Apesar de tudo... valeu uma vaca leiteira
Derrota é derrota, pouca volta há a dar. No entanto e sem ironia o resultado de 2-1, em relação ao 2-0 da época passada, acaba por ser número que se ajusta a algumas melhorias. Gostei mais da abordagem de Carvalhal desta vez e no fim de contas o golo da vitória lagarta... foi de vaca leiteira.
Entrando com Marco Aurélio, Amaral, Pelé, Rolando e Vasco Faísca; Sandro Gaúcho, Pinheiro, Djurdjevic, Ahamada, Zé Pedro e Meyong, fizémos uma primeira parte bem razoável, com remates à baliza contrária (o ano passado tivémos praticamente só um) e bastante segurança a defender.
Logo a abrir Zé Pedro marcou um bom livre, obrigando Ricardo a afastar com aparato. Uma das melhores oportunidades do desafio. Depois foi a vez do Sporting, com Rochemback a fazer um autêntico disparo de canhão (potência deveras impressionante), com a bola não muito alta. A força do remate obrigou o nosso Imperador a se aplicar.
Pouco depois seria a vez de Sá Punhos ter uma ocasião pouco perigosa, havendo a salientar que o lance foi precedido de falta sobre Zé Pedro no outro lado do campo.
Depois... depois veio uma incrível perdida de Meyong. Foi excelente o seu roubo de bola a um indeciso central lagarto. Mas só com Ricardo pela frente, atirou por cima.
Logo depois Djurdevic consegue um bom centro pela esquerda, Pinheiro falhou o remate (não chegou bem ao lance) e a seguir foi Ahamada que não conseguiu criar perigo.
Posteriormente e num lance dividido entre Amaral e Tello, o jogador lagarto cai e reclama-se penalti, reclamação perfeitamente infundada.
Depois veio o primeiro golo do Sporting. Rogério, ainda de fora da grande área e descaído para a direita, tenta a sua sorte num remate com força moderada mas em arco difícil. Podia dar alguma sensação de que Marco Aurélio poderia ter feito mais, mas este tocou na bola... e esta entrou. Difícil ajuizar, creio que o remate foi bastante enganador.
No fim da primeira parte o resultado parecia-me injusto. Não tendo jogado para o empate (como na época passada), nesta altura era merecido. Mesmo se para o fim da 1ª parte o recuo fosse pontualmente exagerado, mas em bastantes ocasiões que ganhámos a bola a equipa subiu com alguma "elasticidade".
Para começar a segunda parte Carvalhal fez um substituição... que desta vez compreendi (aproximando-se do "meu" onze inicial). Entrou Fábio Januário a render Vasco Faísca, demasiado "preso" a defender, recuando Djurdjevic, na esperança que melhorasse o rendimento do flanco. Entretanto Romeu começava a aquecer, também vi como boa idéia.
No entanto o Belenenses da 2ª parte não entrou ainda muito esclarecido, dividindo-se de novo o jogo. Mas como a ocasião faz o ladrão, Pinheiro decidiu dar um pontapé no jogo. Fábio Januário segura bem a bola na esquerda face à presença de adversários e toca para Pinheiro. Que, bem ao seu gosto e jeito, rematou fortíssimo de fora da área. A bola bate na relva mesmo à frente de Ricardo, que não consegue impedir o golo. Com alguma azelhice pelo meio, diga-se. No entanto o resultado ficava justo.
Fábio Januário teria depois mais uma perdida incrível, após passe cruzado de Zé Pedro para o lado direito da área. Novo remate por cima.
Depois... depois veio a vaca leiteira. Douala cruza, Marco Aurélio alivia para a frente (não muito feliz, diria), a bola bate em Rolando (que seguia Deivid), bate na trave... e entra. Quer-me parecer que os "especialistas" irão atribuir o golo a Deivid, porque esse tipo de "adiantamento" ajuda o rapazinho na lista dos melhores marcadores. Falso.
Depois do segundo sportinguista pareceu haver alguma reacção... parcial. A defesa aprumou a vigilância... mas daí para a frente era custoso fazer algo. Romeu, que já estava pronto para entrar quando foi o golo, acabou por substituir um Meyong algo apagado (o seu melhor lance foi antes de sair). Por outro lado saíu Ahamada (mais sem clarividência do que com cansaço) e entrou Paulo Sérgio. À partida, concordei. No entanto nunca mais tivémos ataque digno desse nome. De Romeu pouco se viu porque não chegaram bolas (nem o Belenenses) à área. De Paulo Sérgio pouco ou nada se viu... porque pouco ou nada fez.
Embora o Belenenses ainda tivesse alguns assomos de frescura, por um ou outro jogador, dando mesmo a sensação que novo lance fortuito poderia empatar o jogo... infelizmente, não apareceu.
Analisando o desempenho dos jogadores:
- Marco Aurélio: teve dois alívios infelizes. Um deu golo (o segundo), outro não. Calhou o azar de os outros terem a vaca leiteira.
- Amaral: para mim o melhor. Curiosamente já o havia sido no Sporting-Belenenses da época passada. Foi tipo leitor de DVD/CD, daqueles que aceita todos os formatos. Todos quantos se lançaram contra ele levaram música. Portentoso mesmo.
- Rolando: esteve melhor do que esperava (embora tivesse esperança nisso!). No entanto teve duas "avançadas", que por si só até seriam interessantemente desiquilibrantes, mas não conseguiu entregar, perdeu as bolas e deixou o perigo acercar-se da nossa área. Continua a melhorar, ainda falta.
- Pelé: para mim o segundo melhor. Com o seu habitual "raio de acção alargado", deu conta de muitos lagartos, sofrendo ainda para organizar o jogo da equipa, mesmo de lá de trás.
- Vasco Faísca: quando conseguiu a posição, defendeu bem. Mas foi apanhado a "dormir" uma ou duas vezes, para além de aliviar a bola com demasiada precipitação. Na ocasião achei bem a sua "substituição" pelo Djurdjevic. No entanto não manteria essa opinião, pelo menos tão convencido dela.
- Sandro Gaúcho: não dei muito por ele, embora a "muralha central" não cedesse muitas vezes e o Sandro tivesse o seu papel, ainda que mais "invisível". Apesar de tudo gostei do que vi. "À la" operário.
- Pinheiro: marcou o golo, nota positiva, claro está. No entanto não conseguiu grandes liberdades no ataque... e para o fim já tinha grandes dificuldades em recuperar a posição depois de perdida a bola.
- Ahamada: começou como esperava, fulgurante e perigoso. Gostei... até ao momento em que começou a desaparecer. Na ocasião também entendi.... parcialmente a entrada de Paulo Sérgio. No entanto e neste caso não tenho dúvidas: arrependi-me.
- Djurdjevic: exibição esforçada, mais interesante a atacar (1ª parte), com algumas dificuldades a defender o flanco (2ª parte). No entanto quando se tratou de ajudar os centrais em lances de bola parada foi um útil 4º central.
- Zé Pedro: gostei. Esteve activo, teve uma boa ocasião, bons passes, defendeu. Para o fim notava-se algum do "seu" cansaço, mas o saldo para mim foi positivo.
- Meyong: andou perdido na frente, sina a que se habituam os nossos avançados com Carvalhal. Deu um ar da sua graça antes de sair. Talvez se tivesse ficado para fazer dupla com Romeu (em vez de entrar Paulo Sérgio), tínhamos visto mais alguma produtividade.
- Fábio Januário: também gostei, sobretudo da entrada. Lutou pela bola antes do passe para o golo de Pinheiro. É habilidoso e ágil, bons toques de se ver. Embora não se visse muita consequência (inclusivé falhou um golo), há-de fazer estrago noutras alturas.
- Romeu: entrou para fazer a figura... de Meyong (e Antchouet tantas vezes). Como é seu estilo - e caparro - é certo que ocupou mais os marcadores, mas não lhe chegou a bola onde precisava dela. Acabou por não fazer muita diferença, embora não por culpa própria.
- Paulo Sérgio: não vi o Paulo Sérgio a que me habituei, logo frente ao "patrão". Perdido, embrulhou-se com bola e adversários, em alguns lances esteve mesmo apático. Não o reconheci, preferia que tivesse ficado Meyong para ajudar o Romeu, ainda que baralhasse o sistema.
A Carvalhal e à equipa: apesar de tudo não desanimem, não vejo razões para tal. Vamos fazer melhor! E pouco melhor já deveria ser mais que suficiente para que a União de Leiria pague a factura, no Restelo. Com cuidados, é claro, mas toca a mandar e ganhar!
Entrando com Marco Aurélio, Amaral, Pelé, Rolando e Vasco Faísca; Sandro Gaúcho, Pinheiro, Djurdjevic, Ahamada, Zé Pedro e Meyong, fizémos uma primeira parte bem razoável, com remates à baliza contrária (o ano passado tivémos praticamente só um) e bastante segurança a defender.
Logo a abrir Zé Pedro marcou um bom livre, obrigando Ricardo a afastar com aparato. Uma das melhores oportunidades do desafio. Depois foi a vez do Sporting, com Rochemback a fazer um autêntico disparo de canhão (potência deveras impressionante), com a bola não muito alta. A força do remate obrigou o nosso Imperador a se aplicar.
Pouco depois seria a vez de Sá Punhos ter uma ocasião pouco perigosa, havendo a salientar que o lance foi precedido de falta sobre Zé Pedro no outro lado do campo.
Depois... depois veio uma incrível perdida de Meyong. Foi excelente o seu roubo de bola a um indeciso central lagarto. Mas só com Ricardo pela frente, atirou por cima.
Logo depois Djurdevic consegue um bom centro pela esquerda, Pinheiro falhou o remate (não chegou bem ao lance) e a seguir foi Ahamada que não conseguiu criar perigo.
Posteriormente e num lance dividido entre Amaral e Tello, o jogador lagarto cai e reclama-se penalti, reclamação perfeitamente infundada.
Depois veio o primeiro golo do Sporting. Rogério, ainda de fora da grande área e descaído para a direita, tenta a sua sorte num remate com força moderada mas em arco difícil. Podia dar alguma sensação de que Marco Aurélio poderia ter feito mais, mas este tocou na bola... e esta entrou. Difícil ajuizar, creio que o remate foi bastante enganador.
No fim da primeira parte o resultado parecia-me injusto. Não tendo jogado para o empate (como na época passada), nesta altura era merecido. Mesmo se para o fim da 1ª parte o recuo fosse pontualmente exagerado, mas em bastantes ocasiões que ganhámos a bola a equipa subiu com alguma "elasticidade".
Para começar a segunda parte Carvalhal fez um substituição... que desta vez compreendi (aproximando-se do "meu" onze inicial). Entrou Fábio Januário a render Vasco Faísca, demasiado "preso" a defender, recuando Djurdjevic, na esperança que melhorasse o rendimento do flanco. Entretanto Romeu começava a aquecer, também vi como boa idéia.
No entanto o Belenenses da 2ª parte não entrou ainda muito esclarecido, dividindo-se de novo o jogo. Mas como a ocasião faz o ladrão, Pinheiro decidiu dar um pontapé no jogo. Fábio Januário segura bem a bola na esquerda face à presença de adversários e toca para Pinheiro. Que, bem ao seu gosto e jeito, rematou fortíssimo de fora da área. A bola bate na relva mesmo à frente de Ricardo, que não consegue impedir o golo. Com alguma azelhice pelo meio, diga-se. No entanto o resultado ficava justo.
Fábio Januário teria depois mais uma perdida incrível, após passe cruzado de Zé Pedro para o lado direito da área. Novo remate por cima.
Depois... depois veio a vaca leiteira. Douala cruza, Marco Aurélio alivia para a frente (não muito feliz, diria), a bola bate em Rolando (que seguia Deivid), bate na trave... e entra. Quer-me parecer que os "especialistas" irão atribuir o golo a Deivid, porque esse tipo de "adiantamento" ajuda o rapazinho na lista dos melhores marcadores. Falso.
Depois do segundo sportinguista pareceu haver alguma reacção... parcial. A defesa aprumou a vigilância... mas daí para a frente era custoso fazer algo. Romeu, que já estava pronto para entrar quando foi o golo, acabou por substituir um Meyong algo apagado (o seu melhor lance foi antes de sair). Por outro lado saíu Ahamada (mais sem clarividência do que com cansaço) e entrou Paulo Sérgio. À partida, concordei. No entanto nunca mais tivémos ataque digno desse nome. De Romeu pouco se viu porque não chegaram bolas (nem o Belenenses) à área. De Paulo Sérgio pouco ou nada se viu... porque pouco ou nada fez.
Embora o Belenenses ainda tivesse alguns assomos de frescura, por um ou outro jogador, dando mesmo a sensação que novo lance fortuito poderia empatar o jogo... infelizmente, não apareceu.
Analisando o desempenho dos jogadores:
- Marco Aurélio: teve dois alívios infelizes. Um deu golo (o segundo), outro não. Calhou o azar de os outros terem a vaca leiteira.
- Amaral: para mim o melhor. Curiosamente já o havia sido no Sporting-Belenenses da época passada. Foi tipo leitor de DVD/CD, daqueles que aceita todos os formatos. Todos quantos se lançaram contra ele levaram música. Portentoso mesmo.
- Rolando: esteve melhor do que esperava (embora tivesse esperança nisso!). No entanto teve duas "avançadas", que por si só até seriam interessantemente desiquilibrantes, mas não conseguiu entregar, perdeu as bolas e deixou o perigo acercar-se da nossa área. Continua a melhorar, ainda falta.
- Pelé: para mim o segundo melhor. Com o seu habitual "raio de acção alargado", deu conta de muitos lagartos, sofrendo ainda para organizar o jogo da equipa, mesmo de lá de trás.
- Vasco Faísca: quando conseguiu a posição, defendeu bem. Mas foi apanhado a "dormir" uma ou duas vezes, para além de aliviar a bola com demasiada precipitação. Na ocasião achei bem a sua "substituição" pelo Djurdjevic. No entanto não manteria essa opinião, pelo menos tão convencido dela.
- Sandro Gaúcho: não dei muito por ele, embora a "muralha central" não cedesse muitas vezes e o Sandro tivesse o seu papel, ainda que mais "invisível". Apesar de tudo gostei do que vi. "À la" operário.
- Pinheiro: marcou o golo, nota positiva, claro está. No entanto não conseguiu grandes liberdades no ataque... e para o fim já tinha grandes dificuldades em recuperar a posição depois de perdida a bola.
- Ahamada: começou como esperava, fulgurante e perigoso. Gostei... até ao momento em que começou a desaparecer. Na ocasião também entendi.... parcialmente a entrada de Paulo Sérgio. No entanto e neste caso não tenho dúvidas: arrependi-me.
- Djurdjevic: exibição esforçada, mais interesante a atacar (1ª parte), com algumas dificuldades a defender o flanco (2ª parte). No entanto quando se tratou de ajudar os centrais em lances de bola parada foi um útil 4º central.
- Zé Pedro: gostei. Esteve activo, teve uma boa ocasião, bons passes, defendeu. Para o fim notava-se algum do "seu" cansaço, mas o saldo para mim foi positivo.
- Meyong: andou perdido na frente, sina a que se habituam os nossos avançados com Carvalhal. Deu um ar da sua graça antes de sair. Talvez se tivesse ficado para fazer dupla com Romeu (em vez de entrar Paulo Sérgio), tínhamos visto mais alguma produtividade.
- Fábio Januário: também gostei, sobretudo da entrada. Lutou pela bola antes do passe para o golo de Pinheiro. É habilidoso e ágil, bons toques de se ver. Embora não se visse muita consequência (inclusivé falhou um golo), há-de fazer estrago noutras alturas.
- Romeu: entrou para fazer a figura... de Meyong (e Antchouet tantas vezes). Como é seu estilo - e caparro - é certo que ocupou mais os marcadores, mas não lhe chegou a bola onde precisava dela. Acabou por não fazer muita diferença, embora não por culpa própria.
- Paulo Sérgio: não vi o Paulo Sérgio a que me habituei, logo frente ao "patrão". Perdido, embrulhou-se com bola e adversários, em alguns lances esteve mesmo apático. Não o reconheci, preferia que tivesse ficado Meyong para ajudar o Romeu, ainda que baralhasse o sistema.
A Carvalhal e à equipa: apesar de tudo não desanimem, não vejo razões para tal. Vamos fazer melhor! E pouco melhor já deveria ser mais que suficiente para que a União de Leiria pague a factura, no Restelo. Com cuidados, é claro, mas toca a mandar e ganhar!


12:40 da manhã


































