Alinhamento da Direcção
Já aqui publicámos alguns artigos sobre questões de alinhamentos e aparente adesão a movimentos de "regeneração" do futebol português, tendo-nos sido dado a observar, na pessoa do ex-Presidente Sequeira Nunes, um corropio em órbita de Porto+Sporting (mais Guimarães e Marítimo) e depois de Benfica+Sporting.
Quando se esgotavam os últimos dias do mandato de Sequeira Nunes (como Presidente) falava-se até na possibilidade de este ser sério candidato ao lugar do Major. Entretanto este último ainda não arredou pé e a hipótese Sequeira Nunes (agora "vice" da nossa Assembleia Geral) foi entretanto descartada. Tenho sérias dúvidas que venha a ser recuperada...
No entanto a minha curiosidade agora vai, não para saber se Sequeira Nunes poderá alguma vez "mandar" na Liga, mas para saber como é que a nova Direcção tem tratado essa "herança" e, no fundo, qual a sua atitude e posicionamento face às movimentações de bastidores do nosso futebol.
Por enquanto, pouco ou nada se vê, apesar de certos reboliços na Liga (mais relativos à redução de clubes e desentendimentos com a Federação e Estado).
Durante a campanha eleitoral e quando questionado sobre o relacionamento com os "três estarolas", Cabral Ferreira prudentemente (e diria sabiamente) arrumou a questão respondendo que o Belenenses estaria disposto a dialogar construtivamente com quaisquer clubes, desde que não existissem ainda conflitos em aberto, mais concretamente traduzidos em "cortes de relações". Ao que sei, já todos foram revogados (com Benfica e com Boavista).
Relembro que a resposta do candidato concorrente foi no sentido de estreitar laços com os outros grandes de Lisboa.
Por princípio, a abordagem de Cabral Ferreira é a correcta. Mas há um aspecto importante. Será uma abordagem "passiva" ou "activa"? Pelo que tenho assistido até agora, será mais discreta... mais "passiva". Deverá ser assim? Não valerá a pena a aproximação a outros clubes que não os "três" para fortalecer uma oposição a estes, claramente benéfica para o Belenenses e o futebol português? Assunto para discutir, como aqui também já fizémos (a grande questão: com quem?).
No entanto há algo de incontornável, que até já foi apontado por Carvalhal e pelo próprio Presidente actual: o Belenenses não tem ninguém a marcar presença nas estruturas do futebol. Se a referência de Carvalhal soaria a certa lamentação, em boa parte compreensível, já não compreendo muito bem que a Direcção se lamente do mesmo... sem se vislumbrarem acções para inverter aquele estado de coisas.
Com o comunicado de Carvalhal, cheguei a pensar que aquele lamento seria "indirecta" para a Direcção. Ora se a Direcção repetir o lamento... será este para quem? Afinal quem estará, poderá ou deverá fazer algo? E para quando (deveria ser já)?
Se como em outros assuntos esta Direcção está a trabalhar pela calada para produzir resultados só no fim, parece-me muito bem. Mas compreendam, daqui onde vos estou a ver, a diferença entre possíveis movimentações silenciosas e não estar a fazer nada é... nenhuma. Se é só aparência, espero resultados nos próximos tempos. Mais que tudo, para proteger os interesses do clube. Entre outras coisas não vejo grandes possibilidades de evitar campanhas de prejuízos arbitrais se o(s) sistema(s) assim o entenderem. Chorar depois de nada serve...
Não é obrigatório "alinhar" a Direcção do Clube, mas "direcção assistida"... têm outros...
Quando se esgotavam os últimos dias do mandato de Sequeira Nunes (como Presidente) falava-se até na possibilidade de este ser sério candidato ao lugar do Major. Entretanto este último ainda não arredou pé e a hipótese Sequeira Nunes (agora "vice" da nossa Assembleia Geral) foi entretanto descartada. Tenho sérias dúvidas que venha a ser recuperada...
No entanto a minha curiosidade agora vai, não para saber se Sequeira Nunes poderá alguma vez "mandar" na Liga, mas para saber como é que a nova Direcção tem tratado essa "herança" e, no fundo, qual a sua atitude e posicionamento face às movimentações de bastidores do nosso futebol.
Por enquanto, pouco ou nada se vê, apesar de certos reboliços na Liga (mais relativos à redução de clubes e desentendimentos com a Federação e Estado).
Durante a campanha eleitoral e quando questionado sobre o relacionamento com os "três estarolas", Cabral Ferreira prudentemente (e diria sabiamente) arrumou a questão respondendo que o Belenenses estaria disposto a dialogar construtivamente com quaisquer clubes, desde que não existissem ainda conflitos em aberto, mais concretamente traduzidos em "cortes de relações". Ao que sei, já todos foram revogados (com Benfica e com Boavista).
Relembro que a resposta do candidato concorrente foi no sentido de estreitar laços com os outros grandes de Lisboa.
Por princípio, a abordagem de Cabral Ferreira é a correcta. Mas há um aspecto importante. Será uma abordagem "passiva" ou "activa"? Pelo que tenho assistido até agora, será mais discreta... mais "passiva". Deverá ser assim? Não valerá a pena a aproximação a outros clubes que não os "três" para fortalecer uma oposição a estes, claramente benéfica para o Belenenses e o futebol português? Assunto para discutir, como aqui também já fizémos (a grande questão: com quem?).
No entanto há algo de incontornável, que até já foi apontado por Carvalhal e pelo próprio Presidente actual: o Belenenses não tem ninguém a marcar presença nas estruturas do futebol. Se a referência de Carvalhal soaria a certa lamentação, em boa parte compreensível, já não compreendo muito bem que a Direcção se lamente do mesmo... sem se vislumbrarem acções para inverter aquele estado de coisas.
Com o comunicado de Carvalhal, cheguei a pensar que aquele lamento seria "indirecta" para a Direcção. Ora se a Direcção repetir o lamento... será este para quem? Afinal quem estará, poderá ou deverá fazer algo? E para quando (deveria ser já)?
Se como em outros assuntos esta Direcção está a trabalhar pela calada para produzir resultados só no fim, parece-me muito bem. Mas compreendam, daqui onde vos estou a ver, a diferença entre possíveis movimentações silenciosas e não estar a fazer nada é... nenhuma. Se é só aparência, espero resultados nos próximos tempos. Mais que tudo, para proteger os interesses do clube. Entre outras coisas não vejo grandes possibilidades de evitar campanhas de prejuízos arbitrais se o(s) sistema(s) assim o entenderem. Chorar depois de nada serve...
Não é obrigatório "alinhar" a Direcção do Clube, mas "direcção assistida"... têm outros...


12:00 a.m.


































