Aventureirismos e oportunismos
Estava para escrever sobre outro tema, eventualmente mais interessante para o Belenenses, mas a situação que deparei depois de ter chegado à casa da minha filha com o que está a suceder no Boavista tem de nos obrigar a todos nós a reflectir muito bem quem é quem no futebol e no desporto, quem devemos apoiar nas candidaturas a actos eleitorais e quem devemos reprovar.Mais, neste blogue por mais de uma vez, e por efeitos de conhecimentos que mantenho a nível de alguns departamentos ministeriais, lá vou sabendo coisas mesmo sem eu querer saber ou as procurar, apenas me vão contando por alegada rivalidade com clubes do norte.
A questão do Boavista não se esgota no aparecimento súbito de um fulano que alegadamente tinha mudos e fundos para estoirar em causa perdida.
Esse fulano é certamente, mais um dos género dos espanhóis que liquidaram o Farense nos anos 90.
O Boavista é um clube que tem um belo estádio, sim senhor, mas restará saber com que dinheiros foi edificado e sobre isso, esperemos que Maria José Morgado não leve tanto tempo a concluir a auditoria a certas empreitadas de obras públicas. E conviria, também, saber quantos milhares de euros João Bartolomeu lá enterrou, para colher favores para o emblema do Lis, o qual, por mera curiosida, e após a extinção dos refidos favores, vê-se na zona de descida de divisão sem apelo nem agravo.
Coincidências ou realismo?.
O aventureirismo que se apodera de clubes pequenos ou de média dimensão leva-os a prazo mais ou menos definido ao encerramento de portas.
No caso da cidade do Porto, outro caso de aventureirismo sucedeu ao Salgueiros com Linhares ao leme, sendo certo que as dívidas existentes obrigaram à extinção quase absoluta do clube com o patrocínio do Metro do Porto, de empresários ligados à construção civil para poderem ficar com os terrenos do prometido futuro estádio e com a conivência da autarquia portuense.
Não há que ter dúvidas sobre o fim mais que esperado, desde há algum tempo pelo signatário, do clube do Bessa, ao menos a nível competitivo.
Sejamos realistas: há uma legislação que regula a insolvência e a recuperação das empresas.
Quando estas entram em insolvência, raro é o caso em que retoma o caminho da actividade.
Direi que nos casos que acompanho profissionalmente, ao nível do Distrito de Setúbal, houve um caso de reabilitação no meio de centenas de insolvência.
Tudo isto, meus caros para vos dizer que insolvência é quando o passivo consolidado é superior ao activo e quando se entra em esquemas contablísticos para contornar uma siuação de insolvência para disfarçar ou adiar uma situação mais que instável.
Tudo isto para vos dizer que pode o Belenenses entrar também numa situação de insolvência, caso estupidamente mantenha o actual nível competitivo profissionalizado em 5 modalidades, querendo ainda ser marialva nas restantes 21 ou 22, já nem sei bem.
Tudo isto para vos dizer que quando se calça um sapato maior que o pé, o trambolhão fica garantido e, caso a estrutura do Clube seja débil, é meio caminho para fractuta, tal e qual sucede ás fracturas ósseas por efeitos de osteoperose.
Tudo isto para vos dizer que há que aprender com os erros de terceiros para que não nos suceda o que ora sucede ao Boavista, o qual não merecia ter tido aquela dupla de aventureiros e opotunistas na sua liderança, os quais se estão borrifando para o clube desde que a sua conta bancária esteja provida.
Os jogadores fazerem ou não greve é de somenos importância face ao cenário de extinção do Clube.
Post Scriptum - a imagem mostra o antigo Estádio Eng. Vidal Pinheiro em obras do Metro do Porto....
Etiquetas: Isto é Futebol


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