Auditorias, o objecto, os conceitos e os resultados
Em face do que alguns seres pensantes fazem passar a a idéia da necessidade de uma auditoria ao Belenenses, é chegado o tempo de aqui se falar um pouco muito mais a sério sobre o que é uma auditoria, tentando simplificar ao máximo os conceitos e fazendo uma simbiose das minhas qualificações académicas e clubistas.Não especificam, porém, os termos e as condições em que a mesma se realizará, sendo certo que no Universo do Belenenses há duas auditorias possíveis:
1.uma ao Clube e que pode ser decidida como mero acto de gestão por uma qualquer Direcção ou o órgão que execute os actos em seu nome e
2. outra à SAD e aí os sócios por muito que esperneiem não têm qualquer ponta de razão em exigir uma auditoria à SAD, no caso de não serem accionistas da SAD.
Portanto, afastemos, para já, a auditoria à SAD já que esta só se pode realizar mediante decisão do Conselho de Administração ou por deliberação da Assembleia de accionistas, muito embora, frise-se que a parte substancial da auditoria que se pretende, sem uma auditoria à SAD, é algo vazio.
Que auditorias se podem fazer?
Apenas há dois tipos de auditoria: a interna e a externa.
Vejamos abreviadamente o que é cada uma delas.
1. Auditoria Interna, o conceito:
A Auditoria Interna é uma atividade de avaliação independente e de assessoria da administração, voltada para o exame e avaliação da adequação, eficiência e eficácia dos sistemas de controle, bem como da qualidade do desempenho das áreas em relação às atribuições e aos planos, metas, objetivos e políticas definidos para as mesmas.
O posicionamento da Auditoria Interna na organização deve ser suficientemente elevado para permitir-lhe o desempenho de suas responsabilidades com abrangência e independência. Em tese, o departamento de auditoria deve sempre estar vinculado ao nível mais alto da organização.
A independência da Auditoria Interna visa a que possa desincumbir-se das responsabilidades, atribuições e tarefas atribuídas pelas normas, actos, decisões e solicitações da Administração ou Direcção.

2. Auditoria Externa, o conceito:
O trabalho tem início com uma breve menção à importância crescente da auditoria externa independente em um sistema integrado de controle da gestão pública. A auditoria externa independente exerce função importante no sector público de muitos países. Os sistemas contábil e de controle interno existentes são a base para o trabalho do auditor. O enfoque dos trabalhos produzidos pela auditoria externa independente foi, inicialmente, operacional. Evoluiu para um enfoque administrativo, depois para uma auditoria de gestão e, actualmente, para uma auditoria integral. Esta última trabalha com um cenário mais amplo e busca inserir a situação examinada dentro do contexto social e económico local e até mesmo mais abrangente. O auditor externo independente muito pode contribuir para a transparência da prestação de contas do setor público. O trabalho apresenta várias questões para reflexão e debate: cadastro dos auditores externos nos órgãos de controle das diferentes esferas governamentais de forma padronizada, a clara definição de objectivos e abrangência dos trabalhos de auditoria e de normas de controle de qualidade do produto, exigência de qualificação de profissionais, integração entre os planos de trabalho dos órgãos de controle (internos e externos) e o planeamento dos auditores externos.
Verificado os conceitos da auditoria interna e externa, facilmente chegamos à conclusão que os seres pensantes, as mentes brilhantes do Restelo que pululam em órbitra de determinada corrente de opinião, afastam a possibilidade de uma auditoria interna, na justa medida em que o Belenenses não possui na sua estrutura de profissionais habilitados para fazerem a referida auditoria que se pretende para de uma forma sistematizada melhorar os procedimentos e obter maior eficiência e eficácia nos caminhos da gestão empresarial.
Portanto, estamos em presença de uma pretensão a uma auditoria de índole externa, executada por uma empresa da especialidade ou por um conjunto de auditores especializados nos diversos ramos que a estrutura do Clube assim o exigiria.
Estou contra uma auditoria? Não, pelo contrário.
Entendo é que as pessoas que reclamam tal necessidade não sabem os resultados advenientes de uma auditoria externa, a qual deixará o Belenenses nas mãos nos auditores e na certa irá contra os interesses instalados na grande maioria de quem pretende tal auditoria.
Inevitavelmente, as medidas preconizadas pelos auditores caso não sejam cumpridas, e havendo problemas com na estrutura com reflexo nos resultados operacionais e desportivos têm uma inevitável repercusão pública, tal como sucedeu com o Benfica quando se socorreu da Arthur Andersen & Co.
E, também, como recentemente ocorreu com o Vitória de Guimarães em que os sócios que quiseram ter acesso ao relatóro da auditoria lá efectuada, tiveram previamente de assinar um compromisso escrtito pelo qual manteria a reserva da não divulgação do que foi lido, não lhe sendo facultadas fotocópias.

É, portanto, um assunto sério demais para ser falado de forma leviana e sem o mínimo conhecimento do que se fala, infelizmente porque se alguns se arrogam ser portadores de uma verdade inquestionável ou, como me parece ser o caso, não saberem o que é isso de auditoria.
Claro que um auditor, seja ele qual for, uma vez aterrado no Restelo, observará não só os dinehiros que o Clube tem ou deixa de ter, mas a associação da origem e aplicação de fundos à estrutura do Clube.
Obesrvará, igualmente, o patrimóniodo Clube como meio de sustentar eventuais medidads mais gravosas de que o património possa ser garante.
E aí, meus caros, uma auditoria até pode sugerir que temos uma dimensão enorme demais para as necessidades sugerindo-se alienações, ao invés de sugerir, por exemplo, o projecto imobiliário ou o centro de estágios.
E aqui, inevitavelmente, a auditoria irá proclamar sem qualquer perdão aquilo que o signatário tem aqui repetidamente dito, em jeito de auditoria, porque para tanto tenho formação académica para tal, sem qualquer ponta de imodéstia, mas da realidade, ou seja:
1. a extinção da maioria das actividades ditas modalidades não produtivas no binómio despesas e resultados desportivos obtidos;
2. proclamará com realismo a reestruturação global (orgânica, estrutural, financeira e patrimonial) do Clube numa base mais pragmática tendo em conta os meios finaceiros e a sua origem, aconselhando o reajuste imediato dos quadros de pessoal ao estritamente necessário;
3. definirá metas a atingir face aos patamares de crescimento ou de decrescimento, conforme a análise efectuada, determinando medidas de implementação rápida para reposição do stock outil de sócios, abaixo do qual, a sobrevivência do Clube fica em causa;
4. fixará com realismo quantas modalidades profissionais pode o Clube (não a SAD) suportar, se é que no momento, pode suportar alguma delas;
5. condicionar a actividade desportiva ao pragmatismo do cumprimento das obrigações para com o passivo exigível a curto, médio e longo prazos.
E, depois de tudo isto, o Belenenses terá de pagar a conta aos auditores, a qual, face aos preços de mercado daria, em jeito de comparação, para comprar um ou dois avançados que não conseguimos comprar por serem caros demais para as posse do Clube, sim porque este responsabilidades acrescidas na SAD em 53% das acções disponíveis.
Como vêem, meus caros, eu já aqui estou fartinho de fazer uma espécie de auditoria externa sem custos para o Belenenses.
Bastaria seguir os meus conselhos.
Estruturalmente seria assim:
1. redimensionar os quadros de pessoal com planos de aposentação de vários funcionários excedentários;
2. redimensionar a actividade desportiva do Clube aos proveitos financeiros reais e ás obrigações para com o passivo;
3. acatar as responsabilidades do Clube em 53% nas transferências para a SAD, que nos últimos anos não têm sido feitas;
4. redimensionar todo o Clube ao conjunto de sócios existentes, colocando-se fasquias de crescimento por cada ano de actividade.
Et voilá...
Post Scriptum: reservo para post posterior o conceito de overtrading que pode ser declarado no Beelenenses na sequência de uma auditoria.
E aqui, inevitavelmente, a auditoria irá proclamar sem qualquer perdão aquilo que o signatário tem aqui repetidamente dito, em jeito de auditoria, porque para tanto tenho formação académica para tal, sem qualquer ponta de imodéstia, mas da realidade, ou seja:
1. a extinção da maioria das actividades ditas modalidades não produtivas no binómio despesas e resultados desportivos obtidos;
2. proclamará com realismo a reestruturação global (orgânica, estrutural, financeira e patrimonial) do Clube numa base mais pragmática tendo em conta os meios finaceiros e a sua origem, aconselhando o reajuste imediato dos quadros de pessoal ao estritamente necessário;
3. definirá metas a atingir face aos patamares de crescimento ou de decrescimento, conforme a análise efectuada, determinando medidas de implementação rápida para reposição do stock outil de sócios, abaixo do qual, a sobrevivência do Clube fica em causa;
4. fixará com realismo quantas modalidades profissionais pode o Clube (não a SAD) suportar, se é que no momento, pode suportar alguma delas;
5. condicionar a actividade desportiva ao pragmatismo do cumprimento das obrigações para com o passivo exigível a curto, médio e longo prazos.
E, depois de tudo isto, o Belenenses terá de pagar a conta aos auditores, a qual, face aos preços de mercado daria, em jeito de comparação, para comprar um ou dois avançados que não conseguimos comprar por serem caros demais para as posse do Clube, sim porque este responsabilidades acrescidas na SAD em 53% das acções disponíveis.
Como vêem, meus caros, eu já aqui estou fartinho de fazer uma espécie de auditoria externa sem custos para o Belenenses.
Bastaria seguir os meus conselhos.
Estruturalmente seria assim:
1. redimensionar os quadros de pessoal com planos de aposentação de vários funcionários excedentários;
2. redimensionar a actividade desportiva do Clube aos proveitos financeiros reais e ás obrigações para com o passivo;
3. acatar as responsabilidades do Clube em 53% nas transferências para a SAD, que nos últimos anos não têm sido feitas;
4. redimensionar todo o Clube ao conjunto de sócios existentes, colocando-se fasquias de crescimento por cada ano de actividade.
Et voilá...
Post Scriptum: reservo para post posterior o conceito de overtrading que pode ser declarado no Beelenenses na sequência de uma auditoria.
Etiquetas: Clube


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