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Pergunto ao vento que passa notícias do meu Clube




Quando o engenheiro presidente nos mandou a sua cartinha de intenções, pensei que ía ter uma espécie de 25 de Abril no Belenenses.

Pensei que ele fizesse com que eu e muitos outros fossemos ao Estádio e deixássemos a poltrona sossegar de tanto sentar.

Enfim, pensei que o engenheiro presidente, à boa maneira do seu amigo Pina Moura, nos fizesse esquecer maus bocados e nos desse algo melhor.

Quer a gente queira, quer a gente não queira, historicamente, todos os eventos, todos os acontecimentos terão de ser enquadrados na chamada conjuntura sócio-política e organizativa da Sociedade em que vivemos.

Também o Belenenses, sempre tem vivido, mal ou bem, associado umas vezes ao tempo da outra senhora e outras vezes desprezado pela actual senhora, mais me parecendo esta última com tiques de prostituta fina.

Como não sei distinguir nada do que acontece sem o associar a tudo quanto já aconteceu, Zeca Afonso cantou-nos assim o "Venham mais cinco" isto porque eu pensava ser um dos cinco, dos vários cinco que ficam em casa que era este ano que passávamos mais vezes a ir ao Restelo.

Mas, enganei-me.


De facto, a gente um dia terá de escalpelizar aqui o real conceito de gestão danosa que muitos se quis atribuir ao Cabral Ferreira e é quase certo que vou esclapelizar os resultados da auditoria e assinalar os pontos de interrogação que saltam à cabeça.


De repente, dou comigo a ouvir o Zeca Afonso não na canção anterior, mas noutra que me deixa algo angustiado e que, a meu ver, retrata melhor o estado actual do meu Clube e identificar pelo nome os Vampiros que nos caíram em cima.


Mas como entendo que houve aqui alguém que se enganou, porque não se pode pedir que nos chamem de longe e nos enganem, como José Mário Branco bem nos ensinou e interpretou num memorável "Eu vim de longe".



Depois, ponho-me a pensar no estado actual do meu Belenenses, dos conflitos estruturais, dos conflitos associativos, de dirigentes incompetentes, dum estádio desertificado a lembrar o "Jamais", das ameaças de associados a associados, de agressões de associados a outros, de atletas que disso nada têm e tenho de recuar muito mais longe que o tempo do meu querido Amigo Zeca Afonso, com o qual tive o previlégio de partilhar acções cívicas e eis-me chegado aos tempo do Adriano Correia de OLiveira perguntado ao vento que passa o que se passa pelo país, ou como quem quem diz, na actualidade, perguntar ao vento que passa se me sabe dizer o futuro do meu Clube, na célebre Trova ao vento que passa.



Venham mais cinco, no entretanto, convém não esquecer de ir avisando a malta, quer para não deixar morrer o que resta do nosso Clube, como também do que se pode fazer por ele e aqui recordo uma frase de John Kennedy: "Não pergunte o que é que o país pode fazer por vós, mas sim o que é que vocês podem fazer pelo país".

E eis-me chegado ao fim com o "O que faz falta":

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