Gostei do que vi
Iniciada a época, registo que não é anormal o Belenenses qualificar-se para a UEFA quando começa o campeonato a perder. Quem não se lembra, afinal, de um adverso 1-7(!) nas Antas a abrir uma época extraordinária no final dos anos 80? Estamos condenados, meus caros, a ter Fé! Dito isto, embarquemos na máquina do tempo para regressar a Alvalade através de duas ou três considerações que fiz por registar. Desde logo, não posso deixar de considerar absurda a tentativa de crucificação que alguns vão montando em torno do melhor guarda-redes da primeira liga portuguesa: o Marco Aurélio, pois claro. Noites infelizes qualquer um tem, sendo que no caso particular esta nem foi tão medíocre como isso - basta comparar com a "concorrência" que estava do outro lado...
Noutro plano, faço notar que não vejo razão para não confiar no nosso sector mais recuado. Com Pelé e Amaral iguais a si próprios em qualidade, confirmei com agrado que Vasco Faísca tem escola para dar e vender, sendo que se observam estas coisas justamente nos mais pequenos pormenores. Ora façam o favor de rever o jogo e tomem devida nota de como o nosso "back-esquerdo" (como dizia o meu avô) colocava as mãos atrás das costas quando tinha que fechar o ângulo nos cruzamentos, já em cima da área. Rapaz avisado, sabia este Vasco, que é certinho que em Alvalade, se a bola lhe vai à mão, é sempre castigo máximo...
Lá mais para a frente, gostei do Ahamada - e o sr. Proença pelos vistos também, dado que o contemplou com um amarelo que em condições iguais, quando não mais graves, negou a Rodrigo Tello. Mas dizia eu que o homem tem vontade e velocidade, o que se une numa conjugação que pode bater certo pela direita. E ainda gostei muito do José Pedro, que - quer parecer-me - tem condições para fazer uma dupla dos diabos com o Silas, assim a máquina carbure a nosso contento. Veremos se tenho razão, de preferência já para a semana. Como único lamento, duas opções de Carvalhal que na altura em que foram feitas até me pareceram bem: as entradas de Romeu e Paulo Sérgio, que pouco trouxeram à busca do segundo golo.
Por fim, um desabafo em forma de reflexão: no final do derby, disse o Peseiro que o Belenenses havia feito mais para vencer o jogo do que a Udinese (a quem, a título pessoal, endereço votos de felicidades) de há uns quantos dias, isto não muito tempo depois de ter feito questão de lembrar que no ano passado o Belém lá tinha chegado com um autocarro que plantou em frente da baliza. Tudo isto para dizer o quê? Que para nos qualificarmos para jogos europeus, convém que sejamos mais objectivos na busca dos pontos. Teremos muitas vezes que esquecer a beleza do jogo da bola e que plantar mesmo o raio do autocarro. Como bem provou o catenaccio, para ganhar aos lagartos não é preciso muito mais. Basta ir lá uma vez...
Noutro plano, faço notar que não vejo razão para não confiar no nosso sector mais recuado. Com Pelé e Amaral iguais a si próprios em qualidade, confirmei com agrado que Vasco Faísca tem escola para dar e vender, sendo que se observam estas coisas justamente nos mais pequenos pormenores. Ora façam o favor de rever o jogo e tomem devida nota de como o nosso "back-esquerdo" (como dizia o meu avô) colocava as mãos atrás das costas quando tinha que fechar o ângulo nos cruzamentos, já em cima da área. Rapaz avisado, sabia este Vasco, que é certinho que em Alvalade, se a bola lhe vai à mão, é sempre castigo máximo...
Lá mais para a frente, gostei do Ahamada - e o sr. Proença pelos vistos também, dado que o contemplou com um amarelo que em condições iguais, quando não mais graves, negou a Rodrigo Tello. Mas dizia eu que o homem tem vontade e velocidade, o que se une numa conjugação que pode bater certo pela direita. E ainda gostei muito do José Pedro, que - quer parecer-me - tem condições para fazer uma dupla dos diabos com o Silas, assim a máquina carbure a nosso contento. Veremos se tenho razão, de preferência já para a semana. Como único lamento, duas opções de Carvalhal que na altura em que foram feitas até me pareceram bem: as entradas de Romeu e Paulo Sérgio, que pouco trouxeram à busca do segundo golo.
Por fim, um desabafo em forma de reflexão: no final do derby, disse o Peseiro que o Belenenses havia feito mais para vencer o jogo do que a Udinese (a quem, a título pessoal, endereço votos de felicidades) de há uns quantos dias, isto não muito tempo depois de ter feito questão de lembrar que no ano passado o Belém lá tinha chegado com um autocarro que plantou em frente da baliza. Tudo isto para dizer o quê? Que para nos qualificarmos para jogos europeus, convém que sejamos mais objectivos na busca dos pontos. Teremos muitas vezes que esquecer a beleza do jogo da bola e que plantar mesmo o raio do autocarro. Como bem provou o catenaccio, para ganhar aos lagartos não é preciso muito mais. Basta ir lá uma vez...


1:16 da manhã


































