Ainda a entrevista de Fernando Sequeira
Continuando a reflectir sobre o que foi dito e, sobretudo, pelo que não foi dito na entrevista de Fernando Sequeira ao jornal "A Bola" (pode ser que desta vez este jornal escape...), fico sempre com uma sensação de vazio das entrevistas dos nosso prseidentes.Tenho, aliás, aqui em carteira alguns posts ainda não publicados que traduzem a inoperância daquilo que é normal observar-se nas entrevistas dos presidentes de outros clubes.
Ou seja, a entrevista se, como ontem disse, me pareceu globalmente positiva, não deixa de ser, também, uma espécie de déjávu de outras entrevistas com outros presidentes, dando a clara sensação da não evolução do Clube.
Repare-se que até existe um traço de união entre Fernando Sequeira e Cabral Ferreia quando ambos concordam que o Belenenses a caminhar assim cairá numa situação de difícil que eles qualificaram de caminho para extinção.
Esta questão assusta-me e terá de assustar qualquer um, tanto mais que quando era míúdo, e repare-se que vou já com os meus 56 anos de idade e isto não me sai da cabeça, quando ía pela mão do meu e ele me dizia, pesaroso, que o Belenenses iria acabar.
Caramba, quando me detectaram doenças esquisitas também fiquei meio atónito, tão atónito quanto fiquei quando o meu pai dizia tal coisa. E não disse isso uma ou duas vezes. Foram muitas as vezes que em que ía com ele pela mão e ele me confessava a sua tristeza do fim do Belenenses.
Não estou a exagerar nem um bocadinho.
Ainda hoje, ele me questiona da condição financeira do Clube, dos sócios que pagam e não pagam e coissa quejandas, por efeitos do noticiário sobre a matéria nos jornais.
Ainda hoje ele me questiona do mau aproveitamento do nosso património e ainda hoje ele se questiona da porcaria que certo presidente fez ao alienar a Delegação da Avenida da Liberdade, espaço que ele muito frequentou.
Assim, será de todo relevante que os associados mais responsáveis dessem as mãos e fossem eles ter com o Presidente e dissessem: "Meu caro, sou responsável da modalidade X, pelo que a partir de hoje e para não gerar mais dificuldades ao Clube, coloco a modalidade à disposição dos melores interesses do Clube".
Seria uma atitude de gente crescida.

Parcendo que não, quantas mais modalidaades nós tivermos maior é a central de compras e maiores são as despesas.
Quantas mais modalidades tivermos, menores são os recursos financeiros para dotar as "quadrículas" dos nomes para executarem convenientemente uma são política orgazacional da estrutura orgânica do Clube.
Sejamos sérios connosco por tempos difíceis que urgem serem ultrapassados e pensemos apenas e só nas centenas de empresas que vão fechando por este país fora todos os meses, pensemos um pouco nas dificuldades financeiras que o país atravessa e na instabilidade dos mercados financeiros, sendo certo que os dois maiores bancos privados cá do burgo tiveram perdas importantes no mercado financeiro com inevitáveis consequências para todos.
Pergunta-se: quremos nós continuar a ser marialvas que deitados de aacbeça para baixo só deitamos cotão?
Saibamos interpretar os sinais endógenos das nosas próprias dificuldades e os sinais exógenos da crise internacional.
Saibamos interpretar os sinais de endividamento generalizado das famílias portuguesas cujo índice já superou os 120%.
Saibamos interpretar os sinais de endiviadamento de muitos clubes portueses e agora, também de uma iomportante dívida de 16 clubes da I e II Ligas espanholas num total de € 38 milhões de salários em atraso.
Saibamos interpretar os sinais de muitos dos clubes estarem a competirem sem condições financeiras objectivas para cumprirem todas as obrigações finaceiras até ao fim do campeonato.
Será que não são sinais a mais para continuarmos nesta estúpida senda deste ecletismo fora de tempo?
O tempo vai passando e, tal como as carrugens do combóio, não páram para salvar os incautos.
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12:00 da manhã


































