O Orçamento
Hoje vou falar aqui um pouco do “Orçamento”. Não, não é sobre o Orçamento do Estado, ou o défice das nossas contas públicas, falo do orçamento do nosso clube/SAD.
Todos os anos ouvimos que se irá manter o orçamento do ano anterior, e que não se pode entrar em loucuras ou seja que não se pode fazer mais despesas do que as receitas. Pressuposto certíssimo, não fosse que até hoje pouco ou nada se tem feito para aumentar as “receitas” anuais.
Há aqui uma questão que tem sido sistematicamente esquecida – temos que ser claramente um clube formador/vendedor. Formar um Neca de dez em dez anos não chega, tanto mais quando depois se deixa sair o produto da “cantera” a custo zero, mas já lá chegaremos.
Quando se tem camadas jovens para ter “rapazes jeitosos” e em que de vez em quando sai um ou outro um bocado mais “jeitoso” do que os outros, mas que acaba invariavelmente numa 2ªB, então o pouco dinheiro que se investe está claramente a ser deitado fora, estamos então a falar de um “custo” puro em lugar de ser um “investimento”.
Claramente tem que se investir a sério nas camadas jovens e em prospecção de jovens talentos, só assim “lá” chegamos. Mas a parte principal é conseguir perceber que cada jovem talento e/ou jovem com mercado tem o “timming” certo para ser vendido.
A situação do Neca é sintomática, O Neca teve claramente uma altura em que tinha as portas de muitíssimos clubes escancaradas. Não se aproveitou, resultado acaba de sair a custo zero para um rival directo!
Tudo isto cai pela base se não houver um grande investimento em prospecção/formação. Todos os anos temos que vender um Emerson, um Luíz Gustavo, um Neca, um Rolando, mas temos também que saber onde estão os “outros” (ainda não descobertos) Emerson`s, Luíz Gustavo`s, Neca`s, etc. Com o dinheiro da venda de um Emerson, temos que ir buscar dois Emerson`s, ou em alternativa temos que ir buscar um Emerson e formar um Neca. Se é fácil ? não. Se dá trabalho ? dá. Mas para isso é que se paga (ou deve pagar) bem a profissionais que consigam rentabilizar o seu ordenado.
Um exemplo concreto – O Pelé se não for vendido no final deste ano, ou até já no Natal, ficamos com um extraórdinário jogador, mas que invariávelmente irá saír a
Custo zero no final do contrato. No entanto vender só para ganhar umas “massas” e equilibrar o orçamento, não. Vender para reenvestir em dois ou três Pelé`s de 18/20 anos. que estejam ainda no Louletano ou no Giripitanga do Brasil, e que andem a ser devidamente observados, sim !Relembro que a nossa última boa venda foi de um tal de César Peixoto, mas que ainda hoje me convenço que saiu porque armou “birra”, caso contrário nunca se tinha percebido que aquele era o “timming” certo para a venda, e nunca se tinha efectuado uma excelente mais-valia, de um “activo” que no ano anterior tinha custado meia-dúzia de tostões.
Todos os anos ouvimos que se irá manter o orçamento do ano anterior, e que não se pode entrar em loucuras ou seja que não se pode fazer mais despesas do que as receitas. Pressuposto certíssimo, não fosse que até hoje pouco ou nada se tem feito para aumentar as “receitas” anuais.
Há aqui uma questão que tem sido sistematicamente esquecida – temos que ser claramente um clube formador/vendedor. Formar um Neca de dez em dez anos não chega, tanto mais quando depois se deixa sair o produto da “cantera” a custo zero, mas já lá chegaremos.
Quando se tem camadas jovens para ter “rapazes jeitosos” e em que de vez em quando sai um ou outro um bocado mais “jeitoso” do que os outros, mas que acaba invariavelmente numa 2ªB, então o pouco dinheiro que se investe está claramente a ser deitado fora, estamos então a falar de um “custo” puro em lugar de ser um “investimento”.
Claramente tem que se investir a sério nas camadas jovens e em prospecção de jovens talentos, só assim “lá” chegamos. Mas a parte principal é conseguir perceber que cada jovem talento e/ou jovem com mercado tem o “timming” certo para ser vendido.
A situação do Neca é sintomática, O Neca teve claramente uma altura em que tinha as portas de muitíssimos clubes escancaradas. Não se aproveitou, resultado acaba de sair a custo zero para um rival directo!
Tudo isto cai pela base se não houver um grande investimento em prospecção/formação. Todos os anos temos que vender um Emerson, um Luíz Gustavo, um Neca, um Rolando, mas temos também que saber onde estão os “outros” (ainda não descobertos) Emerson`s, Luíz Gustavo`s, Neca`s, etc. Com o dinheiro da venda de um Emerson, temos que ir buscar dois Emerson`s, ou em alternativa temos que ir buscar um Emerson e formar um Neca. Se é fácil ? não. Se dá trabalho ? dá. Mas para isso é que se paga (ou deve pagar) bem a profissionais que consigam rentabilizar o seu ordenado.
Um exemplo concreto – O Pelé se não for vendido no final deste ano, ou até já no Natal, ficamos com um extraórdinário jogador, mas que invariávelmente irá saír a
Custo zero no final do contrato. No entanto vender só para ganhar umas “massas” e equilibrar o orçamento, não. Vender para reenvestir em dois ou três Pelé`s de 18/20 anos. que estejam ainda no Louletano ou no Giripitanga do Brasil, e que andem a ser devidamente observados, sim !Relembro que a nossa última boa venda foi de um tal de César Peixoto, mas que ainda hoje me convenço que saiu porque armou “birra”, caso contrário nunca se tinha percebido que aquele era o “timming” certo para a venda, e nunca se tinha efectuado uma excelente mais-valia, de um “activo” que no ano anterior tinha custado meia-dúzia de tostões.


1:00 a.m.


































