O Primeiro Regresso à 1ª Divisão
O respeitinho por nós, antes, era muito bonito
Tem vindo este blogue a publicar algumas efemérides relativas a conquistas de passados mais ou menos distantes ou recentes.
A situação que ora descrevo foi vivida intensamente pelo signatário, o qual na força de uma relativa juventude, andava atrás do Belenenses por tudo quanto era lado, quando ele teve a pouca sorte de descer a primeira vez à 2ª Divisão.
Nessa altura, tomei consciência das minhas responsabilidades e entendi por bem fazer-me entrar a mim e à minha filha para sócios do Clube, por forma a ajudá-lo no combate que qualificaria de negro para a Vida do Clube, sendo certo que o meu pai tinha receios que o Belenenses acabasse, pelo que, para que ele sentisse de novo o pulksar do Clube negociei a minha entrada de sócio com a reentarda de sócio do meu pai com o número que ele tinha quando se zangou com certos dirigentes.
Depois de termos descido, para espanto geral do País, à 2ª Divisão na época de 1981/82, o Belenenses fez uma penosa travessia do deserto na 2ª Divisão por duas épocas, tendo conseguido o regresso após muito suor.
Nesse tempo, era vulgar ver caravanas de autocarros e carros encherem as estradas por quer que onde o Belenenses fosse jogar.
Recordo-me que o fui ver jogar algumas vezes, e para começar:
1. A Deslocação a Évora
A situação que ora descrevo foi vivida intensamente pelo signatário, o qual na força de uma relativa juventude, andava atrás do Belenenses por tudo quanto era lado, quando ele teve a pouca sorte de descer a primeira vez à 2ª Divisão.
Nessa altura, tomei consciência das minhas responsabilidades e entendi por bem fazer-me entrar a mim e à minha filha para sócios do Clube, por forma a ajudá-lo no combate que qualificaria de negro para a Vida do Clube, sendo certo que o meu pai tinha receios que o Belenenses acabasse, pelo que, para que ele sentisse de novo o pulksar do Clube negociei a minha entrada de sócio com a reentarda de sócio do meu pai com o número que ele tinha quando se zangou com certos dirigentes.
Depois de termos descido, para espanto geral do País, à 2ª Divisão na época de 1981/82, o Belenenses fez uma penosa travessia do deserto na 2ª Divisão por duas épocas, tendo conseguido o regresso após muito suor.
Nesse tempo, era vulgar ver caravanas de autocarros e carros encherem as estradas por quer que onde o Belenenses fosse jogar.
Recordo-me que o fui ver jogar algumas vezes, e para começar:
1. A Deslocação a Évora
Este Templo conviveu comigo 5 anos
nos meus saudosos tempos de estudante
Nesta deslocação, saí da minha terra, Vendas Novas, onde fiz escala, tendo aproveitado para ver os meus pais e restante família, e lá fui até Évora e já se sentia um anormal movimento pela EN nº 4, tradicionalmente movimentada, mas nesse dia foi demais, porque eram caravanas de carros como poucos viram, mesmo quando eram as avalanches de pessoas de outros emblemas nos áureos tempos do Lusitano de Évora de Vital, Falé e companhia.
Lá chegados, eis que deparo com a zona da Praça de Touros (Rossio), do Mercado Municipal e Igreja de São Francisco, quase toda ocupada com autocarros e carros de adeptos do Belenenses, estando o Campo Estrela do Lusitano quase todo lotado de gentes belenenses vindos de todas as partes, numa autêntica romaria de Fé e Esperança de vencer.
Empatámos por 1-1, mas nem por isso baixámos os braços e foi um “ala que se faz tarde” para novas conquistas, sem que antes não tivéssemos de nos fazer à estrada. Este resultado foi duplamente amargo para o signatário, dado que sendo belenense não gostei e, porque na condição de estudante em Évora, era do Juventude, rival directo do Lusitano.
Aí, meus caros, foi deveras impressionante ver carros e autocarros todos pegados uns aos outros como se estivessem na Lisboa actual, ao ponto de ter necessidade de parar no "Monte Alentejano" em Montemor-o-Novo e deixar passar toda a caravana. Anoto que a distância entre Évora e Montemor era à data de 28 kms…pegados de viaturas!
Tomara que fossemos agora 1/10 do que éramos.
2. Deslocação a Sesimbra
O campo de Vila Amália, nesse dia ainda um pelado, onde Djão e Joel nos sossegaram
A encosta cicundante ao campo estava transformada numa superior
Esta deslocação, se a memória não me falha, ocorre a 2 jornadas do termo do campeonato.
Nas ajudas solicitadas para ser o mais rigoroso possível, chega-se à conclusão que nem o falecido Acácio Rosa deixou a data deste desafio registada nos seus livros, querendo-nos parecer que ocorreu em 6 de Maio de 1984. Há pouco mais de 21 anos, portanto.
O jogo contra o Grupo Desportivo de Sesimbra assumia contornos quase decisivos, porque uma vitória nossa e uma não vitória do Marítimo em Lagos contra o Esperança de Lagos dava-nos o regresso à 1ª Divisão.
E as coisas eram simples ou complicadas, dado que o adversário directo, o Marítimo, comprou o jogo através do seu representante na…FPF, assim como andou a comprar resultados noutros campos do país, nomeadamente no Seixal ou na Cova da Piedade, não me recordo ao certo de qual, mas foi comprada com resultado com 2 ou mais golos. Lembram-se do advogado do caso Mapuata? Pois, parece ter sido esse que andava entretido a fazer tudo pelo Marítimo.
Vencemos o GD de Sesimbra por 2-0, com golos de Djão e Joel, sendo um deles de penalty e repartidos pelas 2 balizas, sendo que durante o jogo dava arrepios ver uma mar de gente, não só no Campo Vila Amália, mas, também, nas encostas que se debruçam à volta de tal campo, como se de superiores se tratassem.
No termo do nosso jogo ainda decorria o jogo no Algarve e era ver grupos de pessoas estáticas agarradas aos pilhinhas a aguardar pelo termo do jogo do Marítimo, dado estar empatado a 1-1.
Até que acabou esse jogo, com um esquisito prolongamento para a época, a fazer lembrar certos prolongamentos dos tempos actuais e foi a festa dos belenenses pela avenida principal de Sesimbra e ruas circundfantes ao Campo D. Amália.
E as coisas eram simples ou complicadas, dado que o adversário directo, o Marítimo, comprou o jogo através do seu representante na…FPF, assim como andou a comprar resultados noutros campos do país, nomeadamente no Seixal ou na Cova da Piedade, não me recordo ao certo de qual, mas foi comprada com resultado com 2 ou mais golos. Lembram-se do advogado do caso Mapuata? Pois, parece ter sido esse que andava entretido a fazer tudo pelo Marítimo.
Vencemos o GD de Sesimbra por 2-0, com golos de Djão e Joel, sendo um deles de penalty e repartidos pelas 2 balizas, sendo que durante o jogo dava arrepios ver uma mar de gente, não só no Campo Vila Amália, mas, também, nas encostas que se debruçam à volta de tal campo, como se de superiores se tratassem.
No termo do nosso jogo ainda decorria o jogo no Algarve e era ver grupos de pessoas estáticas agarradas aos pilhinhas a aguardar pelo termo do jogo do Marítimo, dado estar empatado a 1-1.
Até que acabou esse jogo, com um esquisito prolongamento para a época, a fazer lembrar certos prolongamentos dos tempos actuais e foi a festa dos belenenses pela avenida principal de Sesimbra e ruas circundfantes ao Campo D. Amália.
Foi, finalmente, o termo do calvário de 2 épocas na 2ª Divisão, a pisar campos sem condições para receber pessoas, sem serem, muitos deles, relvados.
Enfim, somos o único clube que temos taças dos dois campeonatos: da 1ª e da 2ª Divisões e não desdenho a taça da 2ª Divisão, porque das outras 2 vezes que lá passámos bem se viu como é difícil ganhar aquele campeonato.
Campeão Nacional da 2ª Divisão 1983/84
Ás tantas a minha mulher vira-se para mim e pede-me calma, dado que chorava sem ter dado conta que as lágrimas corriam espontâneamente. Não de tristeza, mas de alegria.Pois é, uma pessoa não é de ferro.
Agora, só já devo chorar se for campeão, porque do resto estou vacinado
Saudações Azuis


12:00 a.m.


































