As frases do capataz



Dia 11 de Maio:
"Só disse que tenho de provar, até 1 de junho, que não há dívidas, e que não estou preocupado com a data de 24 de maio... mas é óbvio que tenho de me preocupar com os pressupostos, pois até a ata do acordo com o IAPMEI terá de estar assinada."

Dia 20 de Maio:
"Vamos recorrer para a Conselho de Justiça, temos três dias para o fazer. O Estrela avisou a Liga atempadamente de que a conta estava bloqueada, mas nesse mesmo dia já não dava para fazer o pagamento porque os bancos já estavam fechados. Mas, foi feito em numerário no dia seguinte e temos como provar",

Dia 27 de Maio:
António Oliveira considerou ainda que o Estado também tem alguma culpa na actual situação do clube
"porque durante anos permitiu que o Estrela falhasse compromissos fiscais". Apesar de não revelar os valores em dívida, o responsável estrelista assegurou que "os valores que estão penhorados permitem fazer face aos compromissos desta época e iniciar a próxima".

Dia 29 de Maio:
"A única maneira de o Estado receber até ao cêntimo é permitir que o Estrela pague diariamente, tal como temos vindo a fazer com as outras dívidas."

Dia 2 de Junho:
"Enviámos a candidatura para inscrição e vamos aguardar ser notificados",

Dia 4 de Junho:
"Neste momento, espero uma reunião com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que foi solicitada pelo deputado Jorge Neto. Paralelamente a isto, ando também à procura de outras soluções",

Dia 8 de Junho:
"Estou à espera de alguma novidade até terça-feira [amanhã]. O presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças fez uma carta a solicitar que eu fosse recebido com caráter de urgência pelo secretário de Estado. O tempo corre contra nós"

Dia 15 de Junho:
"O técnico oficial de contas, bem como o revisor, estão a recolher toda a documentação necessária para demonstrar que o valor apresentado pela Administração fiscal não é real, isto já incluindo os juros. Estamos a falar de uma diferença substancial, que implicava que o clube tivesse um valor de receitas que não tem

Dia 21 de Junho:
"já começam a aparecer os números"

Dia 23 de Junho:
é possível a permanência do Estrela entre os maiores do futebol nacional, apesar de todas as contrariedades". E reforça: "Agora, é preciso esperar por quarta-feira [amanhã] para ver o que vai acontecer, no que concerne à decisão da Liga. Mas há esperança."

Dia 25 de Junho:
"Temos esperança nisso(SAD), aliás como já aconteceu no passado com o Boavista, U. Leiria e Estoril."

Dia 27 de Junho:
"Ainda vão ter de aguentar com o Estrela na Liga Sagres. Estamos em igualdade com os outros clubes", afirmou Oliveira, que explicou: "Constituímos a SAD, que foi diferida em 2002, com 1 milhão de euros. Ou seja, com dois investidores particulares e capital da SAD (400 mil euros) sobre os direitos desportivos dos jogadores do E. Amadora, Tiago Gomes - Vítor Gouveia, da Servifute, garantiu ontem que a sua empresa não comprou o passe do médio -, Sérgio Marquês, André Marques e Marcelo, dos quais enviamos as certidões, tal como dos treinadores do clube." Oliveira garante ainda que a Sociedade Anónima Desportiva "não herda a dívida do clube".

Dia 30 de Junho:
"Estou muito confiante na boa resposta da Liga de Clubes. Tem havido muita pressão para que o clube não seja aceite, mas temos de competir na Liga. Apresentamos todos os pressupostos necessários. Se não formos aceites e puserem em causa entre Estrela e Belenenses é seguramente o Estrela quem tem o direito de lá estar, pois o Belenenses entregou aos jogadores documentos de dívida, alegando que pagará dentro de meses. Se não formos aceites resta-nos recorrer ao Conselho de Justiça da Liga"

"Não havia mais nada. O clube estava todo penhorado. Só lamento que ao longo destes 6 anos fosse apenas aflorado o assunto da constituição da SAD. Andamos 371 dias a tentar obter uma resposta do PEC e para pagar as dívidas fiscais e não nos deixaram. Só restava esta possibilidade para salvar o clube."

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Garantias patrimonias ou falta delas



Não só os jornais, mas em especial os associados do Belenenses vão falando das dívidas do nosso Clube. Das que existem e das qeu não existem, como se não houvesse Vida para além do Orçamento como diria em tempos o Sampaio, que até era bom rapaz.

É certo que Fernando Sequeira lixou o Clube e é certo que ele percebia tanto daquilo como um boi a olhar para um palácio, uma vez que conseguiu convencer os associados a fazerem aprovar um miserável empréstimo não na base duma qualquer fundamentação lógica, tanto mais que se borrifou no Conselho Fiscal, mas sim na base do populismo e da criação dum ambiente propício a tal desenlace, coisa da arte da Política pura e dura.

Todavia, não poderei acusar isoladamente o Fernando Sequeira como se não tivesse tido autorização para borrar a pintura a seu belo prazer.

Pelo contrário, e muito embora me tenha sentido durante bastante tempo não só uma espécie de D. Quixote a tentar chamar a atenção dos associados para o logro em que estavam a cair, senti-me não só sózinho na minha vã tentativa de chamada à razão, apenas me tenha sentido acompanhado pelos membros do então Conselho Fiscal, com destaque para o Dr. João Neves.

E não só as minhas tentativas foram inúteis nesse sentido, como fui ofendido de todas as formas e feitios, como poderei provar a todo o instante, se um dia para aí estiver virado em exibir aqui comentários não editados, alguns com IP's bem identificados e localizados. Muitos deles, diga-se, algo encomendados.

Também o autor do blogue A Grande Loja do Queijo Limiano nos deu aqui uma achega sobre a personalidade do então presidente, ora fugitivo. Tudo em vão. A cegueira instalada do mito da gestão danosa era tão grande que os associados ofuscados pelo iluminismo que de repente se instalou no Restelo ofuscaram as mentes mais brilhantes que já passaram pelo Restelo.

Até que os poucos que tentaram fazer algo pelo Clube, onde felizmente sem pre me incluí (e ainda há quem diga que nada faço pelo Clube), daí que a consciência não pese em nada do que ora sucede ao Clube, chegaram à conclusão que os associados após a tão apregoada mentira da alegada "gestão danosa" do Cabral Ferreira, só poderia haver, para eles, por exclusão de partes, um gestor competente, saído da corja política dos independentes, os quais parecem aparecer nos partidos políticos como atestados de conformidade ou de qualidade, quando isso só ocorre a espaços.

Apesar de tudo o que ora passamos, o Belenenses, a meu ver, é ainda um Clube altamente credível. A sua credibilidade é, aliás, mais contestada internamente que externamente, sendo certo que os associados fazem questão de superar as leis conjuntas do Maquiavel e do Kafka, no processo de destruição de Imagem do Clube.

Para já, embora por uma diferença diminuta, ainda houve bom senso suficiente para não se dar cabo do resto, caso os resultados eleitorais fossem diferentes do que foram. É minha firme convicção que se os resultados eleitorais fossem diferentes, os riscos de o Clube desaparecer a médio prazo eram elevados, estando, de resto, à vista, o resultado prático do adiamento do acto elitoral: o adiamento da demissão do time do Bessa e a consequente descida por uma escassa falta de vitória num só jogo (Nacional, p.ex).

A terem sido como 44% queriam - lá está o defeito da democracia quando mal exercida, então, quase garanto que o Clube fecharia portas a médio prazo, embora detenha um impressionante e valioso património, o qual não tem comparação com a larga maioria dos seus pares.

Aí surgem as garantias que o Belenenses sempre pode dar, ao contrário de outros e vou citar coisas que vou conhecendo de perto, embora kilometricamente um me fique menos a jeito, mas não em razão diercta do desconhecimento do caso.

E falo da surpreendente tentativa de Vitória de Setúbal ou do Estrela da Amadora tentarem participar na Liga, e já nem falo na I Liga, mas em qualquer Liga.

Patrimonialmente, são entidades destituídas de bens próprios isentos de hipotecas ou penhoras.

Em sede de tesouraria não existem, com ratios profunadmente negativos para resolução dos problemas do quotidiano.

Tenho dificulades em entender como é que poderão sentirem-se como Entidades Empregadoras, quando é certo que não podem sequer garantir o pontual pagamento dos salários dos seus funcionários ou dos seus jogadores.

E no caso do Vitória de Setúbal, a coisa é bem mais grave, porquanto a SAD actual é já uma Sociedade Irregular, sendo certo que o respctivo ROC julgo já ter solicitado, nos termos legais, a intervenção do poder judicial, atento o prazo já decorrido sem órgãos sociais.

Nem o próprio Clube tem órgãos sociais eleitos em efectividade de funções, nem sequer havendo uma Comissão de Gestão legalmente eleita, apenas uma intitulada comissão de reflexão que vai assumindo os comandos do Clube e da SAD sob o nome de comissão de gestão.

O caso do Estrela da Amadora em sede de poder dar garantias para obter diferimentos de pagamento de dívidas é não só complicado, como inexequível, excepto se houver a tal "vontade política" de viabilizar um projecto falido, e consiste aparentemente no seguinte: sobreavaliar o valor do património do Clube, por forma a exceder o valor já penhorado ou hipotecado, restando aqueles cobres para darem de garantia a um qualquer plano de pagamentos, caso tal saldo seja igual ou superior ao valor exigido para garantirem os pressupostos financeiros exigidos pela Liga.

Ora, se bem leio a prática dos últimos meses, quer dos bancos, quer das comissões avaliação dos serviços de finanças, a tendência é para baixar os valores patrimomiais dos imóveis e não o inverso. Suponho que do ano passado para este ano, grosso modo, e variável por cada entidade avaliadaora, o decréscimo na avaliação atinge em alguns casos os 10%.

Os artifícios contabilístico ou financeiros, a chamada engenheria financeira aplicável a estes dois casos, apenas garante ou pode garantir a inscrição na LIga, mas não garante o pagamento de salários.

Em ambos os clubes, o que se está a fazer é tentar de qualquer jeito garantir as receitas das tv's, via I Liga, única forma de garantir receitas que sustentem os tais presupostos. Só que os contratos das trassmissões dos jogos via tv's só se podem observar após o cumprimento dos pressupostos da inscrição na Liga, nomeadamente, após o sorteio.

Há falta, para não ser dizer ausência, de regulamentação que fiscalize com a necessária pontualidade do exacto termo com que os clubes da Liga, I e II Ligas, se apresentam no início da época ás competições e a meu ver, as garantias prestadas quase são na base do compromisso de honra e pouco mais.

Daí a assistir-se a toda esta confusão no futebol luso, com um poder quase vazio da própria Liga, o qual se fosse exercido na sua plenitude teria de abanar a árvore e, para surpersa de todos, o Belenenses acabava por não cair da dita por ainda deter capacidade de conferir garantias.

Mas aqui, atenção, só não cairá da dita se largarmos de vez alguns anéis, que é como diz despesa.

Ou será que a crise económico-financeira mundial não chegou, ainda, ao Restelo?

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Dívidas e o caso espanhol



Notas Prévias:

Li, com algum espanto, devo confessá-lo, que o Belenenses teria dívidas para regularizar por efeitos do eventual não cumprimento do PEC.

E o meu espanto é tanto maior, porque ainda vou acompahando, quando para aí estou virado ou arranjo tempo, como vai o meu Clube ou a SAD do meu Clube em matéria de dívidas à Segurança Social.

Enfim, a SAD do Belenenses lá disse aquilo que eu tinha imensa vontade de o escrever, pelo que me fez o favor de não me obrigar a trair o meu sigilo profissional. Então, cá vai o que a SAD disse, e bem, acerescente-se sobre a questão do PEC:

A Administração de «Os Belenenses» Sociedade Desportiva de Futebol, SAD vem por este meio prestar o seguinte esclarecimento:

Surgiram hoje notícias na Comunicação Social fazendo referência a atrasos de pagamentos relativos ao Plano Extra-Judicial de Conciliação (PEC).

Para o cabal e inequívoco esclarecimento do assunto, informa-se que estes pagamentos se encontram regularizados de acordo com o contratualizado e nos prazos definidos.

Já agora, gostava de solicitar aos sócios e adeptos do Belenenses que investigassem a origem deste tipo de perniciosas notícias e, se formos investigar a coisa bem a fundo, ás tantas temos a meia surpresa de a fonte de tais notícias serem dos famosos corredores de Belém, daqueles que julgam possuir os segredos do Belém, como se da 3ª parte do segredo de Fátima se tratassem.

Os problemas do Clube já são de dimensão elevado, pelo que fazê-los cair em exponencial apenas agravam a nossa possiblidade de melhor podermos negociar com os que contratamos serviços ou patrocínios.

E eu tenho a quase absoluta certeza que tal tipo de informação para os jornais tem origem em alguém que esteve ou estará perto do poleiro, notícias puramente fabricadas com interesse de mesquinhez pessoal. A chamada dor de corno.

E essa certeza é-me dada pelas orientaçõpes internas sobre o sigilo profissional de todos os que trabalham na Segurança Social, os quais poderão ser pura e simplesmente despedidos com justa causa se veicularem a terciros matéria que só dfiz respeito a duas partes: a SS e o contribuinte.

Mas esta coisa de PEC tem algo que se lhe diga e já agora, e porque isto é da lei, quando um jornal sair a dizer que o PEC da entidade X está por regularizar, ás tantas, nos termos da legislação em vigor sobre a matéria, já estará em processo de extinção do referido acordo, nos exactos termos das respectivas cláusulas de rescisão. Ex. vi
Decreto-Lei nº 124/96, de 23 de Março e Decreto Lei nº 235-A/96, de 9 de Dezembro, bem como a Declaração de Rectificação n.º16-D/96, de 30 de Novembro

Este esclarecimento não trai o sigílo profissional a que sou obrigado, antes esclarece os que nada sabem sobre a matéria.

Mas a questão das dívidas não é assunto meramente nacional, porque se formos olhar para um estudo do El País ás contas dos clubes profissionais de futebol em Espanha, veremos que a coisa é bem mais negra que em Portugal. Apenas por cá somos mais papistas que o papa e não consta qiue a Liga Espanhola vá expurgar 18 dos 20 clubes devedores da referida Liga, apenas se salvando o Real Madrid e o Barcelona em artificios contabolísticos..

O futebol espanhol, com um endividamento dos clubes da primeira divisão superior a 3.400 milhões de euros, está à beira do abismo financeiro e devia ser mais regulamentado, afirma hoje o diário El Pais.

A ruína ameaça o futebol”, escreve o jornal madrileno na sua edição de hoje, afirmando que os efeitos conjugados da crise económica com uma fuga para a frente financeira põem em risco a indústria do futebol em Espanha.

Um estudo da Universidade de Barcelona estima que a dívida acumulada dos clubes da primeira divisão espanhola ascendia em 2008 a 3.440 milhões de euros, com Real Madrid, Atlético de Madrid e FC Valência a apresentarem um endividamento superior aos 500 milhões de euros cada um.

O estudo indica que na temporada passada, entre os clubes da Liga, apenas o Real Madrid e o FC Barcelona, com os seus orçamentos de mais de 300 milhões de euros, ganharam dinheiro, enquanto todos os restantes clubes apresentaram resultados negativos, com destaque para os prejuízos de 44 milhões de euros do Valência.

O jornal sustenta que esta situação é consequência de uma fuga para a frente dos proprietários dos clubes, que se endividam em excesso para comprarem jogadores e pagam salários demasiado elevados, com o objectivo de manterem as equipas na primeira divisão.

O El Pais assinala a falta de controlo da Liga Profissional de Futebol (LPF) e do Conselho Superior dos Desportos (CSD) sobre os clubes de futebol da Liga e acusa aquelas organizações de laxismo face a esta crise financeira.

O diário madrileno defende que, para sanear a situação, as autoridades governamentais e desportivas de Espanha deveriam constituir órgãos reguladores mais rigorosos, à imagem de outros países, como a França.

A crise económica, que afasta os patrocinadores, em particular do sector da construção, e reduz as receitas das transmissões televisivas, acentuou nos últimos meses a pressão financeira sobre os clubes de futebol, adianta o El Pais.

O jornal destaca que, apesar disso, o candidato favorito à presidência do Real Madrid, Florentino Perez, manifestou a intenção de gastar 250 milhões de euros no Verão para contratar vedetas como o brasileiro Kaká, do AC Milan.

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Somos grandes ou Boavista, Estrela e Belenenses em ebulição?



Nota do signatário:
Não sei que é que a Comisssão de Gestão lá anda a fazer, provavelmente nada a julgar pelo que tem ocorrido desde 6ª Feira até ontem, mas pega-se no jornal A Bola e lemos que o junior de 1º ano Luís Gonçalves foi cedido ao Olimpiacos da Grécia para treinos de observação.

Nem os nossos miúdos sabemos aproveitar?

À Comissão de Gestão está vedada este tipo de negócios! Chega de vilipendiarem o Belenenses para depois fazerem contratos milionários no futsal!

Três dos mais emblemáticos clubes de Portugal têm hoje dias longos e difíceis.

No Porto a direcção do Boavista reuniu e decidiu abandonar a direcção da Liga de Clubes. “É um sinal de protesto. Sempre disse que continua até considerar que a verdade desportiva estava a ser alterada. E está. O Boavista está a ser empurrado para baixo”, disse Álvaro Braga Júnior antes da reunião.

No Restelo, após o treino de hoje, uma dezena de adeptos estiveram reunidos com os jogadores e com o técnico Jaime Pacheco para falarem sobre a actual situação do Belenenses. Na final da conversa ficou reforçada a ideia de união para que seja possível ao Belenenses alcançar a manutenção. A equipa de Belém está no penúltimo lugar da Liga com 17 pontos.

E na Reboleira os jogadores continuam sem receber. O plantel do Estrela da Amadora aguarda que o presidente pague pelo menos um dos sete salários em atraso.

Tags: Desporto, Futebol Nacional, Estrela da Amadora, Boavista, Belenenses

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Patrocínios: Quebra nas receitas será uma realidade



Os associados e os adeptos costumam dar previlégio apenas ás notícias de cariz desportivo tout court.

A formação do signatário impede-o de apenas de olhar para o golo que entra ou da bola que bateu no poste ou, ainda, dos penálies que não nos são assinalados.

As minhas preocupações vão ao amâgo da essência do Clube de Futebol "Os Belenenses", isto é, se temos ou não capital humano para nos garantir o Futuro a muito longo prazo, se temos ou não uma estrutura que nos garanta a resposta aos problemas endógenos e exógenos, sejam eles de cariz desportivo ou de interrelação com os restantes pares a vários níveis, sejam eles de cariz puramente financeiro.

Por vezes, sinto que os associados que mais vivem o Clube são não só algo irresponsáveis assim como se comportam de forma algo estranha em aceitarem a contracção de um empréstimo à revelia do Conselho Fiscla, assim, como se m o conhecimento de que dívidas se estavam a falar para tal efeito, e obrigam/autorizam os dirigentes a cometer loucuras, como seja o caso da manutenção de um ecletismo cuja vida está contada.

De facto, Nicolau Santos coloca o dedo na ferida cada dia mais aberta e, por veszes de cariz hemorrágico, ao explicar que os patrocínios vão sendo coisa de outro mundo, cada vez mais difíceis e cada dia mais diminuídos.

Mas nem assim os responsáveis do Belenenses arrepiam caminho, quando é certo que o sistematizado prejuízo de mais de 2 milhões de euros anuias no Clube é para manter, socorrendo-se de figuras referendárias para não se acabar com o despesismo, o qual, no momento, as receitas do bingo estão totalmente consignadas ao pagamento do dito despesismo, com a capa de patrocínios sempre com a manta cada vez mais curta, para além de ter de satisfazer outros encargos de tesouraria que estupidamente se entederam fazer, como seja o empréstimo de sei lá quantos milhões a pagar sei lá como.

Receitas de bingo essas que têm vindo a diminuir de forma acentuada, sendo certto que isso é uma realidade que afecta todos os lugares de jogos de fortuna e azar, pelo que urge criar fontes alternativas de receitas sob pena de nem conseguirmos cumprir com as nossas obrigações estatutárias, nomedamente quanto à primazia pelo futebol diz respeito.

E sobre os patrocínios das ditas modalidades amadoras/profissionais, julgo que é algo que teremos de ver com atenção, isto é, se os patrocínios são sólidos ou sol de pouca dura.

Os outros clubes vão-se libertando dessas maluquices e deixando para clubes tipo tó-tó o sadomasoquismo de se autoflagelarem com tal despesismo.

O futebol que se lixe, porque é um vício muito chato e complicado de gerir.

Leiam-se as palavras do economista Nicolau Santos publicadas recentemente no Expresso.

O economista e subdirector do semanário "Expresso", Nicolau Santos, ouvido por O JOGO, não tem dúvidas em considerar que a crise financeira internacional também vai ter efeitos no futebol português. "A nível internacional, já se começa a ouvir que o Abramovich, o patrão do Chelsea equaciona vender ou o iate ou o clube, do mesmo modo que a seguradora AIG, patrocinadora do Manchester United, renegoceia contratos, e outros milionários, russos e não só, se pensam desfazer de posições que detêm nos clubes. Por cá, sei que o BES se prepara para reduzir os apoios à Selecção e não só, e a PT também. Aproxima-se um ano complicado, e muitos clubes terão dificuldade em reunir os montantes a que estavam habituados a nível de patrocínios", declarou o jornalista.

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