Afinal, não é preciso auditoria
Ora bem, não sei se estamos, ou não, todos lembrados das medidas enunciadas por Fernando Sequeira e que teve o cuidado de transmitir aos sócios por carta-circular para que todos saibam quais são as suas prioridades.Para mim, é líquido que sem auditoria, que é justamente a primeira das sete medidas para reabilitar o Clube, não é possível avançar para nada, devendo, a meu ver, preservar o que há até o conhecimento dos seus resultados. Isto no plano meramente teórico.
Ou, pelo menos, a Direcção estaria presa de movimentos enquanto não estando da posse dos números e os dê a conhecer aos associados, para que nós, finalmente, possamos compreender determinadas decisões, as quais, aposto dobrado contra singelo, irão criar anticorpos em muitas capelinhas instaladas no Restelo.
Porém, Fernando Sequeira parece ter mandado ás urtigas a auditoria e começou a cortar.
Vamos ser sérios: não é preciso auditoria nenhuma para eu, se estivesse no lugar dele, e felizmente não estou nem estarei, que digo que saberia exactamente onde NÃO devia cortar, tendo idéias MUITO precisas onde cortaria na certa.
E começou logo pelo futebol, porque não constam cortes em mais lado nenhum.
Sobre as afirmações do Jorge Jesus, encaro-as sobre diferentes prismas:
1. se, por um lado, não é aceitável a discussão do Clube na praça pública, não é menos verdade que Fernando Sequeira e os seus pares colocaram-se a jeito para que tal tivesse acontecido;
2. não é aceitável que o Presidente do Clube, seja ele qual for, passe a vida a deixar passar a idéia da prescindibilidade daquilo que ao comum do associado mais diz respeito;
3. não é aceitável haver uma guerra de surdos em que se vai sabendo que os poderes do treinador, definidos pela anterior Direcção, estão a ser minados unilateralmente e sem audição prévia do mesmo;
4. Fernando Sequeira diz que compete ao treinador treinar e reconhece que Jesus o faz bem. Pois bem, se bem o executa, porquê pergunto eu começar a cortar onde bem se faz? Pela minha basta experiência profissional (ex-Gabinete da Área de Sines e ex-IGAPHE) e até pessoal (filha e genro) na relação com engenheiros, podem acreditar que são as pessoas que julgam que nasceram ensinadas e algumas há que defendem o voto de qualidade;
5. não falo no caso dos que, via internet, vão tendo um conhecimento mais profundo do Clube, porque ontem ao ouvir um comum sócio, que é o meu pai, cujas notícias lhe chegam via tvs, rádios ou jornais, percebi que ele percebe o que está em jogo, já que também ele sabe como é ser-se maltratado pelo Belenenses quando o representou federadamente na natação;
6. no período pré-eleitoral e eleitoral Fernando Sequeira deixou passar a idéia de que Jesus ganha demais e manda demais;
7. agora, Fernando Sequeira diz, quase à Herman José, quem é o presidente da junta sou eu e tu és um reles empregado e na coisa do futebol eu também quero mandar;
8. Sequeira perdeu o balneário, porquanto Silas, que é o capitão, vem aos micofones da RR dizer que está do lado do treinador, o que pode significar, na óptica comportamental de Sequeira, um eventual procedimento disciplinar, acarretando nefastas consequências para todo o plantel.
Pois é, eu se fosse presidente do Belenenses, não adoptaria de certeza absoluta esta postura.
Preservo muito o trabalho de equipa e aqui chegados já vimos que o engenheiro é pouco dado a trabalho de equipa, coisa que para mim não é novidade nenhuma, porque tive oportunidade de esclarecer com um colega meu o perfil do senhor.
E acreditem que ainda não vimos a procissão sair da Igreja, quanto mais no adro.
Estamos apenas nos preparativos para o aquecimento dos motores e ninguém sabe quem vai estar na pole position.
Uma coisa é certa, há já um perdedor claro e ele chama-se o Clube de Futebol "Os Belenenses", que está, no momento, na última fila da grelha de partida.
Não é aceitável que um sócio do Belenenses vá para presidente e actue da forma como está a actuar, porque afinal, ainda não nos apresentou contas da auditoria e já anda nos cortes na modalidade que dá razão de ser ao Clube de que ele jurou defender os Estatutos.
Estamos, pois, se a ligeireza dos actos não me falha em matéria comportamental na alçada estatutária da defesa intransigente da Imagem e Interesses do Clube.
E não é isso que está a suceder, já que somos notícia pela negativa cujo epicentro é sempre o mesmo: Fernando Sequeira vs Jorge Jesus ou este vs Fernando Sequeira. Isto em minha opinião.
Dizem uns, treinadores há muitos. Pois há, mas bons treinadores que de um conjunto de médios jogadores consiga fazer em 2 anos 2 equipas há quantos? Não é isto investir no caro para sair barato? Ou estou a raciocinar mal? Aliás, não foi este o tipo de processo que conduziu à queda do Marinho Peres?
E não é justo também dizer-se que potenciais presidentes também há muitos?
A minha opinião é que, antes de ele avançar para cortes no futebol, terá primeiro de os fundamentar com base nos resultados da auditoria que não sabemos se existe ou não.
E terá de justificar porque razão começa pelo futebol e não acaba com um nado morto que é o basquetebol, com modalidades de trazer por casa ou outras mais dadas a um health club.
Não entendo como é que não se preocupa na redução dos efectivos, quando é certo que o ecletismo dos dias de hoje, e com maior expressão nacional apenas e só no Belenenses, não pode permanecer num clube em dificuldades financeiras.
E, por favor, ele que não me venha com o espantalho do Boavista como mau exemplo, porque até ver, ainda lá não tivemos meio Loureiro a dar cabo do resto.
É este tipo de comportamento que em minha modesta opinião, que vale o que vale, que vai condicionar pela neagtiva todo o rseto do seu mandato.
Ao deitar por terra um projecto para o Futebol, ele que não nos peça mais sacrifícios.
E os sócios já foram bondosos quando, alguns deles, contribuiram para peditório da constituição da SAD.
Esses devem, a meu ver, mais que eu, sentirem-se mais defraudados com este tipo de actuação.


12:00 da manhã


































