Do ecletismo (II)
Tinha prometido há uma semana continuar a abordar e existência das modalidades pretensamente tidas como amadoras, bem como o peso financeiro das ditas nas contas finais do Belenenses. E é isso que farei, não sem antes deixar uma nota prévia por forma a dar conta das premissas de que parto, também em função do feed-back que então recebi: desde logo, importa referir que o debate destas questões – a existir – não é um exclusivo do Belenenses. Outrossim, manda a tradição do desporto português que os clubes – pelo menos os que se pretendem “grandes” – disputem o maior número de campeonatos possível, do futebol ao bilhar às três tabelas, por forma a traduzir de algum modo a sua grandeza. Ao contrário – e com excepção de Espanha em que Real Madrid e Barcelona se guiam pela mesma bitola – desafio os que por aqui passam a verificar quantas modalidades - em prejuízo do futebol - tiram dinheiro ao Milan, ao Inter, à Lazio, ao Bayern, ao Chelsea, ao Manchester, and so on...
Julgo que da premissa podemos retirar uma primeira conclusão: o Belenenses é vítima da tradição desportiva nacional. É sabido – se olharmos para as ligas profissionais de andebol e basket – para dar apenas dois exemplos – esta tradição se vai fazendo sentir cada vez menos, aparecendo SAD’s de expressão regional especificamente criadas para esse efeito: Madeira SAD, ABC, Aveiro Basket, etc. Que ninguém tenha dúvidas de que o andar do mundo irá em contrário da tradição e que em pouco tempo, este tipo de estrutura desportiva ganhará relevo cada vez maior. Pela minha parte, ainda bem que assim é – que os grandes clubes de Portugal (grupo em que o Belenenses tem evidente cabimento) são essencialmente clubes de futebol e não têm dinheiro para grandes extravagâncias.
Segundo ponto: se é compreensível que as direcções tentem manter as modalidades existentes, já é menos compreensível que se criem novas fontes de despesa, como é o caso, por exemplo, do Futsal ou – eventualmente – de mais ou menos alucinados projectos ciclistas. Não será preciso explicar que estas modalidades – amadoras apenas no verbo escrito – custam dinheiro, muito dinheiro e que os euros aqui gastos não são gastos noutras prioridades.
Por outro lado, recorde-se que Mário Rosa Freire em tempos se viu forçado a acabar com o hóquei em patins, curiosamente uma das modalidades que mais tradição evidencia no nosso país. Poucos anos volvidos, lembrem-se os visitantes que entendeu a direcção dos lagartos não ter dinheiro para jogar basket e andebol ao mesmo tempo. E será pacífico que a rapaziada de Alavalade tem um nadinha mais de massa que o Belém... A constatação lagarta é aliás natural se pensarmos que os clubes alemães, italianos, ingleses, etc. nem sequer pensam na possibilidade de se meterem a ganhar tudo. Quem não tem dinheiro não tem vícios, é regra básica de gestão do que quer que seja.
E para que fique claro o meu pensamento – que continuará a ser desenvolvido nas próximas entradas – diga-se que a existirem, modalidades como o andebol, o basket e o futsal terão forçosamente que se abrigar em SAD’s próprias. E aí sim, veremos se existem investidores capazes de sustentar tais divagações. Por outro lado – e se levanto a questão das modalidades que sendo amadoras são verdadeiramente profissionais – quero deixar claro que deixo de fora destes considerandos actividades como o Rugby ou o Hóquei em Campo, que sendo efectivamente amadoras na maioria dos casos e na sua mais pura essência, merecem ser efectivamente acarinhadas. Está aqui a base do raciocínio que proponho a destino. Não faltarão oportunidades para continuar o debate - que se espera civilizado, como é próprio de belenenses.
Julgo que da premissa podemos retirar uma primeira conclusão: o Belenenses é vítima da tradição desportiva nacional. É sabido – se olharmos para as ligas profissionais de andebol e basket – para dar apenas dois exemplos – esta tradição se vai fazendo sentir cada vez menos, aparecendo SAD’s de expressão regional especificamente criadas para esse efeito: Madeira SAD, ABC, Aveiro Basket, etc. Que ninguém tenha dúvidas de que o andar do mundo irá em contrário da tradição e que em pouco tempo, este tipo de estrutura desportiva ganhará relevo cada vez maior. Pela minha parte, ainda bem que assim é – que os grandes clubes de Portugal (grupo em que o Belenenses tem evidente cabimento) são essencialmente clubes de futebol e não têm dinheiro para grandes extravagâncias.
Segundo ponto: se é compreensível que as direcções tentem manter as modalidades existentes, já é menos compreensível que se criem novas fontes de despesa, como é o caso, por exemplo, do Futsal ou – eventualmente – de mais ou menos alucinados projectos ciclistas. Não será preciso explicar que estas modalidades – amadoras apenas no verbo escrito – custam dinheiro, muito dinheiro e que os euros aqui gastos não são gastos noutras prioridades.
Por outro lado, recorde-se que Mário Rosa Freire em tempos se viu forçado a acabar com o hóquei em patins, curiosamente uma das modalidades que mais tradição evidencia no nosso país. Poucos anos volvidos, lembrem-se os visitantes que entendeu a direcção dos lagartos não ter dinheiro para jogar basket e andebol ao mesmo tempo. E será pacífico que a rapaziada de Alavalade tem um nadinha mais de massa que o Belém... A constatação lagarta é aliás natural se pensarmos que os clubes alemães, italianos, ingleses, etc. nem sequer pensam na possibilidade de se meterem a ganhar tudo. Quem não tem dinheiro não tem vícios, é regra básica de gestão do que quer que seja.
E para que fique claro o meu pensamento – que continuará a ser desenvolvido nas próximas entradas – diga-se que a existirem, modalidades como o andebol, o basket e o futsal terão forçosamente que se abrigar em SAD’s próprias. E aí sim, veremos se existem investidores capazes de sustentar tais divagações. Por outro lado – e se levanto a questão das modalidades que sendo amadoras são verdadeiramente profissionais – quero deixar claro que deixo de fora destes considerandos actividades como o Rugby ou o Hóquei em Campo, que sendo efectivamente amadoras na maioria dos casos e na sua mais pura essência, merecem ser efectivamente acarinhadas. Está aqui a base do raciocínio que proponho a destino. Não faltarão oportunidades para continuar o debate - que se espera civilizado, como é próprio de belenenses.


2:21 da manhã


































