Correcção de desvios
Notas Prévias:Quando se tem um projecto em mãos, é dos mais elementares princípios da abordagem aos problemas do bom desempenho da missão que se tem em mãos a análise casuística e com celeridade dos problemas internos, por forma sanar conflitos, suprir dúvidas e não lançar para o exterior questões que podem não ser de imediata resolução.
Mas se o forem, que se abordem as questões de forma séria e coinsistente, para que não reste dúvidas a ninguém do que vai acontecer.
Pede-se, por vezes, uma má decisão que a não decisão, esta sim a pior conselheira, mesmo em fase de transição.
Tem vindo a Comissão de Gestão a emitir alguns comunicados tendo em vista tranquilizar os sócios do estado em que o Clube se encontra, nomeadamente o estado financeiro e a situação desportiva ao nível do futebol.
Relembro aqui que a última vez que os sócios tiveram abundante informação do estado do Clube e até da SAD foi no tempo do Cabral de Ferreira.
Não sei com que intenção foi emitido o comunicado dos desvios de dinheiros em sede das modalidades, sendo certo que depois disso, sendo de esperar que a Comissão de Gestão actuassem em conformidade, parece que se meteu num atalho de difícil saída.
Ou seja, ou mantemos o Belenenses com o actual nível de despesismo ou mantemos o Belenenses-Clube a viver única e exclusivamente, no que à absorção dos recursos financeiros diz respeito, ao nível das modalidades, contrariando, assim, o estipulado nos termos do
Artigo 2º 1 - O Clube de Futebol "Os Belenenses", tem por objectivos o desenvolvimento e a prática da Educação Física, a promoção e fomento de todos os desportos em geral e do futebol em especial, bem como de outras actividades de cultura e recreio.
Ou seja, se o Clube dito de Futebol "Os Belenenses" é, em especial, de futebol, compreende-se muito mal (na parte que me toca não o entendo) com que, nesta evolução dos tempos, que seja o Futebol a dar de comer ás modalidades, como seja pelo aluguer do Estádio em cerca de € 300.000/ano, pela absorção de toda a quotização que em 70% devia ir para o Futebol e acaba nas modalidades e, para cúmulo, que as receitas da publicidade estática no Estádio, cujo aluguer é pago pela SAD ao Clube, ainda seja este a mamar toda a receita e aplicá-la nos vícios asfixiantes do Clube. Um comportamento, uma leitura e uma atitude não desviante, mas inqualificável da natureza do ser Belenenses.
Entendi o comunicado sobre os prejuízos das modalidades como dizendo duas coisas:
1. que o que está orçamentado como despesa é uma previsão de despesa, não significando que que tais valores parciais fiquem só por ali, isto é, que a despesa orçamentada de mais de 2 milhões de euros é apenas uma carta de intenção que pode superar largamente as intenções das 9 modalidades lá contempladas e
2. que a Comissão de Gestão terá por lá alguém que entre a questão da sobrevivência do Clube e a questão emanada pelo conselho de anciãos, a qual, como bem sabemos, é para manter modalidades, terá aberto a pestana e entendendo, assim, que tal comunicado era uma espécie de um murro na mesa, como que a dizer: Basta!

E quero crer que a Comissão de Gestão não vai querer defraudar alguns potenciais candidatos ao lugar de presidente do Clube, facilitando-lhe a tarefa de se apresentarem ao acto eleitoral sem a necessidade de dizer: "Olhem nós propomos sanear financeiramente o Clube, mediante a extinção das modalidades que manifestamente nos dão prejuízo e que cumulativamente não têm acrescentado rigorosamente nada à causa Belenense, acompanhado pelo saneamento administrativo e estrutural dos quadros do Clube e do Bingo.
Soube por um comentário produzido neste blogue, já não em lembro por quem, que só o Bingo tem 90 funcionários, ou seja, temos mais funcionários na João Crisóstamo que o Casino de Lisboa, no quadro de informação obtida directamente junto da Inspecção-Geral de Jogos. Um comportamento altamente desviante.
Daqui se infere que o Clube tem cerca de 50 funcionários e eu interrogo-me: Para quê? A fazer o quê? Não tenho nada de pessoal contra quem quer que seja, sou e sempre fui contra a extinção de postos de trabalho, tendo tido más experiências pessoais, directas e indirectas, nesse capítulo, mas caramba, há coisas que não se entendem. Esta é manifestamente uma delas. Um comportamento e uma atitude desviante, face aos tempos modernos.
Sobre isto a Comissão de Gestão fecha-se em copas. Não tugem, nem mugem.
Tiveram a tentação de cair na fase da asneira não-sei-quantas em querer ir buscar o Jorge Costa ao Olhanense, deixando o respectivo presidente com insónias, mas esquecendo as maiores dores de cabeça eram nossas, antevendo-se mais um caso Couceiro no futebol azul. Um comportamento desviante, sem dúvida.
Felizmente, houve a tal chamada telefónica, a fazer fé no que se vai lendo e lá fomos buscar o Jaime Pacheco, o qual, do produto nacional, para mim, vinha a seguir ao Marinho Peres. Nova correcção de um outro comportamento desviante.
E para que não se diga que só digo mal, finalmente vejo uma medida que não nos trás imediatos desafogo financeiro, mas tão só desportivo, que consiste na redução daquele plantel construído numa mesa de sonhos côr de rosa do engenheiro das couves, como o Zé dos Cucos bem, o apelida.
Ficámos, assim, sem o porta-aviões do Vanderlei, que actuava como rolo compressor da relva, do Alício (quem é?), da promessa adiada do Evandro (este devia pagar o Jesus), o "romeno" do Edmislson e do tosco Júnior Negão, curiosamente todos brasileiros, mas sobre os quais o anterior treinador nada ressalvou de negativo, antes fez actuar o porta-aviões em determinado jogo como suplente utilizado de defesa lateral esquerdo, imagine-se a febre do senhor que lá tínhamos.
Não entendo a razão pela qual mantemos 4 guarda-redes, mas, enfim, se pensarmos que desses 4 atletas 3 são brasileiros (Júlio César, Assis e Tiago Schmidt), fico sem perceber como é que não fomos mais longe nas dispensas.
Ainda assim, a medida em termos desportivos é de louvar, só tendo sido pena que se tivessem cedidos alguns ex-júniores que bem podiam melhor compor o plantel que outros que por lá ficaram por obra e graça do falado regíme sonho côr de rosa do ex-presidente fugitivo.


12:00 da manhã


































