Treinadores são ás paletes
Quando se aborda a temática dum treinador no Belenenses, vêm sempre à minha mente diversas realidades vividas pelo signatário, muitas delas de forma próxima, porque apesar de actualmente ser de facto preferencialmente um espectador de sofá (escusam de bater nesta tecla muitas vezes, porque como eu há cada vez mais e mais e, pelo andar da carruagem, em vez de mais sócios e assistentes, eles serão cada vez menos), a saber:1. treinadores na verdadeira acepção da palavra, os quais deixaram marcas positivas e muitas saudades e aqui falo dum Otto Glória, Scopelli, Henri Dépireux, Jimmy Melia e Marinho Peres;
2. treinadores cujo único fito era o desenrasca e aqui enquadram-se "treinadores" tipo Vítor Manuel e Vítor Oliveira, e
3. Treinadres tipo engate, isto é se engatam para fazer boa época é um ver se te avias, mas a norma é fazer má época e aqui meto o prestimoso Káká;
4. Os não treinadores, simples curiosos do metéir e aqui metemos sem qualquer dúvida o Couceiro, e
5. treinadores abusadores e aqui cito o caso de José Romão, o qual podendo perfeitamente enquadrar-se no de desenrasca, a Direcção de então fez-lhe um contrato tipo duracell.
4. Os não treinadores, simples curiosos do metéir e aqui metemos sem qualquer dúvida o Couceiro, e
5. treinadores abusadores e aqui cito o caso de José Romão, o qual podendo perfeitamente enquadrar-se no de desenrasca, a Direcção de então fez-lhe um contrato tipo duracell.
Ora, como o senhor de bola percebe quase nada o que veio a suceder é o que normalmente sucede no Belenenses. Foi triturado pela máquina caterpillar que a gente lá tem, fruto de não se ter apostado no futebol e ir-se apostando no eceltismo.
Mas o mais grave é que este cavalheiro à saída litigiosa fez-se pagar pela moeda corrente no valor de € 400.000 pagos em prestações não muito suaves.
O caso de Marinho Peres foi um caso exemplar de pagamento à peça, em função do trabalho efectivamente prestado com factura passda na data da conclusão do trabalho.
Nem ele queria de outra forma.
O caso de Jorge Jesus, no meu entendimento, foi mais um treinador de uma aposta pessoal do Cabral Ferreira, havendo com ele uma tremenda cumplicidade mais do que um treinador do Clube pode ter pelo Clube em si mesmo.
E ficámos alguns de nós a saber, via Mailing List, que JJ não teve parte decisiva em qualquer tipo de negócio de algum jogador do Belenenses, muito embora seja disso condenado, quer JJ, quer CF sobre tal matéria.
Atentemos no testemunho de um ex-admistrador da SAD, Ricardo Schefel sobre a relação de JJ na SAD:
"As funções do JJ não eram abrangentes demais, como se tem aqui dito – havia, sim, uma grande sintonia entre ele e o Cabral Ferreira. Mas não foi ele que angariou qualquer patrocínio, nem nenhuma negociação com jogadores passou por ele. Que isso fique bem claro. O JJ limitou-se a participar, enquanto técnico, na escolha técnica dos jogadores contratados e a ser consultado, em termos da consistência da equipa, sempre que surgia uma proposta de venda de algum jogador. Recordo, recentemente, que havia uma boa proposta em Janeiro para a saída do Rodrigo Alvim (que eu como administrador financeiro achava que deveria ser aceite), mas que não teve o aval desportivo do treinador, se calhar com toda a razão, e que por isso não se fez."
E ainda:
"Dito o que acima ficou dito, a política da anterior administração da SAD era clara: investir na compra de jogadores o mais baratos possível, valorizá-los e fazer mais-valias com a sua venda, conseguindo ao mesmo tempo bons resultados desportivos (o que foi inegável no ano passado e se está a repetir também este ano). A título de curiosidade, refira-se que a nossa participação na UEFA deu um razoável saldo positivo em termos finaceiros.
E com a venda de jogadores equilibrar finaceiramente o futebol. Ora esta política pressupunha uma consonância grande entre a administração da SAD e o treinador. E era isso que havia. Ou alguém acha que o Weldon, o Rodrigo Alvim, o Gomez ou o Rafael Bastos caíram do céu? E que não nos foram oferecidos n jogadores que não encaixavam no perfil que tinha sido traçado? Era, reconheço, uma política de algum risco, mas foi um risco calculado que a administração da SAD resolveu correr. E que deu bons resultados."
De todo o modo, JJ provou pelos indícios recebidos não ser credor de muita da estima que os associados lhe conferiram, sendo certo que cada uma das suas equipas no Belenenses fora dele, em cada campeonato tardou sempre em afirmar-se.
E em matéria de dinheiro, suponho que não foi barato.
Pelo que o enquadro num misto de Romão e Oliveira, portanto a muitas léguas de distãncia do melhor treinado que a malta dos 30/40 anos de idade pode ter tido no Clube que foi o Marinho Peres.
Em face do que antecede, todos nós sabemos que Jesus não queria, por exemplo, trabalhar com Fernando Gomes e que ele, Jesus, fez a campanha eleitoral de Cabral Ferreira.
E ficámos alguns de nós a saber, via Mailing List, que JJ não teve parte decisiva em qualquer tipo de negócio de algum jogador do Belenenses, muito embora seja disso condenado, quer JJ, quer CF sobre tal matéria.
Atentemos no testemunho de um ex-admistrador da SAD, Ricardo Schefel sobre a relação de JJ na SAD:
"As funções do JJ não eram abrangentes demais, como se tem aqui dito – havia, sim, uma grande sintonia entre ele e o Cabral Ferreira. Mas não foi ele que angariou qualquer patrocínio, nem nenhuma negociação com jogadores passou por ele. Que isso fique bem claro. O JJ limitou-se a participar, enquanto técnico, na escolha técnica dos jogadores contratados e a ser consultado, em termos da consistência da equipa, sempre que surgia uma proposta de venda de algum jogador. Recordo, recentemente, que havia uma boa proposta em Janeiro para a saída do Rodrigo Alvim (que eu como administrador financeiro achava que deveria ser aceite), mas que não teve o aval desportivo do treinador, se calhar com toda a razão, e que por isso não se fez."
E ainda:

"Dito o que acima ficou dito, a política da anterior administração da SAD era clara: investir na compra de jogadores o mais baratos possível, valorizá-los e fazer mais-valias com a sua venda, conseguindo ao mesmo tempo bons resultados desportivos (o que foi inegável no ano passado e se está a repetir também este ano). A título de curiosidade, refira-se que a nossa participação na UEFA deu um razoável saldo positivo em termos finaceiros.
E com a venda de jogadores equilibrar finaceiramente o futebol. Ora esta política pressupunha uma consonância grande entre a administração da SAD e o treinador. E era isso que havia. Ou alguém acha que o Weldon, o Rodrigo Alvim, o Gomez ou o Rafael Bastos caíram do céu? E que não nos foram oferecidos n jogadores que não encaixavam no perfil que tinha sido traçado? Era, reconheço, uma política de algum risco, mas foi um risco calculado que a administração da SAD resolveu correr. E que deu bons resultados."
De todo o modo, JJ provou pelos indícios recebidos não ser credor de muita da estima que os associados lhe conferiram, sendo certo que cada uma das suas equipas no Belenenses fora dele, em cada campeonato tardou sempre em afirmar-se.
E em matéria de dinheiro, suponho que não foi barato.
Pelo que o enquadro num misto de Romão e Oliveira, portanto a muitas léguas de distãncia do melhor treinado que a malta dos 30/40 anos de idade pode ter tido no Clube que foi o Marinho Peres.
Em face do que antecede, todos nós sabemos que Jesus não queria, por exemplo, trabalhar com Fernando Gomes e que ele, Jesus, fez a campanha eleitoral de Cabral Ferreira.
Só me falta apurar um dao, o qual tarde ou cedo nós iremos saber: se a ordem para despachar o Jesus teve ou não a chancela do conselho de anciãos.
Etiquetas: Treinadores


12:00 a.m.


































