O Jaime e a piscina
Se Jaime Pacheco tem uma componente de empatia com os escribas dos desportivos, é bom para o Belenenses porque o tem cá e se juntarmos a obrigação de nos notarem, até que vamos no bom caminho e até que podemos começar a comprar jornais com mais frequência. Bom para eles e bom para nós.
Temo que os árbitros possam ouvir no subconsciente os gritos do sarg. Batata ( esta da maíuscula para batata juro que foi o processador de texto que emendou, tal é o vício) e essa nuance nos possa prejudicar por algum enxovalho do personagem transferido para o carequinha.
Que o Jaime vai dar o litro e o couro (cabelo não acredito) para que tenhamos sucesso não duvido e já por aqui escrevi a minha devoção.
O Jaime cumpriu no primeiro embate. Nada de extraordinário, se bem que os retratos que chegam dão Silas como o carregador de piano e outros o Zé Pedro na função. Certo é que a bola foi certinha para as redes adversárias por 3 vezes e isso é que conta.
Que venha outro sucesso de imediato para bem de todos e acalmia para os lados da CG que parece que anda feita numa barata tonta.
Guimarães é uma prova de fogo que pode marcar uma viragem se souberem tirar partido dela e não adormecerem à conta do pontapé na bola que deu golo.
A propósito da CG, será que não dava para pôr as contas de 2007 cá fora? Estavam prontas por Viana da Carvalho, foram refeitas pelos outros e agora? Nem umas nem outras?
Em vez de andarem a brincar com o depauperado cofre do Belenenses, a chamar espectadores que não temos, bom seria que fizessem justiça ao quarto grande e colocassem os preços equiparados com os que estão na nossa bitola ou não sabem quanto se paga nos grandes?
Claro que aí tem que haver espectáculo e os espectadores veêm sem barracas à frente, mas isso é simples, ponham as barracas junto à rede, criem o cartão do adepto, que se possa adquirir para oferecer a um preço digamos entre 15 a 20 euros, válido por uma época que seja acompanhado por um voucher para um jogo grátis, desde que o voucher tenha o nome e a morada na troca e seja para uma lateral com visibilidade. Se juntar a esse aliciante um desconto de 5% na loja azul e o direito de comprar a preço de convidado bilhete para a lateral, não seria um produto desinteressante, o resto deixo à imaginação.
Claro que podem sempre constituir alguns pacotes de acesso, sempre produtos que são vendáveis, dependendo do grau de envolvimento dos grandes e da época. Por sinal temos uma zona e calendário de ouro com os grandes em Janeiro e logo a seguir ao natal, porquê esperar para criar soluções?

Nos pacotes podem sempre juntar camisolas, bandeiras, cachecois, etc, etc. Não sei porquê o tal kit dos que se viram em palpos de aranha com o Penafiel, tem uma bandeira de boas dimensões, um cachecol, cartão de sócio, muitos descontos e outros direitos pelo preço de 55 euros. Ora quanto custa uma bandeira equivalente na loja azul? Preço claramente superior sem mais nada de suporte. Gente que dorme e vive noutro mundo ou já esqueceram que bandeiras de Portugal eram vendidas a 2 ou 3 euros?
Deixemo-nos de sugestões que aquela gente está lá para pensar porque foi para isso que se ofereceu.
E as piscinas…
As piscinas e a natação que aqui chamei à atenção, mereceu recado do amigo Martins.
Invoca o sócio Martins que não é verdade os números apresentados pela CG e que as piscinas dão lucro quer na vertente da natação competição, onde os pais pagam as deslocações e um conjunto de despesas, inclusivé arranjaram patrocínios, quer na dos praticantes e que a demonstração das contas foram presentes à CG em reunião solicitada pela comissão de pais dos nadadores.
Interessante e desde já peço a fineza de alguém que tenha os documentos em causa que os remeta para aqui para que possamos analisar e fazer a justiça devida.
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Parabéns, Daniela
“Foi um excelente resultado. Estava em 24ª e não tinha muitas expectativas. A primeira coisa era acabar e ganhar alguns lugares. Consegui tirar sete, o que é óptimo para mim, por isso estou muito feliz”.
Daniela Inácio terminou com 2:00.59 horas - a apenas 1.31 minutos da tricampeã mundial e agora ouro olímpico Larisa Ilchenko -, retirando quase 16 minutos à marca do Campeonato do Mundo de Sevilha (2:16.47 horas), em que foi 45ª.
“O tempo final é um bocado indiferente, apesar da distância em relação à primeira ser menor que no ‘Test Event e notoriamente melhor do que em Sevilha”.
Segundo Daniela Inácio, a prova “foi muito dura”, mas, admite, as condições foram “muito favoráveis”: “o circuito é espectacular e não havia corrente, vento ou ondas. Estava tudo muito bom. A temperatura da água também. A partida não foi logo em recta, o que me favorece, pois elas não arrancam logo a uma velocidade estrondosa e consegui acompanhá-las”.
“Depois, foi só tentar não perder o grupo. Na última volta em que elas arrancaram eu tentei ficar nos pés da sul-africana (Natalie du Toit, primeira amputada a competir nos Jogos Olímpicos), depois ela fugiu, mas fui apanhando outras na última volta e acabei em 17º”, completou.
E revelou os seus pensamentos em duas horas de prova: “desta vez não variei muito. O principal era ir mais rápido, e dizia para mim ‘não posso estar cansada, não estou cansada’, só posso ver pés à minha frente, não posso perder as outras”.
“Ver quando aceleravam, a distância para as bóias. Não há muita coisa para pensar”, prosseguiu a atleta do Belenenses, segundo a qual este resultado nos Jogos Olímpicos é fruto de “muito treino, esforço, piscinas, horas a dar voltas e cambalhotas na piscina”.

Daniela Inácio admite que “gostava imenso de estar em Londres”, em 2012, mas sublinha que “a vida nunca é uma linha recta” e que “é impossível fazer planos para daqui a dois meses, quanto mais para daqui a quatro anos, pois as coisas mudam”.
Pedro Dias, seleccionador nacional de águas livres, considerou hoje “fantástico” o 17º lugar de Daniela Inácio nos Jogos Olímpicos Pequim2008, confiando que o resultado motivará o luso Arsenyi Lavrentyev para um bom desempenho quinta-feira.
“O 17º lugar supera de longe as nossas expectativas. Depois de tudo o que aconteceu este ano, acreditamos que tudo é possível. Testemunhei de perto todo o trabalho e toda a dedicação que a Daniela teve. E também sei o quão determinada é neste tipo de provas e isso é fundamental”, disse à Agência Lusa o técnico.
Pedro Dias lembrou que o desafio era “extremamente difícil, face às melhores adversárias do Mundo, numa prova que ia ser obviamente muito competitiva”, mas defende que a sua atleta “comportou-se mais do que à altura e esteve simplesmente fabulosa”.
“Ela tem uma tremenda capacidade de perseverança e dedicação ao trabalho. A transição de nadadora de piscina para singrar nas águas abertas exige um acreditar tremendo neste sonho e muita dedicação para aguentar sessões de 10 km, dias de 20 e semanas de quase 100 a nadar. Tanto ela como o seu treinador estão de parabéns. Foi um belíssimo desempenho para Portugal. Todos deviam estar orgulhosos”, resumiu.
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Daniela Inácio campeã nacional de águas abertas
O oitavo lugar bastou a Daniela Inácio e a Arseniy Lavrentyev, de origem ucraniana, para se sagrarem campeões nacionais de águas abertasO olímpico português Arseniy Lavrentyev não fez melhor do que o oitavo lugar, mas cotou-se como o melhor português e sagrou-se campeão nacional.
O mesmo aconteceu com a portuguesa Daniela Inácio que obteve o oitavo lugar da prova com, que também revalidou o título de campeã nacional.
"A água estava quente e para mim é mais dificil, porque prefiro águas mais frias. E na parte de fora do percurso apanhámos ondas de frente e vento. Fiquei todo partido", disse Arseniy Lavrentyev.
"A nível nacional conseguimos impor o nosso ritmo, mas nesta prova estavam atletas muito bons, muito bem preparados, e tivemos de ser nós a tentar acompanhar o ritmo que eles impõem", disse o campeão português.
Visivelmente satisfeita, a portuguesa Daniela Inácio, que também revalidou o título nacional, salientou o facto de ter concluído a maratona de águas abertas de Setúbal pela primeira vez.
Na prova, disputada no estuário do Sado, em frente ao novo Parque Urbano de Albarquel que permite um acompanhamento permanente da prova por parte do público, participaram 13 dos 50 atletas já apurados para os Jogos Olímpicos de Pequim.
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Natação: Daniela Inácio apurada para os Jogos Olímpicos
Daniela Inácio qualificou-se esta madrugada para a prova de Águas Abertas dos Jogos de Pequim, na estreia olímpica da disciplina, ao alcançar a 11.ª vaga no Test Event realizado na capital chinesa.A nadadora portuguesa conseguiu o apuramento através de um sprint final de mil metros, garantindo o último lugar de acesso aos Jogos Olímpicos, para a competição de 10 quilómetros, onde estarão presentes apenas as 25 melhores nadadoras mundiais (14 apuradas no Mundial e 11 na prova de hoje).
Daniela Inácio fez o tempo de 2:04.29.6, a 3m41s1 da vencedora, a norte-americana Chloe Sutton (2:00.48.5). No segundo lugar ficou a italiana Martina Grimaldi (2:01.19.7) e em 3.º a sua compatriota Alice Franco (2:01.36.5). A primeira nadadora não qualificada, a suíça Swann Oberson, ficou a dois segundos de Daniela Inácio.
Como a prova apenas permitia apurar uma nadadora por país, e a Itália, México e Eslováquia colocaram duas nadadoras até ao 11.º lugar, abriram três vagas nas posições seguintes.
Na primeira volta da prova a liderança foi assumida pela norte-americana Chloe Sutton, que impôs um ritmo forte, mas o grupo de 29 nadadoras manteve-se compacto. No início da segunda volta a chilena Kristel Kobrich imprimiu um ritmo muito elevado, que apenas a norte-americana conseguiu aguentar, e que fragmentou as nadadoras em vários grupos. Daniela Inácio nos primeiros cinco quilómetros integrou o terceiro grupo perseguidor, o que a colocava fora dos lugares de qualificação. Na terceira volta de 2,5 quilómetros a nadadora portuguesa conquistou cinco lugares e encabeçou o grupo de que fazia parte. A fundista lusa fez uma magnífica prova, em particular na última volta.
A internacional portuguesa obteve o histórico apuramento depois de ter falhado a primeira oportunidade, no Mundial de Águas Abertas que decorreu na cidade espanhola de Sevilha.
Daniela Inácio tem já alguma experiência internacional, com destaque para o 6.º no Europeu de juniores realizado em Julho de 2007 em Milão e a 6.ª posição alcançada na Taça do Mundo do Dubai em Março deste ano, a melhor classificação portuguesa de sempre numa Taça do Mundo de Águas Abertas. A nível do país, a nadadora do Belenenses é campeã nacional nas distâncias de 5 e 10 quilómetros.
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