Que verdade desportiva?
O Gelatinoso lá teve um momento de áurea na sua caminhada pela defesa dos mais fortes deste país.Daí que tenha feita nova petição em nome da verdade desportiva, a qual caminha na direcção da 2ª Circular, porque não vejo por aqui gente lá de cima metida nisto.
Se houvesse verdade desportiva neste país, o Belenenses não era tão prejudicado pelas arbitragens sem consequências.
De resto, não sei que é que pretendem com esta petição.
Mais favorecimento em nome do 1que antes já tiveram e têm dificuldade de obter pela 2ª via, certamente que será pela 2º Via/2º Circular.
Algo que até fica distante do Restelo e de todos os outros restelos deste país.
A petição “pela verdade desportiva”, promovida pelo jornalista Rui Santos em defesa do uso de novas tecnologias para auxiliar os árbitros de futebol, foi entregue nesta terça-feira na Assembleia da República.
Na entrega do documento a Jaime Gama, presidente da AR, Rui Santos foi acompanhado por algumas figuras do futebol português, incluindo os presidentes da federação (Gilberto Madaíl), da Liga (Hermínio Loureiro), do Benfica (Luís Filipe Vieira) e do Sporting (José Eduardo Bettencourt). O FC Porto não se fez representar, algo minimizado por Rui Santos. "O FC Porto tinha um jogo hoje e admito que isso possa ter condicionado a sua não presença. Mas quem está está, quem não está não está. Quem se revê revê-se, quem não se revê não se revê, isto não é um movimento de imposição é um movimento de inclusão. Mas sei que há pessoas no FC Porto que são muito caras a esta matéria e a apoiam."
Por seu turno, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madail, mostrou a sua total disponibilidade em colaborar. "Eu e a federação estamos disponíveis para, quando for necessário, colaborarmos e ver o que poderá ser feito nessa matéria. No entanto, há também que ter em atenção a questão dos custos", afirmou o dirigente.
O presidente da Liga foi igualmente manifestar o seu apoio: "Eu sou favorável à introdução de novas tecnologias, que venham ajudar a equipa de arbitragem a tomar uma melhor decisão. Não defendo as interrupções do jogo, mas sim que possamos adaptar os meios tecnológicos ao desporto em geral e ao futebol em particular".
Antigos e actuais desportistas, como Eusébio, João Moutinho, Nuno Gomes, Rosa Mota e Carlos Lopes, também estiveram presentes, assim como o árbitro Pedro Henriques.
Rui Santos apresentou esta iniciativa como uma tentativa de “envolver o poder político” na discussão sobre a verdade desportiva no futebol. "Somos um país periférico da Europa, um país pequeno, mas devemos ter o orgulho de ser portugueses e de ser empreendedores. Devemos ter essa capacidade de fazer chegar, quer à UEFA quer à FIFA, aquilo que é o produto do nosso pensamento e que deve estar alinhado com aquilo que de melhor o futebol pode projectar", sublinhou Rui Santos.
Já Jaime Gama garantiu uma análise cuidada à petição, que recolheu mais de sete mil assinaturas. “A Assembleia vai agora ler atentamente a petição, vai elaborar um relatório, vai seguramente ouvir a Federação e a Liga e vai recolher dados sobre a evolução desta problemática no plano internacional”, prometeu Jaime Gama.

Hermínio Loureiro deixa Liga “com casa arrumada”
Notas Prévias:Escrevi aqui por altura do Apito Dourado que Hermínio Loureiro foi lançado na Liga para, em conjunto ccom outros poderes, sanar o Apito Dourado.
De facto, relembro o que Hermínio Loureiro terá dito quando era Secretário de Estado do Desporto: "Seria urgente resolver o processo do Apito Dourado e dar-lhe a dimensão do que é e não do que pode ser".
Falou o político Hermínio Loureiro e ele não é mais que um bom político e que bem sabe amdar na esfera dos poderes.
Numa altura em que, de facto, o Apito Dourado já era, após o arquivamento do Caso do Envelope que envolvia a rbitragem e Pinto da Costa, ficou, de facto, tudo resolvido.
Portanto, Hermínio Loureiro não tem mais razões para continuar num meio que não é o seu, sendo certo que as lutas onde ele mais gosta de estar, a nível partidário, não tem ele no futebol e o lugar de presidente de um município é sempre mais prestigiante que o que ele agora ocupa.
O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Hermínio Loureiro, reafirmou nesta terça-feira a intenção de não se recandidatar a um novo mandato, mas deixou a certeza de que não faltarão pessoas disponíveis, porque a casa está “arrumada”.
“Há um tempo para tudo. Julgo que o futebol hoje está diferente e, se há três anos ninguém esteve disponível para assumir este mandato, julgo que nos próximos tempos não faltarão pessoas disponíveis, com a casa arrumada, para poder manter este caminho de credibilidade e regeneração do futebol em Portugal”, disse à rádio Antena 1 Hermínio Loureiro, cujo mandato termina neste ano.
“O futebol encontrará pessoas disponíveis para trilhar este caminho de credibilidade que não tem retorno”, acrescentou Hermínio Loureiro, recusando apontar nomes de eventuais sucessores. “Não vou cometer deselegância de estar a falar em nomes, até porque podia ser mal interpretado.”
Hermínio Loureiro defendeu ainda o trabalho de Vítor Pereira à frente da Comissão de Arbitragem da Liga, argumentando que a acção do ex-árbitro está limitada: “Vítor Pereira não pode nomear os melhores, porque há regras e constrangimentos que têm a ver com os regulamentos e que necessitam de sofrer alteração.”
O líder da Liga comentou ainda os incidentes no túnel da Luz, após o encontro entre Benfica e FC Porto de 20 de Dezembro, embora sem entrar em grandes pormenores. “São incidentes que me deixam preocupado e triste. Espero é que o 'fair-play' impere dentro e fora das quatro linhas”, disse Hermínio, alertando para a necessidade de “trabalhar de forma preventiva e evitar que essas situações aconteçam”.
Fora do âmbito da Liga, Hermínio Loureiro defende a continuidade de Gilberto Madaíl na presidência da Federação Portuguesa de Futebol, tendo em conta presença no Mundial 2010 e candidatura à organização do Campeonato do Mundo de 2018/2022, apontando, por outro lado, Figo como um bom sucessor de Madaíl na FPF.
Etiquetas: LPFP

Música para os meus ouvidos
Notas Prévias:Ora bem, parece que os coelhos começaram a sair da toca e que o Hermínio quer deixar a LPFP com a casa arrumada.
Aparentemente tudo indica que a Naval 1º de Maio está na I Liga, ou melhor dizendo, foi autorizada a concurso apresentando documentos falsos.
Se lermos bem a notícia, ficamos a saber que o Sr. Aprígio é simultâneamnete o presidente eo revisor oficial da Naval.
E parece que se inscreveram com o agreemente do revisor oficila de contas, não possuíndo documentos para tal.
Ora, de 16 restam 15, pelo que nesta altura já estamos safos, porque só desce um.
A Comissão Executiva da Liga Portuguesa de Futebol Profissional vai apresentar uma denúncia junto da Procuradoria da República da Comarca da Figueira da Foz contra os dirigentes da Naval e contra o Revisor Oficial de Contas pela prática de um crime de falsificação de documentos.
Para o efeito, a LPFP vai remeter o original do processo disciplinar de que a Naval 1.º de Maio foi alvo, em Outubro de 2009, e apresentar queixa junto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.
Antes de avançar para qualquer decisão final do foro interno desportivo, sob a alçada da LPFP, a comissão executiva suspende o procedimento administrativo até que o tribunal competente se pronuncie sobre a matéria.
Para o efeito, a LPFP vai remeter o original do processo disciplinar de que a Naval 1.º de Maio foi alvo, em Outubro de 2009, e apresentar queixa junto da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.
Antes de avançar para qualquer decisão final do foro interno desportivo, sob a alçada da LPFP, a comissão executiva suspende o procedimento administrativo até que o tribunal competente se pronuncie sobre a matéria.
O procedimento administrativo com vista à eventual revogação da admissão da Naval 1.º de Maio na Liga, em 2009/20010, fica assim condicionado à prévia verificação judicial da declaração de falsidade ou não do documento.
As diversas jurisdições em causa neste processo - disciplinar, administrativa e penal - são autónomas, pelo que a decisão no âmbito de cada uma delas não estende a sua eficácia às outras.
Nuno Mateus, jurista da Naval, delegou todos os esclarecimentos no presidente do clube, Aprigio Santos, enquanto o Revisor Oficial de Contas Carlos Alberto Marques Santos se encontra incontactável.
O presidente da Naval 1.º de Maio disse hoje que a queixa apresentada na Procuradoria da República da Comarca da Figueira da Foz “é mais um episódio de uma orquestração” contra o seu clube.
“Não desejo comentar a orquestração de alguém que desportivamente não conseguiu os seus objectivos no terreno de jogo e agora, a qualquer preço, pretende-os atingir na secretaria”, disse Aprígio Santos.
Etiquetas: Descidas Disciplinares, LPFP

Portugal é o mais gastador da Europa neste mercado de Inverno
Notas Prévias:Se os outros andam a gastar dinheiro e recompor os seus pkntéis, é melhor requalificarmos o nosso.
Está mais que visto que após o mercado de Inverno, vamos ter uma segunda volta de atirar facas.
E vais sendo tempo de no Restelo começarmos a ganhar nem que chovam martelos e nos tentem ferroar com picaretas.
O futebol português é, para já, o mais gastador da Europa no mercado de Inverno, que oficialmente abre hoje e encerra no dia 31, com 17 milhões de euros investidos em novos jogadores.
Os dois “grandes” de Lisboa têm-se mostrado muito activos na aquisição de novos jogadores e, até ao momento, gastaram, juntos, 16,8 milhões de euros, aproximando-se dos 18,1 gastos por todas as equipas das principais ligas da Europa: Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália, França, Holanda e Escócia.
Os “encarnados” despenderam 7,3 milhões nos brasileiros Alan Kardec (2,3), avançado ex-Vasco da Gama, Airton (3), médio ex-Flamengo, e Éder Luís (2), avançado ex-Atlético Mineiro.
Já os “leões” gastaram 9,66 milhões no avançado francês Sinama-Pongolle (6,5), que veio do Atlético de Madrid, no lateral direito João Pereira (3), ex-Sporting de Braga, e no moçambicano Mexer (160 mil euros), ex-Desportivo de Maputo.
À soma dos dois rivais lisboetas, juntam-se ainda os 50 mil euros pagos pelo líder Sporting de Braga para contratar o lateral direito Miguel Garcia, ex-Olhanense.
Observando as principais ligas do Velho Continente, conclui-se que apenas a Serie A italiana se aproxima da quantia gasta pelos clubes portugueses, tendo, até ao momento, 13,4 milhões de euros, repartidos por Fiorentina (9), Lazio (3) e AC Milan (1,4).
As ligas alemã (3,7 milhões), francesa (1) e escocesa (50 mil euros) completam a lista dos campeonatos que já gastaram dinheiro no chamado “mercado de Inverno”, enquanto as “abastadas” Inglaterra e Espanha continuam, curiosamente, a zeros, à semelhança da Holanda.
Etiquetas: Clube, Época 2009/2010, LPFP, SAD

Contratos com Olivedesportos nulos e de nenhum efeito
Podemos dizer o que quizermos dizer do Vale Azevedo, mas o certo é que foi o único a denunciar os contratos com a Olivedeportos, os quais têm sido uma verdadeira asfixia financeira e desportiva para a generalidade dos clubes profissionais.
No nosso caso, se errado não estou, nós não só vendemos os direitos de transmissão dos jogos, como deixamos na mão da Olivedesportos a capacidade de ser ela a vender os painéis publicitários do Estádio do Restelo e lagando, ainda, a capacidade de ser ela a marcar o dia e a hora para a transmissão dos jogos de futebol.
A Olivedeportos não sendo nenhuma operadora de televisão pode o Belenenses denunciar o contrato e vender jogo a jogo ou por pacotes de jogos/ano a uma cadeia de televisão os direitos de transmisssão dos seus jogos, acordando com as operadoras de tv os melhores horários de transmissão dos seus jogos.
Depois, ficava para si, Belenenses SAD, a venda dos painéis ublicitários dos jogos de futebol.
Num e noutro, poderá fazê-lo por pacote, seleccionando por cratas convite o melhor preço na venda dos painéis publicitários, arrematando-se a empresa à melhor oferta de preço.
E na parte que nos toca, assim o é, pelo facto de ter adiantado um valor pelos direitos de transmissão até ao 2011.
Em 2011, a SAD do Belenenses devia rever a sua política de venda dos direitos de transmissão, separando os direitos da venda dos painéis publicitários, os quais ficarão a cargo da SAD de uma forma directa jinto das empresas da especialidade.
Quando o dr. Vale e Azevedo, pouco tempo depois de ter tomado posse de presidente do Benfica, rasgou os contratos de cedência de direitos de transmissão televisiva que o clube tinha assinado com a Olivedesportos, do sr. Joaquim Oliveira, denunciando-os nos termos legais, tinha fundamentadas razões jurídicas para o fazer. De facto, cerca de 6 anos depois (meu Deus, como a justiça portuguesa é lenta), o Tribunal da Relação de Lisboa, por acórdão de 2 de Novembro de 2000, viria a decretar, anulando uma decisão de 1ª instância em sentido contrário, que os contratos dos clubes de futebol com a Olivedesportos eram nulos e de nenhum efeito, pelo que poderão, assim, ser denunciados pelos respectivos clubes!
B. As questões à volta do silêncio sobre tal matéria
O que diz, afinal, esse acórdão que, estranhamente, se tornou um tema maldito para os jornais e outros meios de comunicação, de tal forma que, passados quase 10 anos, nem os clubes, principais interessados, nem as entidades do futebol, como a Liga e Federação, ou a própria tutela do Governo, ninguém fala dele, assobia para o ar ou muda de conversa? Que forças se movem nos bastidores, para silenciar um acórdão de um órgão superior da Justiça? Que País é, afinal, este?
C. As respostas
O acórdão em causa diz o seguinte, no essencial:
“I - Os chamados direitos televisivos – direitos de captar e transmitir imagens de TV - só podem ser adquiridos e exercidos por quem estiver legalmente licenciado a exercer a actividade de televisão (artº 38, nº 7 da Constituição da República e Lei 58/90, de 7/9.
II- É nulo por impossibilidade legal e por ilegalidade de objecto o contrato em que um clube de futebol transfere, para uma empresa não autorizada a exercer a actividade, o direito de captar e difundir imagens de um espectáculo de futebol.(…) Assim, o contrato referido no ponto II é também nulo porque o seu objecto é contrário à ordem pública – artº 271, nº 1, do Código Civil.”
E sobre a eventual cedência de tais direitos por parte dos clubes, legalmente detentores da sua titularidade, esclarece a Relação de Lisboa: “Ainda que o mesmo direito seja livremente transmissível pelo seu proprietário – o clube de futebol organizador do espectáculo - o seu adquirente só poderá ser uma entidade legalmente autorizada a exercer a actividade de televisão.” O que não é, como se sabe, o caso da Olivedesportos (teria de ser “operador”, e não é), que detém e explora os direitos de televisão de todos os clubes profissionais de futebol, num País onde as leis e as sentenças dos tribunais superiores são uma espécie de papel higiénico…
Nota final: o dr Vale e Azevedo pode ser o que for, isso não invalida que, de facto, teve razão quando denunciou os contratos com a Olivedesportos e foi alvo de uma autêntica caça ao homem. Para se ter uma ideia, a Olivedesportos paga ao conjunto dos clubes portugueses cerca de 40/42 milhões de euros/ano. Um clube espanhol de 2ª linha como o Villarreal cobra sozinho 46 milhões/ano. E um clube como o Tottenham arrecada só por si, 51 milhões! Andamos todos a brincar com coisas sérias…
Etiquetas: Futebolices, LPFP, SAD

Milhões & Tostões
Notas Prévias:O Correio da Manhã publicou ontem um breve, mas esclarecedor estudo dos níveis salariais praticados pelos diferentes clubes profissionais de futebol.
Sem embargo se reconhecer que os salários efectivamente pagos pouco ou nada são coincidentes com a realidade, dá, no entanto, para perceber que o futebol em Portugal não pode evoluir de modo algum, sendo certo que a tendência é para a sua desvalorização em termos comparativos com as restantes ligas europeias.
A este propósito, vejamos que o Apoel de Chipre aqui há umas dezenas de anos levou 16-1 numa eliminatória da Taça das Cidades com Feira e hoje surge na Chanpions League a dar cartas em Madrid.
Fica-se, no entanto a saber que o salário médio do jogador de futebol da I LIga é de € 13.200/mês e que retirados os valores pagos pelos três estarolas, tal valor cai para os € 5.900/mês.
O Belenenses é citado como o exemplo do corte rente dos salários dos jogadores caíndo do extraordinário valor de 11 milhões de euros para se descer de divisão, valor este que teve o brilho gestionário da dupla Fernando Sequeira (o tal gestor do grupo Pina Moura) e do eterno João Barbosa, para uns simpáticos 4 milhões de euros este ano.
Suponho ter ouvido alguém ter-me dito que o tecto salarial no nosso Clube é, em princípio, de € 4.000/mês e que tal tecto admite uma ou outra excepção para confirmar regra.
E a azia que eu já tinha, e ainda tenho, a gestões tão brilhantes que nos obrigam a cortar rente na modalidade raínha do nosso Clube, uma pessoa ao ler este breve estudo de jornal, sendo o Belenenses dado como referência de uma política de contenção, então fica explicado a assimetria de tão brilhantess gestões versus obtenção de resultados, obrigando direcções futuras a terem de desenrascar por aquilo que o ano passado foi malbaratado na área do futebol.
Claro está que quem faz uma equipa de 11 milhões teria de prometer a Europa, porque afinal quem nada percebe de futebol, tal como o consumidor, vê nas prateleiras produtos para o mesmo fim, uns acabam por escolher o mais caro julgando ser melhor que o mais barato. E, no fundo, julgo que foi isso ter acontecido no Belenenses na época transacta, sendo certo, que na certa a esta hora ainda estaremos a pagar prestações de salários em atraso deixados o ano transacto, potr forma a podermos cumprir os pressupostos financeiros definidos pela Liga.
Tal política, claramente suícida, acaba por ser apontada, agora, e por terceiros como exemplos a não seguir.
Uns com tanto, outros com tão pouco. Assim vai a realidade financeira do nosso campeonato. No fundo, uma questão de milhões. Ou de tostões, como dirá a grande maioria dos clubes do primeiro escalão do futebol português.
O salário médio dos jogadores da Liga ronda os 13 200 euros mas se a estes números retirarmos as contas de FC Porto, Benfica e Sporting a verba cai para menos de metade: 5900.
De acordo com os dados recolhidos pelo Correio Sport, e numa altura em que muitos dos orçamentos dos 13 restantes clubes ainda não foram consolidados, os salários médios ajudam a perceber a dura realidade económica do futebol português, em que os vencimentos de jogadores como Hulk, Bruno Alves, Pablo Aimar, Javier Saviola, Liedson ou João Moutinho surgem como atentados à pobreza em tempos de crise acentuada.
Emblemas como Olhanense, Belenenses ou U. Leiria apresentam os orçamentos mais baixos da Liga. Do Algarve à cidade do Lis, contenção é a palavra de ordem. “O Belenenses foi obrigado a reduzir de maneira drástica o orçamento para esta época. Dos 11 milhões de 2008/09 passámos para quatro na época corrente”, disse ao Correio Sport Miguel Ferreira, administrador da SAD dos ‘azuis’ e homem-forte do futebol do Restelo.
Em Olhão, os recentes resultados desportivos fazem orelhas moucas ao controlo salarial. Contas feitas aos vencimentos da equipa técnica e restante plantel, os algarvios sustentam-se com pouco mais de 1,2 milhões de euros/ano. “Não encontram orçamento mais baixo que o nosso”, disse ao Correio Sport Isidoro Sousa, presidente do Olhanense, admitindo que na época passada, ainda na Honra, os números batiam nos 700 mil euros.
Analisando a média retirada do conjunto dos 16 clubes do escalão principal, um jogador em Portugal teria de esperar mais de sete meses para amealhar o salário médio de um futebolista da liga espanhola. Ao que o Correio Sport pôde comprovar, um atleta do país vizinho recebe, em média, 97 200 euros/mês, valores agravados com a chegada de nomes como Cristiano Ronaldo, Kaká, Benzema ou Ibrahimovic.
Etiquetas: Clube, Isto é Futebol, LPFP, SAD

Equipa pé-descalço
No tempo em que trabalhava lá por baixo, quer no ex-Gabinete da Área de Sines, quer no ex-IGAPHE ( reparem que tenho trabalhado em vários ex-institutos e ainda me dizem que o peso do Estdo é excessivo), mais precisamente no sector da habitação, tínhamos uma equipa que ela prória se auto-intitulava de "Equipa Pé Descalço", justamente porque sendo composta por trabalhadores de várias especialidadaes (electricidade, pedreiro, canalizador, etc) ocorriama a todos os casos de reparação urgente do que se tivesse avariado onde houvessem casas nossas. Daí me ter inspirado nesta equipa para o post de hoje., não por razão directa, mas pelo oposto da razão de ser daquela equipa.Ou seja, nós em Portugal na área do Futebol temos uma vasta equipa de agentes com um único fim: a promoção, ao menos interna, das virtudes e do grandiosismo de três clubes em contraponto com todos os restantes.
E neste sentido, é sabido que existe em cima da mesa da LPFP como tema permanente de discussão o futuro dos campeonatos em Portugal e quem os deve compor a prazo, quer em número de partoicipantes, quer em critério selectivo e direccionado na matriz de seelcção.
Não estou muito longe de errar que os tais emblemas do costume, os chamados estarolas, ficarão sempre a fazer parte do figurino,seja ele qual for.
E aqui é que reside o busílis da questão.
Este ano para se dsepachar o Estrela da Amadora, criou-se uma regulamentação de excepção que teve vários outros emblemas como fogos secundários e que por via disso, ou cessaram a acatividade ou fecharam as portas ao futebol, até haverem melhores dias.
Essa regulemtação de excepção, para além de ter sido mal aplicada, porque outros clubes podiam e deviam ter ficado de fora só na I Liga e aqui vem ao de cima o caso evidente do Leixões e caso meio-evidente do Vitória de Guimarães, devendo serem melhor anlisados os casos de clubes da região centro.
Isto para não falar já de que é politicamente incorrecto excluir-se determinados emblemas.
E aqui bate de novo o busillís da questão da honorabilidade de quem deve estar ou ser excluído das competições profissionais.
Os tais 2+1 clubes são casos acabados de dívidas fabulosas, algo que o nosso imaginário mal consegue perceber como é possível tais clubes existirem, quanto mais apelidarem-nos de grandes. E, digo-o com veemência: quanto mais serem autorizados a competir!
Fernando Guerra escreveu, a exemplo do Sporting, da sua setubalização, querendo com isto dizer que os terrenos para os quais tal clube resvalou serem idênticos aos do Vitória de Setúbal, ou seja, desprovidos de património não hipotecado e com dívida de mais de 250 ME à banca, em especial ao BES.
Como seria isto possível no nosso Belenenses, onde cada tostão conta?
O caso do Benfica já veio exigir a que com mais assiduidade do que se esparava que o respectivo presidente venha a público defender a política de aquisições sem se perceber onde nasce o dinheiro, sendo certo que neste momento geraram uma outra actividade que está a ser novo sorvedouro de capitais e sem retorno à vista, que foi a criação do canal de televisão privado.
Os associados do Belenenses passam a vida a falar em míseras quantias do que se ganha ou deixa de ganhar com a compra ou venda de determinado jogador e ainda não caíram na real que consiste,a meu ver, criar a tal dívida astronómica a partir da qual toda a entidade bancária terá todo o interesse em manter a instituição devedora de pé, por forma a garantir os pagamentos mínimos do crédito mal parado. E de preferência concededndo créditos de gerem outras novas rceitas, as quais gficaraão automaticamente retidas pelo período de anos que se convenecionar pagar a dívida: vidé o caso dos 40 ME da Sagres ao Benfica esturrados num ano e pagos em 20.
É, aliás, isso que também se ouve em Setúbal quanto ao apoio parcial de alguma banca no sentido de ela não perder tudo quanto emprestou e tentar recuperar algum.
Os nossos 12 ME de dívidas para além de não me incomodarem em especial, também não são, pelo que atrás expus, motivos suficientes para que a banca nos venha amparar, dado que mais de 12 ME temos nós em terrenos, bastando, para tal, saber o que fazer com os ditos terrenos inaproveitados que lá estão.
CONCLUÍNDO
Posto o que hoje aqui me trouxe, o campeonato da I Liga deste ano e futuros continuam inquinados de equipas artificialmente construídas para gerarem receitas para pagamento das prestações à Banca, pelo que este é mais um factor de concorrência desleal daqueles que têm poder para ir ao banco em relação a outros, como nós, que preferimos ser pobres e honrados, mas sem possibilidades de aspirar a ser de novo campeão nacional, dado que a banca agora é quem vai decidir a quem empresta a massa para se ser campeão, nem que tal seja caso efémero, ms ao menos permite vender o tal merchadising cujas receitas, na certa, estão a ir direitinhas para o balcão do banco mais próximo.
Se pensarmos que também temos esse poder e se soubermos aproveitar os nossos terrenos e a nossa marca e rendibilizá-los, então estou em crer que deixaremos o pelotão daqueles que a mais não aspiram que não seja um lugar no meio da tabela.
Etiquetas: Casos Futebol, Clube, Concorrência Desleal, LPFP

É oficial...

Nota 1: Não é possível atender todos os telefonemas e compulsar toda a informação que caíu neste fim de dia. Com calma iremos analisar este processo e o retomar dos eixos do clube, da época que se inicia e das bandeiras que virão.
Nota 2: Parabéns a Luís Oliveira que foi um digno par nesta crença que era possível. Reservou-me o dia de hoje e amanhã para escriba de serviço, por motivos de saúde e tratamentos, mas qual debilidade quais dores, até parece que passaram e o dedo nas sms e a aflição de não ter net a espaços, levou-o a que fosse quase mais rápido na divulgação da notícia. Sim, o CAS foi o PRIMEIRO muito antes da dita C.S..
Nota 3: Obrigado ao presidente Viana de Carvalho pela dica.
Como tinha previsto a SAD do Estrela foi um bluff de António Oliveira, o arguído fiscal do Estrela da Amadora. Só um enredo corrompido poderia aceitar tal entidade ao arrepio da legislação nacional.
Fico a conhecer melhor a personalidade de Dias Ferreira e principalmente a sua qualidade de dirigente, confesso que foi uma desilusão por conhecer o advogado pessoalmente e já ter estado à conversa com ele no Restelo que na altura me deixou uma impressão positiva.
Enfim, o que faltava por agora é o quadro oficial emanado pela LPFP através do Comunicado Oficial nº 206.
(clique na imagem para ampliar)
Etiquetas: I/II Liga?, LPFP

Belenenses quer ganhar 1 milhão nos tribunais
Notas Prévias:Se desta vez fizerem as coisas bem feitas, talvez consigamos ser ressarcidos de uma justa indemnização e nessa altura quero ver, na justiça comum, a tradução real da expressão "goal-average" e, no fundo, saber se goal-average é igual a goal-difference.
Mas tão importante como isto é sabermos se um conjunto de pessoas que deviam ser isentas e imparciais irem com a idéia preconcebida de seja qual fosse o teor do recurso do Belenenses, ele seria chumbado.
Foi essa a idéia que o porta-voz do CJ deixou passar na inarrável mini conferência de imprensa.
Ficámos, também, a saber que aquele CJ em nada difere do CJ das gentes de Gondomar.
Coisas do Madaíl e dos Loureiros.
Por sua vez, dá que pensar esta frase do João Barbosa:
A SAD belenense promete que “o departamento jurídico vai esgotar todas as possibilidades para que o clube seja ressarcido de danos patrimoniais e não patrimoniais”, deixando uma questão no ar: “Perguntem à diretora executiva da Liga por que é que o Saulo não jogou com o Benfica...”
Atentemos ao que escreve Sílvia Freeches no Diário de Notícias:
Taça da Liga. Clube do Restelo não se conforma com a decisão da Liga e FPF
Departamento jurídico já está a trabalhar no recurso para tribunal cível
O Belenenses já fez contas: se chegasse à final da Taça da Liga e ganhasse a competição poderia arrecadar cerca de um milhão de euros. Como o clube considera que, quer a Liga de Clubes (organizador da prova) quer o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), lhe sonegaram a hipótese de tentar chegar ao derradeiro encontro da competição, pondera avançar com um pedido de indemnização até ao montante que poderia ganhar.

O departamento jurídico está já a trabalhar nesse sentido e nos próximos dias irá entregar uma queixa no tribunal cível. Uma situação possível uma vez que está em causa uma questão administrativa e não do foro desportivo (para estas questões o recurso aos tribunais comuns é proibida à luz dos regulamentos dos mais altos organismos desportivos, FIFA e UEFA).
João Barbosa, presidente do Belenenses, reafirmou ontem que vai defender os "interesses do clube com todos os meios" que tiver ao seu alcance. O dirigente sabe que desportivamente o assunto está arrumado, mas a "luta" fora dos relvados está em aberto. Para João Barbosa, o Belenenses foi prejudicado em "dezenas de milhares de euros", pelo que considera ser "dever da administração não abdicar da defesa dos interesses da Sociedade Desportiva e dos accionistas".
Os argumentos utilizados pelo Conselho de Justiça para não ter aceite os dois recursos do Belenenses - "erros formais" - também não foram aceites pelo jurista dos azuis de Lisboa. O advogado do clube, Nélson Soares, nega que tenham existido erros formais na apresentação da contestação e reafirma que estavam preenchidos todos os requisitos para que o órgão de justiça da Federação apreciasse o recurso.
Desta forma, a queixa que o Belenenses se prepara para apresentar no tribunal cível visam a Liga de Clubes, por ter passado por cima dos próprios regulamentos, e o CJ da FPF, por não ter apreciado os recursos.
Etiquetas: Época 2008/09, LPFP, Taça da Liga

Vítor Pereira no seu melhor ou mais outra trapalhada da LPFP
A azul são as minhas observações.Presidente da CA da Liga ou do Sindicato dos Árbitros Profissionais de Futebol?
O presidente da Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional sugeriu esta terça-feira que a suspeição em torno do sector pode acabar com competição desportiva profissional, assumindo a recusa em receber representantes do Sporting de Braga.
O homem está preocupado com o desemprego dos árbitros.
É justo e humano num ano de crise financeira, devemos dar um subsidiozinho aos gajos.
"Se as pessoas não acreditam no futebol, não vão ao futebol. Quando não houver profissional, haverá muita gente desempregada. Quanto mais se mantiver este estado de espírito, mais condições há para os árbitros não apitarem na plenitude das suas faculdades", afirmou Vítor Pereira, à margem da cerimónia de entrega das insígnias aos 29 árbitros internacionais portugueses, na sede da Federação Portuguesa de Futebol, em Lisboa.
Ainda por cima têm lá esse Jesus que pensa saber mais que o Quique bem-amado.
Vítor Pereira confirmou não querer receber quaisquer responsáveis do Sporting de Braga devido às declarações por parte dos mesmos sobre a polémica arbitragem de Paulo Baptista, na visita dos "arsenalistas" ao Benfica (1-0), na 14ª jornada da Liga portuguesa.
"A partir do momento em que foi proferido determinado tipo de declarações, a Comissão de Arbitragem (CA) não tem condições para receber o Sporting Clube de Braga", declarou, recusando comentar ainda as declarações do presidente da Assembleia-Geral da FPF, Mesquita Machado, antigo líder do clube bracarense, a insinuar uma troca na nomeação do "juiz" da partida do Estádio da Luz, facto que levou a CA a fazer "uma participação ao Conselho de Justiça da FPF".
O líder da arbitragem no futebol profissional argumentou ainda que Portugal está entre os 10 melhores do Mundo neste sector e que, segundo análise a vários órgãos de Comunicação Social, "até à 10ª jornada, apenas se registaram cinco por cento de erros" dos árbitros, "o que significa 95 por cento de eficácia".

"Se não defendermos o nosso espectáculo, vamos destruí-lo. Os árbitros trabalham todos os dias, treinam a nível mental, físico e técnico, para terem menos erros, mas o erro faz parte do nosso espectáculo", afirmou o árbitro setubalense.
Madaíl, onde é que já li isto? Ah! O espectador de futebol mais bem pago do mundo que vai assobiando para o lado. Pois...
No evento, presidido pelo líder da FPF, Gilberto Madaíl, que apelou a uma maior "concentração" e "preparação" para se "reduzir a hipótese de erros", o árbitro assistente Venâncio Tomé estreou-se a receber o emblema da Federação Internacional de Futebol (FIFA).
Tomé Venâncio: um nome a fixar, digno sucessor dos Bastistas e Paixões deste país desportivo.
Outro árbitro setubalense, o mais antigo internacional em actividade, afirmou não estar contra a ideia defendida pelos dirigentes do Braga, no sentido de árbitros estrangeiros arbitrarem jogos em Portugal, nomeadamente os que envolvam os três "grandes": Benfica, Sporting e FC Porto.
"Por princípio, não me choca. Até porque já arbitrei muitos jogos no estrangeiro, portanto, seria um contracenso estar na linha da frente dessa luta. É uma ideia que não me repugna, mas desengane-se quem pensa que não haveria erros na mesma", concluiu.
Fonte: JN
Etiquetas: Arbitragem, LPFP

I Liga: ninguém paga salários
Notas prévias:Este artigo assinado pelo Rui Cartaxana e publicado no suplemento Sport do jornal Correio da Manhã, vem colocar a nú as debiliaddes aqui acentudas pelo signatário no início do presente campeonato, na possiblidade cada vez mais visível da falência do actual modelo de SAD's para gerir o futebol profissional e na inevitável quebra de patrocínios, como aliás, já o salentei vide editorial de Nicolau Santos, publicado no jornal Expesso, no seu suplemento de Exame de que aqui reproduzi.
E é um artigo que vem mesmo a calhar, já que é publicado poucas horas depois de João Barbosa ter dito em Assembleia Geral que só dia 23 se regularizavam os salários de Dezembro, os quais, aliás, assim sendo, terão apenas um atraso de 18 dias.
Observando o que se vai passando nos outros clubes, e já que aqui não estão contidos os dois clubes da 2ª Circular, direi noutra peça que li, que tais SAD's da dita circular têm uma dívida acumulada de 410 milhões de euros.
Para além do Belenenses, cujo atraso, felizmente, apesar de tanta asneira dos fugitivos, onde se contava com aparentes financeiros, um dos quais seria sempre de desconfiar, porque se o foi muito grato terá ficado a um ex-ministro do meu Amigo António Guterres. E, por norma, e bem sei do que falo, esta malta - os gestores públicos de cariz político, salvo raras excepções, eram ou são incompetentes. A acrescer a tal incompetência, haveria sempre de desconfiar de quem já lá esteve e fugiu após o roubo do bingo.
Mas dizia, para além do Belenenses, temos: Estrela da Amadora, Académica, Leixões, Sporting de Braga, Vitória de Setúbal, Rio Ave, Naval, Marítimo, Nacional e outros ( ele não terá querido citar os clubes da 2ª Cirtcular).
E reparem que os lampiões até têm lá bons economistas e financeiros, como sejam os casos do Jaime Antunes e do Bagão Félix, que também é accionista da nossa SAD. Algum deles diz mal do passivo do seu clube?
Então, digam-me, porque raio há-de ser alguém que já demonstrou não saber interpretar e usar correctamente os números vem em público ou para o público dizer mal, inflaccionando as contas, do seu clube?
Alguém de nós, belenenses, ouve algum adepto ou sócio dos outros clubes a empolarem números para a comunicação socail, por via indirecta, mas sabendo da sua presença?
O que leio são os clubes da Liga de Honra andarem de braço estendido para ver se alguém os ajuda.
Isto de se haver gente que não sabe interpretar os números gera-me preocupação, face ao facto de estarmos em plena crise sócio-económiico com origem nas finanças. É complicado? Ah, pois é. Mas ainda o é mais quando não se conhece mal o métier.
Se o déficit geral do Clube em 2007 é de cerca de 24 milhões de euros, sendo que evoluíu apenas 1 milhão de euros no período compreendido entre 2004 a 2007, como é possível ler-se no Record aqui nesta notícia que o passivo aumentou 6 milhões de euros nesses mesmos 3 anos?
Responda quem souber a este estranho fenómeno.
Os salários em atraso na Liga Portuguesa de Futebol, mais do que uma vergonha e um atentado à verdade desportiva, são, sobretudo, a marca da sua inviabilidade económica, ou seja, da sua incapacidade para gerar as receitas adequadas.
Os clubes estão todos na insolvência também por isso – antes de termos uma questão salarial temos uma questão estrutural. De tal modo que aquilo de que mais se fala, os salários em atraso, é hoje uma espécie de rabo de fora de um grande gato que ninguém quer ver ou, no mínimo, faz por esconder. Vale tudo, meias-verdades, truques, pretextos ou comissões 'para estudar o assunto', como aconteceu agora no Conselho Nacional do Desporto (CND).
Mas se eu disser que, além do já ‘clássico’ Estrela da Amadora, clubes como, e cito-os de memória, Académica, Leixões (sim, o Leixões, esse mesmo), Belenenses, Sporting de Braga, Vitória de Setúbal, Rio Ave, Naval, Marítimo, Nacional e outros (os da Madeira mau grado os 5/6 milhões €/ano que o dr. Jardim lhes oferece numa bandeja) têm sempre, de uma forma ou de outra, salários por pagar, estaremos a dar uma ideia das dimensões da ‘epidemia’. Os truques e habilidades variam.
Os de Braga dividem os salários contratados por rubricas como 'prémio de assinatura', que constituem metade da remuneração, depois, quando se atrasam, pagam 'o salário', retêm o 'prémio'. É só metade. Os da Madeira fazem uma ginástica idêntica, chamando- -lhes 'direitos de imagem' ou coisa parecida, que só são pagos quando são e que constituem, concreta e realmente, atrasos salariais. Esta situação tende, obviamente, a agravar-se com a crise mundial, que devasta empresas, bancos, indústrias até agora prósperas, levando tudo na frente.
A indústria do futebol e, em particular, este futebolzinho indígena não escaparão. As receitas continuam a baixar (bilheteira, publicidade, patrocinadores), o dinheiro fácil acabou e o investimento conhece a mais brutal retracção dos bancos. Se é certo que sem receitas a sério dos direitos TV (há 20 anos com a Olivedesportos), há estudos que defendem que uma Liga como esta só gera receitas adequadas com um máximo de 10 clubes num campeonato a quatro voltas.
A decisão do CND de constituir uma comissão 'para estudar o assunto' dos salários tem 10 anos de atraso. Winston Churchill disse um dia no parlamento 'se me pedirem a Lua, não me incomodo, nomeio logo uma comissão ‘para estudar o assunto’!'. O tempo está a esgotar-se –e a Tutela não pode estar sempre a pôr-se de fora em nome da independência do movimento associativo. Esta história ainda acaba mal. Oh, se acaba!
Etiquetas: LPFP, Passivos, SAD

Eles até provam que temos razão
Notas Prévias:Eles queixam-se de uma "irregularidade" e depois provam que afinal até é regular.
Mais, a regra de excepção, para eles, é apenas aplicável a um jogador.
Cá está a minha santa ignorância a funcionar.
A regra existe, a excepção à dita também, não foi revogada e não se aplica?
Ai a gaita disto.
Recordando o noticiado hoje pelo Record sobre a nossa posição:
O Belenenses já teve conhecimento da queixa apresentada na Liga pelo Trofense, alegando que Vinícius foi utilizado irregularmente. Os responsáveis dos azuis aguardam agora pela posição da CD da Liga e, caso esta entidade venha a levantar um processo disciplinar, avançarão mesmo para um pedido de indemnização nunca inferior a 2 milhões de euros.
A tranquilidade que reina no Restelo – bem expressa na utilização do brasileiro em Vila do Conde nos 3 minutos finais – ficou ainda mais reforçada pelo facto de, ao que apurámos, a queixa do Trofense ter apenas quatro linhas e pecar por uma argumentação demasiado básica.
Sem revelar nomes dos jogadores em questão, fonte do Belenenses garantiu ainda que há 10 atletas exatamente nas mesmas circunstâncias de Vinícius a alinharem por outros clubes da Liga.
Fiquei parvo ou eles são mais espertos que eu?
O Clube Desportivo Trofense, como é do conhecimento público, deu entrada nos serviços da Liga Portuguesa de Futebol Profissinal (LPFP) uma participação disciplinar, na qual é requerida a intervenção da Comissão Disciplinar no sentido de ser apurado a eventual ocorrência de ilícito disciplinar por parte de Os Belenenses - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, pela utilização do seu jogador Vinicius Pacheco Santos.
É profunda convicção do C.D.Trofense que a correcta interpretação do n.º3 do Art.5º do RETJ da FIFA não permita que o atleta Vinicius Pacheco possa ser utilizado regularmente por um terceiro clube durante a presente temporada, depois de ter sido utilizado por dois clubes no Brasil.
Acresce o facto, que a norma da FIFA em questão, surge na sequência directa do Caso Mascherano, sendo certo que a situação objecto da participação efectivada pelo C.D.Trofense, não tem paralelismo com esta, sendo materialmente diversa, como se pode aferir pela análise dos documentos entregues juntamente com a referida participação, assistindo ao C.D.Trofense o direito de, perante a factualidade demonstrada, requerer a intervenção dos órgãos competentes, não podendo ser menosprezada a regra do pensamento jurídico que nos diz que o intérprete tem o dever de considerar as circunstâncias em que a lei foi elaborada e as condições específicas do tempo que é aplicada.
Queremos ainda ressalvar nesta questão, a instituição Os Belenenses Clube/SAD, os seus dirigentes, e os seus sócios e simpatizantes, pelos quais nutrimos o maior respeito, mas não podemos deixar de defender os interesses do C.D.Tofense, sempre e quando entendamos que o devemos fazer
Etiquetas: Época 2008/09, LPFP

A reclamação do mija da burra
Os paroquianos lá de uma aldeia do Norte prometeram explicações adicionais a uma possível queixa - isto lá na minha escola era tratado à paulada, mas até agora nada, nicles bataóides, niente, pelo que fico deveras apreensivo com a minha inesperada ignorância, fruto, quiçá, da minha alentejanice militante.
As reclamações para a Comissão Disciplinar da Liga sobre a eventual irregular uttilização de um jogador por parte de qualquer equipa quase faz lembrar o recurso aos tribunais administrativos e fiscais, isto é, sem cuidar de se saber se o reclamante tem ou não razão, aceita-se a dita e suspendem-se actos adiministrativos à mesma inerentes.
align="justify">Quero crer que neste caso que a razão está absolutamente do lado do Belenenses, se só houverem os jogos referidos pelo nosso Clube.
Argumentando que o Belenenses é o terceiro clube de Vinicius Pacheco na presente época, depois de ter representado Ipatinga e Flamengo, o mija na burra não terá tido em conta, no entanto, a excepção consagrada no ponto 3 do artigo 5º do regulamento de transferências da FIFA (capítulo III): Um jogador transferido entre dois clubes cujas associações tenham temporadas sobrepostas (por exemplo: uma comece no Verão/Outono e outra no Inverno/Primavera) estará em condições de jogar oficialmente por um terceiro clube, desde que tenha cumprido todas as obrigações contratuais com os clubes anteriores.
Entretanto, fica aqui uma notícia que surgiu no CM sobre a matéria, onde se fala numa fonte da Liga declarando que não há "Caso Vinícius". Cá vai, pedindo escusa pela utilização do vocábulo "reclamante" em vez do clube paroquial:
Vamos recorrer para os tribunais [...] e não seremos meigos a pedir uma indemnização", disse ontem João Barbosa, presidente do Belenenses, referindo-se à queixa que o "reclamante" enviou para a Liga sobre a alegada utilização irregular de Vinicius Pacheco, no jogo que as duas equipas disputaram na 12ª jornada (3-2, para os azuis).
Segundo o "reclamante", em 2008, o avançado jogou em três clubes diferentes (Flamengo e Ipatinga, no Brasil, e Belenenses), o "que contraria as regulamentações da FIFA e da UEFA, que permitem que um jogador apenas actue por dois clubes na mesma temporada".
Fonte da Liga assegurou ontem ao CM que, de acordo com os regulamentos da FPF, "não há qualquer caso Vinicius", dado que, desde 1 de Julho de 2008, o jogador apenas actuou no Belenenses. "Além disso, estão em causa confederações diferentes, América do Sul e Europa, o que preenche uma das excepções previstas pela FIFA. Não é, por isso, um novo caso Meyong [na época passada, os azuis perderam seis pontos, por o jogador camaronês ter actuado em três clubes europeus, Maiorca, Albacete e Belenenses]", frisou a mesma fonte.
Miguel Carvalho, advogado do "reclamante", escusou-se a comentar o pedido de indemnização do Belenenses, e admitiu recorrer para a "UEFA e FIFA" se a Comissão Disciplinar da Liga não punir o clube do Restelo.
Etiquetas: Época 2008/09, LPFP, SAD

Liga Vitalis em falência técnica
Há situações paraelas ao movimento ordinário dos campeonatos que me vão preocupando e suponho que muito pouca gente atribui alguma importância ao fenómeno actualmente observado na Liga Vitalis.É um campeonato onde o ordenamento da classificação é em tudo sintomático da falta de investimento das empresas que suportavam os clubes do Norte do país, por efeitos da crise financeira internacional e que tem levado ao fecho progressivo de muitas dessas empresas.
Os valores dos jogadores foram fixados numa pré-época de crise internacional, acima daquilo que os clubes podiam pagar e muito mais acima da progressiva retirada de apoios de outras empresas.
Daqui surgiu um movimento dos clubes da II Liga a reclamar à LPFP e aos grandes clubes para viabilizarem tal campeonato.
E aqui é que bate o busílis da questão, porque se for entendido pela LPFP, pela Comissão de Arbitragem e pelos tais grandes clubes que uma das vias para fazer reabilitar a Liga Vitalis é fazer descer de divisão alguns clubes que canalizam mais dinheiro nas assistências, então aí podemos começar a ficar preocupados com as reais intenções desses clubes junto dos tais 3 estarolas e da Liga.
Portanto, ou passamos a ficar duplamente atentos ás manobras que se seguirão ou, então, o Belenenses é um dos sérios candidatos a viabilizar a Liga Vitalis e não me posso esquecer que a nossa segunda descida de divisão teve muito a ver com um movimento desta natureza, indo o Belenenses parar à 2ª Divisão para dar notoriedade a um campeonato que até então não tinha qualquer notoriedade.
De facto, na actualidade, não é nada normal que o Olhanense se apresente como sério candidato à subida, face a clubes que tradicionalmente poderiam fazer melhor carreira.
As falências dum Beira-Mar, Boavista, União de Leiria, Varzim, Freamunde, Desportivo das Aves ( aqui só me admiro deste clube existir em funçção da crise lá localizada há dezenas de anos) e Estoril são casos flagrantes de um campeonarto disputado abaixo da média em termos de competitividade.
Se, por azar, influências exógenas ou fatalidade, cairmos na Liga de Honra será extremamente complicado de lá sair, tanto mais que os patrocínios vão à vida na razão do decréscimo de 5 a 7 vezes menos nas receitas.
Por isso, é melhor termos as barbas de molho, tanto mais que temos vindo a observar que por dá cá aquela palha são criados múltiplos artifícios para que o Belenenses saia perdedor de vários encontros de futebol a vários níveis, a saber:
No meio de tudo isto, já começa a ser preocupante a desfaçatez com que nos desfazemos de defesas, sabendo-se da confdição em que a defesa se encontra em matéria disciplinar, sem que haja a contrapartida do reforço da equipa, o qual, em minha opinião, face à miserável captação do plantel, já devia estar concluída, mesmo perdeno mais algum dinheiro, o qual seria bem investido, desde que garanta a não descida de divisão.
Etiquetas: Arbitragem, Clube, LPFP, SAD

A encomenda de Andreia Couto
A decisão de Andreia Couto, directora-executiva da Liga de Clubes, remeter para o jurista Rui Sá (que já foi assessor jurídico do FC Porto e que trabalhou no escritório de Guilherme Aguiar...), a responsabilidade de emitir um parecer que esclarecesse se já havia transitado em julgado a decisão da CD de condenar o FC Porto na subtracção de seis pontos, é verdadeiramente inacreditável, e no mínimo exigia a sua demissão imediata, por constituir uma incompreensível transgressão dos estatutos da Liga. A aclaração pedida pelo FC Porto devia ter sido entregue ao órgão que tomou as decisões, ou seja, o CD da Liga.
No parecer afima-se que caso Pinto da Costa seja absolvido pelo CJ da FPF a decisão relativa ao processo do FCP poderá ser revista.
O FC Porto não recorre de uma decisão, assume a culpa, e o processo não transitou em julgado?!!!... Fantástico! Neste momento, vale tudo!
Hermínio Loureiro esclareceu já, a pedido do Benfica..., que o "parecer" não tem validade jurídica, nem valor vinculativo, porque não teve origem nos órgãos competentes, mas escusa-se a demitir a sua directora-executiva.
Se alguém ainda tem dúvidas, é assim que funciona o sistema!
Etiquetas: Apito Dourado, LPFP

Sócios à força
Pois é, o Desporto na área do Futebol está inquinado, em Portugal, de um forte desequilíbrio tendo em vista o favorecimento de pequenos clubes concelhios e de certos clubes, os quais com base na falsa questão dos custos da insularidade nos levam milhões do erário público.Em recente contacto com fontes que mantenho no INE e no Tribunal de Contas, vim a saber que Portugal malbarata cerca de € 15.000.000/ano em despesas fixas nos chamados clubes concelhios, valor este que pode ser ultrapassado para cifras maiores se não forem contabilizados os valores adiantados pelas autarquias em obras de infra-estruturas ou de excepcional transcendência, muitos deles valores enquadrados em verbas dos PIDDAC's via Quadro Comunitário de Desenvolvimento.
Situação bem mais grave passa-se no Arquipélago da Madeira, em que o respectivo Presidente do Governo Regional desbarata cerca de € 6.000.000 apenas para o futebol de alguns e identificados clubes, desconhecendo-se o que é aplicado no restante arquipélago.
Nos Açores, a situação é menos grave que a da Madeira, mas de relevo.
Ou seja, eu se quiser ser sócio do Belenenses terei de preencher um formulário e pagar quotas de livre vontade.
Ao contrário, nos restantes casos, e numa percentagem importante do PIB, somos espoliados dos nossos impostos para clubes sem dimensão e sem acrescentar algo de qualitativo ao panorama desportivo do País, constituindo-se o comum do cidadão em sócio à força.

No que ao Belenenses diz respeito, os desequilíbrios competitivos que as dotações aos clubes madeirenses são dadas, favorecem um sistemático índice de deslealdade no campeonato, situação a que a Liga ou a Federação pretendem ignorar.
Para decifrar estão ainda as verbas que, sob a capa da construção de novos estádios, podem ou não estar ser investidas directa ou indirectamente em alguns clubes da I Liga, os quais de um momento para o outro passaram de situações financeiras difíceis para um aparente desafogo financeiro, como sejam os casos da Académica e Braga e já foi o caso do Leiria e convem não esquecer algumas verbas manhosas que cairam no Bessa.
As dificuldades financeiras porque temos passado, o elogio do equilíbrio financeiro duma direcção do nosso Clube, não são coisas aplicáveis na Madeira ou em certas Autarquias, porque basta os respectivos responsáveis pegarem nas malas vazias e num avião ou num carro e ir ao Ministério das Finanças e fica tudo sanado.
Mais grave é quando é o próprio Estado/Governo que anuncia austeridade por todos os poros e deixa fora da tributação fiscal 40% dos encargos dos clubes com os desportistas, conforme proposta de Lei do OGE de 2005.
Assim há batota no Futebol e pior que isso nos meus impostos.Sim ,porque desde 1988 que pago impostos, ao contrário daquilo que muitas almas pensam do estado de graça dum funcionário público. E no meu caso quase dá para dois salários mínimos nacionais.
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