A privatização do Estádio dos Barreiros



Notas Prévias:

Prosseguem a bom ritmo os atentados aos impostos dos contribuintes portugueses.

Desta feita a já famosa pouca vergonha de Alberto João Jardim tratou de privatizar o Estádio dos Barreiros, doando-o, como se fosse coisa sua, ao Marítimo, fomentando mais uma clara situação dedesigualdade entre os restantes clubes.

Não basta já o dinheiro do orçamento do governo regional que vai direitinho para as SAD's locais, ainda mais esta.

Este cavalheiro, para utilizar palavras dele, vai no sentido inverso de "chefe" dele. Um é esbanjar de dinheiro em apenas duas ilhas, atingindo já um grau de desenvolvimento superior a grande parte da União Europeia(basta, aliás, ver as marcas exibidas nas montras do Funchal) e a outra, se fosse para o poleiro, mandaria parar tudo quanto é obra pública com as consequências nefastas de todos conhecidas, nomeadamente ao nível do emprego/desemprego.

Não consigo entender como pode um indíviduo, sem qualquer concurso, sem que se conheça que a defesa do erário público passa justamente por fazer rendibilizar a favor das populações as infraestruturas locais construídas do bolso do contribuinte vá parar a uma entidade privada, desta feita um clube de futebol.

E, não contente, está a ajudar a recosntruir o novo Estádio dos Barreiros que a imagem aqui junta vai ter daqui a cerca de 1 ano.

Também não entendo da passividade dos restantes clubes da I e II Ligas que vivem com conhecidas dificuldades, sendo certo que em alguns casos por efeitos de terem construído estádios para o Euro2004 ou de outras infraestruras para esse evento, tiveram de pagar do seu bolso a sua quota parte, salvo erro à data fixada em cerca de 75% do valor da obra.

E, para além de terem suportado, se é que ainda não estão a pagar as amortizações do capital pedido aos bancos, viram o seu futuro desportivo irremediavelmente condenado ao insucesso. Ou algém duvida que o caso do Boavista, embora contenha factores extra, não configura, também, um caso de enrquecimento sem causa, sendo certo que o pagamento das amortizações do capital também foi factor para o estado em que esse clube se deixou levar.

Na altura em que Ramos Lopes declinou o convvite em que o Estádio do Restelo fosse um dos palcos do Euro 2004 fiquei pior que estragado. Porém, vistas as coisas a esta distãncia, talvez tenha sido uma medidad acertada, sendo certo que ao menos, conseguimos fundos do II Quadro Comunitrário de Apoio, através do Instituto Nacional do Desporto, para lavar a car ao Restelo.

Para os sonhadores, direi que se o Belenenses se metesse a fazer um novo estádio, entõa era só contar pelso dedos de uma mão a queda à Boavista, isto se o Estádio fosse fieto apenas e só pelo Clube.

Alternativas? Até há, se o município de Lisboa desse ao Belenenses a possiblidade de reestrutra o seu Complexo Desportivo mediante parceria a estabelecer com uma construtoora, estando subjacente a entrega de terenos e autorização para se poder construir determinada volumetria de edifícios. Não vejo outra possiblidade que nos faça sonhar em ter um novo estádio, se bem se querem que vos diga, gosto muito do nosso Estádio do Restelo.

O Marítimo já colocou as suas bandeiras no Estádio dos Barreiros, numa forma de identificar aquele recinto como sendo seu. Nesta fase, as obras decorrem a bom ritmo, tendo sido já demolido o antigo sector do peão, que será agora coberto com tapumes, de forma a que os espectáculos desportivos possam decorrer na normalidade. Dentro de 14 meses, previsivelmente, o novo estádio dos “verde-rubros” estará concluído.

Enquanto prosseguem as obras de reestruturação do Estádio dos Barreiros, o Club Sport Marítimo identificou já o recinto como sendo seu, colocando, em duas hastes existentes na zona da bancada central, a sua bandeira.

O recinto irá sofrer uma total transformação, passando do actual cenário em que, apesar da sua enorme beleza, se encontra desajustado para a realidade da época, para outro mais apropriado. No seu lugar, irá, pois, nascer um moderno estádio de futebol, pertença do Marítimo, dotado de equipamentos e espaços modernos, de modo a corresponderem ao conforto e bem-estar, não só dos próprios utilizadores, como também dos amantes da modalidade, no caso os simpatizantes “verde-rubros”.

Tal será feito sem prejuízo da sua utilização, pelo que, na prática, o estádio não será desactivado no decorrer da temporada. Será sim alvo de obras por etapas, sendo nesta fase alvo de intervenção o sector do peão.

Quando dentro de doze dias o Marítimo ali receber o Leixões, em partida da segunda jornada da liga portuguesa, o acesso ao peão estará, naturalmente, interdito, com esse sector protegido por tapumes, de modo a que o espectáculo desportivo possa acontecer sem sobressaltos. Os utentes desse sector serão encaminhados para as cabeceiras, diminuindo, significativamente, a capacidade do estádio.

Previsivelmente, as obras irão decorrer durante 14 meses, pelo que se afigura que a inauguração possa ser concretizada aquando do dia do centenário do clube, a ser cumprido a 20 de Setembro de 2010.

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Equipa pé-descalço



No tempo em que trabalhava lá por baixo, quer no ex-Gabinete da Área de Sines, quer no ex-IGAPHE ( reparem que tenho trabalhado em vários ex-institutos e ainda me dizem que o peso do Estdo é excessivo), mais precisamente no sector da habitação, tínhamos uma equipa que ela prória se auto-intitulava de "Equipa Pé Descalço", justamente porque sendo composta por trabalhadores de várias especialidadaes (electricidade, pedreiro, canalizador, etc) ocorriama a todos os casos de reparação urgente do que se tivesse avariado onde houvessem casas nossas. Daí me ter inspirado nesta equipa para o post de hoje., não por razão directa, mas pelo oposto da razão de ser daquela equipa.

Ou seja, nós em Portugal na área do Futebol temos uma vasta equipa de agentes com um único fim: a promoção, ao menos interna, das virtudes e do grandiosismo de três clubes em contraponto com todos os restantes.

E neste sentido, é sabido que existe em cima da mesa da LPFP como tema permanente de discussão o futuro dos campeonatos em Portugal e quem os deve compor a prazo, quer em número de partoicipantes, quer em critério selectivo e direccionado na matriz de seelcção.

Não estou muito longe de errar que os tais emblemas do costume, os chamados estarolas, ficarão sempre a fazer parte do figurino,seja ele qual for.

E aqui é que reside o busílis da questão.

Este ano para se dsepachar o Estrela da Amadora, criou-se uma regulamentação de excepção que teve vários outros emblemas como fogos secundários e que por via disso, ou cessaram a acatividade ou fecharam as portas ao futebol, até haverem melhores dias.

Essa regulemtação de excepção, para além de ter sido mal aplicada, porque outros clubes podiam e deviam ter ficado de fora só na I Liga e aqui vem ao de cima o caso evidente do Leixões e caso meio-evidente do Vitória de Guimarães, devendo serem melhor anlisados os casos de clubes da região centro.

Isto para não falar já de que é politicamente incorrecto excluir-se determinados emblemas.

E aqui bate de novo o busillís da questão da honorabilidade de quem deve estar ou ser excluído das competições profissionais.

Os tais 2+1 clubes são casos acabados de dívidas fabulosas, algo que o nosso imaginário mal consegue perceber como é possível tais clubes existirem, quanto mais apelidarem-nos de grandes. E, digo-o com veemência: quanto mais serem autorizados a competir!

Fernando Guerra escreveu, a exemplo do Sporting, da sua setubalização, querendo com isto dizer que os terrenos para os quais tal clube resvalou serem idênticos aos do Vitória de Setúbal, ou seja, desprovidos de património não hipotecado e com dívida de mais de 250 ME à banca, em especial ao BES.

Como seria isto possível no nosso Belenenses, onde cada tostão conta?

O caso do Benfica já veio exigir a que com mais assiduidade do que se esparava que o respectivo presidente venha a público defender a política de aquisições sem se perceber onde nasce o dinheiro, sendo certo que neste momento geraram uma outra actividade que está a ser novo sorvedouro de capitais e sem retorno à vista, que foi a criação do canal de televisão privado.

Os associados do Belenenses passam a vida a falar em míseras quantias do que se ganha ou deixa de ganhar com a compra ou venda de determinado jogador e ainda não caíram na real que consiste,a meu ver, criar a tal dívida astronómica a partir da qual toda a entidade bancária terá todo o interesse em manter a instituição devedora de pé, por forma a garantir os pagamentos mínimos do crédito mal parado. E de preferência concededndo créditos de gerem outras novas rceitas, as quais gficaraão automaticamente retidas pelo período de anos que se convenecionar pagar a dívida: vidé o caso dos 40 ME da Sagres ao Benfica esturrados num ano e pagos em 20.

É, aliás, isso que também se ouve em Setúbal quanto ao apoio parcial de alguma banca no sentido de ela não perder tudo quanto emprestou e tentar recuperar algum.

Os nossos 12 ME de dívidas para além de não me incomodarem em especial, também não são, pelo que atrás expus, motivos suficientes para que a banca nos venha amparar, dado que mais de 12 ME temos nós em terrenos, bastando, para tal, saber o que fazer com os ditos terrenos inaproveitados que lá estão.

CONCLUÍNDO
Posto o que hoje aqui me trouxe, o campeonato da I Liga deste ano e futuros continuam inquinados de equipas artificialmente construídas para gerarem receitas para pagamento das prestações à Banca, pelo que este é mais um factor de concorrência desleal daqueles que têm poder para ir ao banco em relação a outros, como nós, que preferimos ser pobres e honrados, mas sem possibilidades de aspirar a ser de novo campeão nacional, dado que a banca agora é quem vai decidir a quem empresta a massa para se ser campeão, nem que tal seja caso efémero, ms ao menos permite vender o tal merchadising cujas receitas, na certa, estão a ir direitinhas para o balcão do banco mais próximo.

Se pensarmos que também temos esse poder e se soubermos aproveitar os nossos terrenos e a nossa marca e rendibilizá-los, então estou em crer que deixaremos o pelotão daqueles que a mais não aspiram que não seja um lugar no meio da tabela.

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BRONCA NO GALINHEIRO !!!



O Malheiro não toma banho! As gajas são boas! Conhecem mais de gajas que de jogadores...

Aparece por lá o gajo que toma conta do som no Belenenses ao pé das gajas...

De resto um trabalho da SIC ao nível dos Vices do Restelo... E a organização só é melhor pela quantidade de "gajas" (não vi as do Restelo porque estava na bifana, mas constou-me que valia a pena).

Para a blogosfera a lista de jogadores dava jeito, para evitar andar a chamar Yontcha a outro, mas se fôr para mandar listas à benfica, deixem estar.

Desculpem lá usar o "cesto do pão" transformado em galinheiro, mas é humor para pagar ao Araújo Pereira !!! Humor grátis !!!




Não esqueçam de ler o post abaixo, isso é que é Belem!

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Fernando Mendes droga-se?




E se o Fernando Mendes fosse dar banho ao cão?

Fernando Mendes, 42 anos, fumador em toda a carreira como assume, drogado às vezes, ex-jogador do Belenenses e que passou por todos os clubes campeões nacionais resolveu lançar um livro. Chama-se "Jogo Sujo".

O rapaz lá resolveu meter a boca no trombone e confessar que jogou drogado, protegeu os clubes com claques que lhe pudessem dar uma trepa e dá a entender que terá sido nos médios e pequenos que cometeu o pecado.



Por vezes envolve colegas nas acusações de doping, mulheres nos estágios, corrupção, treinadores a extorquirem dinheiro a jogadores num emaranhado do “diz que disse mas não disse” com dedo acusatório ao Boavista e ao Belenenses.

Como jogador terei que dizer que foi mediano e não me deixou saudades das poucas vezes que o vi jogar com a camisola azul, em boa verdade nem com as outras.

Como jogador profissional, jogou:

Sporting (de 1985 a 1989)
Benfica (de 1989 a 1991)
Boavista (1991/92)
Benfica (1992/93)
E. Amadora (1993/94) 7º
Boavista (1994/95) 9º
Belenenses (1995/96) 6º
F.C. Porto (1996 a 1999)
Belenenses (1999/2000)12º
V. Setúbal 2ºII 13º(2000 a 2002)

Ora jogou no Belenenses (1995/96) 6º lugar no campeonato com 14 vitórias, 9 empates e 11 derrotas e em (1999/2000) que alcançámos elevado 12º com 9 vitórias, 13 empates e 12 derrotas. Será caso para perguntar se o milho que o rapaz tomava não era mesmo da maçaroca porque nos resultados não se vê aquela vitalidade que garante ter havido. A vacina antirrábica já sabemos que nem sempre fazia efeito.

É claro que por questões caseiras descarta-se e aponta o dedo aos colegas por atenderem nos estágios as garinas que iam pedir autógrafos ao quarto dos jogadores durante a noite que ele não era dessas coisas, mas fica sempre bem no livro. Compreendi-te!

Como convém os casos invocados são crimes que não regista a data mas o mais certo é terem prescrito.

No fundo é giro algumas respostas a perguntas que aproveita para divulgar o livro:

A partir dos "vinte e tal anos", houve três clubes onde teve "grandes épocas": Porto, Boavista e Belenenses. Dopou-se no Porto?

Não.

E no Boavista ou no Belenenses?
Não respondo.

Antes destes clubes nunca se tinha dopado?
Que eu soubesse não. Quando chegava a um clube havia muitos medicamentos e nem sempre era informado do que andava a tomar. Havia clubes que nos davam cápsulas sem qualquer nomenclatura ou a marca do medicamento. Hoje o controlo é mais apertado e os clubes não arriscam tanto.

Então como é que diz que não foi dopado? Não sabia a milho?

"Havia jogos em que entrávamos no balneário e perguntávamos: onde está o milho? Aparecia o massagista com uma bandeja recheada de seringas para dar a cada um. Parecíamos galinhas de volta do prato, à espera da vez"

Fernando Mendes diz que todos sabiam, mas ninguém se insurgia. Colegas falam de busca de protagonismo pelo antigo internacional.

"Cada um que fique com a sua consciência", atira João Vieira Pinto, seu companheiro no Benfica, Boavista e selecção. "Nunca precisei de tomar nada para vencer. É uma das coisas de que mais me orgulho na vida", refere, assumindo-se um crítico severo do uso de doping. Colega de Mendes no Belenenses, Taira mostra-se surpreso com a atitude do autor de "Jogo Sujo", acusando-o de querer protagonismo. "Nunca usei ou vi colegas a consumir doping e duvido que tal tenha sucedido no Belenenses", sustenta Taira. "Fomos sujeitos a vários controlos e não houve casos positivos", acrescenta. Tulipa, que se cruzou com Fernando Mendes em épocas diferentes, também nega ter assistido a algo suspeito.

Tais situações são ainda "novidade" para os então presidentes do Boavista e do Belenenses, dois dos clubes indiciados na autobiografia. "Não tenho conhecimento de tal", sustenta Valentim Loureiro, que remete a eventual responsabilidade destes actos para o jogador e para os médicos ou massagistas de então. "Isto é uma parvoíce", frisa José António Matias, alertando que o "jogador devia ter denunciado tais práticas era na altura".

Segundo Luís Horta, director do Conselho Nacional Anti-Dopagem (CNAD), o número de casos positivos no futebol tem diminuído substancialmente em relação aos anos 90 - rondavam os 2% das amostras recolhidas contra os menos de 1% nesta década. Em 2008, houve apenas 3 casos, equivalentes a 0,3% das análises. "Hoje, os controlos são muito diferentes, realizados sem aviso prévio, em competição e fora dela, à urina e às vezes ao sangue", diz Luís Horta, que não tem dúvidas que "é impossível um clube ou atleta saber que será alvo de controlo".

Os clubes são sorteados por sistema informático e os jogadores sorteados 15 minutos antes do final do jogo. Este sistema foi montado no final de 90, após a PJ, em colaboração com o CNAD, ter detectado que um funcionário deste organismo e um médico com ligações a clubes "vendiam substâncias dopantes e informação de controlos", o que levou à prisão dos dois implicados.

“... no final de um jogo em que tínhamos usado «doping», chegávamos ao balneário e pedíamos a «anti-raiva»: uma cápsula que nos era dada para baixar a dose que tínhamos tomado anteriormente”

Olha, vai dar banho ao cão e aproveita lava a boca.

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Sindicato para que te quero



Evangelista ameaçou a liga de greve no início do campeonato caso os salários em atraso continuassem uma constante, mas antes disparou em várias direções no que se refere ao (in)cumprimento, ignorando as práticas contratuais que vigoram em cada clube. Seria a sério ou a brincar?

Na qualidade de negociador do contrato de trabalho do sector, competia-lhe a ele ( por parte do sindicato) propôr e negociar datas rígidas com os representantes do patronato e organizadores das competições. Não se conhecem os termos exactos das negociações mas constacta-se que a rebaldaria é uma constante pelo que concluo não terem chegado a firmar nenhum compromisso, tanto é que em cada clube as práticas divergem, para além dos incumprimentos ou atrasos pontuais ou sistemáticos que se fundem até ao "é para esquecer...".

A lei consagra como atraso os salários não pagos após 30 dias de vencidos, permitindo a partir deste prazo mecanismos de apoio social e intervenção do estado. Evangelista parece querer desconhecer o preceito, aproveitando para fazer tábua raza entre os que não pagam meses a fio e os que momentaneamente têm problemas de tesouraria e falham uma ou duas semanas. Será portanto, conivente com o sistema, disfarçando mal a direcção em que dispara de tempos em tempos as suas atoardas.

O homem tido por forte do sindicato bem podia apontar os clubes que não estão em condições e não cumpriram os pressupostos financeiros, afinal conhece-os e estará dentro da realidade aproximada ou pelo menos conhece os contornos. Nada disso, optou pelo elo mais fraco que neste caso é o Estrela.

Virar baterias ao Estrela da Amadora de alguma forma vem ao encontro das nossas conveniências e poupa-nos alguns aborrecimentos, mas e os outros que não cumprem? Decerto não será o Belenenses que tem a obrigação de ser o polícia da liga e ter que aturar meio mundo pela mau funcionamento do sistema. Já nos chegam as nossas pendengas caseiras e as tropelias dos afilhados do Vitor Pereira.



Cabral Ferreira recusava-se a receber o rapaz porque não percebia se ele pedia uma reunião como advogado, como presidente do sindicato ou como empresário de jogadores, uma vez que o dito tinha o condão de misturar as coisas a seu belprazer e conveniência. Outros pressupostos responsáveis do clube até rastejaram para ele como se fosse o salvador do futebol, serão feitios vá-se lá saber o porquê.

Nestes arrazoados que no CAS temos vindo a desenvolver, foram identificados todos os pontos fracos e deficiências do sistema, sublinhando os que se justificavam para o imediato e abordando pela rama os restantes para não dar muito nas vistas nem nos armarmos em justiceiros que em nada beneficiaria o Belenenses.

A LPFP e a FPF com os seus orgãos jurisdicionais não querem saber e empurra para os clubes que se sentirem prejudicados o ónus da queixa, porque estão mais preocupados com as multinhas que lhe dão as receitas para compôr o orçamento, que com a qualidade das organizações que promovem. Para o efeito nem se importam de fazer o papel bacoco do tipo "goal average" e isso sim foi perder na secretaria contra o sistema e por culpa dos dirigentes dos lesados que não procederam em conformidade.

No caso em apreço, não se trata de ganhar ou perder em campo, mas sim de admitir os que têm condições de entrar em campo, o que será substancialmente diferente.

É certo que muito por culpa própria, o Belenenses deixa-se cair nestas situações do fundo da tabela e depois acaba por sofrer com a imoralidade do sistema, uma vez que tem que fazer o trabalho que as instituições não cuidaram durante a época.

Será sina? Pois bem, desta vez o Evangelista acudiu porque lhe foram ao bolso ( o Estrela deve ao fundo do sindicato ) se é que foi só às verbas sindicais, porque não me admiraria que o rapaz viesse a colocar alguns jogadores por via da sua condição de empresário, auferindo paralelamente pelo serviço.

Sob o título Evangelista fala em inscrição imoral - CASO CLUBE CUMPRA PRESSUPOSTOS FINANCEIROS,(diria antes que a LPFP desse como cumpridos) o jornal record online escreve:

O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, afirmou esta quarta-feira que seria imoral se o E. Amadora conseguisse cumprir os pressupostos financeiros para a inscrição na Liga portuguesa 2009/10.

"Toda a gente está à espera de uma resposta adequada àquilo que foi a situação de incumprimento. Não acredito em milagres. O trabalho tem de ser feito ao longo da temporada. A verdade é que seria imoral se o Estrela, não tendo cumprido ao longo da temporada, viesse agora a ter um tratamento anormal", afirmou.

O líder sindical, que falava à margem do encerramento do projeto Escola, Futebol e Cidadania, no Estádio Nacional, no Jamor, Evangelista disse que seria "uma surpresa se o Estrela se conseguisse inscrever, quando todos os jogadores rescindiram e continuam credores do clube. Mas o futebol português, no final das épocas, é pródigo em surpresas".

O E. Amadora não pagou qualquer ordenado aos seus futebolistas ao longo da última temporada, tendo visto grande parte dos seus futebolistas rescindirem os seus contratos.

Joaquim Evangelista diz que não quer acreditar que "possa haver uma habilidade que venha a permitir a inscrição, seria um caso a acrescer àqueles que afectam o futebol português. Compete agora à Liga exigir rigor para a próxima época. Isso começa no licenciamento. Todos sabemos quais foram os prevaricadores reincidentes, que não respeitaram as regras e que não merecem estar no futebol profissional. Vamos acreditar que esses não vão estar a competir, porque não têm condições para isto", destacou.

O presidente do SJPF, lamentando o excesso de jogadores estrangeiros no futebol nacional, defendeu um maior investimento nos futebolistas portugueses. "Um investimento que terá retorno mais tarde ou mais cedo. O que constatamos é a aposta maciça em jogadores estrangeiros. Isso preocupa-me, porque os nossos jogadores têm qualidade suficiente para actuar nas competições nacionais", sustentou.



Mexer muito com o sistema é uma chatice e sempre se perde a oportunidade de ir dizendo "umas coisas" para a comunicação social, de vez em quando, quando não comprometendo as actividades paralelas de advogado e/ou empresário de jogadores que se vão misturando pelo caminho. Afinal são oportunidades de negócio ao bom nível de "uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto". Resta saber para quando umas cláusulas de incompatibilidades nos regulamentos da liga.

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O moralista Rio Ave...também com salários em atraso



Fonte: jornal O Jogo

Dizia António da Silva Campos, presidente do Rio Ave na edição de 29 de Abril o seguinte:

Vamos pagar esta semana o mês de Abril. Poucos clubes devem pagar ao dia 1 ou dia 2, como nós. Assim, lutaremos com todas as forças para que o projecto seja aprovado em assembleia geral», defendeu o presidente do clube vila-condense, realçando que, na sua morada, também está tudo regularizado com o Fisco.
Há muitos clubes com ordenados em atraso que os justificam com erros de direcções anteriores. Também acontece, mas por parte de elencos que não medem as responsabilidades e entram em projectos acima das possibilidades dos seus clubes.»
Tentações a que o Rio Ave soube resistir.
Em Janeiro, por exemplo, tivemos cuidado na reabertura do mercado. Podíamos ter entrado em loucuras, mas pensámos no futuro. Outros não agiram assim e, sem querer falar em nomes, reforçaram-se da forma que sabemos.
Vale a pena ter os ordenados em dia. Tem de haver transparência e honestidade para se melhorar a imagem do futebol. O tema é delicado, pois são muitos clubes... Ficamos a pensar como se vai formar a Liga na próxima época. Se tem de haver verdade desportiva, há que fazer algo para evitar a repetição destes dramas.

Porém, na edição do dia seguinte, dia 30 de Abril e no mesmo jornal vem isto:
Rio Ave impedido de registar contratos

O Rio Ave está impedido de registar novos contratos, assim como renovar os existentes, anunciou esta quinta-feira o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.
Em causa está a falta de prova de pagamento de indemnizações de formação desportiva por parte do clube de Vila do Conde a Macedo de Cavaleiros e Bragança.

Mais oito clubes punidos

A mesma punição, também em processos relativos a direitos de formação, foi ainda aplicada a mais oito clubes: Atlético, Odivelas, Pescadores da Costa de Caparica, União de Coimbra, Estoril-Praia, Tires, Vianense e Mealhada.

Será brincadeira da FPF na certa, porque se calhar a razão está do lado do presidente de Vila do Conde.
Não deixo de pensar no Frielas...e no Almada...ou nas pinoquices.

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CML entrega valioso património ao Sporting



Notas Prévias:

Em 13 de Novembro do ano passado
publiquei aqui uma entrevista efectuada ao nosso consócio Luís Batista e entre as perguntas que lhe formulei, veio à baila, como não podia deixar de ser, a questão da rendibilização do Belenenses e a forma como poderemos aproveitar dinheiros extra para além das receitas habituais, as quais face ás tremendas responsabilidades assumidas de forma leviana por recentes direcção e CG deixam-nos com o credo na boca, volta que não volta.

Eis a questão e a resposta então formuladas a Luís Batista:
LO - Esta entrevista já vai longa, mas há algo que sempre me preocupou que consiste na rentabilização do património do Clube. Na sua opinião, temos Estádio a mais e campos a menos? De que forma adequaria os cerca de 13 hectares de terreno para deles rentabilizar em receitas próprias e permanentes? É adepto do projecto imobiliário dentro ou fora dos nossos terrenos desportivos, sendo certo que a autarquia lisboeta é devedora de lotes de terreno urbanizáveis?
Temos campos a menos isso é uma realidade, a nossa formação tem que trabalhar com dignidade, é a base de tudo em termos de futuro para a nossa SAD, é evidente que não é só campos que falta a formação é muito mais, mas isso era outra conversa.
LB - Eu não compro a conversa dos tais projectos imobiliários que aparecem sempre em alturas de eleições, é areia para os nossos olhos, porque só quem não esta dentro da realidade é que pode esperar que neste momento que a CML nos entregue de mão beijada lotes de terreno, isso só vai acontecer depois de muita luta com a Câmara
Temos que ser realistas, a CML neste momento não vai entregar nem um lote de 50m2, portanto só depois de sabermos o que temos é que podemos projectar.
Não acredito que seja autorizado alguma alteração ao Complexo do Restelo.

Honestamente, nesta questão não posso partilhar da opinião dele, uma vez que entendo que podem haver mil e uma soluções de índole urbanística que viabilizem o integral aproveitamento dos terrenos do Restelo, assim saibamos dotar aqueles espaços de actividades rentáveis e que se complementem umas com as outras, por forma a atrair gente ao Restelo.

Digamos, que seria necessário fazer uma espécie de plano director do Restelo (PDR), que seria a nossa cartilha de aproveitamento e ordenamento do terreno, o qual, no entanto, nececssitaria que alguém lá fizesse o necessário estudo de levantamento topográfico, coisa que Cabral Ferreira pensou fazer no ano antes de falecer convidando um associado a trabalhar gratuitamente para o efeito, coisa que eu sei ele ter aceite e cujos trabalhos, embora existentes, não estão a ser aproveitados para coisa nenhuma.

Isso é fundamental para licenciar as diversas construções que lá estão implantadas naqueles 13 hectares, dado que o pavilhão e as piscinas são absolutamente construções piratas. Apenas o Estádio está licenciado pela CML.

Sem um mínimo de credibilidade do que pretendemos fazer daqueles terrenos, ninguém nos deixa lá fazer coisa alguma e aqui terei de concordar parcialmente com o Luís Batista.

Todavia, o Belenenses precisa urgentemente de gerar novas fontes de receita para viabilizar o Clube e para credibilizar a SAD dotando-a dos activos nececssários à sua permamente renovação sem sobressaltos.

E isto não depende apenas das transferêncisa financeiras do Clube para a SAD, mas também da exploração possível dos produtos marca Belenenses via merchandising e, também, pela criação urgente de uma loja online, através de um renovado e sedutor site oficial, propondo desde já que as modalidades não possam gerar dinheiro através da contra manufactura de produtos de um símbolo patenteado que é caso do nosso emblema.

São assuntos que esta Diercção vai ter de implemntar, porque aquele leviano empréstimo vai entalar-nos a tesouraria durante bastante tempo. Tempo esse que não podemos perder.

Entretanto, os outros vão tendo da parte do Estado os habituais favores em cadeia, na atribuição de terrenos que envergonham uma sociedade democrática, gerando uma forte concorrência desleal entre clubes, como foi o recente caso de atribuição de valioso património pela CML ao Sporting.

Favores esses que nos concedem autoridade moral para reevindicar semelhante tratamento e para começar, podíam devolver-nos as Salésias, ou em alternativa, deve a DIrecção ponderar a instauração para ser apreciada em tribunal a leviandada do esbulho das Salésias e dos respectivos encargos financeiros , juros de mora e o demais legal, para além dos inquantificáveis prejuízos de ordem desportiva com repercussão na vida financeira.


A Câmara Municipal de Lisboa e o Sporting fecharam hoje um acordo de princípio que passa pela entrega de património edificado pertencente à edilidade ao clube para reabilitação urbana, anunciou António Costa. O presidente do município falava aos jornalistas no final de um almoço com a direcção cessante do Sporting, clube que elege sexta-feira os órgãos sociais para os próximos três anos.

Este acordo surgiu na sequência de uma decisão da câmara de inviabilizar a construção num lote que é propriedade do clube, situado junto ao antigo estádio José de Alvalade. Desse diferendo entre as partes surgiu um tribunal arbitral que veio dar razão ao clube, determinando que a edilidade, depois da avaliação dos terrenos em causa, cederia ao Sporting outros lotes com idêntico valor (cerca de 24 milhões de euros).

"Houve uma proposta interessante que nos foi apresentada", disse António Costa, esclarecendo que a mesma não passa pela entrega de terrenos ou dinheiro ao clube, "mas por um conjunto de prédios para reabilitação urbana", que será entregue ao clube, contribuindo para "saldar a dívida" ao Sporting e para "uma cidade mais reabilitada", cumprindo-se a decisão do tribunal arbitral.

Para o presidente, "a solução está encontrada", faltando agora "um trabalho minucioso" dos serviços da câmara e do clube na identificação de prédios e respectiva avaliação, para "se compor um pacote" e assim saldar-se "uma dívida" e fechar-se um "contencioso que importava encerrar". "Para o município é claramente uma boa solução", adiantou, acentuando que "o que estava em causa" era uma "avaliação correcta e de saber quais os montantes envolvidos e estabilizar os direitos que o Sporting tinha e que competia ao município honrar", assegurando que naquela zona de Alvalade "não se ia construir mais". E concluiu, referindo-se a Felipe Soares Franco: "Ao longo destes quase dois anos mantivemos uma excelente relação e penso que ele merecia que tudo tivesse ficado concluído até ao termo do mandato à frente do Sporting. Infelizmente não foi possível que assim fosse, mas o essencial da solução está encontrada, está estabilizada e agora e trabalho de casa passa por identificar os bens e avaliá-los".

O presidente cessante do Sporting, Felipe Soares Franco, esclareceu que, com esta solução, o clube pode fazer "uma de duas coisas: entregar a propriedade dos prédios para reabilitar aos bancos como dação (pagamento de dívida) ou reabilitar e realizar a sua mais valia, se tiver capacidade financeira para o fazer". "O entendimento está estabelecido. O Sporting vai receber com certeza entre 23 ou 24 milhões de euros. Embora não esteja assinado deixo um acordo de princípio para o futuro presidente do Sporting selar, se quiser. É um bom acordo ", disse.

Soares Franco adiantou que este acordo, conseguido com "um grande presidente de câmara que soube interpretar os interesses do município e do clube" foi um dos casos que mais o satisfez ao longo do seu mandato, por ser um "eterno problema do Sporting, com nove anos".
Data: Quinta-Feira, 4 Junho de 2009 - 20:27

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Recapitulando...



O Estrela Futebol Clube da Amadora situa-se na freguseia da Reboleira do concelho da Amadora e se conferirem os mapa do rsepectivo concelho, hão-de reparar que os terrenos urbanizáveis já não são muitos.

Por norma, começa-se a utilizar os terrenos onde existem mais problemas. Olhem, foi assim que solucionaram a questão do Rio Trancão e nem imaginam a mina de ouro em matéria de urbanização que aquilo hoje em dia representa. E eu que passo por lá todas as semanas.

O Clube local está, em síntese, nesta situação:

1. não tem quórum na direcção;
2. tem dívidas avultadas, ao que parece, segundo os jornais, à Segurança Social;
3. tem dívidas à DGCI, tendo sido colocado no escalão máximo dos maiores devedores ao fisco;
4. tem dívidas aos diversos escalões de funcionários do clube;
5. não tem SAD e não pode constituí-la na hora;
6. o património já é insuficiente para responder a todas as dívidas;
7. está a ficar sem plantel;
8. deverá dever também a fornecedores;
9. tem todas as receitas conhecidas penhoradas;
10. tem todo o património hipotecado.

Só no qualquer filme de BD da Alice no País das Maravilhas, tal Clube pode existir, quando é certo que o único rosto visívil do dito é só uma pessoa.

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