Ainda não tinha chovido...
E pronto!
Duma semana para outra, num curto espaço de dias passa-se duma situação de euforia com a aproximação progressiva a um lugar europeu e tal facto esfuma-se por entre os dedos duma forma inqualificável.
O título deste artigo tem muito a ver com a postura final do treinador face a insucessos que temos vindo a observar de alguma forma ingénua, infantil, sem ambição e quase resignados que a meta é um lugar "entre os primeiros 10" e não um discurso de "um lugar entre os primeiros 4".
E tem a ver com a postura do treinador, porque dseta vez ao contrário do calendário já decorrido, ainda não tinha chovido.
No bailado à chuva...
Desatinámos
E nestas coisas, todos sabemos que se existem alterações climáticas (Belenenses-Académica) ou de morfologia do terreno (Nacional-Belenenses), há sempre a forte possibilidade de sairmos derrotados, porque são questões não enquadradas nos compêndios de estudo nosso professor-treinador.
Hoje, choveu e perdemos.
E perdemos bem, diga-se, já que contra a Académica também nada jogámos. E eu interrogo-me sobre este curto hiato de tempo entre um jogo e outro: ninguém retirou lições dos 2 pontos perdidos em casa com a Académica?
Caramba, hoje tivemos toda a segunda parte para tentar recuperar. Mas, não andávamos entretidos com a bola entre os defesas e o pessoal do meio-campo e quando chegava a hora de transpor a zona de área era um sarilho. Terá havido algum remate nosso à baliza na 2ª parte?
Em determinada altura na 2ª parte, apareceu a referência de que o Belenenses não remata à baliza há 40 minutos e tal facto fazia-nos recuar para a 1ª parte...sintomático.
Já estou cansado de escrever sob o estigma da derrota quando vejo tanta resignação nos autores do fracasso (o Pedro bem me tramou com o pacto feito entre nós e ainda teve a suprema lata de me telefonar antes do jogo pedindo-me para ser eu a escrever a crónica da vitória, porque tinha um impedimento qualquer...só a mim).
Quero vitórias e quero sentir aquilo que o meu pai sentiu em Elvas quando foi ver o Belenenses ser campeão nacional. Ainda não era nascido, nem perto, nem longe.
Da forma como está instalado o modelo de gestão desportiva do Clube, vou perdendo as esperanças para que, no mínimo, possa ver de novo um qualquer José António levantar o caneco no Jamor, quanto mais ser campeão nacional.
A partir de hoje, o resto do calendário é apenas para passar o tempo e se assim é, já que até do 7º lugar nos afastámos mais, quanto mais lutar pelo 6º lugar, ponham os nossos jogadores, formados no Deparatmento de Futebol Juvenil a jogar e por favor tirem-me os emprestados.
E hoje, até nem o S. Marco Aurélio esteve nos dias dele...Pois, assim não há milagres que nos valham.
Saudações Azuis


1:00 da manhã


































