A margem sul
Se há fenómeno que conheço com alguma profundidade, melhor até que muitos iluminados do Restelo é a disseminação de adeptos azuis, sim prefiro chamar-lhe adeptos, porque é preciso caminhar bastante para lhe chamar sócios.Assim sendo, tal conhecimento proveio dos cerca de 7 anos que tive de acompanhar os estudos da minha filha lá pela Univesidade Nova, Faculdade de Ciências e Tecnologia, no Monte da Caparica.
Quando fui lá matriculá-la, corria o ano de 1993 - ui, como o tempo passa e me vou fazendo velho e rabujento- e o simples facto de o meu carro trazer o galhardete do Belenenses facilitou-me, e de que maneira, a vida na procura de um quarto para lá alojar a minha filha na sua nova etapa universitária.
Uma senhora ía dizendo para as suas vizinhas e comadres: temos de arranjar um quarto para a filha deste senhor que trás um galhaderte do nosso Belenenses!
E o primeiro quarto dela foi muito perto do actual campo de futebol dos Pescadores da Caparica ali mesmo no Monte da Caparica, cuja sede social fica na estrada antiga, bem estreitinha de acesso à Faculdade e à Trafaria.
Campo e Clube esse que teve a visita a convite do nosso presidente a comprova a implementação do azul de Belém ali por aquelas bandas.
Respira-se Belenenses não só no Monte da Caprica, mas também, na Trafaria no Funchalinho, em Almada e, como é óbvio, na Costa da Caparica.
Bem me recordo das bilheteiras do Belenenses colocadas entre o Bairro do Serrado e a Faculdade, bem perto da 2ª casa onde a minha filha se alojou.
Era um orgulho vê-las ali, perto do Mercado de frescos, embora me pareça que estavam algo abandonadas como aqueles contentores de obras.
Do clube local, lembremo-nos, saíu a títlo de exemplo o Fajardo e o protocolo ora assinado foi uma boa mediada, porque ali joga-se à bola.
E vai ter de ser ali, com o patrocínio da Maria Emília, da Câmara Municipal de Almada, que teremos de edificar o nosso centro de estágios.
Não será pela falta de terrenos.
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