A Mordaça da Arbitragem
Reproduzo na íntegra um comunicado recente da APAF, interrogando-se a quem ou a que clubes e dirigentes se refere este comunicado, dado o facto evidente de termos ficado calados e conformados com as desatrosas actuações de vários árbitros na época passada.
Este comunicado, embora tenha sido emitido na época passada tem maior validade na actual por via da reetingração dos dinossáuros da Liga Potuguesa de Futebol Profissional, por via da manutenção do sistema de nomeação de árbitros e por via do facto não termos alguém nos órgãos de poder da Liga.
Mais: o signatário julgava que o Direito Corporativo tinha sido banido após o 25 de Abril, mas o chamamento classista da APAF faz deste órgão, não uma associação, mas uma Corporação.
Este comunicado, embora tenha sido emitido na época passada tem maior validade na actual por via da reetingração dos dinossáuros da Liga Potuguesa de Futebol Profissional, por via da manutenção do sistema de nomeação de árbitros e por via do facto não termos alguém nos órgãos de poder da Liga.
Mais: o signatário julgava que o Direito Corporativo tinha sido banido após o 25 de Abril, mas o chamamento classista da APAF faz deste órgão, não uma associação, mas uma Corporação.
"COMUNICADO
No estrito âmbito da sua actividade, enquanto Associação de Classe dos árbitros portugueses, e cumpridas que estão 4 jornadas das Provas Profissionais, a APAF-Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol entende divulgar o seguinte:
1. Apelar, mais uma vez, para que todos os agentes desportivos respeitem escrupulosamente as determinações do Regulamento Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, em tudo o que atinente aos preceitos referidos nos Artigos 54º-A e 101º-A, e por consequência exigir que a Comissão Disciplinar da Liga actue de imediato com as punições previstas quando se verificar qualquer tipo de infracção.
2. Verberar claramente todas as afirmações já proferidas por alguns dirigentes, sempre contra elementos da estrutura da arbitragem, demonstrativas afinal de grande nervosismo e inquietação, sendo certo que alguns o têm feito por sistema, outros já afirmaram que também têm razões de queixa e outros talvez por falta do cumprimento de objectivos a que se terão proposto. O respeito que é devido aos Árbitros, Árbitros Assistentes e Observadores e outros agentes do sector não pode ser sinónimo da classificação que cada clube tem semanalmente.
3. Lamentar ainda todo o clima de pressão constante que as referidas declarações originam na estrutura da arbitragem. Com a certeza de que esses agentes estão devidamente preparados para lidar com isso, mas o que vem ocorrendo poderá desencadear falta de segurança e tranquilidade nos seus desempenhos técnicos. Mesmo com a constatação de que ocorreram já erros absolutamente naturais por parte dos árbitros, é importante referir que a credibilização do futebol passa pela alteração do comportamento social de todos aqueles que em permanência desenvolvem atitudes de suspeição.
4. Transmitir também que os dirigentes desportivos têm de compreender sempre, numa perspectiva de desenvolvimento de todo o futebol, que o árbitro é o símbolo da autoridade no terreno de jogo, na sua qualidade de magistrado desportivo, bem como é necessário que sejam respeitadas as decisões técnicas e disciplinares de quem tem por missão julgar.
5. Incentivar todos os Árbitros, Árbitros Assistentes e Observadores para que actuem sempre no estrito cumprimento das normas técnicas, das leis e regulamentos e das instruções que foram transmitidas pelos técnicos de arbitragem. Se isso acontecer, estamos certos de que os referidos agentes da estrutura da arbitragem estarão a defender o seu próprio futuro e a melhorar o futebol.
2004.09.27
A DIRECÇÃO."
2004.09.27
A DIRECÇÃO."
*Nota do Editor: e assim lá nos vamos comportando lindamente face aos roubos que ano após ano somos vítimas.



12:00 a.m.


































