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Do ecletismo (I)



O texto que me antecede - o da Ana, e que já conhecia desde a sua publicação no Independente - deixou-me com pouca vontade de escrever. Mais que não fosse, para que ficasse aqui em lugar de destaque por mais umas horas. Mas - "blogue oblige" - cá vai disto: ao contrário do que eu já cheguei a pensar esta época, nada está perdido e uma vitória em Braga pode deitar tudo a ganhar. Outrossim, uma derrota afasta-nos irremediavelmente da tão ambicionada Europa do futebol, de que, estou certo, já todos temos saudades.
Esta questão - eu que sou teimoso até mais não - relacciono-a com outra, que vem da sabedoria popular: "quem não tem dinheiro não tem vícios". Mas o facto é que o Belenenses, não tendo dinheiro, tem vícios de sobra - naturalmente caros, como é próprio dos vícios. Bem sei que como eu haverá - quanto muito - dois ou três consócios, não mais... mas confesso não entender como é possível praticar duas dezenas de modalidades que custam dinheiro e que não ganham nada, deixando ao futebol o posto de parente pobre, por certo coisa careira, que na visão de alguns até seria necessário liquidar a bem do ecletismo. Serve este intróito para prometer que nas próximas duas ou três semanas voltarei ao tema. Prometo explicar como somos um dos poucos clubes europeus (a par do Barcelona, do Real Madrid e do Benfica de Vale e Azevedo) que tem dinheiro para esses novo-riquismos; como somos um dos poucos clubes europeus - o único...? - que pretende conquistar novos adeptos à custa de vinte e tantas modalidades que pouco ou nada vencem. Deixando o que é para inglês ver, ganhemos mas é em Braga e estamos de encontro marcado!



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