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A saga das dívidas



E lá recomeçámos a ser notícia por efeitos de sistemáticas situações de dívidas que vão assolando diversos sectores e/ou actividades do Clube.
Quando a época futebolistica passada terminou anunciou-se um PAI que nem a TIO chegou.
Hoje, já AVÔ, é sinónimo de dívidas tendo em vista o cumprimento dos compromissos a curto e médio prazos.
Inicialmente, eram para se renegociar um plano de pagamento de 5 milhões de euros de dívidas à Segurança Social e ao Fisco. E só para dar um exemplo do conhecimento público, a Segurança Social foi "acusada publicamente de estar a cobrar dívidas dos anos 80 a diverso tpo de devedores.
Depois, tal plano ficou-se pelos módicos 2,5 milhões de euros, para além dos juros de mora a 2% ao mês.
Aqui interrogo-me da situação peculiar em que nos encontrámos, após o mandato de Matias, em termos aderido ao Plano Mateus, o qual contemplava uma cláusula de rescisão de tal plano de pagamento de dívidas caso houvessem falhanços de pagamentos do acordo de amortzação de dívidas.


Muita gente tenta comparar a situação actual com a de Matias.


Nada mais errado. tanto mais que a consolidação da dívida vem de anos anteriores aos anos 90 e quer-se imputar tal facto a um mandato de 2 anos que, no fundo, herdou esta situação, agravada, é certo, pelo despesismo incontrolável que se instalou no Clube pelo facilitismo do acesso aos dinheiros do Bingo.
Aqui, finalmente, compreendo, o discurso dos últimos anos do falecido Acácio Rosa quando se insurgia contra o Bingo, por ser uma actividade que progressivamente iria minar o Futuro do Clube. Confiram o discurso dele nesta matéria.
Digamos, mal comparado, que o Bingo funciona para o Belenenses como o expediente de receitas extraodinárias funcionam para fazer baixar o ddéficit público abaixo de determinado plafon. Exemplifico: se o Estado incorporasse as receitas das SCUTS no orçamento baixaria o décit de 5,8% para abaixo dos 3%. Optou-se pela sobrecarga nos impostos sobre os cidadãos.
E é isto, justamente, que sucede no Clube, ao optar-se por um preçário absurdo de quotizição e bilheteira para compensar os prejuízos estruturais./div>
Na época de Matias íamos quase à falência e o Plano Mateus incidiu sobre verbas muito avultadas para a dimensão do Clube e, essencialmente, para a sua capacidade de gerar receitas de pagamento de qualquer plano de amortização.

Na verdade, o que nos está, na actualidade, a entalar, passe a expressão, é algo que entalará qualquer gestão consiste no plano de amortização das obras de reabilitação do Complexo do Restelo.
Em minha opinião, fomos pródigos a mais em obras. Isto é, fez-se obra onde devíamos ter ficado quietos e não haveria tamanha afectação de recursos financeiros.
Agora, temos mais um plano para pagar 2,5 milhões de euros, mas não temos plano algum para mudar o Clube, nem plano gerador de receitas adicionais das quais tanto estamos carenciados.
Façamos aqui uma analogia. É exigida à Função Pública que mude, que restrinja gastos, que os funcionários façam sacrifícios, etc. e etc. e bem sei do que falo. Os portugueses em geral estão a ser massacrados com impostos. Tudo em nome do déficit, o qual se cifra agora em cerca de 3%.

Qual é o déficit anual do Belenenses? Mais que isso: onde e em que ano se começou a gerar tal déficit?

Porque é que nada fizemos para retroagir este descalabro de mandatos sucessivos em acumular déficit sobre déficit?
E o Belenenses é um óasis de tais sacrifícios? É um paraíso para os seus funcionários? É uma rebaldaria nas múltiplas actividades lá concentradas?
Até quando? Até que voltem a desligar o telefone por falta de pagamento?
Uma modalidade que é muito querida no Clube está aparentemente envolta de dívidas aos seus jogadores.

Consta que alguém terá feito um Regulamento Interno de pagamento de prémios de jogos conforme os objectivos alacançados e que tal regulamento colidia com as finanças do Clube e da não submissão à prévia autorização da Direcção.

Surgiram as tais dívidas.

Se isto for verdade, seria bom indagar junto dos responsáveis por tal regulamento o facto de hoje, escusadamente, se falar em dívidas no Andebol.
Será que o Andebol não tem paz? E convenhamos que é uma modalidade sui géneris e recordemos aqui o facto insólilto de no passado Acácio Rosa, à revelia da Direcção de então, ter pegado na equipa de andebol e lá foram ao Brasil para um torneio.

Que explicação há para isto se ao basquetebol nada falta? E não me falem que há patrocínios que tudo justifica, porque as notícias de agora de cariz negativo começaram justamente com o tiro ao cesto, por várias razões, mormente:

1, o novo-riquismo instalado no Restelo em fazer alinhar a equipa na LCB, quando esta está moribunda, sendo certo que a Proliga tem vindo a acolher os dissidentes da LCB e

2. logo que sai um americano, logo vem outro para o substituir, para além de treinador novo.

Ao que parece no futsal anda tudo bem, ninguém se queixa.

Já no Andebol, antes do jogo com o ABC despede-se um treinador, indo tentar um Armando Pinho e desenrasquem-se.
Há que fazer sacrifíicios no Clube, há que acompanhar o ritmo do país sob pena de falência técnica, embora esta seja difícil numa instituição de Utilidade Pública.

Querem auditorias? Pois bem, vamos a elas e quem não é para elas, não se metam nelas.

Mas só é aceitável essa auditoria se acompanhada de outra junto dos sócios e de uma terceira ao desempenho desportivo dos últimos 30 anos.

Ou queremos apenas e só fazer de auditoria financeira uma espécie de caça ás bruxas?

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