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Balanço à jornada 10: Dezanove golos marcados!



Com a vitória sobre o Moreirense por três golos sem resposta e em função do resultado de ontem à noite em Barcelos, o Belenenses isola-se nesse outro campeonato que é o do maior número de golos marcados. São agora dezanove à passagem da décima jornada, em ritmo de significativa constância à razão de praticamente dois por jogo. É realmente impressionante a capacidade realizadora do onze do Restelo - para mais se pensarmos na quantidade de vezes em que se falham golos feitos, desses que o público diz serem de baliza aberta. E, como consequência natural do poder ofensivo do Belém, eis que Antchouet se mantém à cabeça da tabela de melhores marcadores, embora seguido a curta distância pelo piscineiro Liedson, com oito golos - uma média de pouco menos que um por desafio. Ainda assim, sobram onze golos a repartir por vários nomes, o que mostra soluções e uma equipa que joga para a frente. Isso mesmo era dito esta semana em artigo publicado - salvo erro - por Fernando Guerra n'A Bola, em que o cronista afirmava ser Carvalhal um treinador moderno e que se recusava a jogar para o pontinho, valorizando por isso o espectáculo. Jogo em que entre o Belenenses tem golos e é bom também que o público o saiba.
Resultado desta filosofia imposta pelo nosso treinador é também um elevado número de golos sofridos: 16 até ao momento. Conforme escrevi numa destas últimas semanas, pouco me rala ganhar por 6-5 ou por 4-3, ainda que isso signifique sofrer muitos golos. Aliás, uma outra nota que podemos referir sobre o Belenenses desta época é a capacidade de correr atrás do prejuízo, pelo que o goo sofrido assume uma importância menor do que em outros momentos. Existe mentalidade para começar a perder e conseguir dar a volta ao resultado e dois empates a três golos fora de casa penso que serão disso bom exemplo. Em todo o caso e nesta coisa dos golos sofridos, julgo ser relevante reter que apenas 4 desses 16 golos (25% dos ditos) foram consentidos no Restelo, onde apresentamos uma contabilidade simpática: 13-4. Fora de portas é que a coisa merece ajustamentos e deve ser justamente aí que há que encontrar, de preferência já em Coimbra, os equilíbrios necessários. O resto virá naturalmente com o tempo, fruto de um melhor conhecimento mútuo entre Rolando, Pelé, Andersson, os laterais e respectivos substitutos.
Em termos de classificação, o Belenenses ocupa um lugar dentro do perspectivado pela SAD e abaixo das legítimas aspirações dos seus seguidores, isto apeesar de 14 pontos que nos colocam ali pertinho do desejo europeu. E assim sendo - mais uma vez o digo - parece-me existirem condições para chegar ao fim e dizer: "até que enfim, porra! Foi desta!"

(Uma nota final para o cronista do jornal Record: bem podia enfiar umas orelhas de burro como se fazia às crianças noutros tempos e ser obrigado a escrever quinhentas vezes no caderno diário as declarações de Vítor Oliveira, treinador do Moreirense: "Dou os parabéns ao Belenenses pela vitória que, pela expressão do resultado, não deixa dúvidas". Jornalismo desportivo de referência...)



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