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As prioridades de Sequeira



Tenho pacientemente vindo a recolher informações sobre o que é que o conjunto de uma task-force para assuntos económicos pretende fazer no Belenenses.
Isto porque não quero cair na fácil rotulagem de menos bom ou débil dirigente.
Mas há coisas que me vão preocupando, atento o que li hoje em face do que antes recolhi.
Fernando Sequeira tem sete prioridades para o Clube que abixo são discriminadas, sem qualquer linha desviante daquilo que li:
1.uma auditoria à contabilidade da SAD e do clube, com os resultados a apenas serem revelados aos sócios em AG;
2. reorganização do clube que, segundo o candidato, "não tem hoje política comercial, de marketing, de recursos humanos e comunicação". Neste campo, Fernando Sequeira quer aumentar o número de sócios (repondo-os, no mínimo em 20 mil pagantes), informatizar os pagamentos e pedir a uma empresa especializada uma avaliação da marca Beleneneses;
3. na área económico-financeira que, diz o candidato, "é relativamente complicada e má". A solução passa por ter orçamentos rigorosos e transparentes, reduzindo despesas;
4. melhor "aproveitamento dos 130 mil metros quadrados do Restelo", tendo ficado a promessa de apresentar no próximo ano um projecto;
5. criação de um complexo de formação;
6. política para as modalidades amadoras na base de umo eclectismo mas sob a filosofia da auto-suficiência, e
7. futebol onde fica a promessa de uma aposta na formação, prospecção e maior atenção para as 55 filiais.
Ou seja, não vejo em nenhuma destas 7 prioridades objectivos de natureza desportiva, isto é, quanto ao futebol limitou-se a dizer ou a fazer saber que vai comandar os destinos da SAD.
Mas como elemento ligado ao mundo financeiro que é, não o vejo preocupado com aquilo que a SAD não é, isto é, uma verdadeira Sociedade Anónima independente do Clube sem que constitua para ele apenas mais uma modalidade.
Também não o vejo preocupado com uma revitalização da SAD, a qual poderia passar pela privatização de uma boa parte das suas acções devidamente cotadas em bolsa.
Mais ainda, não o vejo preocupado em acautelar os interesses dos accionistas, ou seja, rendibilizar a SAD, pela rendibilização de activos da dita sociedade, os quais são mais certos a sairem que a entrarem.
Mais ainda, as notícias vindas de lá ou dadas a conhecer, não auguram nada de bom para o futebol.
Portanto, em linhas gerais não há objectivos traçados para a próxima época, até ver.
Não se aponta para uma classificação tranquila ou para a UEFA ou, ainda, se faz condicionar tal desempenho em função da auditoria a efectuar.
Assim sendo, estou preocupado, porque vão haver certos profissionais que não estão dispostos a trabalhar no Restelo em função de tantos constrangimentos.
E é disto, precisamente, que eu mais receava quendo se metem a fazer contas no Restelo.
Vejamos, a última vez que alguém lá fez contas, foi, como sabem, o Ramos Lopes e ficámos num honroso último lugar e descemos de divisão.
Lembram-se?
E certamente que se lembrarão que com o Ramos Lopes, que até anda muito vigilante sobre a actuação deste candidato, ninguém tinha o direito em opinar o que quer que fosse.
Conta-se que as reuniões de direcção eram prescrições das medidads a afectuar no imediato.
Palpita-me tempos conturbados para o futebol e, eventualmente, para todos os belenenses, os quais verão na próxima época uma equipa inferior à deste ano, caso não seja acautelada a não saída dos melhores activos, os quais, ele como elemento de ligação a um mundo empresarial podia fazer suster, caso o saiba fazer e encontrar parceiros a preceito.

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