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O emaranhado da razão de uma demissão



Bem escrevia Sílvia Freches no JN que a demissão de Carlos Janela era apenas a primeira vítima de um processo que acaba por trazer prejuízos insanáveis, estes sim, para o Belenenses.
Agora sai o Presidente da Direcção, delegando as suas funções no golfista do Viana de Carvalho, até que hajam novas eleições, nova Direcção, nova SAD e entretanto interrogo-me e o futuro da equipa neste campeonato?
Historiemos, em síntese, a razão desta demissão.
Todos, ou quase todos nós, no nosso íntimo sabemos ou supeitamos (na parte que me toca, estou perfeitamente à vontade para falar, já que há muito não tenho informações ditas previligiadas do Restelo, excepto o que determinados sócios me vão contando ou esclarecendo) no que se refere à contratação de Meyong e quem foi quem no processo.
Não era necessário, ao menos para mim, que Carlos Janela viesse cá para fora dizer que foi Cabral Ferreira que concretizou este seu desejo, que já é antigo - trazer de novo Meyong para o Restelo, o que foi tentado no início do mercado de Inverno de 2007 e no início da época em curso, sabendo-se, inclusivé, da posição do presidente do Leavante, ao menos aquando do mercado de Inverno de 2007: não faria sentido, para ele, devolver o jogador ao anterior clube sem um encaixe financeiro razoável para compensar o dinheiro pelo qual foi adquirido ao Belenenses.
Teria sido muito mais inteligente para Cabral Ferreira ter cuidado em manter Carlos Janela, já que acredito que as culpas estão bem repartidas, e assim dotar-se a SAD de um Director Desportivo que mais perceba de futebol que o indigitado Miguel Ferreira, coisa que faz pouco sentido, num mundo de futebol cada vez mais exigente em matéria de profissionalização.
O erro da contratação na parte de Carlos Janela, foi assumido, no estrito âmbito das suas responsabilidades no Clube, sendo certo que ele actuou a montante da tranferência, cabendo a Cabral Ferreira, como é lógico, a responsabilidade global dos contactos com o presidente do Levante e, eventualmente, com o Albacete.
E aqui está o grande busílis da questão, o erro grosseiro de Cabral Ferreira, oriundo das modalidades amadoras num mundo cão do futebol profissionalizado a ser comido como um belo naco de queijo por um ratão espanhol pensando que estava a negociar algo para o triatlo ou natação, quando afinal o futebol tem outros segredos. E aparentemente, não só foi comido pelo Levante, como pelo empresário do jogador, cabendo aqui perguntar com que empresário falou Cabral Ferreira, já que aquele que se proclama de empresário do jogador parece que não foi ouvido ou achado no negócio, tendo Cabral Ferreia admitido que o empresário é outro que não Paulo Teixeira.
Com que empresário falou Cabral Ferreira que não lhe transmitiu da impossibilidade do negócio para o Belenenses?
Depois, ao emitir-se um comunicado oficial a indigitar formalmente, em nome da SAD, de todas as responsabilidades a Carlos Janela, dando, quiçá, satisfação tardia aos adeptos que no Restelo se manifestavam com cartazes na mão, a SAD do Belenenses coloca-se a jeito para vir a ter, no futuro, de pagar uma boa maquia de indemnização ao Carlos Janela, sendo já conhecido o advogado que foi escolhido pelo ex-director depsortivo, o sagaz Dias Ferreira, não bastando já os pontos que nos possam ser subbtraídos na tabela e a multa da Liga.
Além do mais, Janela vem cá para fora e alimenta a esperança ao mundo azul que nem tudo está perdido em matéria de pontos perdidos, parafraseando, assim, Cunha Leal.
E reforça a sua tese na RTPN, em directo, de que o Belenenses pode não vir a ser condenado na perda de pontos, por efeitos de um erro federativo.
Pergunta-se, então, porque razão Cabral Ferreira cometeu o seu segundo maior erro, após a contratação pessoal do Meyong, em despedir o homem que mais falta, a seguir ao Nélson Soares, na actual estrutura da SAD, a qual, com a queda da Direcção vê os seus alicerces gravemente dliluídos.
E esta pergunta é tanto ou mais relevante já que não soubemos manter na nossa estrutura futebolística o Luís Batista, homem de futebol, ligado ao Odivelas.
Pior ainda e esta preocupação terá de ser de todos quando se ouve o Janela dizer que a SAD estava assente no tripé Cabral Ferreira+Carlos Janela+Jorge Jesus.
Saíram dois dos três.
E agora aquilo pode cair que nem um baralho de cartas sem base de sustentatação alguma?

Ou seja, não se aproveita quem percebe de futebol para a batalha que seguramente vamos ter pela frente a três níveis:
1. recuperação de eventuais pontos perdidos,
2. reagir a preceito face a uma sanção disciplinar e
3. contratar os jogadores necessários para o commbate que aí vem.
É que não se consegue imaginar outra coisa que não esta: fomos comidos pelos espanhóis e bem comidos, pela inexperiência de Cabral Ferreira, o qual queria, à semelhança do seu antecessor Sequeira Nunes dotar o plantel de futebol do "jogador do presidente", como que a dizer, quem safou a onça fui eu.
Pois bem, o caldo está entornado e não há ninguém que não me conheça que não me associe ao Belenenses com todos os estigmas que situações desta natureza acarretam.
Alguns elementos da minha Família andam incomodados e sobre isso especificarei a coisa aqui em breve.
Cabral Ferreia, invocando motivos de saúde, vem agora pedir a demissão, coisa que terá de se aceitar, porque não há ninguém de boa fé que não possa aceitar tal pedido por efeitos da grave doença de que padece.
Pena ter saído pela porta pequena, quando enquanto Vice para o Património teve um portão para ser enaltecido para o futuro no Belenenses.
Subscrevendo parte do teor do Comunicado Oficial de ontem, suponho que é hora de todos os belenenses, mas todos mesmo para unirmos as mãos para reeguer o Clube e a SAD.
Por uma vez e em definitivo, se não for pedir muito.

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