Comunicação e relações públicas
Uma das grandes pechas que desde quase sempre tenho anotado no Belenenses é a falta de alguém em cada Direcção que seja o garante de uma comunicação interna, que veicule a verdade oficial para o exterior e que rebata aquilo que a comunicação social diz em jeito de disparate a retalho sobre nós.De facto, se bem me lembro e naõ querendo recuar muito mais anos, a última vez que tivemos uma comunicação interna actuante foi com Rosa Freire.
Com ele, tudo era muito claro.
Se os jornais se atrevessem inventar seja o que for sobre nós, logo eram chamados à pedra no gabinete dele no Restelo.
O caso que melhor conheci foi do quase anunciado corte de relações com o jornal Record, tendo cabido ao então director do referido jornal apresentar formais pedidos de desculpa e presencialmente no Restelo, com direito a reportagem no jornal.
Daí para a frente, nunca mais ninguém se preocupou com coisas bem fáceis de serem feitas.
Ou seja, tendo o Belenenses jornalistas em quase todos os jornais de cariz desportivo e alguns deles sócios de pleno direito do Clube, seria bastante fácil seduzir o jornalismo desportivo no sentido de não fazer passar para o papel determinadas notícias, algumas delas inverdades, outras especulativas e outras, ainda, com intuitos desestabilizadores.
E não entendo como é que não há um gabinete de relações públicas actuante.
Até tal gabinete devia não emergir de uma eleição, mas ser constituído pelos elementos suficientes para fazer sair aquilo que é mais salutar para a Imagem do Clube. Está-se aqui a falar até de elementos qeu, mais que afectos a uma qualquer Direcção, revesteriam um cariz técnico de actuação tendo por base a necessária e urgente criação de um centro de documentação, onde se aquivasse tudo quanto sobre é dito e escrito.
Temos uma Imagem para vender e acredita-se que enveredemos, tarde ou cedo, pelo caminho efectivo do merchandising.
A ser assim, não é sustentável que a marca colocada em venda seja objecto de esbulho especulativo e de mentiras.

Desgasta a marca e mata as vendas.
Esta ou outra qualquer Direcção terão de caminhar no sentido da real comunicação interna e externa da realidade a cada momento que o Clube atravaessa nas suas diversas vertentes desportivas.
Pronto, cá vem o problema mor do Clube, o qual me foi feito sentir pelo Vice-Presidente que no tempo do Sequeira Nunes teve a seu cargo as relações públicas, o meu querido Amigo Salema Garção:
- a falta de comunicação ao gabinete de relações públicas do ponto de situação de cada modalidade e do futebol, em especial, quase que Salema Garção se esgatinhava para saber algo para poder efectivamente transmitir. Ou seja, a forma estanque de funcionamento de cada modalidade, mais em jeito de capelinhas que de órgãos e actividades do Belenenses, mais constituem sociedades secretas do Clube que um complemento do Clube, guardando para si a informação da modalidade.
Cansado desta situação, tal vice acabou por não prolongar o seu vínculo a uma causa que estava perdida.
Os estatutos prevêem a criação do Provedor do Sócio, o qual suponho estar ocupado pelo associado nº 1 Humberto Azevedo.
Mas, lá está, o lugar é ocupado quase em regíme de clandestinidade, já que pouca gente saberá que a ele pode recorre, mas ainda assim, tal lugar não representa necessariamente que dali saia informação ao Clube, mas somente do interesse pessoal do sócio.
Ainda no tempo do Rosa Freira, houve, a meu ver, a última sequência de jeito do Jornal do Belenenses, no qual tomei parte activa, jornal que era dirigido pelo jornalista Alexandre Pais, hoje director do Record.
E não tivesse Rosa Freire renunciado a novo mandato por efeitos do Acordo de Gobadolide, e o Jornal teria evoluído para revista, atenta a boa receptividade desse projecto, situação que à data estava ser equacionada.
O qual teve alguma continuiddae no tempo dos mandatos de Sequeira Nunes e de Cabral Ferreira e a única coisa que poderei dizer é que era um projecto côxo, dado que nunca se libertou das teias directivas, tendo morrido por efeitos de tricas eleitorais.
Postos estes considerandos, entendo que o Belenenses tem suficiente dimensão nacional e internacional no que á dispersão demográfica de associados e adeptos se refere que justificam a existência de um eficaz gabinete de relações públicas, ao qual fique afecto:
1. veicular comunicados;
2. promover conferência de imprensa;
3. organizar eventos sobre o Clube;
4. lançar o Jornal do Belenenses;
5. ter efectivo controlo sobre o site oficial do Clube, o qual, como bem sabemos, anda sem rei nem roque, sendo mais as vezes que é considerado descontinuado que as vezes que conseguimos, a todo o momento, abrir a o site.


12:00 da manhã


































