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Declínio de fidelização ao estádio



Desde a década dos anos 80' que a fidelização da presença de espectadores aos estádios de futebol tem vindo a sofrer um impressionante declínio.

Obviamente que na parte que ao Belenenses diz respeito, tal fenómeno tem raízes bem mais acentudas, tanto mais que foi nessa década que o nosso declínio em matéria desportiva se foi evidenciando com as sucessivas baixas de divisão.

Ainda assim, aquando da primeira decida de divisão o Belenenses coneguia levar uma impressionante moldura humana nos seus jogos fora-de-casa.

Não hei-de esquecer aqueles 52 kms da actula EN 4, que liga Vendas Novas (minha terra) a Évora quando fomos jogar contra o Lusitano de Évora (empate a 1-1), com tais 52 kms literalmente preenchidos por autocarros e carros vindos de toda a parte, obrigando-nos a uma paragem técnica em Montemor-O-Novo para deixar passar a maioria dos oriundos da Zona da Grande Lisboa.

Dizia a minha mulher, lá no café do Monte Alentejano, que era preciso o Belenenses decer de divisão para que os adeptos acordassem.

E se acordaram, quando no último jogo em Sesimbra preencheram a encosta dos montes que circundeiam o Campo Vila Amália em Sesimbra e lá subimos de divisão, após vitória por 2-0 e empate do Marítimo em Lagos por 1-1.

Regressados á primeira divisão, o Restelo começou a despejar.

E continuou a despejar, mesmo não havendo ainda as contínuas sessões televisivas de futebol em directo.

Ninguém no Belenenses coneguiu estancar a hemorragia dos assistentes ao espectáculo e nunca ninguém pareceu preocupado com a questão.

As coisas pioraram quando passámos a ter Bingo e o facilistimo originou a preguiça de não arranjar equipas à altura do nome do Clube.

A situação piorou para nós e para todos com a criação das SAD's e da Olivedesportos, fenómenos simultâneos e que estão a acabar com o espectáculo do futebol ao vivo.

Pior ainda ficam as coisas quando se deixa de investir na formação do futebolista nacional e se aposta no mercado brasileiro.

E é um nunca mais parar de asneiras, umas sobre as outras, em especial no que aos dirigentes do Belenenses diz respeito, quando entendem que são os outros que terão de ir ao Restelo ajudar-nos a resolver os nossos problemas.

Nunca somos nós a levantar o traseiro da cadeira e fazer pela vida.

Estamos sempre á espera de perna traçada que alguém resolva os nossos problemas.
E assim eles vão-se agravando.

Propus em tempos um simples estudo da demografia do adepto do Belenenses por este país espalhado.

Propus medidas concretas para a visibilidade do Belenenses e dar a voz aos adepto mediante a realização de um congresso. Até hoje.

De duas uma, ou levantamos o cu da cadeira e vamos buscar os nossos adeptos, criando urgentes medidads de fidelização ao Estádio ou perdemos as pessoas de vez.

E um Clube sem pessoas é um deserto total.

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