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Marinho Peres e os objectivos



Muito se fala hoje em dia em definir objectivos para a equipa do Belenenses no actual campeonato.
Ao que parece foi definido um 9º ou um 10º lugar, nem se sabe exactemente bem o que definiram.
De todo o modo, mesmo sem definição de objectivos classificativos, tivemos já neste século um treinador que não precisava que lhe definissem os objectivos, porque era ele que os definia, apesar de não lhe terem dado os meios humanos que deram por exemplo a um Inácio ou a um Cravalhal.
Estou-me a referir obviamente ao Marinho Peres e sobre o trabalho dele, há coisas que os registos por estarem escritos, não podem de modo algum serem desmentidos, por mais tendencias carvalhistas que possam haver no seio de alguns sócios.
Devo referir que o Marinho Peres até nem é o meu modelo padrão dum bom treinador para as aspirações que naturalmente o Clube terá de ter. Sobre esta matéria, tenho, aliás, um artigo na forja apontando um caminho ou um critério de selecção de um treinador, o qual não passa exactamente por ser um professor, um estudioso, porque sempre aprendi que se pode tirar um curso com 10 ou 20, sendo certo que só se é bom profissional desde que haja bom senso.
Dizia-se que ele não sabia treinar, ou era um baldas nessa matéria, dizia-se que era um cozinheiro que depois de ter os ovos não sabia fazer omoletas.


Vejamos então os registos e comparemos:
1. Na época 2000/2001 acabou a 1ª volta com 31 pontos, tantos quantos têm os actuais lideres da prova, ou seja, seriamos co-lideres.
Hohe estamos a 10 pontos, mas em 2001 acbámos o campeonato no 7º lugar, logo após o Benfica, com 52 pontos.
2. Este treinador tinha a mania de acabar a 1ª volta sempre com a meta dos 30 pontos, tantos quanto, na opinião dele, seriam bastantes para uma tranquila 2ª volta, por forma a evitar uma eventual descida de divisão. Hoje, e desde a época passada, que andamos com o credo ou o Moreirense na boca.
3. Na época seguinte melhorou a prestação e acabámos o campeonato em 5º lugar, ou seja, nas contas actuais num lugar europeu.
4. Na época seguinte, o fado é conhecido sendo admitido que sob o pescoço do treinador estava o cutelo caso ele não ganhasse certos jogos, incluindo um no Porto contra o Porto, que ganhámos com golos de Filgueira e do Zé Afonso.
5. Isto para não falarmos já na 3ª Taça de Portugal que ele arrancou aos lamiões.
Outros tempos, em que as metodologias de treino não tinham tantos "iluminados".
CONCLUINDO: pessoalmente, estou convicto que se um treinador tipo Marinho Peres tivesse ,como este tem, uma SAD, uma diferente estrutura do Departamento de Futebol Profissional e as aquisições aos trambolhões que ele não teve, certamente que nos quedariamos, na actualidade, por uma melhor posição que Carvalhal nos está a deixar, com a evidência de que teríamos mais jogos sem perder que este está a ter, nomeadamente fora de casa.
Era pontuar e pronto.
Saudções Azuis.



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