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Prós e Contras - corrupção e coacção no futebol



Para quem assitiu ao debate de 2ª Feira à noite na RTP1 sobre a temática do Futebol na vertente dos recentes castigos da CD da LPFP e do modelo finaceiro a implemnetar para todos os clubes profissionais, resultou muito claro que os castigos aplicados pela CD da Liga foram apenas uma ponta do iceberg que constitui todo o processo de corrupção encabeçado pelo FC Porto e pelo Boavista com o protagonismo de alguns agentes sobejamente conhecidos, um deles, o major, que nem se percebe bem a razão da sua presença.
Aliás, neste capítulo este tipo de debates promovidos e organizados por Fátima Pereira deixam, por vezes, muito a desejar, em que se procura branquear algumas situações complicadas para o lado de quem mais se desconfia (ex vi o caso Mateus com o protagonismo dado ao advogado do Gil Vicente e o a situação do caso Maddie com o protagonista-mor, o ex-Director da PJ que desacreditou naquela noite toda a investigação).
O de 2ª Feira passada não foi excepção, atento o tempo de antena dado ao major, o qual foi autorizado a berrar, gesticular e a mandar calar membros do Conselho Nacional do Desporto, nomeadamente o António Sérgio.
De facto, o Boavista surge aos olhos de diversos quadrantes desportivos como o elo mais fraco, tal e qual o Belenenses tem sido noutras ocasiões.
Marinho Neves teve ocasião de explicar, na sequência do seu livro "Estádio de Sítio", que o objectivo primeiro era de facto analisar até que ponto o enredo atingia o FC Porto e se este podia descer de divisão e segundo parece,a conclusão foi óbvia: face ao que lá estava descia sem espinhas.
O pior era o resto, sendo certo que o que há já incomoda quem proferiu a sentença, aliás, sancionada por Maria José Morgado, a qual em declarações de ontem defendeu a celeridade da justiça despotiva, dado que os tempos da Justiça não se compadecem com os tempos das competições de futebol, bem mais curtos.
De tal forma era tal atingido que houve uma espécie de recuo nas intenções dos julgadores encabeçados por Ricardo Costa, no plano desportivo, e por juízes, no plano judicial.
E a estratégia tem passasdo pela validação ou não do ajuizamento de lances de jogos reais de futebol onde as escutas indiciavam corrupção activa ou coacção, tendo-se concluído ser essa a melhor forma do FC Porto não descer de divisão, já que se as testemunhas designadas como peritos - e Jorge Coroado tem sido uma delas, se pronunciarem de que o árbitro terá agido em conformidade com as 17 leis, então não existindo consumação da corrupção ou da coação na forma expressa do resultado, este não fica validado como tendo sido viciado por tais fenómenos mafiosos.
Dito de outra forma, o FC Porto devia, em maioria de razão que as razões que conednam o Boavista, ter descido de divisão, já que as decisões tomadas foram simples para a CD da Liga, ou seja:
O União de Leiria já tinha descido;
O FC Porto já tinha ganho o campeonato, e
O Bovista se não descesse via castigo da Liga, descia via sentença judicial ou por incumprimento de obrigações financeiras na inscrição para o próximo campeonato. Portanto, não nos alegremos em demasia com o futuro próximo, porque as moscas ainda lá estão e ao contrário daquilo que Hermínio Loureiro quer fazer passar, estamos muito longe do Apito Final, cuja situação darei conta noutra oportunidade, apesar de nada me estar a passar ao lado.
Duma coisa é certa, pela priemira vez, após o Juíz Desembragador dr. Pedro Mourão nisso ter falado em entrevista ao jornal "A Bola", a palavra Máfia, para designar o que se tem passado nos últimos 20 a 30 anos do futebol foi usado por Dias da Cunha e não foi contradito.
Ou seja, para designar o que tem sido todo este tempo entrou no léxico do vocabulário futebolístico cá do burgo a assumpção da existência de forma clara e admitida de uma Máfia e, já agora, como Pedro Mourão o designou da presença da Camorra lusa.
E se o major contestou muita coisa, nomeadamente as causas da descida do Boavista, foi incapaz de discutir o conceito de Máfia para designar a teia em que o nosso futebol está envolto.
Escudou-se se os fenómenos de coacção ou corrupção tiveram ou não efeitos práticos nos jogos analisados omitindo claarmente que os testemunhos dos próprios árbitros assumiram a existência quer da coacção de forma tentada, quer da corrupção activa.
E não se julgue que este tema é de somenos para o Belenenses, já que, como muitos aqui o têm lido, se há fenómeno que tenho acompahado razoalvemente bem tem sido o Apito Dourado e mais acompanhria se o Belenenses se tivesse constitúído como assistente do processo.
De resto, e pelo que viemos a saber durante o dia de ontem, quem sabe se não nos vai surgir uma presença europeia pelo chumbo à presença dos andrades por aquelas bandas.
É que se vejo tradicionalmente os nossos dirigentes actuarem sobre os andrades, já o mesmo não direi dos lampiões.
E aí, uma vez mais, poderemos ser beneficiados sob o efeito cascata da punição aos andrades.

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