Congresso do Clube de Futebol "Os Belenenses"
Corria o dia 7 de Janeiro de 2004 quando entendi lançar as bases daquilo que entendia dever ser feito, não só para discutir o Belenenses, como congregar todos os belenenses, sócios e não sócios, em torno dum ideário que consiste no relançamento a nível nacional do nosso Clube, evento esse coma devida notoriedade pública que seria impossível passar despercebido nos meios jornalísticos.Prometi, então, que estaria lá para discutir as minhas teses face ás diferenças de opinião que existirão.
Confesso-vos que não há muito li num jornal desportivo sobre a breve realização do congresso dos lagartos e eu a pensar para os meus botões...só mesmo nós não agarramos esta alavanca quando os tempos se manifestam conturbados.
Também li, aquando da eleição da actual Comissão de Gestão, o eventual propósito da realização dum evento desta natureza, mas aquém daquilo que se pretende para revitalizar o Clube.
Hoje, não o posso prometer, mas ficaria feliz se tal evento se realizasse.
Reproduzo aqui o texto então escrito, o qual deverá ser adaptado ás novas realidades de 2008.
De todo o modo, e e sem embargo terem passado mais de 4 anos sobre tal escrito, considero-o tão actual e com menos coisas para corrigir que impressiona como parámos mesmo no tempo.
Caros Colegas da ML,
Já há alguns anos a esta parte veiculei aqui a necessidade de haver um Seminário do Clube aberto a todos quanto quisessem participar, por forma a discutir o Clube, os reais anseios dos sócios e, no fundo, o seu Futuro.
Aliás, há um Vice-Presidente que participou num Seminário sobre a discussão das modalidades amadoras, pelo que julgo que não ser só eu um fervoroso adepto da discussão aberta e pública das linhas orientadoras do Clube.
De resto, o Futuro do Clube é algo que sempre esteve nas minhas reflexões do quotidiano, surgindo-me no dia-a-dia sempre novas ideias que se podiam colocar em prática no Clube, por forma a engradecê-lo e conferido maior participação dos seus destinatários.
Penso, nos dias que correm, face a muitas nuvens que surgem no modelo de enquadramento do Desporto em Portugal, que um Clube que é inevitavelmente o 3º Clube de Lisboa e em minha opinião também o 3º em projecção Nacional, terá de tomar cautelas por forma a garantir um posicionamento de engrandecimento que não passe apenas pelo património.
Por sua vez, o posicionamento de Portugal na UE e a consequente economia aberta face à criação da SAD para o Futebol terá de acautelar os máximos interesses da mesma em conjunturas particularmente desfavoráveis.
Essencialmente teremos de ser um Clube virado para o Desporto e, como tal, teremos de dar satisfação aos anseios de quem nos procura. E não só de quem nos procura, mas também apelar a que adiram a nós.
Subsiste, a meu ver, uma enorme interrogação: qual é, de facto, a nossa real implantação nacional, já que não há um estudo objectivo sobre a matéria com a excepção da propaganda jornalística?
Que é que as pessoas quer da Zona de Lisboa, quer das áreas pomposamente designadas periféricas querem ou anseiam do Belenenses?
Um Clube de Futebol?
Um Clube de Futebol salpicado com algumas amadoras?
Um Clube eclético, mas sem conseguir tocar todos os instrumentos por forma a que a orquestra saia afinada?
Um Clube de Serviços como foi parcialmente apanágio da campanha eleitoral desenvolvida pela actual Direcção em 1999 (vidé o discurso de Homero Serpa a este propósito)?

Confesso que os desafios que se colocam a um Clube como o Belenenses são demasiados para o volume do seu orçamento anual. E aqui relembro o fenómeno do "overtrading", situação pela qual uma empresa abre falência caso aceite maior volume de encomendas que a sua estrutura está preparada para dar satisfação.
Daí a minha permanente preocupação sobre o fututro do Clube, porque não basta ter uma carteira de associados e deixar andar, porque mais coisa menos coisa, certas receitas estão garantidas.
Há que trabalhar no interesse das pessoas que são do Belenenses.
E quem são essas pessoas?
São só os sócios?
Se assim fosse, cometeríamos o erro de pensar que os chamados sócios piscineiros se preocupam se as coisas no Futebol vão ou não bem.
Os belenenses são os sócios e todos aqueles que se dizem belenenses e que com ele vibram, sejam sentados na bancada, sejam sentados no sofá ou na mesa dum café, usem ou não cartão.
Nestes termos, entendo que o Clube devía promover não um Seminário de Belenenses, mas um Congresso do qual saísse de uma forma periódica as linhas orientadoras de qualquer Direcção do Clube para o período em questão.
Alguns estão a ler e dizem assim: olha este quer aplicar aqui os congressos partidários.
E responderei: porque não? De facto participei já em alguns congressos nacionais e distritais e nem imaginam a forma como tudo tem de ser negociado, iem a item, para garantir a vitória de uma lista, obrigando essa lista não só ao que inicialmente se propunha fazer, mas também aceitar alguns items que não lhe passava pela cabeça assumir.
Quanto à participação de não sócios, sou absolutamente seu defensor, desde que a coberto por sócios com o aliciante de nas calmas esses não sócios acabarem por se tornar sócios.
Imaginem o Clube com uma Direcção que emerge dum Congresso, interrogo-me se não será mais representativa do todo nacional...claro que sería.
Interrogo-me da reprentatividade de cada Distrito, sendo que os delegados seríam eleitos localmente com um natural peso específico maior nas filiais, casas, núcleos, etc.
Interrogo-me da vitalidade não apenas na Zona da Grande Lisboa onde o Belenenses está cada vez mais confinado, mas pelo todo nacional.
É utópico?
Não, não é.
É o relançamento nacional do Clube com a Comunicação Social a ter de fazer a cobertura do acontecimento.
Mas, para tal, era necessário criar uma infraestrutura que fizesse o regulamento do Congresso, que hovesse gente no Clube que organizasse a Mesa do Congresso.
É um desafio muito grande? Não, não é. Pode custar organizar o primeiro, mas depois entra-se no regíme de rotina.
Outros, pensarão com legitimidade: mas para isso era necessário ajustar os Estautos e a última vez levou uma eternidade. Eu direi...entreguem os estatutos actuais a um bom jurista da área administrativa, digam o que se pretende e num mês vamos à AG aprovar as alterações.
À consideração de todos.
Um abraço
Hoje, não o posso prometer, mas ficaria feliz se tal evento se realizasse.
Reproduzo aqui o texto então escrito, o qual deverá ser adaptado ás novas realidades de 2008.
De todo o modo, e e sem embargo terem passado mais de 4 anos sobre tal escrito, considero-o tão actual e com menos coisas para corrigir que impressiona como parámos mesmo no tempo.
Caros Colegas da ML,
Já há alguns anos a esta parte veiculei aqui a necessidade de haver um Seminário do Clube aberto a todos quanto quisessem participar, por forma a discutir o Clube, os reais anseios dos sócios e, no fundo, o seu Futuro.
Aliás, há um Vice-Presidente que participou num Seminário sobre a discussão das modalidades amadoras, pelo que julgo que não ser só eu um fervoroso adepto da discussão aberta e pública das linhas orientadoras do Clube.
De resto, o Futuro do Clube é algo que sempre esteve nas minhas reflexões do quotidiano, surgindo-me no dia-a-dia sempre novas ideias que se podiam colocar em prática no Clube, por forma a engradecê-lo e conferido maior participação dos seus destinatários.
Penso, nos dias que correm, face a muitas nuvens que surgem no modelo de enquadramento do Desporto em Portugal, que um Clube que é inevitavelmente o 3º Clube de Lisboa e em minha opinião também o 3º em projecção Nacional, terá de tomar cautelas por forma a garantir um posicionamento de engrandecimento que não passe apenas pelo património.
Por sua vez, o posicionamento de Portugal na UE e a consequente economia aberta face à criação da SAD para o Futebol terá de acautelar os máximos interesses da mesma em conjunturas particularmente desfavoráveis.
Essencialmente teremos de ser um Clube virado para o Desporto e, como tal, teremos de dar satisfação aos anseios de quem nos procura. E não só de quem nos procura, mas também apelar a que adiram a nós.
Subsiste, a meu ver, uma enorme interrogação: qual é, de facto, a nossa real implantação nacional, já que não há um estudo objectivo sobre a matéria com a excepção da propaganda jornalística?
Que é que as pessoas quer da Zona de Lisboa, quer das áreas pomposamente designadas periféricas querem ou anseiam do Belenenses?
Um Clube de Futebol?
Um Clube de Futebol salpicado com algumas amadoras?
Um Clube eclético, mas sem conseguir tocar todos os instrumentos por forma a que a orquestra saia afinada?
Um Clube de Serviços como foi parcialmente apanágio da campanha eleitoral desenvolvida pela actual Direcção em 1999 (vidé o discurso de Homero Serpa a este propósito)?

Confesso que os desafios que se colocam a um Clube como o Belenenses são demasiados para o volume do seu orçamento anual. E aqui relembro o fenómeno do "overtrading", situação pela qual uma empresa abre falência caso aceite maior volume de encomendas que a sua estrutura está preparada para dar satisfação.
Daí a minha permanente preocupação sobre o fututro do Clube, porque não basta ter uma carteira de associados e deixar andar, porque mais coisa menos coisa, certas receitas estão garantidas.
Há que trabalhar no interesse das pessoas que são do Belenenses.
E quem são essas pessoas?
São só os sócios?
Se assim fosse, cometeríamos o erro de pensar que os chamados sócios piscineiros se preocupam se as coisas no Futebol vão ou não bem.
Os belenenses são os sócios e todos aqueles que se dizem belenenses e que com ele vibram, sejam sentados na bancada, sejam sentados no sofá ou na mesa dum café, usem ou não cartão.
Nestes termos, entendo que o Clube devía promover não um Seminário de Belenenses, mas um Congresso do qual saísse de uma forma periódica as linhas orientadoras de qualquer Direcção do Clube para o período em questão.
Alguns estão a ler e dizem assim: olha este quer aplicar aqui os congressos partidários.
E responderei: porque não? De facto participei já em alguns congressos nacionais e distritais e nem imaginam a forma como tudo tem de ser negociado, iem a item, para garantir a vitória de uma lista, obrigando essa lista não só ao que inicialmente se propunha fazer, mas também aceitar alguns items que não lhe passava pela cabeça assumir.
Quanto à participação de não sócios, sou absolutamente seu defensor, desde que a coberto por sócios com o aliciante de nas calmas esses não sócios acabarem por se tornar sócios.
Imaginem o Clube com uma Direcção que emerge dum Congresso, interrogo-me se não será mais representativa do todo nacional...claro que sería.
Interrogo-me da reprentatividade de cada Distrito, sendo que os delegados seríam eleitos localmente com um natural peso específico maior nas filiais, casas, núcleos, etc.
Interrogo-me da vitalidade não apenas na Zona da Grande Lisboa onde o Belenenses está cada vez mais confinado, mas pelo todo nacional.
É utópico?
Não, não é.
É o relançamento nacional do Clube com a Comunicação Social a ter de fazer a cobertura do acontecimento.
Mas, para tal, era necessário criar uma infraestrutura que fizesse o regulamento do Congresso, que hovesse gente no Clube que organizasse a Mesa do Congresso.
É um desafio muito grande? Não, não é. Pode custar organizar o primeiro, mas depois entra-se no regíme de rotina.
Outros, pensarão com legitimidade: mas para isso era necessário ajustar os Estautos e a última vez levou uma eternidade. Eu direi...entreguem os estatutos actuais a um bom jurista da área administrativa, digam o que se pretende e num mês vamos à AG aprovar as alterações.
À consideração de todos.
Um abraço
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