Vão jogar contra equipas competitivamente mais fortes, as que ficaram em primeiro, portanto é mais competição de qualidade para os seus atletas em vez de andarem uma série de jogos a passear. E o mesmo se passa com os que vão disputar a não descida de divisão. Vão estar num grupo, à partida, mais ou menos equilibrado, a tentarem lutar pelos seus objectivos. É evidente que aqueles clubes que andam muitas vezes naquele limite do desce/não desce se calhar, nesta primeira divisão, por ser um grupo mais reduzido, vão mostrar alguma renitência em relação a isso. Mas acho que vão acabar por perceber que, mesmo no escalão abaixo, há um nível competitivo para ganhar e para subir, para poderem estar com as equipas melhores, se calhar é mais vantajoso do que jogar no modelo actual.
Enquanto jogador, acompanhou diversos jogadores a dar os primeiros passos. Agora como treinador vê os seus jogadores serem chamados por Jaime Pacheco. Acha que os clubes portugueses deviam apostar mais nos jogadores nacionais?
Essa não é uma pergunta fácil. Vocês acompanham com alguma regularidade, estão mais por dentro do que é a formação, do que a maioria das pessoas. Regra geral, a formação vive com muitas dificuldades: campos de treino, bolas, transportes, horários de treino, coisas inimagináveis... Acham que é possível pedir, com estas dificuldades todas, ter um jogador que se peça ao Mister Jaime Pacheco para fazer a diferença? Não é. Hoje em dia, ou se é um talento ou se é um superdotado de outro mundo, para que isso aconteça, para chegar aos seniores e impor a sua qualidade. Terá também o cunho da formação, mas terá de ser mais a qualidade do jogador. E eu acho que não há jogadores capazes de passar, nesta altura da formação, ao plantel sénior e fazer a diferença a nível sénior Não o conseguem fazer.
Comparado com há 20 anos, quando o Rui Jorge apareceu? O que é que hoje em dia é mais complicado do que antigamente?
Não, estou a dizer que a diferença de júnior para sénior é uma diferença muito grande. Eu tive um ano de transição no Rio Ave e para mim foi um ano importantíssimo. Só que, como já referi, eu tive essa transição numa equipa forte, competitiva, com bons jogadores, muito acima daquilo a que estava habituado numa equipa de juniores. No entanto, a diferença, por muito boa que a nossa equipa de juniores fosse, era considerável. E se há alguma estabilidade a nível sénior para pegar num jogador e dar-lhe tempo a nível de crescimento, ainda conseguimos. Agora, pegar num jogador e metê-lo na equipa sénior e esperar que seja ele a solução para o clube, não dá. Muito dificilmente os jogadores nesta altura o conseguirão fazer. Terão aqui o seu crescimento, terão de passar para a parte sénior e vão ter de continuar o seu crescimento. E mesmo esse crescimento vai ter de ter uma subida acentuada, porque há uma diferença entre futebol de formação e futebol profissional, neste caso, de primeira divisão. É para isso que nós os formamos, para lhes dar capacidade de se aguentarem lá em cima e de continuarem o seu crescimento lá em cima.
E em relação aos clubes da segunda divisão?
É diferente. Estou a falar na realidade do Belenenses. Estou a falar de uma equipa de primeira divisão que tem necessidade em termos de qualidade. Não estou a dizer que os jogadores que estão aqui não têm qualidade, pois têm, mas é preciso algum cuidado pois muitas vezes fala-se que se pega nos juniores e... Mas não é assim, não é com essa facilidade toda. São muitos os exemplos disso, e o Jaime poderá falar melhor que eu, pois não vi muitos jogos, mas o Pelé quando jogou em Vila do Conde pelos seniores, aparentemente deu conta do recado. Mas uma coisa é dar conta do recado e outra coisa é ser uma afirmação sólida, ser um titular indiscutível, fazer a diferença na equipa, e é para isso que trabalhamos. Para eles poderem estar lá e estarem aptos para poderem continuar a crescer. Essa tem de ser a nossa finalidade de formação. Agora, se poderia ser mais fácil essa subida se houvessem regras diferentes em termos de obrigatoriedade de passagem ao escalão superior, se calhar, é possível. Mas muitas vezes, e voltando a dar um exemplo, penso que o facto do Sporting ter lançado muitos jovens ultimamente, tem a ver com a necessidade, por não ter dinheiro para contratações. A necessidade faz com que haja mais oportunidades. Se falarmos em Paulo Machado, em Vieirinha, o Bruno Gama, o Hélder Barbosa, por exemplo, são quatro jogadores com qualidade tremenda mas que devido à capacidade financeira do Porto e a possibilidade de ir buscar jogadores com outro estatuto, se calhar não tiveram a oportunidade que eventualmente o Porto da minha época daria.
O João Moutinho na selecção era, por exemplo, suplente de João Coimbra, que agora está no Gil Vicente...
Mas são casos. Se calhar o Porto, na minha época de passagem de júnior a sénior, não tinha a capacidade financeira para fazer os investimentos que faz hoje e para ir buscar vários jogadores ao preço que vai, e então tinha de recorrer à formação. E nessa altura tinha Fernando Couto, Vítor Baía, Jorge Couto, Secretário, Folha, Rui Filipe, Jaime Magalhães, João Pinto, todos da formação. Era uma relação causa e efeito. O que acontece é que, se for por necessidade se calhar as pessoas percebem, mas se for uma medida em termos de clube, podem já não perceber. Se houver dinheiro e não for investido, e se se pensar unicamente nos jovens, se calhar as pessoas, a sua paixão pelo futebol, não as deixam perceber tão bem. Mesmo quando não há esse dinheiro, as pessoas não conseguem perceber, e tem de se jogar com pessoas mais novas...
E a Liga Intercalar, não veio ajudar?
Para mim, como treinador dos jogadores juniores do Belenenses, muito. Estão a participar no meio de jogadores com outra experiência, com outra qualidade, com outro ritmo, e isso é muito importante para a evolução deles. E eu sinto crescimento neles também por causa desses jogos.
A estratégia do Belenenses até acaba por ser diferente, pois usa normalmente os jogadores menos utilizados do plantel principal e alguns juniores, ao contrário do Sporting e do Benfica, em que utilizam praticamente os juniores.
É verdade que eles não o fazem com a assiduidade com que o Belenenses faz. Mas, para mim, assim como está tem resultado muito bem. Não sei se estivessem praticamente dois campeonatos de juniores a decorrer, por assim dizer, se teria o mesmo efeito. Mas a verdade seria sempre benéfico para nós. Teríamos de repensar em termos de carga de esforço, teríamos de repensar o nosso planeamento em função disso, como de certeza que o Sporting e o Benfica tiveram de fazer, mas decerto que iríamos retirar coisas positivas e disso não tenho dúvidas.
Como é lidar com os pais dos jogadores para um treinador de formação?
Acho que é um nível de formação em que essa situação é menos problemática. Não tive qualquer problema com nenhum pai até este momento. Aliás, já tive algumas conversas com alguns pais, que me abordaram de uma forma perfeitamente correcta, e nunca nenhum me veio pedir explicações. Nunca aconteceu.
Fala-se muito que os clubes em Portugal deveriam coordenar os seus sistemas de jogo para que o da formação e o de sénior coincidam. Acha que o clube devia impor a um treinador que entra uma obrigatoriedade de jogar num sistema que esteja a ser usado na formação?
Vão haver sempre pontos a favor como pontos contra essa situação. Se se jogar num sistema que é para consumo interno, ou seja, partindo do princípio que nenhum jogador da tua formação sairia para um sistema diferente. Voltando ao caso do Ajax, se eu quiser um segundo ponta de lança, nunca iria ao Ajax buscá-lo pois eles não têm essa posição. Ao Ajax iria buscar um extremo, um ponta de lança... Assim como também não poderia ir lá buscar um número 10, pois eles não têm essa posição. Pode-se sim, ver em algum jogador qualidade, capacidade ou características para fazer essa posição, mas é um risco que se corre. Em Portugal não há estabilidade a nível de treinadores que permita dizer que durante toda a formação se jogará em 4-3-3 porque a nível sénior se vai obrigar ou exigir ao treinador que jogue em 4-3-3. Essa não é a realidade do futebol português e não há volta a dar porque a primeira desculpa que iria aparecer caso se verificasse essa situação, quer de treinadores quer de sócios, seria que nitidamente tem-se uma equipa para jogar noutro sistema táctico qualquer. Acho que os ganhos não seriam significativos em relação àquilo que se iria perder, à instabilidade que se iria criar.

Falando nos sócios, e transpondo até para um universo maior, o dos adeptos, é comum cada um achar que ele é que sabe qual a melhor forma de jogar, qual o melhor sistema, etc, os chamados treinadores de bancada. Isso incomoda-o de alguma forma?
Como já disse, como treinador, e até mesmo antes enquanto jogador, tenho de me habituar às críticas, quer sejam construtivas, quer não o sejam. Mas também convém lembrar que todos os adeptos são, em muitos dos casos, maus treinadores. Porque não sabem 80% das coisas que se passam...
Quem treinou bem, quem está afectado psicologicamente...
Entre outras coisas. Estamos habituados a comentar coisas das quais só temos 5% do conhecimento total. E é muito difícil fazer um comentário correcto com essa percentagem de informação. Existem muitos, muitos motivos, e o treinador sabe-os todos, além de que está na posse de todos os indicadores. E a partir daí, parece-me muito difícil comentar coisas alheias, em termos de futebol, coisas que eu não tenho conhecimento. Por exemplo, se me perguntarem qual seria o 11 que eu meteria a jogar no Benfica, tenho plena consciência que ao dar esse 11 posso estar a cometer grandes erros em termos de equipa, em termos de jogadores porque tenho muito pouca informação. Só tenho acesso ao que vejo na televisão, leio nos jornais, nada mais. Daí eu não conseguir conceber quem critica sem conhecimento de causa, apesar de saber que existe quem dá as suas opiniões de forma categórica e com a maior certeza, como se estivessem a dizer a maior verdade.
Em relação à aplicação das novas tecnologias no futebol, é apologista de que os árbitros deviam usar microfone ou outras inovações semelhantes?
Já dei essa ideia há muito tempo, desde os meus primeiros tempos no Sporting. Não custa nada a um árbitro ter um microfone com ele. Nada mesmo. E assim é mais fácil provar que são insultados por jogadores, por exemplo. E o jogador deve ser severamente castigado quando isso acontecer. Outra alteração é o tempo cronometrado no futebol que, mais tarde ou mais cedo, se não mudarmos de mentalidades, vai ter de existir. Outra coisa tão simples, que acho que até é utilizada no Brasil, é a marcação da barreira com um spray. São coisas tão simples de se implementarem no futebol que só não são implementadas porque as pessoas querem esta confusão, esta balbúrdia, este clima de poderem fazer impunemente de fazerem o que lhes apetece. É evidente que tudo o que seja para melhorar, mesmo que aconteça uma vez de 100 em 100 jogos, e que seja possível, claro que apoio, nem que seja para melhorar uma jogada.
Assumiu o papel de treinador há pouco tempo, mas certamente já deve ter planos. Ambiciona chegar a uma equipa sénior a curto prazo?
Não. Da mesma forma que eu, como jogador vivia a carreira intensamente, faço o mesmo como treinador. Vim um pouco à experiência e absorveu-me por completo. E absorve-me não só a carreira de treinador como a carreira de treinador no Belenenses a treinar jovens. Para mim, foi a mistura perfeita. Primeiro porque, como regra geral, tive uma relação duradoura com os clubes que representei e quero tê-la também com o Belenenses e uma das minhas mágoas como jogador, quando acabei, era que eu tinha pensado jogar mais anos no Belenenses tal como tinha feito anteriormente em outros clubes. Fico bastante preso às coisas e gosto de lutar por causas e por objectivos e, nesse momento, foi isso que senti. Tenho uma causa, um clube a defender e eu adoro trabalhar na formação. Acho que podemos ter um papel importantíssimo na formação de jogadores, na maneira deles abordarem a competição.
Eu quero uma maneira diferente daquilo que existe em Portugal. É bonito dizer-se que se gosta do campeonato inglês mas depois é difícil colocar esse espírito em prática. Há que formar jogadores, e isto não é um recado, apesar de eu ver muitos treinadores de camadas jovens a fazerem coisas péssimas em termos de mau comportamento para com o jogo. Não gosto nunca de pôr de parte o ganhar. Para mim é fundamental, exijo isso em termos de treino e em termos de jogo. Mas tem de ser com aquele espírito que eu acho que é preciso ter. Perguntem a qualquer um dos meus jogadores nestes três anos se eu lhes disse para passarem tempo, se alguma vez lhes disse para agredirem um adversário, se alguma vez lhes disse para simularem faltas... Isso para mim é fundamental, jogarem o jogo. Faltarem ao respeito ao adversário, faltar ao respeito ao árbitro, são coisas que não lhes admito. Não o admito, não quero isso.
Na formação, temos de saltar esse patamar. Somos nós que estamos a formar os jogadores para que amanhã tenhamos um futebol que possamos considerar diferente, mais de acordo com aquilo que todos nós achamos que seja melhor. E eu fui um jogador, fiz algumas dessas asneiras certamente, apesar de achar, sinceramente, que não era um jogador que fugia muito daquilo que eu considero fair-play, uma definição um pouco diferente da da maioria das pessoas. Um jogador deitar-se para o chão para queimar tempo e a outra equipa atirar a bola fora, isso não é fair-play, não é nada, é uma aberração. Se ele está a queimar tempo, por que não devo eu continuar a jogar? O fair-play é jogar limpo de uma forma leal, quando estão a jogar connosco de uma forma leal. Não posso compactuar com más atitudes perante o jogo. E acho que isso é um aspecto fundamental na formação, mudar alguma mentalidade instituída. Para mim, é inadmissível num jogo de 90 minutos haver apenas 30 minutos de jogo jogado, de haver sistematicamente jogadores no chão como aconteceu com o Marítimo recentemente. Não é isso que defendo para o futebol jovem e nunca me vão ver, nem com equipas superiores ou que estejam à nossa frente, se estivermos com um resultado vantajoso, não vão ver os meus jogadores a queimarem tempo, não os vão ver a chutarem a bola para fora, não vão ver isso. E isso é uma mensagem importante a passar na formação.
Sente-se acarinhado aqui no Belenenses?
Sinto. Mas reparem, o treinador dos juniores não é um treinador com muita exposição. O simples facto de ser treinador significa que se está sempre sujeito a críticas e afins às quais fui habituado a conviver com elas a viver durante muitos anos. Sinto-me acarinhado pelas pessoas que trabalham comigo, os membros superiores dos anos anteriores e deste manifestaram total confiança e concordância com aquilo que tentamos implementar e sinto-me muito, muito bem. Acho que tenho muito a fazer na formação.
Entrevista realizada no dia 3 de Março 2009 no Estádio do Restelo.
Texto: Hugo Malcato e Nuno Franco.
Imagens: Academia de Talentos.
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Arranque da I Liga 2009/10: é hora de dar a volta ao texto da triste época transacta
Por mim, e porque são esses os tempos que mais guardo dentro de mim, preferia que fosse mais um campeonato da 1º Divisão, sem as histerias do vil metal a envolverem o campeonato.
Ainda sou daqueles que prezo as coisas feitas à moda antiga, muito embora reconheça a vantagem de existir uma paridade em Portugal comparativamente com os restantes países da Europa no sentido da profissionalização do futebol, pelo que neste capítulo, a única coisa que estranho é haver uma Liga Profissional num campeonato com 16 participantes e destes, apenas 9 participantes o fazerem em regime profissional, isto é, com SAD’s constituídas e unicamente direccionadas para o futebol.
Quanto a nós, partimos com clara desvantagem em relação aos demais, em todos os aspectos, a saber:
1. Tivemos uma longa espera de cerca de 30 dias para sabermos se efectivamente ficaríamos na I Liga com alguns sectores de associados ditos verdadeiros belenenses de desejarem que ficassemos na Liga Vitalis e sobre isso entre o mutismo e apostas foi um ver se te avias. Estes sócios não merecem ter o Clube na Liga Sagres eainda por cima são os que mais reclamam;
2. Tivemos um longo período eleitoral que se reflectiu no início da actividade dos novos eleitos, sendo certo que a eleição coincidiu com o termo do campeonato anterior e o início da contagem do tempo da apresentação dos pressupostos financeiros para esta época, coisa que teve de ser feita em contra-relógio para melhor garantir à LPFP da bondade da sua decisão em nos convidar a permanecer a I Liga;
3. Os eleitos, pelo que paulatinamente, vim sabendo encontraram dificuldades inesperadas, lendo da parte de algumas mentes habitualmente distorcidas como que uma desculpa de mau pagador. Não não é desculpa de mau pagador, antes fosse;
4. os cofres do Belenenses já demonstraram possuir melhor saúde e o facto de em pouco tempo o actual presidente, antes vice-presidente para a área financeira, que viu todos os seus relatórios e contas aprovados, vê-se a braços com uma dificudade estrutural que não havia há cerca de 1,5 anos, quando ele era vice-presiente e essa dificuldade estrutural tem a ver com o inesperado aumento de encargos fixos de uma forma absolutamente louca e sem comparações com qualquer tipo de realidade;
5. Neste capítulo, atrevo-me a indiciar que só em funcionários existem 2 ( apenas dois) que por ano, com os encargos com a Segurança Social, levam-nos cerca de € 280.000, quando até cerca de há 1,5 anos apenas nos levavam € 121.00/ano.
6. por sua vez, e isto já é histórico, quase todos os participantes senão mesmo todos os restantes com execepção do Belenenses, têm apoios de diversa índole, nomedamente dos nossos impostos, quer pela autárquica, quer pela via dos governos regionais, quer pelo apoio incondicional das gentes do comércio e indústria de cada terra onde haja um concorrente nosso. Nós, pelo que vou sabendo, com a excepção dos Pastéis de Belém, mais nenhuma casa comercial da zona de Belém está na disposição de ajufdar o nnosso Clube;
7. a comprovar a falta de apoios, parece haverem agora problemas a nível do patrocinador da seguradora que connosco rubricou determinado contrato e que veria com bons olhos a nosas descida de divisão para formalmente accionar com toda a razão a rescisão ou revisão contratual. Mais uma dificuldade a somar ás restantes. E não é uma dificuldade qualquer, é uma tremenda dificuldade que pode colocar tudo em causa.
Olhando para o actual quadro, com as dificuldades atrás descritas, é salutar saber que ainda vamos tendo alguém que se preocupa a sério com o Futebol e eis aqui a grande razão pela qual votei na lista onde estava o Miguel Ferreira, o qual, se bem se lembram, tentou ajudar o Fernando Sequeira e este mandou tudo ás malvas. E po tal facto, estamos a passar por este péssimo mommento. O qual tende a agravar-se quando começarmos a pagar o capital do empréstimo solociado ao Banif, porque até agora têm sido só juros.
A dita pré-época até nos coreru razoalvemente bem, sendo certo que capitulámos enquanto houveram troféus em disputa e ganhámos quando os troféus deixaram de estar em causa, mas dizia eu que a pré-época até nos correu bem quando comparada com a anterior. Mas carammba se era difícil encontrar o jogador adequado aos critérios apertados da relação qualidade/preço lá isso era e é, pelo que não prevejo grandes investidas no mercado no Inverno.

Nesas condições, vamos ter de sobreviver este ano basicamente com o que temos e teremos de fazer rapidamente os pontos necessários de forma a que a bola não esquente os pés dos jogadores.
Honestamente, não espero melhor que um 10º lugar.
Nestes termos, e embora na generalidade dos resultados de quase todas as equipas, execepção feita a dois casos - lampiões e andrades, não vislumbrei grandes resultados a prometerem grande época po parte dos nossos adversários.
A liga está muito mais pobre em valores e em valor do activo de cada concorrente, sendo o dinheiro curto.
Mais logo, calha-nos jogar contra o Leixões e , lá está, mais uma situação que não devia acontecer, já que o Leixões devia estar na II B, pela não apresentação em tempo dos pressupostso finaceiros.
Julgo termos equipa para não perdermos,porque a abrir o campeonato seria excelente se fora de casa não perdessemos para ganhar embalagem.
É tudo quanto desejo e peço.
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Entrevista com André Pires
O gosto de jogar à bola parece ser genético e André Pires desde cedo que colocou o futebol em primeiro plano na sua vida. Depois de uma passagem pelo Sporting, o Oeiras recebeu-o de braços abertos e passados alguns anos foi de lá que deu o pulo para o Belenenses. No Belenenses foi chegar e vencer, conseguindo a titularidade não só nos juniores mas também nos seniores, apesar de no final de época ter estado presente num dos piores momentos da vida do clube - a descida de divisão. Por agora, com contrato profissional até 2012, já entrou na história do clube ao apontar o golo da vitória, que fugia há 15 anos, dos juniores frente ao Sporting.
II. A Entrevista (no que ao Belenense diz respeito)
Conta-nos como é que nasceu este bichinho de jogar à bola?
Já vinha do meu pai e depois passou logo para mim. Comecei muito cedo a jogar na minha terra, eu moro numa aldeia e ficava sempre a dar uns toques lá atrás da rua, depois até cheguei a entrar naqueles torneios lá das aldeias e fui assim que tudo começou.
O teu pai foi jogador de futebol?
Sim, ele quando ele era mais jovem esteve no Benfica que é o clube que eu mais me recordo e jogou no Olivais e Moscavide quando a equipa de juniores estava na I Divisão Nacional.
Recordas quando é que ele te ofereceu a primeira bola de futebol?
Logo desde muito pequeno porque eu sempre gostei muito de jogar futebol, mas não tenho ao certo uma data da primeira bola que tive.
Qual foi o teu primeiro clube?
O meu primeiro clube foi o Encarnação de Olivais, foi lá que estive no meu primeiro ano de escolinhas e ao fim desse ano saí para o Sporting.
Como é que surgiu o Encarnação de Olivais na tua vida? Viram-te na rua a jogar ou soubeste de captações e decidiste aparecer?
Eu entrava em vários torneios e apenas com 9 anos já se notava que eu tinha alguma qualidade e que poderia integrar uma equipa dos escalões mais jovens, e depois o meu pai levou-me ao Encarnação.
Como é que te apresentaste no clube?
O meu pai na altura era o treinador e eu comecei a treinar com ele, e houve um jogo em que o meu pai ao intervalo disse-me para jogar e foi aí que tudo começou.
Nessa altura jogavas em que posição?
Jogava na frente porque eu era um jogador muito rápido, ainda o sou, mas naquela altura era mesmo muito rápido.

Chegaste a marcar muitos golos nesse primeiro ano?
Sim, lembro-me de um jogo contra o Sporting em que perdemos 18-2 e fui eu que apontei os dois golos da nossa equipa.
Tendo em conta que tu apenas estavas habituado a jogar em torneios e na rua, como foi a adaptação ao ritmo e ao ambiente de um clube de futebol?
Foi normal, normal, foi boa.
Como é que achas que te correu a época?
Foi uma época de aprendizagem, eu naquela equipa tinha alguns colegas com maiores dificuldades e depois eu e mais dois ou três tínhamos mais capacidades e notava-se.
Os dois golos apontados aos leões e a transferência para Alvalade
Como é que surgiu depois o interesse do Sporting?
Lá está, foi nesse jogo dos 18-2, em que marquei dois golos e depois falaram com o meu pai para eu me apresentar no clube, fui lá e fiquei.
Quanto tempo estiveste à experiência?
Não me recordo bem, na altura os treinos ainda eram no pavilhão de alvalade, lembro-me que éramos cerca de 100 jogadores e acabaram por ficar apenas dois ou três.
O que é que um jogador pensa quando chega a um treino de captação e encontra 100 possíveis jogadores?
Nós na altura fazíamos jogos para que os Misters nos avaliassem dentro do campo. Fizemos vários jogos durante as captações, eu estive bem e fiquei.
Mas deve ter sido complicado para ti ter de fazer tudo bem para não desperdiçar aquela oportunidade, uma vez que apenas podias mostrar o teu talento num jogo e no caso de falhares podias nunca mais recuperar essa oportunidade?
Nessa fase ainda éramos muito pequenos, éramos escolinhas e há tolerância, existe sempre alguma tolerância e acho que não senti nenhuma pressão na altura.
E depois como é que foi integrar os quadros do Sporting?
Correu bastante bem, foi bom, desde o primeiro dia que cheguei lá que fiz bastantes amigos, ainda hoje falo com muitos deles, foi óptimo e fiz lá boas amizades.
Qual foi o teu primeiro jogo com a camisola do Sporting?
O primeiro jogo julgo que foi com o Amora.
Como é que te correu?
Correu bem, não sei se cheguei a marcar um golo mas nessa altura já jogava atrás.
Jogavas a que posição?
Na altura era futebol 7 e jogávamos com três defesas e eu jogava no lado esquerdo e fazia o corredor todo do lado esquerdo.
Quem foi o teu primeiro treinador no Sporting?
Foi o mister Luís Dias.
Como é que foi o teu relacionamento com ele?
Esse mister é bastante marcante para mim.
Porquê?
Para já porque treinou-me na selecção de Lisboa, na altura não havia selecção nacional, e eu estive dois anos com ele na selecção de Lisboa e dois anos com ele nas escolinhas, em que aprendi algumas coisas e é um treinador que marca sempre.
Quantos anos estiveste no Sporting?
Estive quatro anos no Sporting, dois de escolas e dois de infantis, depois ia fazer um de iniciado mas fui dispensado.

Como é que te correram as épocas de infantis?
Fomos campeões um ano, acho que foi o primeiro ano.
Recordas de algum golo que tenhas marcado?
Eu marcava muitos de livre e lembro-me que contra o Benfica eu marcava bastantes.
E lembras-te de algum que te fosse especial?
O de penalty no torneio Ibérico em que ganhámos ao Benfica e eu no último penalty marquei o golo e dei a vitória à equipa.
Com que jogadores te recordas de jogar e que actualmente ainda estão no Sporting ou joguem noutro clube nacional?
Poucos, no Sporting está lá o Diogo Amado, o Diogo Rosado, o Cédric Soares, noutros clubes está o Diogo Viana que agora está no Porto, o Rui Fonte que agora está de regresso ao Sporting, o Zé Miguel e o FF que estão na União de Leiria. Também joguei com o Adrien Silva da equipa principal, o Bruno Matias e o Marco Matias.
Jogar ao lado deles quando são tão jovens já dá para ver que existe ali alguma qualidade?
Sim é normal, via-se que existia ali alguma qualidade, não só nesses jogadores mas também noutros, que hoje já não tem possibilidade de chegar tão alto, mas havia grandes jogadores na minha equipa.
Nos dois anos de escolas pelo Sporting chegaste a ganhar algum título?
Sim ganhei, fui Campeão pelo Sporting um ano.
A saída precoce de Alvalade e o ingresso no Oeiras
Quando estiveste no Sporting chegaste a jogar alguma vez num escalão acima da tua idade?
Sim, quando eu era escolinha jogava pelos infantis e nos infantis cheguei a ir aos iniciados com o Rui Fonte. Na altura fui jogar contra o C.A.C.
Chegaste a jogar?
Sim joguei.
Como correu?
Lá está, eu sabia que tinha capacidade e os misters conheciam-me bem. Na altura existia equipa A e equipa B, e os de primeiro ano da equipa B por vezes iam à equipa A e lembro-me que eu, o Fonte e mais um ou outro íamos muitas vezes, era como se estivéssemos na nossa equipa.
Jogar em Iniciado quando ainda eras infantil e chegar ao final da época e ser dispensado deve ter sido complicado para ti. Como justificas a dispensa?
Isto não serve de desculpa, mas nesse ano eu estava a treinar normalmente e tive uma lesão no pé, já tinha o tal problema da renite alérgica e tinha tido muitas dificuldades mas na altura já estava tudo a ser resolvido.
Depois de saíres do Sporting qual foi o clube que escolheste para continuar o teu percurso?
Nessa altura eu fui para o Oeiras embora o meu pai quisesse que eu fosse treinar ao Belenenses e ao Alverca, mas como na altura o treinador do Oeiras era o mister Gonçalo Nunes que eu conhecia do Sporting e que ficou não diria chocado mas um bocado surpreendido por eu ter sido dispensado do Sporting, ele disse-me para eu ir treinar ao Oeiras e no caso de gostar para lá ficar, mas se não achasse que era uma boa ideia para ir treinar a outro lado.
Como é que recebeste a notícia de dispensa do Sporting?
Na altura fiquei um bocado triste, mas no próprio dia reagi bastante bem, até porque fiquei logo interessado em saber para que clube iria. Não fiquei assim muito abatido mas fiquei com alguma mágoa, porque sabia e sei que se calhar ainda hoje poderia lá estar.

Quem é que te deu essa informação?
Lembro-me que nos reuniram todos numa sala mas não sei ao certo quem falou comigo, éramos quatro jogadores, não tenho bem a certeza mas acho que foi o Aurélio Pereira.
O que é que eles te disseram na altura?
Lá está, que era uma época de empréstimo para jogarmos mais, para ver se evoluíamos mais.
Como é que se deu depois a tua integração no Oeiras? Houve necessidade de fazeres treinos de captações ou integraste-te logo na equipa?
Integrei logo a equipa, o mister já me conhecia do Sporting e já sabia quais eram as minhas qualidades então foi fácil a integração no clube.
Normalmente um jogador quando sai de um clube grande para um pequeno fica sempre um pouco desanimado. Como é que viveste esse momento?
Penso que correu bastante bem até porque eu já conhecia dois ou três jogadores do Oeiras que também tinham estado comigo no Sporting.
Qual foi o teu último treinador no Sporting?
Foi o mister Nuno Lourenço.
Como é que correu essa última época de infantis, achas que te correu bem ou houve algum problema?
Não, não me correu muito bem, tive um problema grave de renite alérgica, tive um ataque de asma, na altura eu estava a jogar pela selecção de sub-14 num torneio no Jamor e fiquei com um problema de respiração, tive um ataque de asma e desde aí essa época foi muito difícil, inclusive coincidiu com a dispensa do Sporting. Tinha dificuldades em respirar por causa dos polens, ainda hoje tomo medicação mas já estou prestes a largar os medicamentos.
Já previas esse desfecho ao longo da época?
Não, não, porque como disse anteriormente, eu era sempre convocado para a selecção. Era eu, o Malaquias, o Paim... eu jogava sempre, era sempre titular e trabalhava como os outros, era sempre opção e sinceramente não estava à espera mas reagi bem.
No Oeiras estiveste quanto tempo?
No Oeiras estive quatro anos.
Como é que correu essa passagem pelo Oeiras?
Foi positiva, em alguns aspectos foi positiva. Lembro-me que nos juvenis subimos, na minha primeira equipa de juvenis de primeiro ano subimos para o nacional e no segundo ano jogámos no nacional. Acho que na primeira época de juvenis fomos campeões distritais.
E em iniciados?
Já não me recordo muito bem porque entrei a meio, comecei a época a meio por causa do problema que tive de renite alérgica.
Como é que é chegar a meio da época a um clube novo?
Foi fácil até porque o mister já me conhecia e os meus novos colegas também me receberam bem.
Marcaste muitos golos pelo Oeiras?
Na altura jogava no meio campo a médio esquerdo, era um jogador rápido e sim fazia alguns golos, mais de bola parada.
E nos juvenis do Oeiras continuaste com o mesmo treinador que te levou para lá?
Na primeira época foi o mister Carlos Dionísio e joguei quase os jogos todos como médio ala e na segunda época foi de novo o Mister Gonçalo Nunes.
A época de júnior pelo Oeiras, os problemas com algumas pessoas ligadas ao clube e finalmente a transferência para o Belenenses
Tu ainda chegaste a jogar um ano de juniores pelo Oeiras. Como correu esse ano?
Correu muito bem, fizemos a melhor classificação de sempre do Oeiras, ficámos em 3º Lugar.
Achas que foi essa época que te lançou no futebol?
Mais ou menos, eu comecei a jogar e fiz uns jogos a titular ao princípio como defesa esquerdo, a meio da época jogava regularmente e estava já referenciado pelo Belenenses. Depois quando começou a segunda volta passaram-se coisas um pouco estranhas lá no clube, em que as pessoas começaram a pôr-me de parte, assim do nada tiraram-me da equipa e não jogava, mas depois acabei por fazer 3 ou 4 jogos no final da época, e na altura era o Sr Quaresma que ia ver os meus jogos e quando jogámos contra o Estrela da Amadora, onde apesar da derrota por 4-0 eu estive bastante bem, foi nesse jogo que soube que na próxima época eu tinha fortes hipóteses de vir para o Belenenses.
Porque é que achas que esses problemas aconteceram? Achas que havia pessoas que não te queriam deixar sair do Oeiras?
Não sei, por vários motivos! No Oeiras houve lá pessoas que me ajudaram bastante como foi o caso do Mister Gonçalo, o Sr. Alexandre e o Mister Bruno, houve pessoas excepcionais, mas houve outras que pareciam que tinham duas caras e houve uma fase em que eu estava bastante bem e sabia desse interesse do Belenenses, em que eles puseram-me de lado e puseram outros interesses à frente.
Em algum momento sentiste que o negócio poderia não se realizar e que terias que ficar no Oeiras?
Sim, eu cheguei até a querer vir embora, estava bastante desanimado, sabia que tinha qualidade para jogar, para jogar mesmo e não jogava, treinava só e andava ali, fazia muitos quilómetros, moro longe, moro no Sobral de Monte Agraço e fazia muitos quilómetros para chegar a Oeiras para treinar e depois chegava ao fim-de-semana via os outros a jogar e eu ali do lado de fora é sempre triste, mas o meu pai disse-me para nunca desistir que um dia ia ser recompensado porque tinha bastante qualidade e para trabalhar sempre, e este ano aqui estou.
Como é que se deu depois a transferência para o Belenenses, o Oeiras colocou muitos entraves?
O Oeiras colocou bastantes entraves, esse senhor como eu tinha dito anteriormente dificultou muito a minha situação, mas houve uma pessoa que me deu a mão, que foi o senhor Luís Alves e correu tudo bem, ajudou-me bastante. Sinceramente não sei quanto dinheiro esteve envolvido, mas ele foi bastante importante na minha vinda para o Belenenses.
Tendo em conta que o Belenenses é um clube histórico não só de Lisboa mas também a nível nacional, qual foi a tua primeira intenção quando aqui chegaste?
Bom, é um clube grande apesar das condições dos treinos não serem as melhores, temos um pequeno sintético no campo nº3, e depois temos o relvado do campo nº2 ter sido estragada pela malta do râguebi, mas foi bom, já conhecia alguns jogadores que já tinha defrontado, também tinha cá um amigo que jogou comigo e que me ajudou bastante. Depois a integração foi fácil, aqui os meus colegas são todos uns porreiros e deram-me a mão, também já me conheciam do tempo do Sporting e do Oeiras, foi fácil.
De todos os escalões que já representaste qual foi aquele que te pareceu mais difícil?
Não houve nenhum em que sentisse grandes dificuldades e adaptei-me sempre bem. Sou uma pessoa muito dada, sou uma pessoa que parece que não mas eu no meio dos meus colegas sou bastante dado e é fácil fazer amizades, penso que é essa a chave para me adaptar bem.
Retornando ainda ao Oeiras na altura em que disseste ter estado bem e em que estavas a jogar e depois de repente foste afastado da equipa, alguma vez questionaste o treinador sobre isso?
Sim, sim, cheguei a falar com ele, na altura não foi muito explícito, disse-me para continuar a trabalhar. Lembro-me que houve um jogo contra o Pombal que estava em último, houve uma semana em que estive doente e também estive cerca de três semanas afastado e vinha já a treinar algum tempo, e houve o jogo contra o Pombal que era um jogo bom para eu começar a ganhar ritmo e lembro-me de não ser convocado e de eu ir falar com ele, e ele não me deu assim grandes explicações.
O que é que ele te disse na altura? Recordas?
Não me recordo ao certo, mas disse-me para continuar a trabalhar nos treinos.
Tu começaste como médio esquerdo e mais tarde deu-se a adaptação para lateral esquerdo. Porquê essa alteração e qual foi o treinador que optou por fazer essa mudança?
Foi o mister Gonçalo. Como eu disse anteriormente, eu sou um jogador bastante rápido e se calhar sou melhor de trás para a frente, porque a minha velocidade de pôr a bola na frente, de correr e ir embora acho que é melhor vinda de trás, até porque o médio ala fica ali parado a receber a bola, quer dizer há tácticas diferentes mas normalmente o lateral passa a bola ao extremo e o extremo vai e finta. Por isso acho que sou muito melhor de trás para a frente e na altura o mister falou comigo e como eu sou um jogador rápido, e é sempre bom ter jogadores rápidos atrás e acho que foi bom para mim.
Por norma os jogadores não gostam de recuar no terreno. Como foi a tua reacção a essa alteração?
Não fiquei triste, mas lá está aquela coisa de que nós com bola somos bons ali a médio ala e agora vir para trás e não saber defender... sempre disse isso, que eu não sabia muito bem defender, mas os misters dizem que eu defendo muito bem! Não sou um jogador de ir à queima, sou um jogador mais de contenção, como sou um jogador rápido ele pode por a bola na frente e eu consigo recuperar em velocidade.
Como foi chegar a um clube diferente, com jogadores diferentes e com objectivos diferentes?
Ao princípio a nossa meta não era chegar à segunda fase era conseguir fazer o máximo número de pontos possíveis que o Belenenses já fez, nós ultrapassámos de longe essa marca, estivemos quase na segunda fase, acabámos por não conseguir por culpa nossa mas também houve ali um ou outro jogo em que se passaram certas coisas. Mas foi uma época bastante positiva, fizemos muitos pontos e foi pena não poderem passar quatro equipas como acho que vai acontecer na próxima época.
Qual foi o teu primeiro jogo com a camisola do Belenenses?
Foi na primeira jornada contra o Torreense.
A pré-época serve sempre para os jogadores se conhecerem e para irem assimilando as ideias do treinador. Vocês já esperavam fazer uma época tão positiva?
Sim, eu vi logo, porque para já o mister Rui Jorge sabe falar com os jogadores e apontar os aspectos positivos e negativos que temos de explorar, tínhamos mesmo um grande conjunto, era mesmo um grande plantel, acho que dificilmente, mas espero que sim claro, vai haver uma equipa como a nossa. Uma grande equipa.
O início de época atribulado, o sonho tão próximo de estar na segunda fase e as arbitragens polémicas
Vocês iniciaram o campeonato com uma vitória frente ao Torreense, mas depois sofreram duas derrotas seguidas com Benfica e Vitória de Setúbal. Como é que geriram esses resultados, abalou-vos de certa forma ou não?
Sim, abalou-nos um bocado. Lá está, sabíamos do nosso valor, a equipa tinha mesmo muita qualidade. O primeiro jogo foi com o Torreense em que ganhámos 4-0, depois perdemos com o Setúbal em casa e fomos ao Seixal e perdemos 1-0, depois a equipa começou a equilibrar mais as coisas mas sofremos mais uma derrota em casa com o Estrela da Amadora que não estávamos à espera, mas a partir daí fizemos um campeonato mesmo muito bom.
Quando se começaram a aproximar do primeiro lugar e quando o conseguiram atingir o que sentiram na altura?
Sentimos que poderíamos lá continuar.
O que é que o treinador e restantes membros da equipa técnica vos diziam?
Primeiro diziam-nos que não estava nada ganho, diziam para os atletas manterem o mesmo empenho, para continuarmos a treinar e a dar o máximo nos treinos para podermos jogar sempre bem. Foi essa a mensagem que o nosso mister e as pessoas lá de dentro nos transmitiram.
Com a chegada ao primeiro lugar a comunicação social não vos largou e saíram muitas notícias sobre vocês. Como é que lidaram com isso?
Estávamos um pouco à espera disso, como eu já disse a nossa equipa era mesmo bastante boa e eu estava à espera que isso acontecesse, e contava e queria que fosse até final da época mas infelizmente não se sucedeu, foi mesmo por pouco.
Para além dos lances menos correctos em alguns jogos e que já vamos abordar mais à frente, o que é que achas que faltou à vossa equipa para atingirem a segunda fase?
Sinceramente, as ausências, durante a época tivemos muitos problemas, não é estar a faltar ao respeito aos meus colegas, mas no nosso onze base lembro-me que havia 7 ou 8 jogadores que eram titulares com o mister Rui e que não jogaram durante algum tempo, cerca de quatro, cinco ou seis jogos seguidos, quer fosse devido a lesões ou idas aos seniores, como é o caso do André Almeida, o Fredy, ou o meu caso que ia às vezes aos seniores, e depois não jogávamos aqui nos seniores nem nos juniores. Temos também o caso do Pelé e do Adolfo, o guarda-redes. Acho que isto tudo esteve um pouco relacionado com isso.
E a situação de jogar em "casa emprestada" também teve importância nessa decisão?
Sim, acho que sim, ainda para mais jogar num sintético, em campos pequenos. A nossa equipa era e é uma equipa que troca muito bem a bola e é muito boa no contra-ataque, e nesses campos era difícil trocarmos a bola e explorarmos a nossas mais-valias, que era o contra-ataque, e nesses campos era muito complicado e perdemos alguns pontos importantes, como foi o caso do jogo contra o Atlético, também estivemos quase a perder pontos com o Real Massamá mas mesmo no fim conseguimos chegar ao golo da vitória.
Foi importante trabalhar com um jogador tão experiente como o mister Rui Jorge?
Lá está, a experiência dele no futebol português e a nível de selecção ajudou-nos bastante, ele sabia bem os aspectos que tínhamos de corrigir. E ele como defesa esquerdo que era ensinou-me e eu aprendi muito com ele, aprendi a fechar melhor os espaços. A nível de jogo parecem não ser notórios os problemas em termos de fchar espaços mas o mister ajudou-me bastante nessa posição.
Quando a comunicação social começa a falar muito sobre uma equipa e sobre determinados jogadores, por vezes as pessoas em questão começam a criar grandes expectativas. Deram-vos alguns conselhos e falaram convosco sobre isso?
Sim, disseram-nos para mantermos os pés bem assentes no chão, para termos calma e para trabalharmos sempre ao máximo nos treinos, para trabalharmos sempre bem e concentrados e depois nos jogos as pessoas viram o resultado de todo esse trabalho.
Falou-se de arbitragens que prejudicaram o Belenenses ao longo da época, nomeadamente na partida frente ao Marítimo e frente ao Atlético. Que nos podes dizer acerca disso?
Contra o Marítimo não estive, lá está as tais ausências que referi, mas sim os meus colegas falaram-me do jogo do Marítimo e acho que aquilo foi mesmo uma vergonha. Lembro-me também do Atlético e do Seixal onde houve dois golos mesmo em fora-de-jogo. O Atlético em casa, jogo onde também não joguei nem vale a pena comentar quem lá esteve viu o que se passou.
Fala-nos um pouco sobre o jogo de Alcochete e do golo que sofreram em que reclamaram que o jogador do Sporting tocou a bola com o braço.
Sim, foi com o braço, deu logo para ver ali no lance, eu apercebi-me logo, houve alguns colegas que não, mas eu vi e dirigi-me logo ao fiscal de linha.
Imagem cedida pelo Jornal Record.
E contra o Benfica no Seixal?
Contra o Benfica sofremos dois golos claramente em fora-de-jogo.
O que é que vocês sentiram na altura quando viram que estavam a ser prejudicados?
Nós quando defrontamos essas equipas como o Benfica e Sporting, nos lances divididos e em caso de dúvida o árbitro assinala sempre a favor deles, e nesse jogo no Seixal ficou provado, no segundo golo o jogador está uns bons metros adiantado, mas a nossa equipa e à imagem do mister Rui, nós com a nossa força este ano demos a volta a muitos resultados, e também lhe digo que se houvessem mais 5 ou 10 minutos no Seixal ainda conseguíamos o empate.
Depois de estarem em primeiro lugar os vossos principais rivais passaram a ser Benfica e Sporting. Achas que o campeonato se decidiu no empate em Alcochete e na derrota no Seixal?
Acho que não foi nesses encontros que a nossa passagem à fase final ficou comprometida, foi mesmo nos jogos pequenos, teoricamente mais fáceis. Até porque nós ganhámos ao Sporting aqui em casa e empatámos fora, e perdemos no Seixal com o Benfica e empatámos em casa.
E achas que a perda de pontos nos jogos teoricamente pequenos deveu-se a algum excesso de confiança da vossa parte?
Também, mas como lhe disse foram muitas ausências também, jogar em casa mas em campos emprestados também foi um dos aspectos.
Achas que a nível de qualidade e capacidade a vossa equipa é equivalente a um Benfica e Sporting e que apenas as condições de treino ditaram o sucesso de cada uma das equipas?
Claramente, e digo que se tivéssemos passado para a segunda fase de certeza que lutaríamos pelo primeiro lugar, sem dúvidas porque temos mesmo um grande plantel, aliás, nos jogos contra o Benfica e Sporting ficou provado, jogámos de igual para igual. Lembro-me de que aqui no Restelo contra o Benfica a segunda parte foi toda nossa, o Benfica nem passou do meio-campo, na segunda parte não conseguimos marcar mas foi uma avalanche total.
Tu moras em Sobral de Monte Agraço e curiosamente sempre jogaste em clubes de Lisboa. Primeiro o Sporting, depois o Oeiras e agora o Belenenses, como é que fazes relativamente às deslocações, são os teus pais que te trazem?
Sim, antigamente era assim, mas agora este tirei a carta e venho com o carro da minha mãe, mas nos anos anteriores ou era o meu avô, ou era o meu pai. Agora também tenho a minha avó que mora nos Olivais e às vezes fico aí porque é mais perto de Belém e assim não tenho que fazer muitos quilómetros.
Como é que lidaste com essas deslocações, sentias-te cansado?
Não, nos treinos não, era mais na escola, na escola.... nunca gostei muito de estudar, sabia que era importante...não faltava às aulas mas era um pouco distraído nas aulas, pareço um pouco introvertido mas nas aulas era muita falta de atenção, só pensava em bola e chegava muitas vezes atrasado para ficar a jogar à bola no campo, sempre gostei muito de futebol.
Treinar diariamente com os seniores pode ter aspectos positivos a nível de conseguires ganhar maior maturidade e experiência, mas também pode ter um lado negativo com o cansaço acumulado e a ausência dos jogos de juniores. O que nos podes dizer sobre isso?
Lembro-me da Liga Intercalar onde havia jogos dos seniores onde íamos à quarta-feira e ao sábado tínhamos jogo pelos juniores, e na segunda-parte dos jogos sentia-me sempre mesmo muito cansado, eu e alguns colegas meus. O ponto positivo foi a possibilidade de jogar com jogadores mais velhos, com outra experiência, jogadores mais fortes fisicamente o que é sempre muito bom. Pontos negativos não há muitos, é obvio que jogar para a Liga Intercalar pelos seniores é sempre bom, mas talvez o cansaço fosse muito evidente.
Sentiste muitas diferenças na passagem de juniores para seniores a nível de treino?
A nível de treino posso dizer que o treino com o mister Rui Jorge é sempre com muita intensidade e qualidade, no treino tem de haver muita qualidade a nível de passe e recepção. Ainda hoje o mister Romeu esteve a comentar connosco se tínhamos visto o jogo do Barcelona com o Manchester e disse que a chave é o nível de passe/recepção e treinamos muito isso, e por isso o nível de treino dos juniores é idêntico mesmo ao dos seniores.
Quando é que se deu a tua primeira chamada para treinar com os seniores?
Foi na semana do jogo contra o Estrela da Amadora, na primeira jornada da Liga Intercalar, fiz logo um treino matinal com eles.
Como é que é estar no primeiro ano com a camisola do Belenenses e ser logo chamado aos seniores?
Senti-me bem, estava um pouco nervoso antes do jogo, mas, está jogar com jogadores mais velhos.... logo no primeiro dia estar ali ao lado do Silas e do Zé Pedro, pode não parecer grande coisa mas é! São jogadores com muita experiência, são jogadores importantes e que nos dão bastantes conselhos, é sempre bom estar perto deles e poder integrar o plantel.
Recordas quem é que te deu essa notícia da chamada aos seniores?
Foi o Mister Rui Jorge.
Que tipo de conselhos é que os jogadores mais experientes te dão?
Para jogar normal, desinibido e para fazer o que sei. Para jogar com calma, para defender bem e para tentar arriscar quando for possível e para ter confiança, para jogar descontraído.
Como é que foi trabalhar com o mister Jaime Pacheco tendo em conta que já foi um treinador campeão nacional?
Tive a oportunidade de trabalhar duas semanas seguidas com ele, porque apesar de ir à Liga Intercalar eu não trabalhava muito com ele, mas nessa oportunidade que tive deu para eu ver que ele é um mister bastante rígido, mais nos lances de disputa de bola porque quer sempre que entremos duro, fortes e sem medo, é basicamente isso.
Foi importante a introdução da Liga Intercalar para ir integrando os jogadores juniores no futebol sénior e ao futebol profissional?
Penso que está à vista o resultado, não só eu mas também colegas meus que puderam agora integrar os seniores, acho que isso foi bastante importante e que a Liga Intercalar devia continuar.
Ao longo da época de juniores a vossa equipa foi passando cá para fora uma imagem de muita união dentro do grupo. Como é que conseguiram construir essa imagem e essa união?
Foi fundamental, acho que tudo se resume à amizade dentro e fora do campo. Em alguns clubes há sempre um grupo aqui e outro clube ali, é sempre normal lidarmos melhor com um ou com outro, mas acho que este ano não se passou isso, fomos bastante unidos não só entre jogadores mas também os mister e os restantes.
Quais é que achas que foram os pontos fortes da equipa ao longo da época?
A defesa, porque defendíamos muito bem. No nosso campeonato se não sofrêssemos golos ganhávamos os jogos de certeza e o mister dizia-nos isso, que se nós defendêssemos bem e não sofrêssemos golos que ganhávamos os jogos todos de certeza absoluta. Depois tínhamos um contra-ataque forte onde tínhamos jogadores muito rápidos como o Dany, o Abel e o Fredy, que criavam sempre muitas dificuldades às equipas adversárias e por isso tínhamos mesmo uma grande capacidade de marcar golos.
A vossa equipa sempre apresentou um futebol de toque simples e fácil e bastante apoiado. Treinavam muito isso nos treinos?
No treino o mister quer que trabalhemos muito o passe e a recepção e isso é mesmo o fundamental.
Imagem cedida pelo Jornal Record.
Da chamada aos seniores e à estreia na Liga Sagres frente ao Rio Ave logo a titular ao jogo com o Benfica no Estádio da Luz onde ficou confirmada a despromoção à Liga Vitalis
Qual foi a tua primeira convocatória para jogar pelos seniores na Liga Sagres?
Foi agora recentemente contra o Rio Ave.

O que é que sentiste na altura?
Senti uma grande alegria! Primeiro porque sabia que estava perto de acontecer, porque no início da semana o mister Rui Jorge pôs-me logo na equipa titular, o mister conhece-me bem, trabalhou comigo um ano e sabe das minhas capacidades e o mister têm-me ajudado bastante. Ele deu-me esta oportunidade e acho que correspondi bem no jogo com Rio Ave, fiquei muito feliz não só pela minha estreia mas também pelo resultado, estrear-me e o Belenenses ganhar é sempre bom, para mais nesta época bastante difícil.
Já sabias ao longo da semana que irias jogar?
Sim, sabia.
Sabias que ias jogar a titular?
No primeiro treino não porque o Mister fez um treino defesa/ataque para ver como é que a equipa se sentia, porque o mister tinha dito que a nossa equipa sofria muitos golos. Eu lembro-me que após o jogo com o Rio Ave o Belenenses sofria golos há treze jogos consecutivos e não sofremos nenhum golo contra o Rio Ave, conseguimos marcar no final e agora ficou provado na Luz também que estivemos bastante bem a nível defensivo, talvez a expulsão do Saulo tenha dificultado um pouco, mas se tivesse ficado onze para onze talvez o Belenenses tivesse uma palavra a dizer.
Como é que foi para um jovem como tu estreares-te pela equipa principal no Restelo, num jogo crítico como foi o jogo contra o Rio Ave? Estavas nervoso?
Sinceramente não estava nervoso, estava um pouco ansioso mas nervoso não estava! É aquilo que o mister nos transmite e nós quando somos mais jovens sonhamos um dia poder jogar na liga principal, e se estivermos nervosos e com receio isso não serve de nada, temos de mostrar as nossas capacidades. É verdade que o ritmo de jogo é bastante diferente mas foi normal, senti-me bastante bem, foi bom, o Belém ganhou, também tinha alguns colegas como o Fredy e o Pelé, que já tinham integrado o plantel e já tinham jogado pelos seniores que me disseram para estar tranquilo e para fazer o que sei.
No final do encontro do Rio Ave tu disseste em conferência de imprensa que o mister Rui Jorge transmite muita coragem aos jogadores. Que tipo de palavras diz ele aos jogadores para transmitir essa coragem?
Eu não consigo dizer assim umas palavras como ele exprime frequentemente, mas ele tem mesmo uma grande capacidade para transmitir coragem, garra e força, e houve muitos jogos do nosso campeonato, e até mesmo agora aqui contra o Rio Ave, que se calhar ganhámos os jogos devido à exuberância e à coragem que o mister Rui Jorge nos transmite.
No jogo contra o Benfica no Seixal na Liga Intercalar falou-se muito na comunicação social de que tinhas "secado" o Balboa. Queres-nos falar sobre isso?
Penso que foi fruto da entreajuda, não sequei ninguém e foi mesmo trabalho de equipa.
Como foi para ti que ainda és jovem veres essa notícia em vários jornais?
Sinceramente não ligo muito aos jornais, posso-lhe dizer que por exemplo agora no jogo contra o Rio Ave os jornais normalmente atribuem uma nota individual a cada jogador, e na altura houve um jornal que não vinha a falar muito bem do Silas e o nosso capitão fez um excelente jogo, e o mister tinha-nos dito para nós não ligarmos absolutamente nada a jornais, que aquilo é mesmo só para vender e que tínhamos que trabalhar, porque o mister tinha que nos preparar a nós mais jovens para saber lidar com esse tipo de situações. Por isso eu não ligo muito a jornais, para mim tanto me faz que venha a dizer que fiz um péssimo jogo ou um bom jogo. Claro que é sempre bom ouvir um elogio mas se no jornal vier a falar mal não ligo muito a isso.
Agora tiveste a oportunidade de jogar novamente contra o Benfica mas desta feita no Estádio da Luz, num jogo que era decisivo para o Belenenses, em que não poderiam perder mas onde a vitória também não era o suficiente porque dependiam do resultados de terceiros. Como é que se gere este tipo de situações?
Para já entrámos bem no jogo, conseguimos fazer logo um golo ao princípio e o mister tinha dito que naturalmente o Benfica viria para cima de nós, com mais posse de bola, mais ataques, mais cruzamentos e mais remates, mas nós até ao final da primeira parte soubemos mais ou menos controlar isso. O mister tinha-nos dito que era normal o Benfica exercer uma pressão maior sobre nós e eles conseguiram o golo antes do intervalo e o Saulo também foi expulso. Depois do intervalo o Benfica entrou mesmo para cima e o foi aí que o jogo ficou um pouco perdido.
Vocês estiveram a ganhar na Luz por 0-1 mas por algum momento vos passou pela cabeça que o desfecho poderia ser o pior?
Quando o Benfica fez o 2-1 senti que a equipa não tinha força para dar a reviravolta, não sei como é que estavam os resultados dos outros jogos ao intervalo, mas também era difícil, o Benfica a jogar em casa com o seu público, era o último jogo e eles querem sempre ficar bem vistos e ganhar. Depois sofreram um golo nos primeiros minutos e quando fizeram o 2-1 nós estávamos com menos um homem, sempre ali a defender a tentar o contra ataque, acho que eu senti logo que a minha equipa dificilmente iria dar a volta e ganhar o jogo.
O que é que vos foi dito durante a semana que antecedeu o jogo decisivo na Luz?
O mister disse aos mais velhos que este era o jogo da vida deles, muitos se calhar estão em final de carreira e ir para uma segunda liga não era o melhor para jogadores com grande tradição de jogar na primeira liga, e como tal este era o jogo da vida deles e também para nós mais jovens era importante porque íamos ajudar o Belenenses a tentar ficar na primeira divisão.
É obvio que vocês sempre passaram uma imagem de muita confiança e de acreditarem até ao fim na manutenção mas certamente que também pensavam no pior cenário?
Sim, eu acho que o jogo com maior pressão nem foi com o Benfica mas sim com o Rio Ave em casa, esse estávamos mesmo pressionados a ganhar o jogo. Na Luz é sempre difícil o Belenenses ir ganhar um jogo, nos últimos 30 anos aconteceu duas vezes e é sempre difícil.
Mas pensaram no pior cenário durante a semana?
Sim claro, na situação em que o Belenenses estava era impensável não pensarmos nessa situação, ficávamos tristes mas estávamos com força para o jogo, para tentarmos vencer na Luz, sabíamos que não dependíamos só de nós mas íamos tentar fazer a nossa parte.
Como é que foi no final do jogo depois de confirmada a descida? Estava um ambiente pesado no balneário?
Estava, na altura deram-nos os parabéns pelo jogo e disseram-nos que tínhamos dado o máximo, mas também nos disseram que ainda não estava tudo perdido dada a situação do Estrela da Amadora, que ainda não se sabe se fica resolvida ou não e se o Belenenses fica ou não fica.
Era mais uma salvação?
Sim, era mais uma, era a segunda.
A nível pessoal esta foi uma época muito positiva para ti. Não desprezando o Oeiras onde estiveste o ano passado, este ano vieste para o Belenenses e já te estreaste a titular na liga principal no Estádio da Luz frente ao Benfica. Esperavas esta ascensão tão rápida?
É assim, eu nos treinos dou o máximo e o meu pai e a minha mãe ajudam-me para isso, sei que tenho qualidades e capacidades para jogar, só que também sei que ainda tenho que aprender muito, ainda sou um pouco "verdinho", sou júnior, treino e trabalho, tenho muita garra, mas acho que é normal na minha idade cometer alguns erros e sei que ainda me faltam algumas coisas, mas sinceramente não esperava que acontecesse tão rápido.
Apesar da indecisão que paira no ar, como achas que vai ser na próxima época se estiveres de jogar na segunda liga?
Ainda não sei como vai ser a próxima época, em princípio devo fazer a pré-época mas ainda não sei quem vai ser o mister, também ainda não está bem decidido esse tipo de coisas mas se formos jogar na segunda liga obrigatoriamente que temos de subir de divisão, um clube como o Belenenses não pode estar na segunda liga.
A chamada à selecção e o estranho sonho adiado da estreia pela selecção nacional
Quando é que foste chamado pela primeira vez à selecção de Lisboa?
Já não me recordo ao certo mas julgo que tinha 12 ou 13 anos e joguei pela selecção de Lisboa de sub-13.
Como é que correu?
Na altura entravámos naqueles torneios com a selecção do Porto onde era só jogadores do Futebol Clube do Porto e do Boavista e nós era praticamente Sporting e Benfica, mas havia um ou dois jogadores do Belenenses e um ou dois do Estrela da Amadora, acho que o guarda-redes era o Hugo. Foi bom poder jogar com os meus colegas do Benfica, lembro-me que na selecção tínhamos mesmo uma grande amizade, Sporting e Benfica na altura quando éramos mais jovens, não é o mesmo que agora, porque pelo que os meus colegas me transmitem lá na selecção não é como antigamente, eu não estou lá dentro e não sei como as coisas são, mas acho que no meu tempo na selecção de Lisboa éramos mais amigos, os jogadores de Sporting e Benfica davam-se melhor. Eu lembro-me que dividia às vezes o quarto com o Pedro Miranda, que está agora no Benfica, e com o David Simão, lembro-me de estar sempre com eles, éramos mesmo um grupo, como se fossemos todos uma equipa, agora pelo que me dizem cá fora não sei se na selecção de sub-17, sub18 e sub-19 se é assim ou não.
Que escalões representaste?
As selecções de sub-13, sub-14 e sub-15.
E na altura jogavas com regularidade?
Sim, jogava sempre, jogávamos todos.
Este ano com a época que o Belenenses fez muitos foram os jogadores que tiveram a oportunidade de ser chamados para a selecção nacional. Infelizmente no teu caso ainda não tiveste essa oportunidade. Porque é que achas que ela ainda não surgiu?
Eu sinceramente não sei se devia dizer isto mas na altura em que o Pelé ia aos sub-19 eles tinham perguntado por mim, até me tinham dito que ia ser chamado. Sinceramente nunca senti isso como um objectivo, eu preocupei-me sempre primeiro em trabalhar e treinar bem aqui no Belenenses, mesmo depois do que me foi transmitido e pelo que o meu colega me disse que ia ser chamado, mas aconteceu-me uma lesão na virilha, uma pubalgia.
Quanto tempo estiveste parado?
Um mês e pouco e foi numa altura em que sentia que estava bem e que poderia ser chamado.
Sentes que podes vir a ser chamado brevemente pelo que tens feito?
Não sei, talvez. Agora com a minha ida aos seniores talvez tenha tido mais visibilidade...
Sentes-te triste por ainda não teres sido chamado à selecção nacional?
Não, de maneira alguma.
Achas que ainda vais a tempo de ter a tua oportunidade de representar a selecção?
Não sei, talvez sim, talvez não, mas não me sinto triste de forma alguma. Claro que é sempre bom, qualquer um gostaria de jogar na selecção, mas não é uma obsessão para mim, mas é obvio que se for chamado darei o máximo e vou aproveitá-la para trabalhar e treinar pela selecção, mas volto a frisar que não estou triste.
Fonte: Academia de Talentos, em entrevista realizada no Estádio do Restelo.
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Leixões e Belenenses abrem campeonato
A primeira jornada da Liga vai arrancar com a recepção do Leixões ao Belenenses. O Sporting joga no sábado (dia 15), enquanto FC Porto e Benfica entram em campo no domingo.Está marcado para o próximo dia 14 o arranque do campeonato nacional. A visita do Belenenses a Matosinhos será o primeiro encontro da Liga 2009/2010. A partida realiza-se às 20h10 de sexta-feira, dia 14 de Agosto, e será transmitida pela SP-TV1.
No sábado (dia 15) há transmissão televisiva de dois jogos: o Sporting de Braga-Académica (21h10, SP-TV1) e o Nacional-Sporting (19h15, RTP1).
Para domingo (dia 16) está reservada igual dose de futebol. O campeão nacional, FC Porto, entra em campo às 18h, frente ao Paços de Ferreira (SP-TV1), enquanto o Benfica recebe o Marítimo às 20h10, com transmissão no mesmo canal.
Os restantes jogos (V. Setúbal-V. Guimarães, U. Leiria-Rio Ave, Naval-Olhanense) não terão transmissão televisiva.
Será este Jonatas que está no Restelo à experiência?
Será que vamos ter artilheiro?
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O plantel vai-se compondp
Notas Previas:Acho engraçado os adeptos do Belenenses já admitirem os empréstimos.
De facto, a vida evolui, não é?
Pior é que houve alguém que fez um trabalho anti-Patinhas, ou seja, actuou como os Irmãos Metralhas e limparam o cofre do Restelo.
Os nomes não são difiíceis de adivinhar, mas o que essa gente lá fez é de arrepiar os cabelos a um negro, quanto mais a um branco.
Apre!
O Belenenses está à procura de um central que entre de caras na equipa, necessidade mais urgente de um plantel que aos poucos vai começando a ganhar forma. João Carlos Pereira já identificou as lacunas do grupo, é preciso também mais um avançado, mas a prioridade vai mesmo para o reforço do eixo da defesa.
Pelé, jogador que brilhou no Restelo, era o nome pretendido por treinador e Direcção, as negociações foram encetadas e embora a porta do regresso não esteja totalmente fechada afigura-se como muito complicado tirar o defesa de Inglaterra.
Não apenas pelo ordenado que Pelé aufere no West Bromwich mas também pelo facto de o central ter já a sua vida estabelecida em Inglaterra.
Perante este cenário, os dirigentes azuis viraram as suas atenções para outros alvos, sendo seguro que a contenção financeira não permite entrar em grandes aventuras. É nessa perspectiva que entra a possibilidade de um empréstimo por parte de um dos grandes, com o Benfica na frente devido ao recente negócio de Júlio César.
O nome de Marc Zoro era ontem comentado de forma insistente pelos adeptos, não é uma hipótese totalmente descartada mas é preciso lembrar que o jogador costa-marfinense aufere um vencimento elevado na Luz e o Benfica não estará na disposição de suportar sozinho o vencimento. E o Belenenses não está em condições de pagar uma parte substancial do mesmo.
O mais certo, portanto, é mesmo o clube do Restelo ir ao mercado por sua conta e risco, algo que deverá acontecer ainda durante esta semana.
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Que chatice...
Querem lá ver que vamos ter outro CésarPeixoto?E por falar nele, parece que o menino se prepara para fazer outra birra com o Salvador para ir para os braços do JJ.
Putos...
O interesse é muito falado, mas por agora nada de concreto garante Viana de Carvalho. O presidente do Belenenses garante que do Benfica não chegou ainda qualquer proposta pelo guarda-redes Júlio César.
Apesar da possibilidade go guarda-redes se transferir para os «encarnados», o brasileiro permaneceu esta segunda feira às ordens do treinador do Belenenses.
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Enterrando o Estrela

A comunicação social matou e enterrou o Estrela da Amadora e o seu cómico-maior António Oliveira, enquanto o diabo esfregou um olho.
Dia 30 do mês passado, com o convite ao Belenenses, por parte da LPFP para integrar a liga Sagres e da "caixa de charutos" enviada ao Oliveira, este manifestou a intenção de recorrer ao CJ e fechou para balanço.
Entretanto, no dia seguinte ainda veio a lume a demissão em bloco do departamento médico pelos habituais motivos e a meio desta semana alguns jornais davam a saber em notícia de escassas linhas que o Estrela tinha feito entrar o recurso.
Nada se espera deste recurso, até pela argumentação que o rapaz transmitiu para a imprensa e que a grosso modo, seria que o Belenenses também devia e obteve as declarações sem pagar. Aqui vale a pena perguntar ao rapaz o que é que ele tem a ver com isso? As declarações estão entregues e não são falsas, se o Belenenses acorda isto ou aquilo particularmente ou se os jogadores prescindem o problema não é dele.
No meio das trafulhices e descidas tardias, os célebres asteriscos continuam aí, com o Boavista no vai não vai, paga as multas ou não, arranja os tais 900 mil ou regeita o convite da Vitalis. Ao que chegaram os queimadores de camisolas... Claro que o Loureiros que gostam de microfones que se pelam, calaram-se de um momento para o outro antes que a PJ descubra mais alguma conta daquelas que eles andam à cata. Que se lixe o Boavista que a tribo ganhou aversão ao xadrez.
Dia 30 do mês passado, com o convite ao Belenenses, por parte da LPFP para integrar a liga Sagres e da "caixa de charutos" enviada ao Oliveira, este manifestou a intenção de recorrer ao CJ e fechou para balanço.
Entretanto, no dia seguinte ainda veio a lume a demissão em bloco do departamento médico pelos habituais motivos e a meio desta semana alguns jornais davam a saber em notícia de escassas linhas que o Estrela tinha feito entrar o recurso.
Nada se espera deste recurso, até pela argumentação que o rapaz transmitiu para a imprensa e que a grosso modo, seria que o Belenenses também devia e obteve as declarações sem pagar. Aqui vale a pena perguntar ao rapaz o que é que ele tem a ver com isso? As declarações estão entregues e não são falsas, se o Belenenses acorda isto ou aquilo particularmente ou se os jogadores prescindem o problema não é dele.
No meio das trafulhices e descidas tardias, os célebres asteriscos continuam aí, com o Boavista no vai não vai, paga as multas ou não, arranja os tais 900 mil ou regeita o convite da Vitalis. Ao que chegaram os queimadores de camisolas... Claro que o Loureiros que gostam de microfones que se pelam, calaram-se de um momento para o outro antes que a PJ descubra mais alguma conta daquelas que eles andam à cata. Que se lixe o Boavista que a tribo ganhou aversão ao xadrez.
Que se moralize o sistema de uma vez por todas.
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32 brazucas dão adeus à elite do futebol europeu
Notas Prévias:Este artigo foi retirado dum site electrónico brasileiro "Adepto Fanático".
E dá para perceber claramente a forma sui géneris como os últimos classificados de cada liga europeia foram ás compras no Brasil, encontrando o tal vasto mercado que o Sequeira II diz haver.
Pena não ter olhado para os que íam saíndo do Boavista e ficar com alguns, isso é que era. O Mateus fez uma boa época no Nacional.
E agora, com o desmatelamento total do Amadora, era de aproveitar o Varela, o Anselmo, o Nélson (está velho, mas ainda é bom), o Vidigal e o Celestino. Mas era já mesmo.
Fim de temporada no continente europeu, muita festa para os clubes campeões e para os jogadores brasileiros que se aventuram longe de casa em busca de sucesso. Porém, nem tudo é alegria no Velho Continente. Como em toda competição, também há derrotados, e nada pior do que ser rebaixado da elite do futebol, seja lá onde for o país.
Começando a viagem pela Europa em busca dos brazucas que fracassaram nesta temporada, temos a Alemanha. Wolfsburg levantando troféu de maneira inédita, tudo com a ajuda de Josué e Grafite. Mas, na outra ponta da tabela, Energie Cottbus e Karlsruhe também contavam com atletas nacionais. O meia Antônio da Silva, que iniciou sua carreira no Flamengo e tem o título da Bundesliga de 2006/2007 pelo Stuttgart em seu currículo, caiu com Os Azuis. Já no Energie, apenas Gilberto, que faz parte apenas do plantel, sem atuar no time principal.
Na Espanha, os fracos Numancia e Recreativo Huelva já eram quedas esperadas, mas quem surpreendeu negativamente foi o Real Bétis. O tradicional clube de Sevilha entrou na zona de rebaixamento na última rodada, levando jogadores conhecidos nossos ao naufrágio.
Na defesa, o jovem zagueiro Lima, ex-Atlético Mineiro, que recentemente foi especulado por Palmeiras e Corinthians. No setor de ataque, o experiente Edú, ex-São Paulo e Celta, passou grande parte da temporada machucado, e quando voltou não conseguiu ajudar sua equipe o suficiente. Agora, quem carrega o maior nome dentre esses atletas é Ricardo Oliveira. Com passagens por Valência, Milan, Santos, São Paulo e até Seleção Brasileira, o atacante deverá ouvir muitas propostas para retornar ao Brasil ainda em 2009.
Em solo francês, o desgosto ficou apenas com o pouco conhecido zagueiro Douglão, que, com apenas 22 anos de idade, desceu junto ao Nantes. Antes de transferir-se a França, em 2008, o jogador havia atuado por Coritiba e Internacional. Caen e Le Havre não contavam com brazucas na temporada.
A travessia do Canal da Mancha está feita, chegamos na Inglaterra. Uma das grandes perdas da Premier League foi o Newcastle. Um dos clubes mais tradicionais do país foi rebaixado com Cláudio Caçapa em sua defesa. O ex-atleticano já está com 32 anos de idade e deverá retornar ao Brasil ainda neste ano. Seu nome já foi ventilado como possível reforço do Palmeiras anteriormente. Ainda em solo real, um jogador que já era motivo de piada entre os brasileiros, Afonso Alves, terá que aguentar ainda mais. Após ser convocado por Dunga, foi contratado a peso de ouro pelo Middlesbrough. Sem sucesso, os dois naufragaram juntos.
De volta ao continente firme, mais precisamente a Itália, o Torino, dono de sete títulos nacionais, disputará a Serie B em 2009/10, mas sem levar nenhum brasileiro consigo. Situação diferente acontece na Reggina e no Lecce. No primeiro, o desconhecido zagueiro Santos, que saiu do Brasil com apenas 20 anos de idade, e o atacante Joélson, que estava emprestado ao Pisa, defenderão sua equipe na tentativa de retornar à elite.
Maior é o prejuízo no Lecce, que contou com o zagueiro Edinho, que outrora havia sido campeão mundial pelo Internacional, Ângelo, zagueiro de 27 anos que iniciou carreira no Corinthians, e Fabiano, meiocampista que chegou à terra da macarronada em 2001, vindo do Vitória.
Para finalizar, Portugal. País que concentra o maior número de brasileiros dentro de seus campos, a grande maioria desconhecidos do grande público. Com apenas dois clubes rebaixados, o primeiro foi o Trofense, que contou com Bessa, Edu, Paulinho, Edú Souza, Mércio e Milton do Ó, este último com passagens por Goiás, Paraná, e mais recentemente Fluminense.
Já no Belenenses a lista é mais extensa, treze jogadores, mais que um time. Júlio César, Carciano, Matheus, Baiano, Maykon Araújo, Alício, Vinícius, Marcelo, Wender e Saulo têm carreiras pouco conhecidas no Brasil. Com nomes mais familiares por aqui, a equipe também conta com o zagueiro Rodrigo Arroz, ex-Flamengo, o atacante Evandro Roncatto, revelação do Guarani, e Júnior Negão, atacante com rápida passagem pelo Corinthians.
Pois é, dezessete times rebaixados nas seis principais ligas européias, e 32 jogadores que levaram a bandeira do Brasil junta ao descenso das elites do futebol do continente. 32 que podem ver o caminho de volta à terra natal mais perto para o segundo semestre. A prova de que nem sempre quem vem do País do Futebol é bom de bola, ou pelo menos, não faz milagre.
Etiquetas: Day After, Época 2008/09, SAD

As lágrimas da anunciada despedida
A dor que sinto fica sinceramente confortada com as lágrimas que vi escorrer pelas faces abaixo, em especial das mulheres do Belenenses, as quais não só choravam, como torciam os dedos, apalpavam-se como que querendo que alguém lhes tirasse aquele filme de terror que se dignaram ir ver.A elas todo o meu respeito, dado que embora eu já tenha desaprendido de chorar, não deixo de interiormente aqui estar a velar um nado-morto que era aquela "equipa" de futebol.
Fico muito mal esclarecido neste aspecto: será que desta vez a culpa vai morrer solteira, tal como nas outras vezes em que descemos de divisão?
Será que não há responsabilidades que teremos de assacar a quem cometeu tantas e tantas asneiras em nome do futebol?
Será que ninguém se reune e vem solicitar, no mínimo numa AGE, para se exigir responsabilidades aos ex-gestores que destruiram a equipa e o despediram o treinador do ano passado?
Acabado de ouvir há algumas horas o Jorge Batista ele sintetitizou muito bem o que sucedeu ao Belenenses esta época e que aqui alertei vezes sem conta. Incompetência de quem diirige, pensando tudo saber e quem se lixa é o mexilhão: Clube e os seus sócios e adeptos.
Será que toda aquela orgia que tive de assistir no "Anda Pacheco" também fica impune, sendo mais que certo que o fulano já antes de nós tinha construído um equipa no Vitória de Guimarães que deu origem à sua descida de divisão há cerca de 3 anos?
Em termos individuais há dois grandes culpados que, a meu ver, terão de prestar contas pelos sucessivos erros de casting nas contratações e eles são Fernando Sequeira e João Barbosa, sendo que o primeiro contratou um contentor de jogadores sem qualquer qualidade e o segundo de futebol demosntrou nada perceber.
Que fizeram a cerca de 8 milhões de euros para, afinal, com tanto e tanto dinheiro, numa época de crise, acaba-se por descer de divisão? Tanto e tanto dinheiro mal gasto, aqui sim com apelo à tão propagada em tempos de "Gestão Danosa". E agora, que fazer a estas 2 gestões danosas? Vai a culpa morer solteira?
E daqueles que exigiram aos dirigentes: emprestados nunca mais, quando é certo que em época de dificuldades, os salários dos ditos estão à partida garantidos?
Que benefícios nos trouxe e substituiçaõ dos centrais (Arroz, Carciano e Alex) pelso frágeis Ávalos e Zarabi? Ou seja, em Janeiro andou-se a desperdiçar numa segunda via, recursos financeiros sem quaiquer benefícios para o plantel e basta olhar para a forma incrível como hoje se consentiram aqueles 3 golos, sem marcação alguma, sendo que o 1º golo os nossos centrais andaram aos pulinhos, enquanto o avançado benfiquista saltou.
Mais ainda, se na primeira volta fizemos 14 pontos, na 2ª volta, com Jaime Pacheco, essas contrataçõe e rescisões a condizer deream-nos apenas 10 pontos. É esst a realidade do trabalho da SAD afecta à ex-Comissão de Gestão.

Mas há outro nível de responsabilidades, pois há, e esse é da inteira responsabilidade de alguns sócios, pelo adiamento do acto eleitoral, o qual atrasou o processo de substituição do treinador e é extremamente penoso para mim ouvir da boca do repórter da SportTv que se nós lá tivessemos metido o Rui Jorge e não o Pacheco, não estávamos a passar por isto.
E é penoso, porque na contratação do Pacheco, e para quem me lê, sabe perfeitamente que tive sempre os dois pés atrás e bem seguro a uma bengala para não cair.
Era a fase da asneira do Anda Pacheco, em que todos cairam na esparrela da incompetência dum sádico em nem sequer saber manejar um telemóvel e depois de ter assegurado o Jorge Costa, marca a tecla do telmóvel deste e chama-lhe Jaime.
E foi assim que descemos.
E foi assim que em circunstãncias diferentes mas com os mesmos resultados que Jaime Pacheco passa pelo Restelo e pelo Afonso Henriques para cumprir as descidas de divisão dos emblemas mais odiados pelso do Bessa. Coincidências, certamente.
Se com o mal dos outros posso eu bem, não deixa de ser caricato que quando se andou na fase da asneira do "Anda Pacheco", e já aqui se vê que a fase da asneira deixou de ser patente do Sequeira Nunes, que houveram vitorianos que nos fartaram de avisar que com a contratação do Pacheco o nosso destino seria a descida de divisão. Fartei-me de ler isto em blogues deles e em comentários dos intervenientes nas nossa notícias de vitorianos a avisarem-nos para não cairmos no logro dessa contratação.
Voltando ao que ora mais quero que se assista no Clube é por uma vez, e finalmente, ver qual a prioridade da direcção: se o Futebol se as excedentárias modalidades e, nestas, se o futsal vai manter aquela equipa milioninária e se o andebol não necessita de ajustamentos em jeito de mera competição.
Do rugby recuso-me a falar de uma modalidade que já está a evoluir para a sua autodeterminação, que, por mim, está concedida desde já.

Mas há outro nível de responsabilidades, pois há, e esse é da inteira responsabilidade de alguns sócios, pelo adiamento do acto eleitoral, o qual atrasou o processo de substituição do treinador e é extremamente penoso para mim ouvir da boca do repórter da SportTv que se nós lá tivessemos metido o Rui Jorge e não o Pacheco, não estávamos a passar por isto.
E é penoso, porque na contratação do Pacheco, e para quem me lê, sabe perfeitamente que tive sempre os dois pés atrás e bem seguro a uma bengala para não cair.
Era a fase da asneira do Anda Pacheco, em que todos cairam na esparrela da incompetência dum sádico em nem sequer saber manejar um telemóvel e depois de ter assegurado o Jorge Costa, marca a tecla do telmóvel deste e chama-lhe Jaime.
E foi assim que descemos.
E foi assim que em circunstãncias diferentes mas com os mesmos resultados que Jaime Pacheco passa pelo Restelo e pelo Afonso Henriques para cumprir as descidas de divisão dos emblemas mais odiados pelso do Bessa. Coincidências, certamente.
Se com o mal dos outros posso eu bem, não deixa de ser caricato que quando se andou na fase da asneira do "Anda Pacheco", e já aqui se vê que a fase da asneira deixou de ser patente do Sequeira Nunes, que houveram vitorianos que nos fartaram de avisar que com a contratação do Pacheco o nosso destino seria a descida de divisão. Fartei-me de ler isto em blogues deles e em comentários dos intervenientes nas nossa notícias de vitorianos a avisarem-nos para não cairmos no logro dessa contratação.
Voltando ao que ora mais quero que se assista no Clube é por uma vez, e finalmente, ver qual a prioridade da direcção: se o Futebol se as excedentárias modalidades e, nestas, se o futsal vai manter aquela equipa milioninária e se o andebol não necessita de ajustamentos em jeito de mera competição.
Do rugby recuso-me a falar de uma modalidade que já está a evoluir para a sua autodeterminação, que, por mim, está concedida desde já.
Etiquetas: Clube, Época 2008/09, SAD


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