Competência procura-se...





Os contornos da anarquia vigente no Belenenses que o encaminharam para uma situação inexplicável, são fruto da sedimentação de más gestões e incumprimentos estatutários.

A inversão de valores continua a vigorar, mesmo nos novos estatutos, gasta-se dinheiro com modalidades amadoras que mais não são que profissionais e impede-se a profissionalização dos dirigentes, obrigando a um amadorismo insano.

O Belenenses não é a mercearia da esquina ou a drogaria em frente, cujos proprietários não vivem daquilo e apenas é mantido por carolice. O clube e a SAD devem ter gestão profissional séria e competente, se mais não fosse pelo orçamento que detém.

E como muitos sócios que não têm condições sequer para governar a própria casa, mas dão palpites e têm força para estraçalhar o clube e chegámos à situação presente.

Se há responsáveis com o quinhão de leão será concerteza o Conselho Geral de má memória, cujas manobras têm conduzido o clube a sucessivas gestões com contabilidade de “prego” e quando o lençol não estica, tira-me um molhinho do prego e vai para o fundo da gaveta a ver se os credores esquecem ou desistem.

Descobrem-se situações impensáveis que não respeitam as leis, os estatutos e não têm limites.

A entrevista a Viana de Carvalho não me trás grandes novidades, porque o rumo seguido tenho-o previsto por demais desde há 5 anos, como uma meia dúzia de consócios o têm insistentemente referido em AGs. Raramente somos ouvidos.

Tem gente que não sabe mais, tem gente que não merece e tem gente que desconhece.

A ignorância é atrevida e o não querer saber ou querer ignorar as regras que devem pautar o serviço ao clube deve ser fortemente punido.

Não me venham dizer que nunca aprenderam o significado da palavra liberdade.

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Erro de casting



João Pereira foi um erro de "casting". Treinador sem credênciais que por qualquer razão despertou interesse na SAD do Belenenses. A falta de elementos concretos não permitiam um juízo de valor sobre a sua categoria. Os resultados das equipas são muitas vezes falseados pela positiva ou negativa por trabalhos de outros, por jogadores emprestados para rodar, por arbitragens, enfim por um grande número de variantes.

João Pereira manifestamente não é treinador para uma equipa da 1ª liga, consequentemente para o Belenenses e se a equipa é fraquinha individualmente, mais uma razão para ser dirigida por algém com capacidade para a pôr a funcionar como um todo, sem hesitações, dúvidas, que saiba olhar e estudar o adversário e planeie as táticas adequadas. Naturalmente pede-se rigor e capacidade de comunicação interna e externa. João Pereira consegue o pleno em ineficácia.

Depois de um rasgo clarividente de Zé Pedro contra o sindicato, já são quatro jogos sem uma chama, nem um infuficiente e mísero empate, nada. Apenas derrotas

O jogo de apresentação será contra o Recreativo do Libolo, clube e sem desprimor para os seus pergaminhos deste patrocinado pela "bela negra", não pertence ao nosso "campeonato" e em bom rigor até nos desprestígia. Para uma equipa que se quer europeia e há meia dúzia de meses jogava com gigantes do continente, ir buscar uma equipa que pratica um futebol diferente e de um plano inferior é de bradar.

Pior ainda será se a vitória não sorrir por números esmagadores, aí será o bom e o bonito. Iniciar uma pré-época com a fasquia muito baixa (pela canela) e nem se conseguir ultrapassar será muito mau.

Ainda não vi nenhum jogo desta pré-época e só pelos resultados e crónicas, o mais que posso dizer é que João Pereira é um erro de "casting".

Pior que um erro de "casting", apenas dar continuidade a esse erro.

Viana de Carvalho já devia ter marcado uma AG para apresentar contas em atraso e dar a conhecer a realidade do clube. Devia ter proposto as medidas adequadas para pôr fim à situação, sejam elas dolorosas ou não e aqui cabe dizer que senão há condições para manter as modalidades profissionais, acabe-se com elas, mas salve-se o futebol.

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Não brincamos, pois não?



Tempo de férias é tramado porque nos obriga a recorrer aos pasquins e a devorar algo que habitualmente nem nos damos ao trabalho de ler.

Colocando de lado as brincadeiras fiscais que não deixam um número significativo de cidadãos gozar as merecidas férias de forma continuada, apetece-me dizer que pelos lados da justiça desportiva a coisa vai de mal a pior. Desta vez beneficia-se o infractor com um título de campeão nacional de futebol em júniores. Será mais do mesmo, pelas personagens mercenárias que pululam este negócio do futebol. Nunca vi tal benefício a outros clubes que não os três do costume, ou melhor, que esses três e a forçada tentativa oriunda de Gondomar e a sua esfera de influência. Noutros planos o tal Bartolomeu e a malta das ilhas que vive à conta do OE e a nível mais baixo os camarários-dependentes do costume.

O gelatinoso Rui Santos que sofreu em tempos umas esperas no estacionamento da SIC, vem condoer-se com uma dizputa entre o Benfica e a TVI. Sobre a querela pouco me importa mas o gelatinoso reclama o direito ao "black out", algo parecido com o que fazem com o Belenenses, mas que critérios jornalísticos tem este boi Santos quando as trancinhas de um lagarto são notícia e o Belenenses nem que ganhe aos artolas nem um niquinho menor que muitos espaços publicitários? Que critérios objectivos levam a que a camisola seja primeira página apenas quando o jogador se transferiu para um artolas?

No ranking dos pontos conquistados nestas coisas da 1ª divisão já contamos com 2258 e estamos acima cerca de 200 do Guimarães, logo num quarto lugar a uns 1000 do sporting, conversas sobre o quarto para quê?

Enquanto os outros se mostram preparados, João Pereira vem com o discurso do apoio que é como quem diz EU NÃO CONSIGO melhor, não sei mais, dêem-me algum que me vou embora. Curiosa a expressão utilizada "as pessoas têm de continuar a apoiar-nos", nem fala dos adeptos ou sócios dá para perguntar que pessoas?

Com efeito e porque tenho que utilizar a positiva porque alguns velhos e membros do CG e da mesa da AG se mostram incomodados com os meus escritos e não sobre o que eles versam, o Belenenses conseguiu mais um lugar de vice-campeão do troféu da cidade de Águeda. O seu opositor, a Académica obteve um mísero penúltimo lugar na competição. Espero que sirva assim para os consócios que precisam de ir ao óculista. Ahhh e o presidente Viana de Carvalho não fez muita questão de me dar mais esta notícia de outro brilhante resultado.

Entre folgas que parecem férias e rebuçados aos rapazes, João Pereira que pede a todos os santinhos para que abram os olhos e o mandem para a rua, parece ter aberto mão do guarda-redes Júlio César, a confirmar-se espero bem que não e muito menos que coloquem lá o Assis a titular, paciência tem limites.

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Deu Bebés podia dar Trofense



Notas prévias:
1 - 2ª feira é dia de divagação, puxar uma cadeira e assentar ideias.
2 - Luís Oliveira empurra o mérito ou demérito da continuidade do CAS para mim, nada mais errado apenas aceitei o convite de deixar umas linhas até às 300 000 visitas ou isso. Não tenho culpa que o Fiúza nos provoque ou dos seus clones, como não tenho culpa que o Rui Jorge apareça fardado em pleno Restelo a aconselhar a leitura como factor de inteligência (vi ontem na 2), como não terei culpa de ler o CAS ter-se tornado moda.

Recentemente por aqui escrevi que o Trofense podia-se preparar. Por lá disseram que sim e mais que também e esperavam com tranquilidade. Não sei qual a situação financeira e se cumpriram escrupulosamente os presupostos mas não se mostram muito interessados em controlar a situação. O sr Hermínio vai dizendo que tem a palavra do patrão dos Bebés em como regularizam a coisa, mas está errado ou cumpriram ou não cumpriram e senão cumpriram saíam de cena. Benvistas as coisas podem ficar de reserva para o ano. Afinal até parece mal ter Bebés na Sagres quando deviam beber água.

Pois no calendário calha-nos abrir com os Bebés, como poderia ter sido o Trofense e o primeiro jogo em casa é uma cobóiada, clubes que na época passada nos fizeram doer a cabeça. Em bom rigor quem é que não fez?

Já referi que o trabalho de João Pereira teria uma primeira avaliação nos primeiros quatro jogos e quando me deparo com o calendário, até que não está de todo desajustado, Leixões, Naval, Braga e Benfica. Espero bem que pelo menos os seis pontos sejam uma realidade. Apesar de ser a feijões não apreciei o 1-0 ao sindicato e as queixas de só termos 2 jogos treino no estágio por estar tudo ocupado, estas coisas tratam-se com antecedência e havia tempo. Claro que temos que jogar contra todos em casa e fora e o discurso do próximo jogo vai ser difícil, não tarda.

A conta gotas lá vai chegando mais um ou outro jogador, tenho que avisar aqui que se alguém de repente oferecer flores, não é "impulse" é o Pinto da Costa e o homem não dá ponto sem nó, muito cuidado com os negócios e as vénias porque tradicionalmente saímos sempre a perder.

Uma boa semana de trabalho para quem é de trabalho e uma boa semana de descanso para quem o pode gozar.

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Os cornos de Manuel Pinho





Nota Prévia 1 - Desde a antiguidade os cornos são o símbolo do poder e ainda hoje são utilizados um pouco por todo o mundo. Qualquer criança da primária que leia o Asterix sabe bem quais são os povos europeus que os utilizaram regularmente, aliás como também o foram pelos índios americanos ou por indígenas africanos.

Nota Prévia 2 - A conotação com os cornos não terá apenas o significado de poder e pode ter também o conceito de marido enganado, no entanto a representação gestual para este será diferente e consiste num punho fechado com os dedos indicador e mindinho esticados. Neste último conceito concorre o de desiludido por motivos diferentes. A expressão cornos é ainda utilizada sob outros significantes.

Se no parlamento o governo se entretêm a comparar cornos com os deputados, não virá mal ao mundo, afinal os cornos são símbolo ancestral de poder e quanto maiores melhor.

Tanto banzé porque os do ministro que passou a ex-ministro eram pequenos, não se justifica e era de dispensar.

No meio disto tudo fico a saber que o deputado Bernardino Soares ficou com uns grandes cornos e foi queixinhas, enfim, coisas de políticos.

Da "chega de bois" resultou para Sócrates que "Foi um golpe fatal para o senhor ministro da Economia.", acontece.



Perguntar-me-ão o que é que esta "chega" ao bom estilo transmontano tem a ver com o Clube de Futebol os Belenenses, aqui vai:

O deputado comunista chibou-se e "Disse, num aparte, que o ministro foi a Aljustrel distribuir um cheque da EDP à equipa de futebol. Ele fez aquele gesto e disse: tu estás tramado!" (acho a tradução muito má, mas foi o que ele contou).

Ora, ficamos a saber que o (ex-)ministro da economia que se auto-proclamava salvador de empregos, era chegadinho a uns cheques para os clubes de futebol amigos ao intervalo. Está para saber com que contrapartidas ou até se também para os árbitros.

De facto não consigo entender esta política de determinados sectores do poder de forma mais ou menos camuflada, andarem a beneficiarem A ou B em detrimento dos restantes. Também não entendo o motivo de uma empresa afecta ao sector empresarial do estado, andar a distribuir cheques pela mão do ministro. Pior ainda com o que corre sobre a aquisição do "naming" do campo dos lampiões.

No final somos nós todos que pagamos por estas traquinices ministeriais.

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Onze jogadores e uma bola



Eu pensava que estava errado na apreciação à equipa do Belenenses sob a égide de Pacheco, mas Luís de Freitas Lobo tirou-me as dúvidas.

Ou seja, tudo quanto aqui tenho vindo a defender desde o início sobre a contratação de Jaime Pacheco está, infelizmente para o Belenenses, a bater certo.

Jaime Pacheco não consegue colocar a equipa a funcionar e essa apreciação nesse sentido foi conferida poor alguém que nos soube dar boas equipas de futebol e,sobretudo, bons executantes.

Falo, como é óbvio, de Mário Rosa Freire em entrevista por ele concedida no dia 16 de Maio ao jornal A Bola. Ele, aliás, é, tal como eu, defensor do imediato afastamento de Jaime Pacheco, coisa que, aliás, venho defendendo depois de esgotado um período inicial em que tentei conceder-lhe o benefício da dúvida.

Um treinador que aqui chega e apenas obtem 1 vitória esgota a paciência do mais santo, coisa que não pretendo ser em nenhuma circunstância.
Não se pode queixar de não lhe termos dado outros meios que o Mior não teve, sobretudo jogadores mais fortes fisicamente, muito embora pense que quase todos eles, com excepção de Diakité, acbem em qualquer equipa da II Liga, porque o Ávalos está sem pernas, Zarabi é outro Arroz, Tininho não convence.

Se é um facto que estamos em final de campeonato, não é menos verdade que temos de fazer tudo e adoptar todas as medidas que nos estão à mão de semear para evitarmos a queda na 2ª Divisão.

O facto é que a equipa está todinha cheia de equívocos, com jogadores a jogarem fora das sua posições e com outros que com Jaime Pacheco desaprenderam de jogar. Uma equipa em que a defesa não defende, o meio-campo não distribui e o ataque não mexe, sendo inóquo.

Mas eu não sou, nem quero ser, estudioso de futebol. Deixo isso para alguns autoluminados que se julgam sapientes nessa matéria, embora percebam disso menos que eu, já que, pelo menos, sobre eles tenho a vantagem de já ter jogado federadamente à bola.

O mais triste disto tudo é que, no limiet, o Belenenses acabará por despachar de uma forma ou de outra o Jaime Pacheco e aí, talvez, tenha sido tarde demais, porque podíamos, ao menos, ter aproveitado outro treinador antes de descermos, para evitarmos a queda no abismo.

Ás vezes fico com a sensação, tal como aconteceu com Carvalhal, que a massa associativa é mais pelo treinador A ou B que pelo Clube. Não entendo esta posição de alguns associados.

E confiram o testemunho de Luís de Freitas Lobo e digam à CG para despachar o Pacheco quanto antes. Aliás, já nem devia cá estar, porque a única coisa que faz é pavonear-se com o nosso cachecol.

Assisto ao jogo Belenenses – Estrela da Amadora e salta à vista a ansiedade da equipa de Pacheco.
É o medo da descida, mas também da falta de refúgios tácticos em que a equipa se sinta confortável.
Õ Mais estranho é que no onze estão bons jogadores (Silas, Zé Pedro, Wender, Marcelo, Saulo, Cândido Costa…).
Cada um deles parece jogar um jogo diferente.
Detecta-se no início de uma estrutura (4x3x3 ou 4x2x3x1, com os recuos de Zé Pedro e dos alas), mas não se detecta uma ordem táctica.
Cada jogada de ataque vale pelo que os jogadores lhe darem. Não se repetem princípios.
A bola entra por dentro ou cai na faixa em profundidade.
É difícil, por exemplo, perceber que jogo quer Mano tenta jogar.
E custa ver o talento de Zé Pedro preso numa missão de pressão ao lado de Diakité.
Todo o jogo é uma sucessão de impulsos individuais.
Esteve tão perto de ganhar como de perder. Acabou empatado.
O mais perturbante, independentemente do resultado, é a dificuldade em perceber uma lógica de movimentos para além da que, naturalmente, lhe dão onze jogadores e uma bola.

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