Os Afonsinhos do Condado
Hoje o Belenenses tem uma deslocação tradicionalmente difícil, à casa de um Clube que, se não é grande segundo alguns critérios, é um dos maiores dos “não-grandes”, seguramente. Ainda na jornada anterior abordámos o seu grande rival minhoto, o Sporting de Braga, curiosamente um dos outros bastiões futebolísticos nortenhos. Porém o Vitória Sport Clube (mais conhecido por Vitória de Guimarães, sendo que o seu nome foi de facto inspirado no do Vitória de Setúbal) foi o primeiro clube minhoto a conseguir chegar ao principal escalão do futebol português. Para além disso e desde a primeira ascensão (para 1941/42) só por uma vez os vimaranenses foram despromovidos, permanecendo 3 épocas na 2ª divisão (1955/56 a 1957/58). Não fossem as 7 edições da Liga/1ª Divisão anteriores a 1941 em que o Belenenses esteve presente (e o Vitória não), deteria um historial de presenças bem mais próximo do nosso Clube (que como sabemos já desceu por 3 vezes, por 4 épocas). Mais, se considerarmos a totalidade dos jogos disputados e as presenças no escalão principal o Guimarães é o 5º melhor Clube português (61 presenças), logo atrás do Belenenses (67 presenças). Em termos de presenças no podium o Guimarães faz ainda parte de um grupo restrito de 10 clubes que já o alcançaram, com 3 terceiros lugares (contra 14 do Belenenses, para além do 2º lugar [3 vezes] e a própria conquista do título).
Comparando as classificações dos dois clubes verificamos algo habitual. Só na época de 1960/61 é que o Vitória conseguiu classificar-se à frente do Belenenses, sendo que nos anos anteriores permaneceu quase sempre no meio da tabela (mais a já mencionada descida de divisão). Nesse período destaca-se apenas um 5º lugar em 1958/59.
Infelizmente nas 44 edições seguintes a vantagem passou para o lado minhoto, sobretudo pelo claro declínio dos azuis. Por 26 vezes o Vitória conseguiu ficar à frente do Belenenses, mais as 4 épocas em que o Belenenses foi despromovido. Sobram 14 épocas em que o Belenenses ficou à frente. É um dado revelador!
Curiosamente na última época (2003/04) os clubes tiveram prestações semelhantes – e paupérrimas: o Belenenses foi 15º e o Guimarães 14º. Se a crise desportiva dos azuis foi evidente, no caso do Guimarães houve a juntar uma crise directiva “condimentada” com problemas financeiros/fiscais relevantes. Pimenta Machado, que conduzia o emblema minhoto desde 1980 (!), abandonou a direcção entre suspeitas e investigações judiciais. Figura controversa, chegou a admitir a utilização do “saco azul”. O facto é que os efeitos da sua saída ainda estão por apurar. Suportaria financeiramente o clube? Fá-lo-ia licitamente? Enfim, são questões que extravasam o propósito deste artigo, embora sejam importantes para o futebol. Como principal legado ficaram dois dos terceiros lugares conseguidos pelo Vitória, bem como um estádio remodelado como novo sem custos para o clube (embora seja sua propriedade - e a autarquia vimaranse a “enfiar o barrete”).
E já que falamos em Pimenta Machado e se quisermos referir as relações institucionais entre os dois clubes, é incontornável considerar as mesmas como sendo entre os diversos presidentes e... Pimenta Machado. Um dos episódios mais marcantes foi a participação no célebre grupo que apoiou a tentativa de eleição de Guilherme de Aguiar para a presidência da Liga. Ou melhor, tentativa de destituição de Valentim Loureiro, sem sucesso. O Belenenses e o Guimarães lá estavam, mais numa espécie de alinhamento com Pinto da Costa (de quem Pimenta Machado é muito amigo, embora seja benfiquista assumido) do que outra coisa. Não se podia falar em grande solidariedade entre os membros do grupo, aliás como se veio a comprovar posteriormente (sendo os “enganados” o Belenenses e o Sporting).
Passando agora a temas mais descontraídos, podemos referir algumas das grandes figuras do nosso futebol que passaram pelos dois clubes. Um em especial marcou épocas de ouro quer no Vitória quer no Belenenses: Marinho Peres. Chegou para 1986/87 ao Guimarães, levando os vimaranenses ao 3º lugar e aos quartos de final da Taça UEFA (deixando o Atlético de Madrid pelo caminho, por exemplo). Eu recordo-me particularmente bem desta bela carreira dos de Guimarães, que aliás valeu um meu acréscimo de simpatia significativo. Um dos mais “pequenos” brilhava tanto como os “três”, desafiando a sua supremacia com BOM FUTEBOL. Felizmente Marinho Peres passou para o Belenenses na época seguinte, conseguindo também o 3º lugar (melhor classificação do Clube nos últimos 30 anos!) e a inesquecível Taça de Portugal de 1989. Também com BOM FUTEBOL. Enquanto o Belenenses brilhava, o Guimarães ressentia-se sem Marinho e sem... Paulinho Cascavel (quem gosta de futebol não o esquece).
De referir ainda que Marinho trouxe do Guimarães para o Belenenses um outro excelente jogador, Adão. As suas bolas paradas e cruzamentos ficaram para o “livro azul”.
Outras figuras “circularam” nos dois Clubes, como Pedroto (como jogador no Belenenses e como treinador no Vitória), Alexander Péics (mítico treinador, consagrou o “WM” no Belenenses, saindo para o Vitória em 1951), Alcino (jogador), Mário Wilson, Jorge Vieira (treinadores) assim como os mais “recentes” jogadores Guga (agora no Boavista), ou Cléber (ainda em Guimarães).
Passando agora ao “histórico” dos Guimarães-Belenenses, é fácil de ver a dificuldade do encontro. Registam-se 26 derrotas, 14 empates e 16 vitórias, com um saldo de golos desfavorável de 88-69. Se o primeiro jogo resultou numa vitória algo “choruda” face ao recém-promovido Vitória (2-4), logo na época seguinte os vimaranenses conseguiram levar de vencida os azuis (3-1). Nas épocas seguintes o Belenenses manteve alguma superioridade, conseguindo o record de 5 jogos sem perder (4 vitórias e um empate). A partir do regresso do Vitória à 1ª Divisão, em 1958/59, as coisas inverteram-se. À semelhança do que referimos para o histórico de classificações, a visita a Guimarães passou a ser muito difícil. Em 1986/87 o Belenenses interrompeu uma série de 15 épocas sem ganhar. Seguiram-se mais 2 épocas de vitórias (uma delas com Marinho Peres), mas a seguir ainda mais 14 épocas sem ganhar, interrompidas na época passada pelo Belenenses de Inácio (outro que veio de Guimarães), deixando na altura a impressão que o Guimarães estaria mais “aflito”. Afinal a “aflição” manteve-se até ao fim para os dois Clubes.
Mas aqui ficam os resultados:
34/35 - VG em escalões inferiores
35/36 - VG em escalões inferiores
36/37 - VG em escalões inferiores
37/38 - VG em escalões inferiores
38/39 - VG em escalões inferiores
39/40 - VG em escalões inferiores
40/41 - VG em escalões inferiores
41/42 - 2-4
42/43 - 3-1
43/44 - 1-2
44/45 - 1-1
45/46 - 2-4
46/47 - 1-4
47/48 - 0-1
48/49 - 2-1
49/50 - 3-3
50/51 - 3-1
51/52 - 0-1
52/53 - 1-1
53/54 - 1-1
54/55 - 1-3
55/56 - VG na 2ª
56/57 - VG na 2ª
57/58 - VG na 2ª
58/59 - 3-0
59/60 - 2-5
60/61 - 3-2
61/62 - 1-1
62/63 - 1-2
63/64 - 2-1
64/65 - 2-1
65/66 - 3-2
66/67 - 1-2
67/68 - 1-0
68/69 - 2-0
69/70 - 1-2
70/71 - 0-1
71/72 - 1-1
72/73 - 0-0
73/74 - 1-1
74/75 - 2-0
75/76 - 2-2
76/77 - 0-0
77/78 - 1-0
78/79 - 1-1
79/80 - 1-0
80/81 - 4-0
81/82 - 2-1
82/83 - CFB na 2ª
83/84 - CFB na 2ª
84/85 - 2-2
85/86 - 3-0
86/87 - 2-3
87/88 - 0-1
88/89 - 0-1
89/90 - 2-1
90/91 - 1-0
91/92 - CFB na 2ª
92/93 - 2-1
93/94 - 3-0
94/95 - 3-0
95/96 - 1-0
96/97 - 1-0
97/98 - 2-2
98/99 - CFB na 2ª
99/00 - 4-2
00/01 - 1-1
01/02 - 2-1
02/03 - 1-0
03/04 - 0-1
De referir ainda que o resultado mais frequente é o empate a 1 bola (8 vezes), sendo que a diferença de golos mais frequente dá vantagem ao vitória por 1 golo (16 vezes). Os melhores resultados do Belenenses ocorreram em 1946/47 (1-4) e 1959/60 (2-5).
Para o jogo de hoje há sentimentos mistos à volta da equipa azul. Dá uma certa impressão que está a fazer um balanço, porventura com intenções de se reforçar para 2005. O desaire caseiro com o Braga foi de difícil digestão, mas em princípio o espírito e o esquema da equipa não vão sofrer alterações. O que pode ser bom... ou mau. O objectivo de ficar a meio da tabela, se é assumido integralmente, significa que basta... ir pontuando. Lutando umas vezes mais que outras. Eu creio que jogamos para ganhar, mas falta saber fazê-lo. É aí que o nosso futebol acaba por não ser tão bom, por muito que digam os críticos da especialidade (a maioria despreocupados com a nossa classificação).
Na convocatória entraram Lourenço e Cabral, saíram Rodolfo Lima (lesionado) e Jorge Tavares (“muito jovem”, refere o site oficial. E acho prudente, sem desanimar o jogador). Será que Lourenço pode “espevitar” (não esqueço a jogada do 1ª golo contra o Leiria), face a um discreto Rodolfo Lima? E a defesa, que continua a ter dois excelentes jogadores pessimamente coordenados? (mais um Wilson com o saber de sempre mas sem as pernas de outrora)...
Como árbitro calhou-nos Rui Costa do Porto... os árbitros da Invicta parecem revezar-se com os de Setúbal nos últimos jogos do Belenenses. Mas sinceramente andamos com maiores razões de queixa de nós próprios do que outra coisa. De qualquer forma, vamos a ver. Uma atenuante: Pimenta Machado já não manda (julgo eu?).
Enfim, vamos a ver o que nos sai na rifa. Pelo tom, já percebem, já estivémos mais entusiasmados com esta época.
PS: O título que escolhi, para os que não saibam (os mais novos), refere-se a uma banda portuguesa que existiu há uns anos atrás, com referência ao rei fundador, Afonso Henriques, e ao Condado Portucalense. Diga-se que quer a música quer os elementos da tal banda eram muito bem humorados, o que me ajuda a reforçar o sentido amigável do título, não querendo ser depreciativo para os vimaranenses ou para o Vitória, antes pelo contrário. Curiosamente os do Vitória apenas e normalmente são conhecidos como os “vimaranenses” (não como pastéis, lampiões, lagartos ou tripeiros). Isto apesar de, salvo erro, existir ou já ter existido uma claque "Afonsinhos" no Guimarães!
Comparando as classificações dos dois clubes verificamos algo habitual. Só na época de 1960/61 é que o Vitória conseguiu classificar-se à frente do Belenenses, sendo que nos anos anteriores permaneceu quase sempre no meio da tabela (mais a já mencionada descida de divisão). Nesse período destaca-se apenas um 5º lugar em 1958/59.
Infelizmente nas 44 edições seguintes a vantagem passou para o lado minhoto, sobretudo pelo claro declínio dos azuis. Por 26 vezes o Vitória conseguiu ficar à frente do Belenenses, mais as 4 épocas em que o Belenenses foi despromovido. Sobram 14 épocas em que o Belenenses ficou à frente. É um dado revelador!
Curiosamente na última época (2003/04) os clubes tiveram prestações semelhantes – e paupérrimas: o Belenenses foi 15º e o Guimarães 14º. Se a crise desportiva dos azuis foi evidente, no caso do Guimarães houve a juntar uma crise directiva “condimentada” com problemas financeiros/fiscais relevantes. Pimenta Machado, que conduzia o emblema minhoto desde 1980 (!), abandonou a direcção entre suspeitas e investigações judiciais. Figura controversa, chegou a admitir a utilização do “saco azul”. O facto é que os efeitos da sua saída ainda estão por apurar. Suportaria financeiramente o clube? Fá-lo-ia licitamente? Enfim, são questões que extravasam o propósito deste artigo, embora sejam importantes para o futebol. Como principal legado ficaram dois dos terceiros lugares conseguidos pelo Vitória, bem como um estádio remodelado como novo sem custos para o clube (embora seja sua propriedade - e a autarquia vimaranse a “enfiar o barrete”).
E já que falamos em Pimenta Machado e se quisermos referir as relações institucionais entre os dois clubes, é incontornável considerar as mesmas como sendo entre os diversos presidentes e... Pimenta Machado. Um dos episódios mais marcantes foi a participação no célebre grupo que apoiou a tentativa de eleição de Guilherme de Aguiar para a presidência da Liga. Ou melhor, tentativa de destituição de Valentim Loureiro, sem sucesso. O Belenenses e o Guimarães lá estavam, mais numa espécie de alinhamento com Pinto da Costa (de quem Pimenta Machado é muito amigo, embora seja benfiquista assumido) do que outra coisa. Não se podia falar em grande solidariedade entre os membros do grupo, aliás como se veio a comprovar posteriormente (sendo os “enganados” o Belenenses e o Sporting).
Passando agora a temas mais descontraídos, podemos referir algumas das grandes figuras do nosso futebol que passaram pelos dois clubes. Um em especial marcou épocas de ouro quer no Vitória quer no Belenenses: Marinho Peres. Chegou para 1986/87 ao Guimarães, levando os vimaranenses ao 3º lugar e aos quartos de final da Taça UEFA (deixando o Atlético de Madrid pelo caminho, por exemplo). Eu recordo-me particularmente bem desta bela carreira dos de Guimarães, que aliás valeu um meu acréscimo de simpatia significativo. Um dos mais “pequenos” brilhava tanto como os “três”, desafiando a sua supremacia com BOM FUTEBOL. Felizmente Marinho Peres passou para o Belenenses na época seguinte, conseguindo também o 3º lugar (melhor classificação do Clube nos últimos 30 anos!) e a inesquecível Taça de Portugal de 1989. Também com BOM FUTEBOL. Enquanto o Belenenses brilhava, o Guimarães ressentia-se sem Marinho e sem... Paulinho Cascavel (quem gosta de futebol não o esquece).
De referir ainda que Marinho trouxe do Guimarães para o Belenenses um outro excelente jogador, Adão. As suas bolas paradas e cruzamentos ficaram para o “livro azul”.
Outras figuras “circularam” nos dois Clubes, como Pedroto (como jogador no Belenenses e como treinador no Vitória), Alexander Péics (mítico treinador, consagrou o “WM” no Belenenses, saindo para o Vitória em 1951), Alcino (jogador), Mário Wilson, Jorge Vieira (treinadores) assim como os mais “recentes” jogadores Guga (agora no Boavista), ou Cléber (ainda em Guimarães).
Passando agora ao “histórico” dos Guimarães-Belenenses, é fácil de ver a dificuldade do encontro. Registam-se 26 derrotas, 14 empates e 16 vitórias, com um saldo de golos desfavorável de 88-69. Se o primeiro jogo resultou numa vitória algo “choruda” face ao recém-promovido Vitória (2-4), logo na época seguinte os vimaranenses conseguiram levar de vencida os azuis (3-1). Nas épocas seguintes o Belenenses manteve alguma superioridade, conseguindo o record de 5 jogos sem perder (4 vitórias e um empate). A partir do regresso do Vitória à 1ª Divisão, em 1958/59, as coisas inverteram-se. À semelhança do que referimos para o histórico de classificações, a visita a Guimarães passou a ser muito difícil. Em 1986/87 o Belenenses interrompeu uma série de 15 épocas sem ganhar. Seguiram-se mais 2 épocas de vitórias (uma delas com Marinho Peres), mas a seguir ainda mais 14 épocas sem ganhar, interrompidas na época passada pelo Belenenses de Inácio (outro que veio de Guimarães), deixando na altura a impressão que o Guimarães estaria mais “aflito”. Afinal a “aflição” manteve-se até ao fim para os dois Clubes.
Mas aqui ficam os resultados:
34/35 - VG em escalões inferiores
35/36 - VG em escalões inferiores
36/37 - VG em escalões inferiores
37/38 - VG em escalões inferiores
38/39 - VG em escalões inferiores
39/40 - VG em escalões inferiores
40/41 - VG em escalões inferiores
41/42 - 2-4
42/43 - 3-1
43/44 - 1-2
44/45 - 1-1
45/46 - 2-4
46/47 - 1-4
47/48 - 0-1
48/49 - 2-1
49/50 - 3-3
50/51 - 3-1
51/52 - 0-1
52/53 - 1-1
53/54 - 1-1
54/55 - 1-3
55/56 - VG na 2ª
56/57 - VG na 2ª
57/58 - VG na 2ª
58/59 - 3-0
59/60 - 2-5
60/61 - 3-2
61/62 - 1-1
62/63 - 1-2
63/64 - 2-1
64/65 - 2-1
65/66 - 3-2
66/67 - 1-2
67/68 - 1-0
68/69 - 2-0
69/70 - 1-2
70/71 - 0-1
71/72 - 1-1
72/73 - 0-0
73/74 - 1-1
74/75 - 2-0
75/76 - 2-2
76/77 - 0-0
77/78 - 1-0
78/79 - 1-1
79/80 - 1-0
80/81 - 4-0
81/82 - 2-1
82/83 - CFB na 2ª
83/84 - CFB na 2ª
84/85 - 2-2
85/86 - 3-0
86/87 - 2-3
87/88 - 0-1
88/89 - 0-1
89/90 - 2-1
90/91 - 1-0
91/92 - CFB na 2ª
92/93 - 2-1
93/94 - 3-0
94/95 - 3-0
95/96 - 1-0
96/97 - 1-0
97/98 - 2-2
98/99 - CFB na 2ª
99/00 - 4-2
00/01 - 1-1
01/02 - 2-1
02/03 - 1-0
03/04 - 0-1
De referir ainda que o resultado mais frequente é o empate a 1 bola (8 vezes), sendo que a diferença de golos mais frequente dá vantagem ao vitória por 1 golo (16 vezes). Os melhores resultados do Belenenses ocorreram em 1946/47 (1-4) e 1959/60 (2-5).
Para o jogo de hoje há sentimentos mistos à volta da equipa azul. Dá uma certa impressão que está a fazer um balanço, porventura com intenções de se reforçar para 2005. O desaire caseiro com o Braga foi de difícil digestão, mas em princípio o espírito e o esquema da equipa não vão sofrer alterações. O que pode ser bom... ou mau. O objectivo de ficar a meio da tabela, se é assumido integralmente, significa que basta... ir pontuando. Lutando umas vezes mais que outras. Eu creio que jogamos para ganhar, mas falta saber fazê-lo. É aí que o nosso futebol acaba por não ser tão bom, por muito que digam os críticos da especialidade (a maioria despreocupados com a nossa classificação).
Na convocatória entraram Lourenço e Cabral, saíram Rodolfo Lima (lesionado) e Jorge Tavares (“muito jovem”, refere o site oficial. E acho prudente, sem desanimar o jogador). Será que Lourenço pode “espevitar” (não esqueço a jogada do 1ª golo contra o Leiria), face a um discreto Rodolfo Lima? E a defesa, que continua a ter dois excelentes jogadores pessimamente coordenados? (mais um Wilson com o saber de sempre mas sem as pernas de outrora)...
Como árbitro calhou-nos Rui Costa do Porto... os árbitros da Invicta parecem revezar-se com os de Setúbal nos últimos jogos do Belenenses. Mas sinceramente andamos com maiores razões de queixa de nós próprios do que outra coisa. De qualquer forma, vamos a ver. Uma atenuante: Pimenta Machado já não manda (julgo eu?).
Enfim, vamos a ver o que nos sai na rifa. Pelo tom, já percebem, já estivémos mais entusiasmados com esta época.
PS: O título que escolhi, para os que não saibam (os mais novos), refere-se a uma banda portuguesa que existiu há uns anos atrás, com referência ao rei fundador, Afonso Henriques, e ao Condado Portucalense. Diga-se que quer a música quer os elementos da tal banda eram muito bem humorados, o que me ajuda a reforçar o sentido amigável do título, não querendo ser depreciativo para os vimaranenses ou para o Vitória, antes pelo contrário. Curiosamente os do Vitória apenas e normalmente são conhecidos como os “vimaranenses” (não como pastéis, lampiões, lagartos ou tripeiros). Isto apesar de, salvo erro, existir ou já ter existido uma claque "Afonsinhos" no Guimarães!


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