A Nau no Porto
Primeiro ponto: Uma vitória hoje no "Dragão" seria uma belíssima prenda para o Belenenses, para o nosso grande Vicente e para a entusiástica excursão (ou incursão?) de cerca de duas centenas de crentes adeptos que vão apoiar a nossa equipa (a que se juntarão ainda Belenenses do Norte e Centro-Norte, não poucos, como imagino). Como nos velhos tempos.
Quer isto dizer que se exige uma vitória? No sentido em que qualquer outro resultado possa levar a uma recriminição pura e simples da equipa, não. Sabemos que o nosso orçamento é quase ínfimo quando comparado com o do Porto, sabemos que a atmosfera no seu estádio, infelizmente, é bem mais calorosa no apoio à equipa do que por exemplo a nossa (por enquanto, amigos e amigas, por enquanto). Sabemos também pela história que outros factores podem ditar derrotas (não é preciso recuar muito, recorde-se a época passada, com o Juninho "marcado" para sair cedo).
O que não é admissível é o espírito vigente em épocas recentes, derrotista, preparados para esgrimir os argumentos que referi imediatamente acima para justificar derrotas. Isto é, entrarmos em jogo já meio derrotados.
Podemos não ganhar, mas temos de jogar sempre para ganhar.
A força mental e a atitude da nossa equipa estão a dar frutos. Três vitórias seguidas com "chapa 3" é motivante para o conjunto, aliciante para os adeptos. Aqui há uns dias, depois do jogo com o Penafiel, discutia-se na Mailing List - e uma vez mais - os preços como factor de afastamento e esvaziamento das bancadas do Restelo. Porque a "tabela" já é bem mais atractiva, mas o Restelo continua sem estar cheio ou perto disso. Lá voltei eu com a história dos resultados. Pensei eu, se ganharmos ao Guimarães e depois nas Antas, tenho a certeza que as pessoas vão aparecer. Ora bem, já no jogo com o Guimarães, e a uma 2ª feira (e a más horas), notaram-se melhorias ligeiras.
Porque isto de argumentar que os resultados são importantíssimos para chamar as pessoas não pode ser interpretado no sentido estrito. Não se trata de ganhar um jogo e esperar por enchentes de seguida. Mais, nem se trata de fazer uma boa época e esperar enchentes na seguinte. O que move as pessoas, o que as tira do sofá, é uma confiança sólida de que no Restelo se joga para ganhar, e bem, que se luta por posições cimeiras e que só por azar ou árbitro não o conseguimos.
Claro que mais haverá por fazer, tudo isto não dispensa a atenção da Direcção para mais e novas medidas. Porque não basta quase encher o estádio em certos jogos. O que se quer é uma massa adepta como tal, uma MASSA.
Quanto ao jogo em si, não sei... estou com uma "fézada".
Enquanto fico a "ruminar" este "feeling", aqui fica o histórico de resultados:
1934/35: 1-0 (D)
1935/36: 9-1 (D)
1936/37: 1-2 (V)
1937/38: 5-2 (D)
1938/39: 5-2 (D)
1939/40: 3-2 (D)
1940/41: 2-2 (E)
1941/42: 2-3 (V)
1942/43: 3-1 (D)
1943/44: 1-0 (D)
1944/45: 2-6 (V)
1945/46: 0-1 (V)
1946/47: 0-0 (E)
1947/48: 0-2 (V)
1948/49: 2-0 (D)
1949/50: 2-0 (D)
1950/51: 2-0 (D)
1951/52: 1-1 (E)
1952/53: 1-1 (E)
1953/54: 0-2 (V)
1954/55: 0-1 (V)
1955/56: 1-1 (E)
1956/57: 5-0 (D)
1957/58: 4-1 (D)
1958/59: 7-0 (D)
1959/60: 2-3 (V)
1960/61: 1-0 (D)
1961/62: 5-0 (D)
1962/63: 5-1 (D)
1963/64: 3-2 (D)
1964/65: 2-0 (D)
1965/66: 1-0 (D)
1966/67: 2-0 (D)
1967/68: 4-0 (D)
1968/69: 1-0 (D)
1969/70: 0-0 (E)
1970/71: 1-0 (D)
1971/72: 3-2 (D)
1972/73: 1-1 (E)
1973/74: 2-0 (D)
1974/75: 0-4 (V)
1975/76: 3-1 (D)
1976/77: 8-0 (D)
1977/78: 6-0 (D)
1978/79: 4-0 (D)
1979/80: 3-0 (D)
1980/81: 3-1 (D)
1981/82: 3-0 (D)
1984/85: 5-1 (D)
1985/86: 5-0 (D)
1986/87: 1-0 (D)
1987/88: 7-1 (D)
1988/89: 1-0 (D)
1989/90: 3-0 (D)
1990/91: 0-0 (E)
1992/93: 3-0 (D)
1993/94: 1-0 (D)
1994/95: 1-0 (D)
1995/96: 1-0 (D)
1996/97: 2-1 (D)
1997/98: 2-0 (D)
1999/00: 2-1 (D)
2000/01: 0-0 (E)
2001/02: 1-2 (V)
2002/03: 2-2 (E)
2003/04: 4-1 (D)
2004/05: 3-0 (D)
Destes resultados destacam-se as vitórias por 2-6 em 1944/45 e os memoráveis 0-4 em 1974/75, resultado que os portistas só viriam a sofrer de novo em casa... na época passada, com o Nacional.
Quanto aos "saldos", em 67 jogos, o Belenenses venceu apenas 10 vezes, empatou 10 e perdeu... 47. Mas não se deixem impressionar: o Benfica só venceu em casa dos portistas por 11 vezes (com 17 empates), enquanto o Sporting também só o conseguiu por 12 vezes (com 22 empates). E os restantes, bem atrás...
Em matéria de golos, vamos com 55 marcados e 166 sofridos. De resto, o resultado mais frequente é a vitória portista por 1-0, o que indicaria sempre algum equilíbrio não se tratassem de 11 exemplos apenas (em 67). Há resultados variadísimos (25 desfechos diferentes em 67 jogos!). A diferença de golos mais frequente é a vantagem portista por um golo, que ocorreu 16 vezes.
Passados os números e porque estes, tal como o peixe, não "puxam carroça", volto a reflectir sobre o jogo de hoje. Temos mais um árbitro da "escola" de Setúbal, o terceiro seguido em 3 jornadas. Desde logo fico desconfiado. No entanto... e embora não me agradassem totalmente as duas anteriores arbitragens, confesso que os meus piores receios revelaram-se em boa medida injustificados. Só no último tivémos Lucílio Baptista (o chefe daquelas bandas e "apito dourado") e de nada ou quase nada me pude queixar. Poderia então esperar que Bruno Paixão, o que se segue, continuasse a linha de "bom comportamento".
Só que há duas coisas mais. Uma é a pressão do adversário, que não é a mesma de um Penafiel ou um Guimarães. E Bruno Paixão, que já prejudicou os portistas no passado (reconheço) pode, como alguns outros, querer amealhar simpatia. A outra é... o conceito que tenho de Paixão como árbitro. De tal forma que nem considero que possa ser um juiz corrupto, mas apenas um péssimo árbitro. Já assisti a jogos seus em que assinalou dezenas de faltas que não o eram... e ficaram por marcar dezenas que o eram. Sem desiquilíbrio claro para qualquer uma das equipas, mas assim passam "penaltis", cartões vermelhos, etc. Mas também confesso, da última ou das duas últimas vezes que apitou jogos nossos, achei que tinha melhorado. Ainda com o tique irritante de marcar faltas por nada, mas sem grandes erros de juízo.
Pois que se exceda amanhã, porque se não é ele estou mesmo com fé que ninguém nos pára. Vamos lá! Força Belenenses!
Quer isto dizer que se exige uma vitória? No sentido em que qualquer outro resultado possa levar a uma recriminição pura e simples da equipa, não. Sabemos que o nosso orçamento é quase ínfimo quando comparado com o do Porto, sabemos que a atmosfera no seu estádio, infelizmente, é bem mais calorosa no apoio à equipa do que por exemplo a nossa (por enquanto, amigos e amigas, por enquanto). Sabemos também pela história que outros factores podem ditar derrotas (não é preciso recuar muito, recorde-se a época passada, com o Juninho "marcado" para sair cedo).
O que não é admissível é o espírito vigente em épocas recentes, derrotista, preparados para esgrimir os argumentos que referi imediatamente acima para justificar derrotas. Isto é, entrarmos em jogo já meio derrotados.
Podemos não ganhar, mas temos de jogar sempre para ganhar.
A força mental e a atitude da nossa equipa estão a dar frutos. Três vitórias seguidas com "chapa 3" é motivante para o conjunto, aliciante para os adeptos. Aqui há uns dias, depois do jogo com o Penafiel, discutia-se na Mailing List - e uma vez mais - os preços como factor de afastamento e esvaziamento das bancadas do Restelo. Porque a "tabela" já é bem mais atractiva, mas o Restelo continua sem estar cheio ou perto disso. Lá voltei eu com a história dos resultados. Pensei eu, se ganharmos ao Guimarães e depois nas Antas, tenho a certeza que as pessoas vão aparecer. Ora bem, já no jogo com o Guimarães, e a uma 2ª feira (e a más horas), notaram-se melhorias ligeiras.
Porque isto de argumentar que os resultados são importantíssimos para chamar as pessoas não pode ser interpretado no sentido estrito. Não se trata de ganhar um jogo e esperar por enchentes de seguida. Mais, nem se trata de fazer uma boa época e esperar enchentes na seguinte. O que move as pessoas, o que as tira do sofá, é uma confiança sólida de que no Restelo se joga para ganhar, e bem, que se luta por posições cimeiras e que só por azar ou árbitro não o conseguimos.
Claro que mais haverá por fazer, tudo isto não dispensa a atenção da Direcção para mais e novas medidas. Porque não basta quase encher o estádio em certos jogos. O que se quer é uma massa adepta como tal, uma MASSA.
Quanto ao jogo em si, não sei... estou com uma "fézada".
Enquanto fico a "ruminar" este "feeling", aqui fica o histórico de resultados:
1934/35: 1-0 (D)
1935/36: 9-1 (D)
1936/37: 1-2 (V)
1937/38: 5-2 (D)
1938/39: 5-2 (D)
1939/40: 3-2 (D)
1940/41: 2-2 (E)
1941/42: 2-3 (V)
1942/43: 3-1 (D)
1943/44: 1-0 (D)
1944/45: 2-6 (V)
1945/46: 0-1 (V)
1946/47: 0-0 (E)
1947/48: 0-2 (V)
1948/49: 2-0 (D)
1949/50: 2-0 (D)
1950/51: 2-0 (D)
1951/52: 1-1 (E)
1952/53: 1-1 (E)
1953/54: 0-2 (V)
1954/55: 0-1 (V)
1955/56: 1-1 (E)
1956/57: 5-0 (D)
1957/58: 4-1 (D)
1958/59: 7-0 (D)
1959/60: 2-3 (V)
1960/61: 1-0 (D)
1961/62: 5-0 (D)
1962/63: 5-1 (D)
1963/64: 3-2 (D)
1964/65: 2-0 (D)
1965/66: 1-0 (D)
1966/67: 2-0 (D)
1967/68: 4-0 (D)
1968/69: 1-0 (D)
1969/70: 0-0 (E)
1970/71: 1-0 (D)
1971/72: 3-2 (D)
1972/73: 1-1 (E)
1973/74: 2-0 (D)
1974/75: 0-4 (V)
1975/76: 3-1 (D)
1976/77: 8-0 (D)
1977/78: 6-0 (D)
1978/79: 4-0 (D)
1979/80: 3-0 (D)
1980/81: 3-1 (D)
1981/82: 3-0 (D)
1984/85: 5-1 (D)
1985/86: 5-0 (D)
1986/87: 1-0 (D)
1987/88: 7-1 (D)
1988/89: 1-0 (D)
1989/90: 3-0 (D)
1990/91: 0-0 (E)
1992/93: 3-0 (D)
1993/94: 1-0 (D)
1994/95: 1-0 (D)
1995/96: 1-0 (D)
1996/97: 2-1 (D)
1997/98: 2-0 (D)
1999/00: 2-1 (D)
2000/01: 0-0 (E)
2001/02: 1-2 (V)
2002/03: 2-2 (E)
2003/04: 4-1 (D)
2004/05: 3-0 (D)
Destes resultados destacam-se as vitórias por 2-6 em 1944/45 e os memoráveis 0-4 em 1974/75, resultado que os portistas só viriam a sofrer de novo em casa... na época passada, com o Nacional.
Quanto aos "saldos", em 67 jogos, o Belenenses venceu apenas 10 vezes, empatou 10 e perdeu... 47. Mas não se deixem impressionar: o Benfica só venceu em casa dos portistas por 11 vezes (com 17 empates), enquanto o Sporting também só o conseguiu por 12 vezes (com 22 empates). E os restantes, bem atrás...
Em matéria de golos, vamos com 55 marcados e 166 sofridos. De resto, o resultado mais frequente é a vitória portista por 1-0, o que indicaria sempre algum equilíbrio não se tratassem de 11 exemplos apenas (em 67). Há resultados variadísimos (25 desfechos diferentes em 67 jogos!). A diferença de golos mais frequente é a vantagem portista por um golo, que ocorreu 16 vezes.
Passados os números e porque estes, tal como o peixe, não "puxam carroça", volto a reflectir sobre o jogo de hoje. Temos mais um árbitro da "escola" de Setúbal, o terceiro seguido em 3 jornadas. Desde logo fico desconfiado. No entanto... e embora não me agradassem totalmente as duas anteriores arbitragens, confesso que os meus piores receios revelaram-se em boa medida injustificados. Só no último tivémos Lucílio Baptista (o chefe daquelas bandas e "apito dourado") e de nada ou quase nada me pude queixar. Poderia então esperar que Bruno Paixão, o que se segue, continuasse a linha de "bom comportamento".
Só que há duas coisas mais. Uma é a pressão do adversário, que não é a mesma de um Penafiel ou um Guimarães. E Bruno Paixão, que já prejudicou os portistas no passado (reconheço) pode, como alguns outros, querer amealhar simpatia. A outra é... o conceito que tenho de Paixão como árbitro. De tal forma que nem considero que possa ser um juiz corrupto, mas apenas um péssimo árbitro. Já assisti a jogos seus em que assinalou dezenas de faltas que não o eram... e ficaram por marcar dezenas que o eram. Sem desiquilíbrio claro para qualquer uma das equipas, mas assim passam "penaltis", cartões vermelhos, etc. Mas também confesso, da última ou das duas últimas vezes que apitou jogos nossos, achei que tinha melhorado. Ainda com o tique irritante de marcar faltas por nada, mas sem grandes erros de juízo.
Pois que se exceda amanhã, porque se não é ele estou mesmo com fé que ninguém nos pára. Vamos lá! Força Belenenses!


12:00 a.m.


































