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Empate justo versus ineficácia, salto adiado!



Dady quase marca!

Mais uma vez, o Belenenses não consegue dar aquele salto gigante na classificação.
Vontade e empenho foram argumentos que não faltaram, faltou “apenas” muitas vezes qualidade no último passe e qualidade na finalização.

Este jogo mostrou claramente que o Belenenses é uma equipa adulta tacticamente, bastante superior a este adversário, que disfarça as suas insuficiências com a entrega ao jogo.

Perante uma assistência miserável, mas de acordo com a verdadeira dimensão deste clube que nos últimos anos teve uma dimensão exacerbada, fruto de jogadas impensáveis, certamente.

Perante este cenário, o Belenenses teve as melhores oportunidades na primeira parte, por Dady, na cara do guarda-redes, coroando uma boa circulação de bola e posse da mesma, evidenciando sem dúvida que éramos superiores e que podíamos ganhar.

Foi assim que encarei a 2ª parte, com optimismo, pensei certamente que tínhamos tudo para ganhar. Embora a primeira meia-hora do 2º tempo fosse de domínio azul, ainda mais acentuado que os primeiros 45 minutos, não fomos eficazes e mais perigosos, pois falhamos completamente na criação de jogadas de perigo no último terço do terreno.

Os poucos remates que existiram, foram pólvora seca e mesmo no final, Silas falha à semelhança de Dady no 1º tempo, a ocasião mais flagrante, evitando rematar, optando antes por um passe em zona de finalização.

Com esta ineficácia ofensiva e com acerto defensivo razoável o resultado só poderia ser o empate.

Análise individual dos jogadores:

Marco Gonçalves – Excelente exibição, sempre bastante atento e seguro, mas tem um deficiente jogo de pés.

Amaral – Voluntarioso e lutador, sem dúvida. No entanto, este Amaral está tacticamente um jogador insuficiente, com muitas dificuldades, no um para um, a defender principalmente, deficiente na cobertura e marcação.

Rolando – Teve uma actuação a um nível bom, pendular, um excelente valor.

Nivaldo – Eficaz, por vezes em demasia, pois com calma e menos impetuosidade, muitas das bolas que corta podia ter um destino diferente, que não as bancadas. Exibição regular, em bom nível.

Rodrigo Alvim – Fisicamente em mau momento, reflectindo-se e como na sua qualidade de jogo. Falta exuberância, perde lances que normalmente os ganhava com a sua classe. Saiu exausto.

Sandro Gaúcho – Jogador importante no esquema da equipa, mas que não consegue após paragem prolongada dar dimensão ao seu jogo. Lutou muito, mas apresentou uma condição física precária. Mesmo assim, teve uma acção positiva e jogou até ao fim das pilhas.

Ruben Amorim – Começou mal o jogo, muito escondido no lado direito, após correcção posicional, ganhou evidência no lado esquerdo do meio-campo. No segundo tempo, mostrou toda a sua categoria, como trinco e como patrão desta equipa. Dominou o jogo, foi o nosso melhor jogador no meio-campo, já recuperou após o estado gripal.

José Pedro – Jogador de qualidade, lutador, hoje não teve oportunidade para rematar ao seu jeito, tentou explanar a qualidade do seu jogo pensado, mas não teve grandes efeitos práticos. Aos poucos vai subindo de rendimento, após 3 jogos de suspensão e a tal gripe.

Silas – Hoje estava super dinâmico, fez uma primeira parte de excelente nível. Na 2ª parte, ressentiu-se e baixou de produção, teve nos seus pés já perto do final do jogo, um lance para fazer a diferença no marcador, não assumiu tal oportunidade, preferiu fazer um passe e tudo se esfumou. Qualidade, até ao passe final, apenas infelizmente.

Cândido Costa – Tacticamente bem, sempre com muita garra, sua imagem de marca, foi dos mais acertados no passe. Saiu esgotado.

Dady – Teve uma noite infeliz, no lugar certo, mas ineficaz na hora de finalizar, teve no 1º tempo duas oportunidades soberanas, que desperdiçou. Saliento no entanto, que é um avançado que trabalha muito, é muito chato para os adversários.

Fernando – Primeira opção de Jorge Jesus a sair do banco, mas não mostrou ainda ritmo de jogo, ajudou um pouco Alvim a fechar o corredor esquerdo, mas teve uma actuação muito discreta. Precisa de minutos. Uma substituição que era para dar força (dimensão) ao ataque, mas que falhou.

Pinheiro – É um polivalente, luta, tenta cumprir os poucos minutos que por vezes dispõe, mas a produção não tem sido uma mais valia, mas também poucos jogadores na sua condição conseguem fazer melhor.

Gaspar – Pau para toda obra, entrou bem para lateral esquerdo, bem nas bolas paradas no centro da nossa defesa, ajudou a controlar o jogo. Merece um lugar na equipa, mas onde?

Jorge Jesus – Jogou para ganhar, mas com cautelas e respeitou o adversário. Não quis perder, fez tudo para ganhar, mas apercebendo-se que a equipa fisicamente ainda não consegue ter 90 minutos com a qualidade táctica que a equipa demonstra, após o surto gripal.
Pergunto porque não apostou em Garcés, em vez de Fernando e porque não apostou em Mancuso (mais rodado) para o lugar de Sandro Gaúcho, em vez da aposta em Pinheiro?
Certamente teríamos mais qualidade e rotina de jogo, assim com as opções que teve, apenas deu minutos a jogadores sem ritmo.

Arbitragem – Conseguiu apenas mostrar o cartão por 5 vezes, penso eu de que, só a jogadores do Belenenses.

Critério completamente diferente, para mim teve apenas uma qualidade não se deixou enganar pelas fitas do levezinho Zé Manuel, que à primeira sopradela no ombro, quase inventava um penalty. Para mim, é um lance de futebol, ou seja existe contacto físico, mas não existe energia para uma falta de castigo máximo.

“El Mano” percebeu, como especialista em jogos estranhos, o quanto que uma mão pode fazer no futebol português e neste caso, por experiência própria viu claramente que o remendado fez um número de circo.

Que conclusões podemos retirar deste resultado, não conseguimos dar o salto e subir ao 5º posto da classificação, mas estamos a 3 pontos do 4º lugar. E o mais importante é que mesmo após uma quebra física geral da equipa, provocada por um vírus tramado, continuamos a não perder e a manter todas a esperanças intactas, numa boa classificação (pelo menos o 5 º lugar) e estamos bem colocados para chegar à final da taça de Portugal e depois tudo é possível, não duvidem. Eu acredito nesta equipa superiormente dirigida por Jorge Jesus, o melhor reforço da época 2006/2007.


Obrigado Jesus e equipa, nós adeptos merecemos !



Viva o Belenenses!

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