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Para quê novo orçamento?



Li as notícias nos jornais que um dos quadros que podiam estar em cima da mesa de discussão por parte da Direcção seia a eventualidade de apresentar novo orçamento.
Pergunta-se: para quê?
E esta pergunta tem mais que os seus fundamentos.
Ora, vejamos, tive a paciência de santo de ouvir uma síntese das intervenções do candidatos derrotados em Abril de 2007 e pasmo como é possível dar-se crédito a tanta falta de argumentos e rigor, para além de alguma falta de pudor.
Por partes, ao candidato Fernando Gomes dou de barato que ele argumente que o orçamento não presta com base na suspeição pré-concebida que daquele lado nada presta, mas do que ouvi não retive um único argumento sólido para chumbar o orçamento.
Não soube interpretar a forma como um orçamento é ou deve ser anasilsado com base em ratios económico-finaceiros, não se fez a comparação do activo com o passivo e misturou-se o que é SAD com o que é Clube, assim como se socorreu de outros temas adjacentes ao Clube para não confira em qualquer orçamento (projecto imobiliário, por exemplo).
Pronto, não presta e está o caso arrumado.
Mesmo que prestasse, não serviria de nada, porque um dos pontos de equlíbrio orçamental consistia no aumento da quotização, a qual é chumbada vai para 2 anos nem se percebendo bastante bem como é que uma pessoa colectiva de direito privado consegue sobreviver face à inflacção e à correcção monetária de 2007 e agora de 2008, sendo certo que se o trabalhador individual, com contrato de trabalho e, mesmo sem ele, é aumentado, embora muitas vezes abaixo da inflação.
Há, no entanto, um ponto de equilíbrio e que, para 2008, se situa nos 2,1%, o qual nem isso, nem a inflacção do ano transacto foram satisfeitas para pagar bens e serviços, além do aumentos dos salários dos funcionários, daqui resultando quando o dinheiro começar a acabar, deixa-se de pagar algures, tal e qual como as Autarquias não recebem as transferências do OGE a que têm legalmente direito e depois são acusadas de endividamento perante a banca.
A falta de pudor reside no facto de pela primeira vez numa AG se ter misturado o que se fala num órgão não eleito pelos sócios e aquilo que é submetido à aprovação dos sócios.

Se é certo que o conselho de anciãos foi ouvido na proposta orçamental, não deixa de ser curioso que um conselheiro, ex-candidato quase tenha retratado numa reunião de um órgão democrático o que se passa num órgão não democrático e, a meu ver, um dos principais travões ao desenvolvimento do Clube.

E ficámos a saber que, para ele, qualquer proposta de orçamento futura será chumbda se não contiver a extrapolação para os dois anos seguintes das contas submetidas a aprovação.
Muito bem, com estes candidatos, qualquer outro que surja, ganhará o próximo acto aleitoral.
Disso estou certo.

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