Voltar à Página Inicial

Porquê ser-se sócio com uma SAD?



O signatário sente muito orgulho em ser do Belenenses, mas sobretudo de um Belenenses vencedor e não de um Clube com classificações algo modestas, coisa que tem grassado nas últimas décadas com algumas honrosas excepções de circunstâncias favoráveis.
Estamos a falar em futebol profissional, como é óbvio.
Quando aderi, por motu própio, à condição de associado do Belenenses decorria uma das páginas mais negras do Clube que foi a primeira descida à 2ª Divisão, razão pela qual entendi estender com tal gesto uma solidariedade para com o Clube que era, é e será sempre o meu Clube.
Mesmo antes de ser sócio, não me senti menos belenense do que quando passei a ser na condição de associado. Isto é, o meu estado de alma, de sentir uma vitória ou uma derrota em nada se alteraram, porque costumo eu dizer por estas bandas podemos disfaraçar a nossa face, mas nunca o que sentimos. Apenas passei a ter um cartão de associado com as quotas sempre em dia e, como fiz uma espécie de convenção antenupcial com a minha mulher, pela qual ela ficou a saber, antes, que acima de muita coisa estaria o Belenenses, entendi enfernizar a Família toda a aderir á condição de sócio.
Nuns casos com sucesso e noutros menos afortunado.
Convenci, em especial, o meu pai a regressar à condição de sócio, dado que em tempos, apesar de muito ter dado ao Belenenses, foi algo maltratado por uma Direcção, tendo-se afastado da condição de associado, mas não da condiçao de belenense, coisa que já não ocorre.
Todavia, desde que se formou a SAD que ando muito confuso sobre o real papel dum sócio do Clube, quando é certo que se não for accionista da SAD em pouco poderei fazer valer as minhas teses, dado que em rigor sou apenas representado pela Direcção ou quem a Direcção indicar para defender os interesses do Clube na área do futebol profissional.
Tentaram-me convencer em aderir ao projecto da SAD.
Ainda encarei tal hipótese. Todavia, eu e acredito que muitos como eu, devem ter tido algumas resistências domésticas ou dificuldades de índole financeira para aderirem àquilo a que naquele tempo se designou do peditório aos sócios.
No meu caso concrecto, não fui impedido de subscrever o mínimo de Esc: 100.000$00 para poder ter voz numa Assembleia Geral da SAD. Teria, no entanto, de dar como contrapartida, a possibilidade da minha esposa gastar outro tanto em algo útil para ela ou para a nossa casa. Confesso que o preço de Esc: 200.000$00 era alto demais para ser accionista com direito a voto e a voz na AG da SAD.
Assim, tal como os restantes que não acederam a entrar no "peditório" para a formação da SAD, limitei-me a ficar com as acções correspondentes ao meu número de antiguidade no Clube, ou sejam, à data, 4, até ver, nos termos dum ofício-circular que recebi em 2001.
Interrogo-me da utilidade para o Futebol da minha condição de sócio, porque se o Clube lá está representado pelo accionista-mor que detém 51% de votos na Assembleia da SAD, significa que em rigor que 49% das minhas quotizações e dos meus familiares dirigem-se para actividades acessórias e não dirigidas para aquilo que no fundo queremos:
- Uma equipa competitiva no campeonato da I Liga e a lutar por lugares cimeiros.
É certo que poderei responsabilizar a Direcção, mas se a Direcção tem as condicionantes exógenas dos restantes parceiros da SAD, representa isto que fica meio desresponsabilizada na área do Futebol.
A minha interrogação vai mais longe, porquanto das coisas que mais gostaria de ver num Relatório e Contas era a imputação de todos os custos a cada Centro de Custos, leia-se Modalidades e, dentro destas, na área do futebol os valores parcelados em
a) na área da formação e
b) no futebol profissional
Já sei que o valor das quotas é uma percentagem bastante pequena dentro do orçamento anual do futebol e aí reside o facto de eventualmente estarmos reféns de uma qualquer TV, a qual, por sua vez, é talvez a accionista privilegiada e fonte da origem maioritária dos fundos.
Pelo que concluo, dizendo que a condição de associado hoje em dia, da forma como as coisas estão, é uma mera formalidade, pertencendo à SAD a gestão real do futebol profissional.
Da mesma forma concluo dizendo que sem eu querer acabo por sócio de modalidades que eventualmente podem estar a asfixiar o Futebol Profissional.
Ou seja, embora não querendo ou não me revendo no Belenenses eclético tal como está, acabo por ser um contribuinte líquido das amadoras, situação que considero um perfeito exagero, ou seja, devia-se dirigir os fundos para a modalidade que dá razão de ser à condição de sócio, com excepção dos sócios piscineiros, os quais lá vão para deixar o dinheiro e pouco ou nada de belenensismo.
Isso tratamos nós por eles.
Saudações Azuis.




Enviar link por e-mail

Imprimir artigo

Voltar à Página Inicial


Weblog Commenting and 
Trackback by HaloScan.com eXTReMe Tracker