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Obrigado, rapaziada



Começo esta coisa saudando o Miguel Sousa Tavares, o qual em atena aberta na TVI decretou o Belenenses como um dos clubes prescindíveis da I Liga por efeitos de assistências a jogos inferiores ao nível dele. De facto, um Belenenses não tem de ter nível para ombrear com o MST, já que ele é superior ao seu ego.
Adiante, porque esta anda-me engasgada. Há mais engasgos ea exibição de hoje em comparação com outros jogos, tembém me deixa engasgado.
Hoje, estamos todos de barriga cheia, felizes, contentes e com um sorriso de orelha a orelha porque metemos cinco batatas e podíamos ter metido mais, no caso de não termos feito a gestão do tempo e do plantel, atento o adiantado da época.
Jorge Jesus provou saber do seu métier quando vi a formação inicial, dadas as boas indicações dadas por Rafael (Filipe) Bastos no pretérito jogo na Amadora, resolveu iniciar o jogo com uma equipa de pendor claramente atacante, tentando resolver a coisa o mais cedo possível.
Se bem pensou, melhor aconteceu, porque aquele meio-campo hoje tinha fogo no pé, lançando os avançados em posição para fazer golo com extrema naturalidade, deixando a defensiva vitoriana sem saber se ía ao homem da 1ª linha ou da 2º linha do ataque do Belenenses, dando origem a abertura de brechas na defensiva dos comandados pelo Káká, o qual assistia angustiado ao desenrolar dos acontecimentos na bancada, vendo no seu colega Jorge Jesus a arte de fazer jogar futebol por futebolistas que ninguém conhecia antes de ter ingressado no nosso Clube e vendo, também, a forma como o autocarro que ele levou para o Restelo foi retirado das autoestradas criadas pelos médios do Belenenses.
Káká aprendeu hoje que se pode fazer e inventar jogadores, mesmos sem eles ainda estarem feitos aos lugares, desde que haja um trabalho continuado sobre os mesmos, tendo em vista o desempenho de determinado perfil de jogo.
É isto que Jorge Jesus trás de novo a esta equipa e é isto que Fernando Sequeira se questiona no seu quotidiano se deve dispensar ou manter o treinador, deixando-nos a nós intranquilos quanto ao futuro imediato da equipa de futebol.
Se é certo que o novel presidente da SAD e do Clube procura dar tranquilidade aos jogadores que querem ir embora definindo-lhe os seus destinos, não é menos verdade que nada sabemos sobre o destino de Jorge Jesus e, pelos vistos, nem ele sabe muito bem se o querem ou não.
Voltando ao jogo, as jogadas de ataque do Belenenses foram gizadas com extrema mestria por um Silas, um activo Zé Pedro e um cada vez melhor Rafel Bastos, o qual está a justificar a renovação do contrato, porque isto em final de época em certos jogadores é mesmo assim: correm para o contrato.
Weldon num magnífico arranque individual e muito à brasileira inventou um golo de feitura soberba, já que antes de caminhar sobre a defesa sadina, rodopiou sobre si mesmo para cavalgar para o golo metendo a bola pelo local mais difícil do gurdião sadino.
Espantoso golo, daqueles que nos fica na retina e conferem brilho a um jogador cada dia mais confiante em si mesmo.
O mesmo Weldon bisou num golpe de cabeça fazendo a bola esvoaçar sobre a defesa sadina, enganando o guardião contrário. Outro óptimo golo.
Depois, Roncatto foi lançado em profiundidade, e aqui suponho que MST diria que se fosse num jogo contra os andrades, haveria lugar à amostragem da cartolina amarela ao Roncatto por ter deliberadamente atirado a bola ao braço do Janício, sendo este expulso insjustamente contra uma equipa que para ele só podem ser labregos.
O rapaz lá pelo equador, por entre polémicas de plágio de uma obra, levou tantos feixes solares que o deixou atarantado, o pobre coitado...E não levou chapéu, o que foi uma grande saloiada.
Ai, cala-te com o MST, qual comissão liquidatária do Belenenses!
Mas, quando já estávamos todos à espera que o tipo de encarnado (nem aqui enganam) apitasse para mandar todos para o banhinho (ai que doce que eu estou...), o João Paulo resolveu abrir o livro e em questão de minutos meteu lá duas batatas, sendo uma delas tipo rosca e a outra tipo locomotiva, esta última, aliás, diga-se aqui seria invalidado pelo MST por ter sido metido aos 92 minutos e isso é previlégio atribuível apenas a equipas grandes, não é?
Caramba, isto hoje deu para tudo, até para desculpar o Duarte Gomes pelo 1º amarelo mostrado ao Amaral, coisa que prometia para desfalcar a equipa para o jogo no lampionário, jogo que Jesus promete ir discutir para se fixar no 4º lugar.
Por falar nisso.
Imaginemos que vamos a uma prova europeia e já estou farto de ouvir falar nos 6 pontos, pergunto com que equipa e com que treinador lá vamos?
Ai o caroço que não me resolvem estas questões a 3 jornadas do fim.
Andou o Cabral Ferreira a convencer o Jorge Jesus a vir para cá, tendo ele contrato com o Leiria, para ouvirmos que nem ele Jesus sabe se o querem lá ou não?
É que esta frase do Jorge Jesus é elucidativa das actuais relações dele com Sequeira:

«O futuro? Tenho contrato por mais dois anos. Para ficar tenho de sentir que as pessoas me querem no Belenenses, como me senti até hoje. Se não for assim, dificilmente fico

E já agora, porque hoje é um dia de um forte:
Belém, Belém, Belém!

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